FW33

SÃO PAULO (rua, meu filho!) – E o último lançamento de hoje: FW33, o carro da Williams. A equipe não se preocupou muito com fotos de divulgação (só essa aqui, de lado, por enquanto). Mandou Barrichello para a pista rapidinho. A pintura me parece provisória. Carro todo azul escuro, com número grande na lateral e a PDVSA como patrocinadora quase exclusiva. A estatal venezuelana vai garantir a maior parte do orçamento do time. Em troca, colocou Pastor Maldonado no cockpit.

Mas seria legal se ficasse assim, uma pintura clássica e minimalista. Gosto da Williams. É o que sobrou de uma F-1 que não existe mais, que a gente chama de “garagista”. Lugar apropriado para Barrichello, um apaixonado pelo que faz. Pode-se falar o que quiser de Rubens, mas uma coisa não se nega a ele: o amor pelas corridas.

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73 Comentários
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Francisco Almeida
Francisco Almeida
10 anos atrás

Barrichello tem seus talentos de acertador de carros. Aliás, é um papel que lhe cai bem numa equipe que tem um estreante trazendo o principal patrocinador. Se fosse numa situação como a da Ferrari, em que um campeão traz o dinheiro grosso, só haveria espaço para o Barrichello como piloto de testes, sem correr GPs, e a equipe preferiria como segundo piloto alguma promessa vinda das “categorias de base”, como fez a MacLaren com o Hamilton.

No ofício de motorista (ué, driver não é motorista?), certamente Barrichello é melhor do que eu. No quesito sucesso financeiro, ele também é muito melhor do que eu. Mas me sinto à vontade para criticá-lo pelas besteiras que volta e meia ele solta. Ele teve, e ainda tem, a pretensão de ser um segundo Senna, de ser um campeão do mundo na F1, mas não tem nem o talento e nem a agressividade do piloto de saudosa memória. Ao contrário, Barrichello é muito mais lembrado pelo festival de “mi, mi, mi” na frente dos microfones.

Talvez a melhor definição de Barrichello hoje (fevereiro de 2011) é que ele é um fóssil vivo: representante de uma época romântica em que o automobilismo brasileiro formava pilotos competitivos no exterior (com destaque para o Emerson e para o Piquet), vivendo numa época em que o caos reina na CBA, em que os autódromos nacionais vão rareando, em que as corridas de monopostos estão extintas no Brasil e em que apenas duas categorias automobilísticas nacionais conseguem se sustentar (a “estoque” e dos caminhões) e seus pilotos não têm a menor chance em correr no exterior (prova disso é que nem o Cacá e nem o Popó Bueno, filhos do famoso narrador da F1 da Globo, se animaram a começar uma carreira lá fora).

Pobre Barrichello, queria ser um novo Senna, mas tem que se contentar em ser um novo Riccardo Patrese.

Orlando Salomone
Orlando Salomone
10 anos atrás

Força, Rubens.

Guilherme
Guilherme
10 anos atrás

Por quê é que não se pintam os números grandes dos carros nas carrocerias mais?

Mesmo carros sem patrocínio tem um número minúsculo na frente!

semnome
semnome
10 anos atrás

Nem rua, Flávio.
Abs.

José Maria Forville de Andrade
José Maria Forville de Andrade
10 anos atrás

Rubinho é o nome brasileiro na atual F1.
Força Barrica!!!

Carlos Tavares
Carlos Tavares
10 anos atrás

Aliás, esse esquema de cores Azul / Amarelo / Vermelho é a bandeira da Venezuela….

Venezuela, de onde vem a petrolífera que vai bancar a brincadeira da Williams…

Carlos Tavares
Carlos Tavares
10 anos atrás

Acho que vem pintura bacana aí…. Tá com cara que vai voltar pra pintura clássica dos anos 80 e 90, Azul / Amarelo / Branco e Vermelho….

ADALTO
ADALTO
10 anos atrás

Dos carros lançados,é um dos mais bonitos com certeza..!!
Achei o C30 muito simples, de estética e pintura.
Fraco..!!!