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sexta-feira, 16 de abril de 2010 - 16:47Diários de viagem

DIÁRIOS, CHINA

SÃO PAULO (só a Iros salva) – Não sei se o pessoal terá algum interesse, mas vá lá… O blogueiro Rodrigo Aquino sugeriu que nos finais de semana de corrida eu republicasse aqui no blog os meus antigos textos dos “Diários de Viagem”, que escrevia anos atrás e acabaram dando origem ao livro “O Boto do Reno”.

Esta é a semana do GP da China, pois que seja. Abaixo, o texto que deve ser de 2004, já nem lembro mais.

Se vocês gostarem, semana que vem coloco no ar os “Diários” do Bahrein, Austrália e Malásia. Se não gostarem, esquece.

NA CHINA NÃO TEM PISCINA

Na China não tem piscina. Foi a primeira e paupérrima impressão que tive do maior país do mundo, do avião. Como é que alguém pode pensar em piscina quando chega na China? Bem, depois de 24 horas voando, pode. Pode, sim. Pode-se pensar em qualquer coisa, o importante é chegar. Do alto, não vi nenhuma piscina. Lá dentro, no avião, já tinha visto o que era possível. A lista de filmes disponíveis tinha dois Almodóvar e um americano estúpido de um casal que compra um apartamento e tem uma velha doida como vizinha. E um documentário sobre pássaros.

Detive-me neste, depois de ver os Almodóvar e o americano estúpido. Muito bem feito, mostra movimentos migratórios. Gansos selvagens, patos, andorinhas, falcões, pombos, cisnes, araras, papagaios, urubus, ao que parece todos migram, o tempo todo. Voar deve ser bom. Tem um livro aí, consta até que faz algum sucesso, o título diz alguma coisa sobre o que podemos aprender com os gansos. Exceto voar, não creio que possa aprender muito com os gansos. E isso eles não podem me ensinar. Também não acho que tenha muito a ensinar aos gansos. Estamos quites, nós os mamíferos bípedes e eles, os gansos. Uma vez um ganso me atacou num restaurante em Caxambu. Dei-lhe um bico no peito. Estava com meus filhos, que ficaram aterrorizados com aquela gritaria. Transformei-me num herói por tê-los salvado do ganso. Mas não disse a eles que fiquei apavorado, também. Não tenho nada a aprender com gansos, se vierem me ensinar algo, dou-lhes um bico no meio da cara.

Alguém há de me perguntar: e aí, como é a China? Longe pra caralho e não tem piscina, seria minha primeira reação se alguém me perguntasse dez minutos depois do desembarque. Só tem Santana na rua, seria a resposta meia hora depois. Dirigem feito malucos, uma hora mais. E não sei mais o quê.

Cidades grandes impressionam, prédios enormes, espelhados e bem iluminados à noite também, bons restaurantes e um autódromo gigantesco, idem. Mas essas coisas não me pegam mais. Legal, bonito, mas quando é que eu volto? Eu queria ver uma outra China, a China do “Loto Azul” do Tintin. Essa não está em Xangai. Xangai é que nem Hong Kong, tem um quê de Tóquio, algo de Chicago, sei lá, é o Ocidente cheio de chineses, não tem, quase não tem, seria mais justo dizer, aqueles chinesinhos que andam em motonetas muito pequenas e estragadas, com as pernas dobradas, os joelhos voltados para fora, como se fossem losangos. Vi um ou outro, mas Xangai não é a China do Tintin.

É, sim, um monstrengo de concreto e de gente buzinando. E como buzinam. Arranque a buzina do Santana de um chinês e ele não consegue sair de casa. Por que tantos Santanas?, me pergunto. Achei que eram todos feitos no Brasil, aquele modelo novo eu imaginava que só era feito aqui, mas alguém me disse que tem uma fábrica da Volkswagen na China, também, e não consegui descobrir se tem mesmo. Em todo caso, cada vez que eu entrava num Santana me dava vontade de cantarolar “isso aqui ô-ô, é um pouquinho de Brasil iá-iá”, cá estou num veículo made in São Bernardo do Campo.

E guiam mal. No sábado à noite, o motorista da van se perdeu quando saiu do autódromo. Não é permitido a estrangeiros dirigir na China, e por isso estávamos todos à mercê das vans e dos taxistas. O cara se perdeu, não achava Xangai. Porra, Xangai é grande pra caralho, como o cara não achava Xangai? Não achava, conseguimos dizer a ele para voltar ao autódromo, que é tão opulento quanto a Muralha da China, dá para ver da Lua, e o desgraçado não achava o autódromo.

No domingo de manhã, deu-me claustrofobia. Numa van igual, indo para o autódromo, fiquei com medo de o cara se perder também e irmos parar no Vietnã. Tinha um monte de inglês no carro. Todos hospedados no mesmo hotel, o mais barato que nos arrumaram. Escancarei a janela e meti a cara para fora. Reclamaram do vento, mas eu gosto de vento na cara, eles que se fodam. A cara é minha, vocês que se fodam. Sou muito invocado. Os ingleses me xingaram e ficou por isso mesmo, são meus amigos, afinal, que se fodam.

Fui para a China via Amsterdam. O aeroporto se chama Schiphol. Gosto de nomes de aeroportos, e me refiro a eles pelo nome, não pela cidade, é uma forma de arrotar intimidade com essa coisa de viajar muito, fazendo tipo, oh, para mim é tão comum que às vezes nem me dou conta e digo Schiphol em vez de Amsterdam. Digo também La Guardia, Zaventem, O’Hare, Jêi-Éf-Quêi, Charles de Gaulle, Linate, Orly, Heathrow, Malpensa, Mirabel, Gatwick, Barajas, Ezeiza, Dorval, Tegel e Fiumicino. As pessoas não sabem do que se trata e você então, under request, diz a cidade e todos o admiram.

Em Schiphol, a caminho do portão de embarque para mais muitas horas até Xangai, parei para tomar um café e fumar um cigarro. É um aeroporto civilizado, tem lojas boas, museu, banheiras de hidromassagem e lugar para fumar. Ao lado de um café, ótima combinação, serei preso por fazer apologia ao fumo e à cafeína, bem, se for me levem cigarros na prisão, e enquanto tomava o café de dois euros, li na parede uma longa inscrição.

Sou retardado, anotei no meu bloquinho. “Há dois momentos nas viagens em que me sinto totalmente livre. O primeiro é o instante em que o avião mergulha silenciosamente no céu e me vejo no meio daquele azul ou do manto macio das nuvens.” Que merda, manto macio das nuvens. Em frente, falta ainda um momento nessa cantilena. “O outro é antes de embarcar, quando me sento para tomar um café, um hábito que desenvolvi, de solitária alegria, que serve para me lembrar que a melhor parte de uma viagem, a mais saborosa, é quando eu simplesmente paro e olho em volta.” Porra, precisa de tudo isso para me convencer a tomar um café? OK, tomei o café. Quem será que escreveu tamanha merda na parede? Precisa de assinatura. Se tivesse, Ernest Hemingway ou Marco Polo, por exemplo, eu não teria achado uma merda e saborearia meu café empertigado, convencido de que a melhor coisa de uma viagem é olhar em volta tomando café, mesmo pagando dois euros, mas como não tinha assinatura nenhuma, achei mesmo uma merda. Poderiam ter inventado um nome qualquer para meu café ficar mais saboroso. Falta credibilidade a textos apócrifos pintados em paredes.

Gosto também de banheiros de aeroportos. Sempre há algum isolado, em alas que parecem nunca ser usadas, escondidos, amplos e limpos. Quando faço escalas longas, circulo atrás de banheiros isolados. Quero incluí-los no livro de espionagem que nunca escreverei. “Procure por um envelope pardo no forro do teto sobre o terceiro mictório da esquerda para a direita”, dirá o contato alemão oriental por telefone ao espião inglês em Tegel, e as inacreditáveis plantas de um laboratório onde está sendo feita uma bomba capaz de implodir Londres cairão finalmente nas mãos do MI5, o serviço secreto de Sua Majestade. Há uma versão com rolo de microfilme, também, fotos incríveis de um caça que voa a trezentos mil quilômetros por hora capaz de ir de Moscou a Nova York em meio segundo. Seria um grande livro, o meu.

Voltemos à China. Houve um jantar histórico, entrará para meus casos clássicos, será contado cada vez de um jeito diferente, um dia ainda direi que comi cobras e escorpiões, foi na noite em que o cara se perdeu e nós perdemos a hora de achar qualquer restaurante aberto, encontramos um com o cardápio em chinês, e todas as chinesinhas fizeram enorme esforço para explicar o que tinha para comer, e como não entendemos nada, trouxeram o que tinha, enfiaram uma panela enorme sobre um fogareiro encaixado sob a mesa, começaram a jogar uma porção de coisas esquisitas dentro, e ficamos comendo e aprendendo a escrever em chinês em guardanapos.

Vi também na TV o comercial de um impressionante aparelho que se coloca na orelha na hora de dormir e, embora sem entender chinês, foi possível compreender que ele deixa quem o usa de modo apropriado mais inteligente e sem espinhas. Poderia tê-lo descoberto antes, agora não tenho mais espinhas, e quanto a ficar mais inteligente, bem, o cara que me vendeu um relógio na entrada do autódromo deve agradecer aos céus eu nunca ter usado o aparelho na orelha, porque se tivesse não compraria nunca aquela droga que parou de funcionar no dia seguinte. Chinês safado.

85 comentários

  1. Roseli Lopes - São Bernardo do Campo disse:

    Eu tenho o livro “O que podemos aprender com os gansos”, de Alexandre Rangel, da Rádio Bandeirantes. É um livro que não sei se é legal ou chato pra caramba. Não defini opinião. É de um monte de textos para gestão empresarial, com estórias e parábolas que já ouvimos em algum lugar. Sobre os gansos, mesmo, só o primeiro texto. E são uns 100 textos. Uns são legaizinhos (lembra muito o livro “O homem que calculava”). Mas alguns são um porre total, como: “Faça sempre o correto, busque equilibrio em sua equipe, tenha paciência com as pessoas do seu trabalho, etc…” Mas que, quando alguém é cri-cri, erra muito, é chato, irritante, ô se dá vontade de mandar pra aquele lugar, dar uns petelecos e arrebentar (no bom sentido) o dito ou dita-cujo, salafrário, vigarista e ladrão de galinha… rs rs Gostei do texto. Esse povo da China é bem estranho. E o país, idem. Pode mandar os outros. Manda o endereço que envio o dos “Gansos”. Você vai querer afogá-los.

  2. Fábio Amaral disse:

    Espetacular! Sem mais comentários!

  3. Fábio Amaral disse:

    Espetacular!!!! Sem mais cometários!

  4. ALEXANDRE L.S.RABELO disse:

    muito divertido ,mr flavio
    valeu

  5. acarloz disse:

    Publica todos, são demais.

  6. Gerson Vecchi disse:

    Nossa, que mau humor delicioso. Posta mais, cacete!!

  7. Paulo Vitorino disse:

    Gosto muito dos seus textos, pitadas de humor sarcástico e muita informação, repassada de forma simples e direta. Parece que estamos conversando com você ao vivo, é muito prazeroso ler estes textos. Por favor, pode continuar sim, estou no aguardo de mais relatos de suas “aventuras”. Parabéns.

  8. Valney disse:

    Poesia pura. Não entendo porra nenhuma de poesia!

  9. Carlos Donato Júnior disse:

    Muito bom Flávio, adoro a forma como você escreve, me sinto em um boteco ouvindo um amigo falar.
    Pode postar que a gente agradece.
    abs

  10. Fernando disse:

    Qdo sai o Boto do REno 2 ??????
    O Um com dedicatória tah bem guardado.

  11. Paulo Bruhm disse:

    Legal o relato. Mas vais preso pela apologia ao fumo.

    A frota que era quase só de Santanas deve estar bem diferente atualmente em Xangai. E só seis anos after.

  12. Curti. Deu um panorama legal. Só não gostei do momento ju-jitsu no peito do ganso. Mas se toda unanimidade é burra mesmo… Pode postar outros, tá autorizado pela maioria. Mas não esqueça de checar a data, coisa fundamental em diários. Valeu!

  13. RCRG72 disse:

    Muito maneiro!!!
    Parabéns!
    Manda mais!!!

  14. Mário Mesquita disse:

    Eu ri muito.

  15. Mario disse:

    Eu sempre gostei de Graham Greene, John Le Carré, Martin Amis. Hoje você tem até Zadie Smith escrevendo sobre lugares e opiniões. Ninguém mais escreve no Brasil. É uma merda. Por favor escreva mais. Espero que tenha mais.

  16. Leandro disse:

    Parabéns,tenho opiniões na maioria das vezes contraria a sua ,mais esse texto tenho que admirar e bater palma, porque ficou muito bom mesmo.

  17. Ubaldir Jr. disse:

    Comprem o “Boto do Reno”. Simplesmente impagável.

  18. Meu primeiro contato com seu blog foi devido as historias da viagem a Alemanha. Li tudo.Quero saber os outros micos e gorilas que voce já pagou por ai

    Abraco

  19. Dudu disse:

    Também tenho seu livro. Se mandar para o seu escritório acompanhado de um envelope selado, consigo uma dedicatória? Um abraço.

  20. Bom, então vou encher a boca pra falar: Galeão, Santos Dumont, Salgado Filho, Pampulha, Confins, Guararapes, Santa Genoveva, Afonso Pena, Viracopos, Congonhas.

    Aqui em Brasília ninguém chama o aeroporto pelo nome, mas já houve dois com nome na época da construção: Vera Cruz e Velhacap. Podiam botar um desses nomes no aeroporto pra ver se pegava.

  21. marcio disse:

    Estou esperando o resto. Por favor com muita frequencia.

  22. Al Unser Jr. disse:

    Somente comecei a acompanhar o blog por causa dos diarios (achava o sr. um nanico chato pra caralho, agora não acho tão chato), depois, viciei e agora não paro, todos os dias tenho que dar uma revidas, pelo menos umas 2 vezes.
    Que continue com os diarios, são muito bem escritos, nem parece que sr. gosta de Ladas! kkk

  23. Marcelo disse:

    Muito bom Flávio!
    Faz um pouco mais de um ano que acompanho seu blog. É a leitura perfeita para o início e término do expediente.
    As vezes tenho que segurar as gargalhadas, mas o pessoal do trabalho está se acostumando com as risadas involuntárias. Alguns até estão acompanhando também…

    Pode postar o resto e considere-se com mais um exemplar do livro vendido.

    Abraço

  24. Bernardo Marques disse:

    Por favor poste mais, definitivamente muito bom!

  25. Felipe Antunis disse:

    Antes, entrava no Grande Prêmio só pra ler os Diários de Viagem. Comprei o livro e tenho de dizer… você, como a Fórmula 1, era melhor antigamente… tá muito chato agora…

  26. Luiz salomao disse:

    Nas olimpiadas a tv mostrou uns jornalistas visitando uma daquelas feiras onde se vende escorpiao, cobra, rato e demais iguarias exoticas. entao os caras comecaram a comer aquelas coisas nojentas e um deles ate mencionou como era bom o sabor de uma barata, foi quando alguns chineses se aproximaram e o jornalista ofereceu um espetinho p eles. ai vem a melhor parte, os chineses rejeitaram e disseram que la na china ninguem come aquilo, os espetinhos exoticos sao vendidos so para os estrangeiros otarios que visitam a feira!!

  27. João Paulo disse:

    Um barato, aguardo os próximos.

  28. Thiago lima disse:

    nossa,muito bom sei…sei que ja sabe disso,mas Gomes,você escreve bem pra caralho…parabens…

    Mande os outros

  29. Andre Nascentes disse:

    Coloque todos!

  30. Mauricio Camargo disse:

    Se você colocar todo o seu diário, ninguém vai comprar seu livro…

  31. Guerwin disse:

    Manda mais. “Chinês safado”…hahahaha

  32. Celso Silva disse:

    Muito bom cara! Continue com a série.

  33. Boris disse:

    Os seus textos são maravilhosos.Até hoje releio o texto do ROCK IN RIO que voce escreveu em janeiro,foi de arrebentar,lembrou uma geração toda dos nossos velhos tempos.Continue com seus Diarios,vai ser muito legal para nós.

  34. Felipe Trench disse:

    Flavio, você é meio chato, mas seu livro é muito legal. Lembro-me da foto com a “vista maravilhosa do hotel no Bahrein”. Sensacional. Vou recuperá-lo onde estiver guardado e reler. Aliás, tenho ótimas lembranças de seu livro.
    Quando comprei meu exemplar, havia um concurso que dava um ingresso ao GP Brasil/2005. Ganhei o concurso e vi o Alonso campeão pela primeira vez ao vivo e em cores.
    Estou esperando seu segundo livro. Seja qual tema for, eu compro. Olha, no final das contas você nem é tão chato assim.

  35. Tiago disse:

    Muito boa idéia essa de publicar os textos… esses seus relatos das viagens são sensacionais! Por mim apoiado, continue com os textos!

  36. Jorge Machado disse:

    Excelente texto…. parabéns

  37. Raphael F1 disse:

    Flávio, vc escreve muito bem. E tem um tom excelente para narrar história, daria um excelente escritor.

    Muito legal a história da China. To aguardando as do Bahrein e Austrália.

  38. FrancoFranklin disse:

    É de rachar o bico!!! Engraçado é que o texto com termos “mal educados” me lembra vagamente o comportamento esporádico que tenho diante de algumas coisas… Por que será que a rabugice alheia é sempre engraçada? Note bem; Alheia. Se alguém se aventura a rir dos meus atos “rabugicos”, é excomungado até a nona geração… Mas acho que Vc hoje deve estar de bom humor, por isso não vou ser excomungado!!!!!!! kkk Eu voto a favor da continuidade dos textos. São muito bem escritos!!!!!!! Parabéns

  39. Mauricio Harada disse:

    Pô, pode mandar mais textos, com certeza!!

    Já estou esperando pelos respectivos das provas passadas, atualize aí.

    Um abraço

  40. Caraca meu! Ótimo texto.
    Por favor posta os outros para termos uma deliciosa e engraçada leitura!
    Abraço!

  41. Cersão disse:

    FG, eu sou um dos – poucos ou loucos – que compraram o livro… Legal a idéia de colocá- lo no blog em capítulos. E a cada prova.

  42. Lastikas disse:

    Bacana, continua publicando. A história do envelope contendo o microfilme (é tudo junto?) foi demais.

  43. Alcysio Canette disse:

    Flávio, adorei o texto, pode continuar a nos deliciar com sua escrita.

  44. Zézinho disse:

    Não conhecia o livro, vou adquirir já meu exemplar

  45. thales disse:

    flavio
    mt bom o texto adoro seus diarios de viagens
    posta o restante pra gente poder ler tb
    abraços

  46. Luis Pulvno disse:

    Pode continuar com os diários! É sempre interesante ler as experiencias de uma pessoa longe de tudo e de todos tentando sobreviver! Relacionado com Fórmula 1, melhor ainda! Muito bom!

  47. Maveco disse:

    Não havia lido na época. Legal pra caramba!

  48. Askjao disse:

    FG, se a minha opinião valer mais do que o relógio que você comprou, pode continuar com os textos, incluisve com os novos.

  49. Mauricio disse:

    Show. Fui pra lá em 2008, a sensação é exatamente essa mas não tive todo esse talento para descrevê-la.

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