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terça-feira, 26 de janeiro de 2010 - 15:23A1GP

JÁ ACABOU

SÃO PAULO (e os carros?) – A A1 GP, que quando foi lançada nós tentamos apelidar de “Fórmula Camelo” porque era invenção de um xeique de Dubai, e iria correr por aqueles lados, foi definitivamente para o saco, como conta o Felipe Paranhos no BloGP. Suas quatro temporadas completas não deixam nenhum legado, exceto um rastro de suspeitas sobre a origem do dinheiro que bancou a brincadeira.

Agora seu principal executivo, o sul-africano nascido em Portugal Tony Teixeira, está prestes a comprar parte da Campos Meta, a equipe de Bruno Senna. Que deve ser justo a parte “Meta”.

A A1GP entra para a história como uma das categorias mais obscuras de todos os tempos. Chegou a ter, na última temporada, a participação efetiva da Ferrari, que fez carros e motores. Quem será que pagou a conta? A lavanderia do automobilismo não é fraca, não.

Anotem: a próxima a abrir o bico é a Superleague, aquela dos times de futebol.

30 comentários

  1. jeferson disse:

    A A1GP, dizem que irá voltar na forma de A10 World Series. Olhem esse site :

    http://www.a10worldseries.com

  2. jeferson disse:

    Dizem por ai que a categoria vai voltar na forma de A10 World Series. Olhem esse site :

    http://www.a10worldseries.com

  3. Pedro Paiva disse:

    Quero mais é ficar de olho no eBay e arrematar um dos Ferrari que com certeza vão aparecer…

  4. FerAva disse:

    Em tempo: Tony FERNANDES eh o da Lotus, da Malasia. E os carros que foram para a AutoGP (Euroseries 3000 ate o ano passado) foram os Lola da A1GP pre-Ferrari, mas la com um pouco menos de potencia no motor (ainda) Zytek, pneus Michelin e um ‘kit’ aero mais moderno…

  5. FerAva disse:

    Grande Flavio, discordo (mesmo eu sendo parcial a A1GP…)…deixou um legado (se eh que nao retorna ainda, nao acabou a historia…) sim, e grande…apesar de todas as dificuldades, financeiras, politicas, e milhoes de outras, o A1 Team BRA deu oportunidade de varios pilotos (eh so olhar a lista) de experimentar, sem ter que pagar do bolso, carros de 1a linha com mais de 500 ou 600 hp (dependendo do ano) e estarem imersos, em condicoes razoavelmente iguais, com pilotos do mundo todo, em pistas boas (e outras ruins, claro), mas vi de dentro e sei que demos sim bastante oportunidades, de guiar, de viajar, de conhecer, de ser visto (por donos de equipe, empresarios, etc de ponta)…com todos os problemas enfrentamos, todos os pilotos que tiveram uma passagem conosco lembram dela com algum carinho. Abraco.

  6. Roberto Zimmerman disse:

    E sobre quem pagou a conta da A1GP, e que pode até continuar a pagar, qualquer um que já frequentou o paddock da categoria pelo menos uma vez, sabe. Fica difícil saber sentado numa cadeira, assistindo jogos de futebol na hora das corridas da categoria…

  7. Roberto Zimmerman disse:

    Eu não sei mais se é desinformação ou é ma-fé dos nossos pseudo-jornalistas “especializados”, naquelas de “é mais simples escrever assim, ninguém vai saber a real mesmo, então vai a informação errada de uma vez”. A Ferrari forneceu motores mas NUNCA fez ou forneceu carros pra A1GP. Ela cedeu algumas informações da IP do F2004 para que a A1GP TECHNOLOGIES, uma empresa da holding A1GP, essa sim, desenhasse, construísse e fornecesse os carros para a categoria. Os carros, então, eram levemente inspirados em uma Ferrari de F1, mas nunca foram carros dela. Mas estou certo de que a informação jamais será corrigida, já que nossos “especialistas” estão sempre pouco se lixando.

  8. iago villar disse:

    ouvi dizer que os carros iam pra AutoGP uma nova categoria.

  9. Quero saber disse:

    A Superleague existe ainda?

    Quem foram os campeões (2008 e 2009)?

    Em 2008, o Pizzonia correu pelos gambás. O Tuka Rocha, se não me engano, pelos urubus. Quem foram os brasileiros em 2009?

    Na A-1 GP, eu lembro que o atual companheiro do Rubinho, o Nico Hulkemberg, foi campeão (2008 ou 2009). Acho menos obscura do que a Superleague.

  10. Leonardo Barros disse:

    Flavio, discordo de vc. Assisti a A1GP desde sua primeira corrida e acompanhei-a por toda sua história. Talvez vc não se lembre, mas te enviei um monte de e-mails, lá no longinquo 2005, quando a categoria se iniciava, sugerindo a transmissão pela ESPN/Brasil como uma programação barata e cativante. E realmente o era.
    Passei muitas noites acordando de madrugada e assistindo as provas pela internet, com narração em inglês (ou chines!) porque no Brasil ninguém a transmitia, e ainda assim, cansei de me divertir com a competitividade da categoria e com a paixão de torcer pelo time do Brasil, ao invés de torcer por um nome qualquer de piloto.
    Até ultimamente, em suas últimas corridas no início de 2009, era ainda, ela, uma categoria muito cativante e extremamente justa. Seus carros eram todos iguais e com isso quem fazia diferença eram os pilotos e os trabalhos das equipes. Coisa que há muito não encontramos na formula 1, onde os carros e a tecnologia acabaram com a graça do automobilismo.
    No Brasil, infelizmente, não foi dada a devida atenção ao belíssimo trabalho feito por Emerson Fittipaldi na categoria, juntamente com Nelsinho Piquet, Bia Figueiredo, Felipe Albuquerque, dentre outras tantas revelações. Poderia, e deveria, ter sido tomada por nossa imprensa como base de lançamento de pilotos, coisa que não temos na nossa F3-Sulamericana, mas infelizmente nossa imprensa esportiva gosta de nomes e marketing….
    No exterior foi assim encarada e deixou grandes nomes como Niko Hulkenberg e mais recentemente Adam Carroll. Em Portugal, Holanda, China e Inglaterra deixou uma legião de fãs, os autodromos enchiam ao limite e a imprensa dava grande atenção à categoria.
    A A1GP deixa, sim, um grande legado. O legado de uma idéia sensacional incompreendida. O legado de que ainda pode haver emoção verdadeira e justiça no automobilismo, apesar da F1. E deixa, ainda que muitos não acreditem, uma multidão de fãs brasileiros, como eu, órfãos e esperançosos que ainda alguém salve a categoria e lhe dê o sucesso e a seriedade que ela merece.
    (só para comprovar, no orkut, entre 2005 e 2008 existiam comunidades brasileiras de A1GP extremamente atuantes em fóruns, com mais de 2000 membros)

  11. Oi Flávio, a A1GP pelo menos em 2005/06 foi legal, GRID cheio, corridas pela TV, bons pilotos eu gostava. Até porque era durante o intervalo da F1. Alias no ano da Ferrari foi bem legal as corridas. Era muito melhor do que ver essas programações das TVs de inicio de Ano.

    Quando volta o LIMITE…?

    Abraço.

  12. Antonio Pessoa disse:

    Lamento, Flávio, mas você está errado ao dizer que a A1GP não deixa nenhum legado.
    Isso só pode ser afirmado em uma situação de mentalidade bitolada que só sabe dar valor à F-1, mas a A1GP teve o seu valor. Fez corridas em lugares que a arrogante F-1 só faria se pintasse um sheik árabe para bancar tudo (com LAVANDERIA também!), correram em Pequim, Nova Zelândia, Laguna Seca, Lausitzring, Zandvoort, Brno, Algarve, Cidade do México e nas ruas de Durban. Foi uma proposta interessante de tal modo que atraiu pilotos renomados do automobilismo a participar, principalmente nas primeiras temporadas, como Tomas Scheckter, Jos Verstappen, Narain Karthikeyan, Marco Andretti, Buddy Rice, Bryan Herta, Bruno Junqueira, Vitor Meira, Christian Fittipaldi, Bia Figueiredo, Nelsinho Piquet, Will Power, Ryan Briscoe, Nico Hulkenberg (campeão da 2ª temporada), dentre outros. Uma categoria “fraca e sem legado” não teria essa história.
    Com certeza teve corridas mais interessantes do que a sonolenta Fila 1ndiana do Bernie E$clerostone…

  13. MAX disse:

    Quanto mais categorias ,melhor..
    De onde vem o dinheiro, pouco interessa..

  14. Maxwell Barbosa Medeiros disse:

    A propósito(mudando de assunto), que carro é esse que aparece no lado do seu nome(lá no topo da página)?

  15. Maxwell Barbosa Medeiros disse:

    Será que agora a Campos começa a decolar(financeiramente)?

  16. Ed disse:

    Flávio e aquela categoria de bólidos que levariam as cores de times de futebol? Conforme vc disse, nem começou não é! Eu gostaria de entender esses ímpetos que sempre gastam um dinheirão em propagandas etc e tal e não dão em nada e, fica por isso mesmo,e eu precisando de 50 mirzinho para tocar meus carros, que dureza ! ! !

  17. Roberto Martinez disse:

    Acabou tarde ! Êita categoria chata !
    Mais ainda, o canal Speed continua passando propaganda da A1 bem “atualizada”, anunciando que “no ano que vem” a categoria utilizará os carros e motores Ferrari…

  18. Victor disse:

    Se tem categorias pros caras correrem, reclamam.
    Se não tem nada, reclamam tambem.
    Povo chato…

  19. vitão disse:

    acho que você quis dizer lavanderia.

  20. Aliandro Miranda disse:

    Acredito que a Superleague é ainda mais obscura, porque envolve times de futebol.

  21. petrafan disse:

    quer dizer que a scuderia, que tanto deve ter se emocionado ao descobrir a lealdade e honradez de um humilde balconista de lojinha de xerox da bucólica Woking, participou dessa obscuridade?

  22. Eric disse:

    Para mim a Superleague nunca existiu….

  23. N I P O - L U S O disse:

    Uma das propostas era interessante: Correr no Recesso da F1 e Indy… Pois no meio de Novembro até Março do ano seguinte não há cortridas…
    Mas o resto: tudo nebuloso, esquisito, estranho – no mínimo…

  24. Então, a Campos Meta passaria a se chamar Campos Teixeira. Ou não, como diria Cléber Machado.

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