O museu de Roberto Lee

SÃO PAULO (vou atrás do Moldex) – O blogueiro Winer Augusto da Fonseca, de Diadema, pede a ajuda deste blog para visitar o museu de Roberto Lee, em Caçapava, abandonado há anos por questões familiares (veja fotos do que sobrou clicando aqui). Lá tem um Tucker, um dos 51 fabricados, e neste blog com fotos antigas do Rio, preciosas, ele aparece estacionado na avenida da praia. Aliás, este blog merece uma visita demorada.

Winer quer saber como chegar lá. Imagino que se for até Caçapava e perguntar nas ruas, alguém vai informar, a cidade é pequena. Mas se alguém tiver indicações mais precisas, coloque aqui. O museu está fechado, é bom que se diga. Há séculos.

O fato de ter um Tucker, porém, faz dele um lugar mais do que especial. Para quem não conhece a história desse carro, há bons sites na internet, um deles este aqui, em inglês.

Winer quer também visitar a fábrica da IBAP, que fazia o Democrata. Essa eu sei onde fica, mas não sobrou nada, exceto uma parede e um carro enterrado. É no Riacho Grande, perto da estrada antiga de Santos. Também fechada à visitação, posto que é propriedade particular. Estive lá no fim do ano passado. É triste, mas igualmente um lugar especial.

Abaixo, o Tucker de Lee.

Comentários

  • Oi Thiago !
    Só esclarecendo:
    NÃO ! O modelo correto é só P-3.
    O ano daquele carro é 1933.
    E não acredite muito nas informações daquelas placas.
    O Roberto tinha imaginação fértil…
    Abraços !

  • Só para acrescentar sobre a Alfa Romeu. Eu olhei na foto, seu modelo é Alfa-Romeu BP-3 “Grand-Prix”. Tem dados como corridas disputadas (Itália, França, Alemanha…). O resto ficou difícil de ler.

  • Marcos

    Muito pertinente o seu comentário acerca do Alfa-Romeo. Realmente não é uma Maserati e seu ano não é 1932, mas 1935. A fotografia que tirei dele traz outros dados como corridas disputadas.
    Parabéns pelos conhecimentos, Marcos.
    Confesso também que não sabia escrever Maserati, e que o nome Capeta veio da “memória” com “K”. Mas acho que não estou tão mal de memória, afinal tinha uns 10 anos quando visitei o museu. Lembrei do emblema no capô.

  • Oi Filipe !
    Xííí…. Pelo jeito sou o decano deste blog !
    Já passaram 55 primaveras debaixo da minha ponte !
    Mas todas estas primaveras não me preocupam !
    O que pesa mesmo são os 55 verões, outonos e invernos !
    Hahahahahhh….
    Mas voltando aos Alfa-Romeo !!!
    Reconhecer uma P3 é obrigação de um bom-fanático por carros de competição.
    Impossível confundi-la com uma Maserati, marca que ainda engatinhava em 1933.
    MAS escrever MaSSerati com 2 SS faz os irmãos tremerem na cova !
    Esta estória que o Romeu citou de que foi aquele carro foi resgatado do pátio Detran, era realmente a que o Roberto contava !
    Mas é PURA FANTASIA !
    A origem deste carro é coisa nebulosa, mas acho que veio da Argentina, e já sem a mecânica original.
    Quanto ao Capeta não passava de uma Rural Willys de casaca.
    Coisa para se mostrar em Salão do Automóvel.
    Nada para ser levado a sério.
    Abraços !

  • Salve Veloz, provoquei e vc me respondeu com a polidez e educação esperadas de uma pessoa de teu nível. Petrus, meu jovem, todos os dias aqui aprendo e ouço com os mais jovens, que tem muito para ensinar desde que tenhamos humildade suficiente para aprender. Quanto ao Mossoró, sou forçado a concordar: as canadenses são muito melhores. Abs. a todos

  • Boa Veloz !!!
    Trabalho estimulante é hobby, só que te pagam…
    Sorte que tua firma é canadian, porque nos States as mulheres são horrorosas !! Cara, só vendo para crer.
    Have a nice trip !

  • Grande Joaquim, pois é, ainda trabalho, apesar dos meus 50 anos feitos em Janeiro.
    Mas não tenho nada para me queixar da vida não, apenas as pessoas amadas que a morte, inexoravelmente, leva um dia.
    Mas trabalho numa empresa canadense de engenharia e projetos absurdamente moderna, o que é muito estimulante, além de proporcionar chances de se conhecer o mundo, pessoas e tecnologias que nós mal conhecemos ou usamos.
    Trabalhar assim é muito bom e pretendo ficar na ativa ainda por muito tempo, até porque as canadenses são lindas.
    Abraços.

  • Deu saudade…
    Visitei este museu há uns 15 anos atrás. Até tenho foto desta Masserati 1932.
    Lembro do carro prata ao lado do Masserati. Pessoal, desculpe a ignorância, não sei o nome mesmo. Lembro apenas que este carro era de fibra de vidro (segundo o museu foi o 1º a ser feito no Brasil, e era chamado de “Kapeta”. Talvez eu esteja errado, pois já faz muitos anos.
    Lembro também de um Lincoln Continental que tinha parte da carroceria feita de madeira, e que tinha um motor gigante de 8 ou 12 cilindros em linha. Um show.
    É uma pena que esteja fechado, pois esta visita que fiz valeu muito a pena.
    Também foi legal a viagem até lá. Saímos de Ubatuba, onde tenho casa, e fomos até Caçapava por uma estrada muito interessante, cheia de curvas em “U”. Lembro que alguns ônibus tinham que manobrar para fazer algumas curva (parar, dar ré…). Estávamos de Corcel I, e o que judiamos do freio não foi mole.

  • Joaquim, voce é mais novo que meu pai que tem 55 é fanatico por Fuscas e tem um bom, não tanto quanto voce, conhecimento sobre automoveis antigos, ele faz parte a sua geração que viu corridas em Interlagos no meio de um matagal danado ,ele saia de Campinas com sua turma pra ver as corridas, vou ver se consigo as fotos, garanto que sua geração foi muito, mas muito mais legal que minha em muitos aspectos, tanto em qualidade de educação como de cultura , e principalmente cultura automobilistica, eu andei de Kart 2 anos, por conta propria e digo que deveria ter comprado um Fusca e Maverick infelizmente a gente aprende tarde a usar a cabeça…mas valeu por dividir seus conhecimentos, como a propaganda cartão sempre diz, é algo que não tem preço. abração

  • Que nostalgia… quando vejo esses carros antigos, e histórias como da própria IBAP, vejo que hoje em dia não tem a mesma “graça” que antes… aproveitando, eu estava no Google Earth à procura de onde era a IBAP, e não achei, se alguém souber poderia me informar? E aproveitando de novo, parabéns pelo blig, não consigo ficar um dia sem ver. Abraços

  • O nome do filme é Tucker: Um Homem e seu Sonho. No original em ingês: Tucker – The Man and His Dream . Foi feito em 1998, com direção do Francis Ford Coppola. Qualquer locadora meia boca tem.

  • Parabens a todos aqui, que estao revivendo nossa historia automobilistica em estilo.
    Gostaria de saber se alguem ja soube de um carro chamado DODGE 1950 Cupe.
    Meu pai tinha um desses e aparnetemente era fabricado no canada.
    Foi nele que aprendi a dirigir e apreciaria se algum de voces pudesse me ajudar a ter uma foto dele.Ja andei por varios sites mas sem sucesso.

  • Caro Petrus Portilho, tenho “só” 52 anos e creio que o Veloz Hp deve estar beirando isso dái. Ao que parece, nós, assim como outros que aqui frequentam, tipo o Ceregatti, somos movidos à paixão automobilistica e tivemos a sorte de viver uma época maravilhosa nesse sentido. Paixão, só isso…e basta. Abraços.

  • Oi Marcos,
    realmente é uma alfa p3, muita gente esta falando que é uma maserati, por causa do crédito errado na foto, mas é só reparar no “quadrifoglio” na lateral para perceber sua verdadeira identidade “alfista”.

  • Nossa
    Amigos, parece que o Joaquim, o Veloz -HP possuem uma respeitavel idade(digo isso com todo respeito) e um conhecimento ainda maior sobre essas reliquias, em comparação e minha idade 29, por isso me desculpem a ignorancia mas PQP Tem Um Tucker no Brasil?!!! Nossa!! Quem viu o Filme e documentarios no History Channel sabe que foram fabricados poucos carros, hehehe, brasileiro com carro é um barato mesmo, o cara vai até o fim do mundo pra buscar uma raridade, esse carro ai merece um Indiana Gomes !!!!

  • Dá muita pena desses carros, sem dúvida, mas quem quiser saber toda a historia do Tucker, veja se consegue achar na locadora o filme: “Tucker e seu sonho” acho que o nome é esse, filme emocionante que conta toda a historia desse visionario e como foi destruido pelas empresas gigantes americanas, se eu nao me engano o ator principal é o jeef brigtes

  • Podem ficar tranquilos… se acertar na mega compro a %!@$&@#toda e faço um %!@$&@#museu… devaneios a parte, realmente é uma pena que tudo esteja desta forma por conta de uma bobagem… verdadeiras raridadas, como aquela alfa carreteira… linda… uma pena mesmo.

  • Oi Pessoal !!!
    A Alfa-Romeo de Caçapava é, ou melhor, era uma P3 , 3.000 c.c., de 1933.
    E o carro da Helle Nice era uma Monza 2.300 c.c., de 1932.
    A curiosidade é que nesta corrida da Av. Brasil, ela bateu em outra Alfá igual, que era do Manoel de Teffé.
    O carro da Helle Nice pertencia ao Eduardo Matarazzo. Estava no Museu de Bebedouro, e foi para a Inglaterra em 1984.
    E a do Teffé era minha.
    O Veloz tem razão – o carro de Caçapava não tem mais o motor 8 cilindros original, e nem o diferencial duplo, há mais de 20 anos !
    Estes motores 8 cilindros são basicamente iguais. Na verdade são 2 motores 4 cilindros acoplados.
    A P3 é monoposto, e as Monza são bipostos.
    Um detalhe interessante é que a Equipe Ferrari começou correndo com estas Monza. Só que os carros do Comendador usavam motores de 2.600 c.c.
    Quanto ao Tucker, é um sucatão !
    E também está sem a mecânica.

  • Interessante é que o Tucker estava trabalhando em um projeto chamado Carioca, que deveria ser produzido no Brasil, quando ele morreu. É impressionante como nós aqui perdidos temos força e nem sabemos, mas quando deixamos um museu como o de caçapava morrer, só podemos lamentetar nossa falta de memória e cuidado.

  • O que se sabe da Alfa Romeo, é que foi resgatada (e arrematada em leilão) do pateo do Detran (na época DST – Ibirapuera) pelo Roberto Lee. Havia sido recolhida após o acidente da Hellé Nice na av. Brasil (1936) e lá ficou até o inicio dos anos 60.
    Os carros do museu fazem parte do lote que sobrou após a morte de Lee, pois alguns foram vendidos (ilegalmente), outros foram devolvidos a seus donos por não pertencerem ao colecionador, estavam apenas expostos no museu.
    Atualmente cerca de 26 carros (eram mais de 60) fazem parte de um grande e interminável imbrólio jurdico, envolvendo a filha e o pai do R. Lee.
    Dentre eles o unico Tucker no Brasil e o protótipo Capeta da Willys
    Enquanto isso, apodrecem, se desmancham, e tem suas partes roubadas…
    É o Brasil… sil… sil…

  • Caros Amigos, a partir de hoje só poderei blogar com voçês à noite porque comecei a trabalhar numa empresa de engenharia da terra do Gilles e lá o controle da internet é total, e com razão, digo já.
    Sobre esse museu tenho uma história que beira o absurdo.
    A exatos 3 meses atráz, (eu disse meses), um amigo de nome Nelson, apelido Pitoco, ex gerente de vendas da loja de motos clássicas Recar do meu outro amigo Zezé, me telefonou pedindo uma ajuda para identificar o motor da Alfa Romeo P3 de corrida que se encontra igualmente abandonada nesse museu e que, segundo boatos, tinha sido de propriedade do Chico Landi, que por sua vêz, havia comprado de um mecânico que afirmava que era o carro da Hellé-Nice, piloto francesa que sofreu um terrivel acidente com 4 mortos na Av. Brasil durante a disputa do Grande Prêmio São Paulo de Automobilismo, corrida de rua no ano de 1936, disputando posição com o Barão de Tefé.
    Para tanto, ele já tinha fotografado o carro lá dentro do museu, muitas fotos do tipo dessa do Tucker, e constatei que o motor já havia sido trocado por um 6 cil. do Packard, com válvulas laterais, e o sistema de diferencial duplo da Alfa já havia sumido, dando lugar a um norte americano qualquer.
    Enfim, o carro havia se tornado um Mecânica Continental, e se foi transformado antes ou depois do repouso final no museu, ninguém sabe pois, quem sabia algo já morreu.
    Porém, ví que não se tratava daquela Alfa e nem a que o Landi trouxe da Europa pois essa já está na mão de colecionadores, e essa do museu está pintada de amarelo e é um modelo mais antigo do que a do Landi, apesar de milagrosamente ainda ostentar muitos detalhes originais na carroceria e painel, mas essas modificações todas é que suscitaram a lenda de ser a Alfa da Hellé-Nice.
    Muito bem, após constatarmos isso consultando muitas fotos minhas e uma enormidade de livros da minha biblioteca por mais de 5 horas de um domingo, ele me confidenciou que que havia um interessado na compra desse carro e era, nada mais nada menos, que o Henri Pescarolo, ex piloto de F1, várias vezes vencedor de Le Mans e atual construtor e dono de equipe de endurance.
    Esse meu amigo estava na verdade fazendo uma consultoria para o francês, e com o resultado da pesquisa nas mãos, fotos e dados técnicos, mandaria tudo por e-mail para o cara lá na França, que estava de prontidão na casa dele só esperando o resultado.
    Mandamos tudo aqui de casa mesmo e 15 minutos depois recebemos a resposta dele dizendo que iria analizar junto com restauradores de lá para avaliarem melhor a situação do carro e conforme a resposta deles, ele viria para São Paulo para olhar de perto e negociar com quem de direito, a compra da Alfa.
    Mais que isso não posso dizer, mas veio uma pessoa olhar o carro, e se ele não estiver mais por lá, deve estar agora respirando os ares de Reims, Clermon Ferran, Paul Ricard, Montlery, Le Mans, e por aí vái.
    E assim vái também nossa história e cultura, trocada por algúns dinheiros do exterior ou apodrecendo de ignorância endêmica no próprio país.

    Salve o Paulo Trevisan, o último dos bravos.

  • Meninos, esse tópico está ótimo. Sinceramente, dos melhores que já li aqui. Parabéns a todos os colaboradores.
    Sobre o Tucker, lembram daquele filme que conta como Mr. Tucker lutou (e sucumbiu) perante as grandes montadoras americanas da época? Mostra bem a cara do sistema, deve estar nas locadoras apesar de ter uns 15 anos ou mais.

  • Hackmann,
    Em 96 trabalhei numa empresa de consultoria empresarial onde apresentamos, gratuitamente, um projeto envolvendo as quatro maiores empresas de aviação, na época, para recuperação e exposição do que restava do acervo. Adivinhe por que não vingou? Vaidade tola, intransigência ou mesmo teimosia daqueles que se acham dono de um patrimônio que é da nação. Uma pena, uma indecência, um atentado ao bom senso. Sds.

  • Arquimedes….a história qu echegou a mim na época..foi que pelo projeto o carro Democrata seria totalmente nacional, mas como todo bom brasileiro o pessoal quis dar um jeitinho e injetou um motor ALFA ROMEO no carro.O Governo que subsidiava o projeto descobriu e parou tudo…..faz sentido agora se é verdade….

  • Vitão, Juca, sem querer defender as putas brasilicanas, porque aqui também só funciona quando tá nas mãos de ULBRA’s, TAM’s e etc. O museu dos irmãos Schlumpf está uma bagaço. Estive lá pela primeira vez em 1988 e era o museu mais lindo que vi até hoje, depois estive lá ha 2 anos e não falta muito para chegar aonde está o museu de Caçapava.
    Resumindo, tudo vai do interesse do maldito governante, se ele gosta de carro antigo então habemus Museum, se ele gosta de boate de p… então cria-se subsidios para as “virgens” !

  • Como sempre digo, sou bem leigo. Mas estou aprendendo muito com o blog. Corrijem-me se entendi errado: O próprio governo brasileiro ajudou a “destruir” a IBAP inciando CPIs e dizendo que a empresa não tinha balanço e outras coisas? É isso? Deveriam proteger e ajudaram a detonar?

  • Tem um cara em São Bernardo do Campo que tem a chave deste tucker…passo a mão.
    Ouvi dizer que vieram dois tuckers para nosso país.
    Um é do Roberto Lee e o outro tinha pego fogo, não sei se é verdade do povo.

  • Joaquim,
    o tal museu Santos Dumont já era um lixo quando funcionava na Oca no Parque do Ibirapuera, por causa da maldita politicagem e da lei de Gerson predominante por aqui. Quando foi para Cotia somente se consumou o inevitável. Porque não transferem tudo para Campo dos Afonsos onde têm um acervo de deixar neguinho babando e investem em um museu de verdade ou entregam tudo para TAM arrumar e colocar no museu deles. O irmão do falecido Rolim Amaro já tentou, mas e a vaidade dos que hoje cuidam daquele lixo !?

  • Olá Gomes…como sou de SBC uma vez em uma travessura de menino sem CNH..fui a essa fabrica que se chamava IBAP (Industria Brasileira de Automoveis Presidente)..que produziu os poucos Democratas..bati umas fotos que depois foram publicadas em uma revista que ainda tenho..se quiser…Outra coisa…alguém sabe onde fica o Museu do Og em Sampa?? A foto de um ALFA ROMEO do Museu do Lee está descrita como “MASERATI” mas o “quadrifoglio” na lateral revela a verdade…lembranças azuis a #96..

  • pois é Juca. Na França, quando os irmãos Slumpf (acho que é isto) quebraram a empresa e abandonaram 400 Bugattis num galpão, o governo foi lá, desapropriou a coleção, criou uma fundação e fez com que a renda pague a indenização dos ex-funcionários. Se algum governnante tivesse peito, faria o mesmo, e deixava os herdeiros (não os conheço para aplicar o adjetivo gananciosos) resolvendo a quem pertence o valor da indenização.

  • Para chegar neste museu não é muito difícil, basta chegar em Caçapava e procurar o quartel, ali ou em volta dele te dão a dica para chegar a fazenda onde está o galpão que guardava o acervo do Roberto Lee.
    Oficialmente está tudo fechado, mas com algum jeitinho e um bom papo ou trcados é possível entrar lá.
    Estive lá pela última vez a uns cinco anos e com um bom papo fui ver isto aí que está nas fotos.
    A história do museu foi publicada recentemente em uma QR Clássicos se não me engano.
    Quando moleque estive diversas vezes neste museu e tenho fotografias do CORD e da Bugatti e da maioria dos outros carros, porém alguns como o Hispano Suiza que fazia parte do acervo já tinha saído do museu.
    Existem muitas histórias que cercam esta coleção, mas pelo que me consta a maioria dos carros senão todos saíram legalmente do museu com alvaras judiciais etc, como espólio dos bens deixados por Roberto Lee.
    Se depois foram vendidos legalmente é outra história. O final é uma pena pois foi uma briga entre os filhos e o pai do Roberto Lee que por sinal também não era justamente uma flor.
    Bem é isso que eu conheço da história, se alguém se interessar posso encontrar as fotos que tenho e enviar para o Flavio se ele quiser postar aqui no blig é só pedir.

  • É por essas e outras que dizemos que o brasileiro é um povo desmemoriado. Não honramos nossas tradições, não cultuamos nossos heróis, não preservamos nossa história. Somos um povo sem senso de coletividade, enaltecemos a cultura do imediatismo, do aqui e agora. Se estão escandalizados com o que sobrou da coleção do Lee, sugiro que façam uma visita ao “museu” Santos Dumont, administrado por uma tal Fundação do mesmo nome, em Cotia-SP. Um escândalo, um acinte, um descalabro, um desrespeito a uma das maiores figuras brasileiras e da aviação mundial. Como brasileiro, me sinto insultado e envergonhado.

  • FG, tão ou mais importante que o “treis zolhos” sào o Alfa da Helen nice, e o prtótipo do Capeta, e o bugatti, que foi simplesmente roubado (aliás, isto não é patimônio histórico?). ACho que tinha um Cord também. O Caminho não lembro direito, mas era um galpão passando a linha de trem SP-Rio, perto do quartel. Procura num mapa que vc acha.