PASSA-PASSA

SÃO PAULO (vixemaria) – A temporada de 2011 já é a que tem maior média de ultrapassagens por corrida nos últimos 30 anos. Não há estatísticas confiáveis anteriores a 1982 para saber se antes disso as coisas eram ainda mais agitadas. Em Istambul, foram 113. O aumento de ultrapassagens vem sendo muito acentuado desde a primeira corrida da temporada: 29 na Austrália, 56 na Malásia, 85 na China e agora 113 na Turquia.

Alguém escreveu nos comentários da corrida, já não vou saber quem, que na verdade o que se tem neste ano não é piloto que ultrapassa o outro, mas que passa o outro; não precisa se esforçar, porque quando chega, leva porque o cara da frente está com os pneus esbagaçados, ou porque usa a asa móvel.

No primeiro caso, é apenas uma questão de encontrar alguém mais lento à frente. Isso acontecendo, o piloto sabe que não vai ter de estudar o melhor momento, dividir uma freada, nada disso. Vai, desvia e passa. No caso das asas móveis, é só abrir a bagaça e esperar pela desgraça do que está à frente, indefeso, sem poder lutar pela posição.

Sim, as corridas estão mais divertidas de se ver. Mas continuo com minhas dúvidas. É legal desse jeito? Dia desses escrevi que sim, pelo menos as pessoas que estão assistindo têm mais do que apenas uma procissão de carros velozes e coloridos para ver durante quase duas horas. Mas não está meio artificial demais, não? As ultrapassagens, que eram como o gol do futebol, elaboradas, tecnicamente difíceis, bonitas, marcantes, não ficaram meio bestas, fáceis, banais?

Continuo sem saber direito o que pensar.

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Edilson Vieira
Edilson Vieira
11 anos atrás

Um amigo americano me disse uma vez que não gosta de futebol porque é o unico jogo que existe que pode terminar 0x0. Eu mesmo acho chatíssimo futebol sem gol. Ou Fórmula 1 sem ultrapassagens, paradas nos boxes… Artificial ou não, a Fórmula 1 está muito melhor. Queriam que fosse como na década de 50, 60, 70? Onde não tinha eletronica, engenheiro dizendo pelo rádio o que fazer ou não fazer… aquele tempo se foi. Prá mim, o artificialismo das procissões velozes era muito pior. Viva os novos tempos, da asa móvel, dos pneus de açúcar, do kers… até que inventem algo melhor.

Daniel
Daniel
11 anos atrás

As ultrapassagens não ficaram como nos ovais da Indy. Não é só colocar de lado e passar. Mesmo com as diferenças de performance causadas pela asa móvel e pelos Pirelli feitos de paçoca, muitos carros diviriram freada em Istambul. Muitos se tocaram (as duas Lotus Renault, por exemplo).
Continuaremos a ter algumas ultrapassagens memoráveis. Mais do que isso, teremos brigas memoráveis, que podem durar muitas curvas ou até muitas voltas.
Muitos dizem que deveriam tirar os aerofólios dos carros e diminuir a capacidade de frenagem. Seria bom também, mas aí pergunto: não seria igualmente artificial limitar a tecnologia dos carros para níveis de trinta anos atrás?
A F1 estava tão chata que precisava de um tratamento de choque. E o suporto “artificialismo” é apenas um efeito colateral.
Uma última pergunta: será que não temos artificialismos semelhantes em outros esportes? Será que a regra do impedimento não é artificial? Se um time pode jogar com apenas 9 marcando e deixar um cara na banheira, o outro time que se vire.

karkara
karkara
Reply to  Daniel
11 anos atrás

Tu ta confundindo as coisas. No caso do futebol, a regra do impedimento privilegia a defesa… se bem usado. Se mal usada, privigelia o ataque. Mas, preferencialmente é um regra que privilegia a defesa, nao o ataque. Agora imagina se a fifa inventa uma regra pra privilegiar o ataque com o pretexto de aumentar a maior media de gols. Por exemplo, do time so poderia se defender com 2 zagueiros. Ou aumentassem o tamanho do gol. Essa é a analogia correta ao futebol. A zaga nesse caso, so se fode. Aumentariam os gols… sim, mas ai sim eu te pergunto: aumentando o tamanho do gol, o futebol e um gol seria o mesmo do que hoje? Essa é a questao. Tao mexendo na essencia do “esporte”.

Rodrigo
Rodrigo
11 anos atrás

Eu acho que a resposta é sim e não!
Na turquia teve gente passando sem ser no local da asa movel, e gente que mesmo com a asa movel teve que estudar o melhor momento, dividida de freada e tudo. Assim como teve também o chegou e papou, então acho que ao mesmo tempo que ficou mais fácil para quem é mais rápido, ficou mais equilibrado para carros parecidos.

Alexandre Bizzocchi
Alexandre Bizzocchi
11 anos atrás

Flávio,
Para quem assiste, pode até ser “interessante”.
Mas eu já não sou fã deste esquema.
Facilitar deste modo as ultrapassagens seria como ver uma partida de futebol sem goleiro. Uau, olha só quantos gols!! Que espetáculo!! 11 X 10! 25 a 18!! 52 a 30!! 118 a 90!!
Não gosto de coisas artificiais.
Por ex., não gosto, nunca gostei, repudio as classificações (qualifuings) aritficiais. De 2003 até pouco tempo atrás, um piloto largava na pole porque estava mais leve. Ou um piloto superava o colega de equipe porque tinham estratégias diferentes. (!!!)
Absurdo: hoje um piloto não tenta fazer a pole ou se esforçar mais só para poupar o jogo de pneus.
Caramba!! Isto vai contra a essência do automobilismo.
Flávio, tenho exatos 30 anos de idade.
Aos 11, 12, desde pequeno e na adolecência, eu via como o Senna tirava leite de pedra para com muito esforço largar em 3º ou 4º (por ex. a volta que ele largou em 2º na Alemanha em 91).. Como o Mansell fez aquela pole absurda em Silvertone em 1992, que doeu até os dentes literalmente. Também presenciei o Schumacher ralando para largar em em 3º e 4º com a Ferrari na temporada de 96/97. Como o Montoya fez 5 poles consecutivas no braço em 2002. E tantos outros exemplos.
O mais bacana é ver o cara no limite, andando mais que o carro, mesmo que não largue na pole. Que solte faísca no asfalto, frite pneu. Lute!!
Comparando, prefiro muito mais a temporada de 1992 na qual a Williamks destroçou todo mundo do que a pseudo-disputa dos dias atuais. Todo mundo sabia que ou Mansell ou Patrese fariam a pole (em teoria), mas mesmo assim o qualifying era bem mais interessante. Ver Senna, Berger, Schumacher etc tirando leite de pedra lá atrás. Isto sim era legal.
Quem viu o Mansell (gênio) ultrapassando o Prost na freda do tunel em Mônaco em 91 quase chora de desgosto ao ver estas “passagens” dos dias atuais.
Ultrapassar deste jeito seria como você conquistar a moça mais bonita do colégio dando uma pílula mágica para que ela se apaixonasse por você. Uau, que graça tem? Aonde tá o valor do esforço e da conquista? Da… estratégia.
Sou totalmente contra a asa móvel. Quanto aos pneus, não vejo problema, eles que se virem. Mas devem fazer de um jeito que isto não atrapalhe o desafio que é a classificação no sábado.
Na minha opinião, se querem mais ultrapassagens e “espetáculo”, que restrinjam o poder dos freios e o efeito absurdo da aerodinâmica nas curvas.
Abraços!

Paulo Oliveira Manaus/Am
Paulo Oliveira Manaus/Am
11 anos atrás

Alguem fez uma analogia interessante.O número de ultrapassagens,e a forma como são feitas, parece um jogo de futebol cujo placar,no final, é de 8 a 7, sendo que todos os gols foram de penaltis.Meio sem graça.

André
André
11 anos atrás

As ultrapassagens estão mesmo bem artificiais. Não se cria mais aquela expectativa de quando um carro chega no outro e ficar tentando, tentando e estudando uma estratégia até fazer aquela ultrapassagem bonita (ou não). Como você disse hoje chama-se passagem. Mas, as corridas estão mais divertidas mesmo de assistir. Porém, acho que todas essas ultrapassagens não podem ser colocadas nas estatísticas, pois, que eu saiba, nunca existiu tanta artificialidade assim.

Carlos
Carlos
11 anos atrás

É Flavio, esperamos que não levem estas idéias brilhantes para o futebol, tipo aumentar o gol ou o goleiro defender usando taco de beisebol e outras besteiras mais.
Ficou divertido, mas mais pela artificialidade do que pela mão do piloto. Que pena.

Sergio Andrade
Sergio Andrade
11 anos atrás

Flavio,

Acho que é mais uma questão de nos acostumarmos com esta nova realidade, como muitas outras dos tempos modernos; lembra-se daquele filme do Chaplin?

Não é porque o basquete tem muitas cestas que não é um esporte interessante, pois o importante é o nível dos profissionais que o praticam, tornando o espetáculo de alto nível ou não.

Afinal a regra vale para todos, certo?

Abraços

Renato Peixinho Sanchez
Renato Peixinho Sanchez
11 anos atrás

Eu acho que banalizou. Não tem como o cara da frente se defender. Pra melhorar as ultrapassagens, teria que diminuir a eficiência de freiar dentro da curva, mudando os freios e a capacidade de atrito dos pneus em frenagem. Se isso acontecesse, voltaríamos a ver belas ultrapassagens e belas defesas, pois ia se dar bem aquele que consegue freiar mais dentro, sem sair do traçado.

Fernando
Fernando
11 anos atrás

Imagine se este sistema da asa móvel existisse antes… não veríamos ultrapassagens como do Piquet em cima do Senna (a lendária que ele faz por fora segurando a traseira do carro), a briga de Arnoux vs Villeneuve, Mika Hakkinen em cima do Schumacher em Spa de 2000, aquela primeira volta espetácular de Senna em Donington debaixo de chuva e tantas outras que se fosse citar não caberiam aqui.

Na minha opinião, a asa móvel desvaloriza a ultrapassagem, mas sem a asa, continuaríamos vendo a procissão de anos anteriores.

Acredito que, nesta F1 toda tecnológica, esta asa móvel, talvez seja um mal necessário.

Edu de PoA
Edu de PoA
11 anos atrás

Pode ser que a maioria das ultrapassagens seja, como tu dizes, meio artificial. Mas ainda ocorrem boas brigas como foram, na minha modesta e irrelevante opinião, Massa X Rosberg, Hamilton X Button, além do pessoal da rabeira, que sempre é divertido de ver, nem que seja para aprender como NÃO se faz.
Em resumo, tá ruim mas tá bom. Ou, como disse um jogador de futebol, “ruim comigo, pior sem-migo”…
Mas ficaria mais interessante se o carro que estivesse por ser ultrapassado pudesse abrir, digamos, 50% da asa.

Cesar Simões
Cesar Simões
11 anos atrás

Tenho as mesmas dúvidas em relação a se é ou não legal. A princípio parece mesmo uma sacanagem o cara da frente não ter defesa. Mas ao mesmo tempo, lembrando uma frase lapidar do nosso querido Galvão que dizia que “chegar é uma coisa e passar é outra”, muitas vezes o cidadão que vem atrás é muito mais rápido que o da frente e não consegue passar em razão de fechadas de portas, circuitos sem pontos de ultrapassagem e etc, etc. Então, pensando assim, não seria injusto este artifício das tais asas; o cara está mais rápido, chega e passa. Mas também deve haver algum mérito em quem sabe defender uma posição. Além disso, sempre houve pilotos mais agressivos na ultrapassagem, vide nosso herói Koba, sempre houve pilotos mais cautelosos que esperavam um erro de quem estivesse na frente, enfim. O fato é que a asa transformou todo mundo em japonês, é tudo igual. Chegou, abriu a asa passou. Não preciso dizer que também não tenho posição fechada sobre o assunto.

Carlos Tavares
11 anos atrás

Eu acho que as asas até podem ficar. Elas proporcionam maior dinâmica, mas dão o direito de defesa, sim.

O que banalizou as ultrapassagens foram esses pneus que esfarelam na primeira travada de roda.

Se os pneus ficarem menos vulneráveis, a asa móvel acaba sendo bem vinda. Porque assim, como está, está exagerado.

TOM SEM FREIO
TOM SEM FREIO
11 anos atrás

Realmente as ultrapassagens antigamente eram mais elaboradas. Os caras ficavam voltas e voltas atras, estudando, colocando o carro de lado, ameaçando e quando o piloto da frente dava uma bobeada, ou um vacuo bem aproveitado, lá ia e se passava.Como voce disse, hoje o cara passa, porque realmente com essa asa movel, kers e mais alguma coisa ficou bem mais facil.

Felipe Passos
Felipe Passos
11 anos atrás

Eu não tenho gostado da F1 este ano. Totalmente artificial. A regra da asa é covardia. Pra ver carro passando outro carro basta ir na Marginal. Uma hora uma fila anda, outra hora a outra fila é que anda.

Esta é minha opinião, mas respeito a opinião dos outros, inclusive meu irmão tem opinião diferente da minha.

Abraços

Túlio Bittencourt
Túlio Bittencourt
11 anos atrás

É MSM COISA QUE TIRAR O GOLEIRO DO FUTEBOL!!!!!!!

Mauricio Camargo
Mauricio Camargo
11 anos atrás

Flávio, de fato muitas ultrapassagens são banais, talvez a a maioria delas. Mas não podemos deixar de admitir que outras são muito lindas principalmente as do Button com Hamilton e vice-versa.

Acho que ainda não é ideal, mas melhor do que estava antes.

Nante
Nante
11 anos atrás

Acho que era legal como nos anos 70: gasolina para a corrida toda e pneus também, e que vencesse o que tivesse o melhor carro e que soubesse melhor negociar as ultrapassagens.
Esse negócio de ter que usar os dois tipos de pneu na corrida, acho que foge do princípio básico das corridas: ganhar quem é melhor e que tem o carro mais rápido.

henriquemtto
henriquemtto
11 anos atrás

acho q esta muito mascarada essas disputas, nao pela asa aberta, e sim devido aos pneus, um carro c defendendo so com o kers(um eficiente) ja eh o bastante para dividir uma freiada mais forte, mas o alto desgaste do pneus torna o carro muito lento entao neguinho vem e passa como quiser.
se fossem os pneus do ano passado, teriamos disputas mais reais,onde os carros melhores estariam chegando e tentando ultrapassar um carro mais lento, dae a asa seria util para a aproximaçao.

Paulo Barros
Paulo Barros
11 anos atrás

Acho que tem um pouco de cada coisa. Na maioria são ultrapassagens meio artificiais mesmo, mas tem que faça no braço. Vi pelo menos umas duas do Kobayashi no braço mesmo. Pareçe que o japinha não tem muita paciencia com esse negócio de asa não.
Tenho curiosidade de ver o que ele faria com um carro de ponta…

Issac Nemach
Issac Nemach
11 anos atrás

Paradas ao boxes e ultrapassagens por atacado, é coisa da Nascar. Na verdade, falta só a F-1 correr em ovais agora.

Nilton
Nilton
11 anos atrás

Eu concordo, este ano a F1 está muito estranha, parece Nascar ou F Indy no Oval, mas F1 não parece não.
Eu acho um absurdo que o Q3 seja ocasião de se economizar pneus e nem entrar para disputar a Pole, que se libere mais jogos então.
Quero ver disputa de pole, e tambem gostaria de ver disputas com carros com nível próximo e não esta coisa artificial, o Schummy foi avacalhado pelas ultrapassagens depois voltou na frente de todo mundo, estes pneus né.

samuel.aju
samuel.aju
11 anos atrás

Tenho uma Teoria da Conspiração: Os dirigentes da f-1, perceberam que do jeito que estavam indo as coisas desde 2007/2008 (Hamilton vice, Hamiltona Campeão, desbancando o todo poderoso Alonso que havia desbancado o Shumi), o nobre esporte teria , no médio prazo um campeoníssimo e talentoso jovem negro, prestes a realizar façanhas em cima de façanhas… Daí que o jeito foi colocar tudo de ponta cabeça para ver no que daria o freio de arrumação.Deu no que deu: Um brilhante time reunido na Red vBull, um jovem e talentoso piloto alemão, um projeto difícil de se copiar, e vamos agora passar uns três anos sem rivalidades verdadeiras na formula um, porque o carros da red bull parece insuperável. Abs.

Ricardo de Bittencourt
Ricardo de Bittencourt
11 anos atrás

Ainda não deu para enjoar, afinal, estivemos carentes de ultrapassagens na F1 por muito tempo.
Desconfio que logo vão ficar bestas, mas bestas marcantes.
Ainda dá para se divertir com o Koba, por exemplo.
Ele enxerga pontos de ultrapassagem onde os outros nem desconfiam.
Deve ser em razão dos olhos puxados…

Guilherme
Guilherme
11 anos atrás

Tá ficando até estressante de acompanhar as corridas, não dá mais para saber a ordem de todos os pilotos, quem já parou quantas vezes etc

Eric Veiga
Eric Veiga
11 anos atrás

Ultrapassagem vai ficar tão emocionante quanto gol em handball. Mas melhor com elas do que sem!

Aliandro Miranda
Aliandro Miranda
11 anos atrás

Assim como o gol é o grande momento do futebol, a ultrapassagem é o grande momento da corrida.

Com esta facilitação de ultrapassagens, é como se no futebol houvessem pênaltis a revelia. A ultrapassagem deixa de ter o peso de um gol e passa a ter o peso de uma cesta, no basquete.

Marcelo
Marcelo
11 anos atrás

“O problema é que o brasileiro não gosta só de vencer, quer ver o esportista dando show, curiosamente, não estamos conseguindo isso nem em futebol(copa do mundo), muito menos em Formula 1…”

Com relação as ultrapassagens, esqueceram que nos anos 80 também era assim, muitas eram devido ao desempenho dos carros que variavam muito, tenho visto muitas corridas(completas) do início dos anos 80, e fico impressionado, os carros que lideram as primeiras posições depois de algumas voltas tem forte queda de rendimento, quem vem atrás não tem a menor dificuldade em fazer a ultrapassagem, chega, passa e some na frente, não leva nem fechada de porta(isso começou com a rivalidade insana entre: Senna, Mansell, Piquet e Prost, até 83 os pilotos eram geralmente limpo na pista). Deu para notar que muitas corridas do N. Piquet em 81 foram feitas mais pela inteligência que pela velocidade, sempre poupando o equipamento! Enquanto pilotos com estilo mais arrojados como: Prost, Arnoux, Pironi e G.Villeneuve se “matavam” na liderança, mais atrás, “aparentemente” fazendo uma corrida apática vinham pilotos de estilo mais cerebral: Reutemann, Jones, Watson, Laffite, Lauda e Piquet. Lembre-se que, no início dos anos 80, a F1 chegou a ter até 3 marcas de pneus em uma mesma temporada, a diferença de desgaste nessa época era grande entre as marcas. Também tinham os motores turbos que largavam na frente, mas deixava muito piloto arrojado na mão, quando perdiam rendimento, ADEUS corrida, os aspirados “engoliam” os turbos , mesmo assim K.Tyrrel protestou com quem corria de turbo, alegava que as corridas eram decididas por quem tinha mais grana. A partir de 83 os turbos (mais adaptados) dominaram, nesse ano os aspirados pareciam carros da F3 de tão lentos. A partir de 84, todos correram com turbo, e K.Tyrrel estava certo, a grana começou a fazer grande diferença no circo, domínio da Mclaren que o diga…

Não tem nada de artificial essa asa móvel, todos podem usar, os pilotos do passado também levavam vantagens, muitas ultrapassagens eram feitas na base dos pneus e motores, o KERS que a RBR não domina tão bem, pode ser comparado a suspensão ativa dos anos 80, quem pode mais investe e chora menos.

Quando Senna fez 15 poles em 85/86 com o fantástico motor de classificação que duravam apenas 15 minutos ninguém aqui reclamava, mas teve piloto na F1 que cutucou:

“O meu motor Porsche tem 1.100 cv, o dele (Senna), tem 1.400 cv, essa é a diferença”

Fazer pole com um motor 300 cv mais potente não é coisa artificial? Williams e Mclaren não usavam esses motores em treino pq achavam essa tática cara e paliativa, nas corridas Senna era obrigado a usar outro motor, era questão de tempo passar Senna na pista, muitas vezes Senna tomou volta(s) do líder. Detalhe, SEM esse motor especial, Senna só fez 1 pole em 87, e ele já usava o motor Honda que era muito bom. Não questiono a velocidade de Senna em treinos, mas, sem esse motor especial ele faria tantas poles em 85/86? Sem o fantástico Mclaren em 88/89 Senna faria 26 poles? Duvido…Fico imaginando Gomes, se Schumacher ou Vettel fizessem parte de suas poles com um motor com 30 cv a mais, Galvão e a pachecada ia dizer horrores, mas nunca lembrariam dos 300 cv a mais do motor do Senna… Vencer corrida com suspensão ativa também não é coisa artificial? Quem olha as corridas na chuva até 83 nota que o piloto trabalhava mais no carro, até 83 não havia telemetria ou computador de bordo controlando o carro. Mansell na chuva em 92 parecia correr no seco, e ele sempre foi um piloto estabanado, quanto essa suspensão ajudou Senna, Piquet, Mansell no seco, e principalmente na chuva?

A Ferrari nunca usou motor especial ou suspensão ativa, ou seja a disputa não era de igual pra igual. Quem assistiu as corridas entre 81 e 83, se assustou com o domínio de certas equipes entre 84/89, 92/93. Que graça teve os campeonatos de 92 e 93, quem foi a grande estrela, o piloto ou a suspensão? A verdade é uma só, se Massa fosse Bicampeão e estivesse disputando o título de 2011, a pachecada estaria no maravilhoso mundo virtual do Galvão, em êxtase total!!! Hoje a desculpa é que Vettel esta ganhando tudo por causa do Newey, e o Senna em 88 foi campeão com “carroça”? Por acaso ele desenvolveu o motor Honda ou o chassi Mclaren? NÃOOOOOOO…pegou tudo MASTIGADO!

Vettel pelo menos começou por baixo, não mudou para a melhor equipe da época para ser campeão, começou na nanica Toro e foi crescendo com a equipe, a RBR era a matriz, mas o foco era Vettel na Toro, no final o alemão só mudou de nome de equipe, tudo era(e é) do mesmo dono. Vettel é tão importante na equipe quanto Newey, se fosse apostar em Webber em 2010, a RBR ia quebrar a cara, o canguru nem vice foi, Vettel impediu o tri de Alonso. Senna na Lotus nunca conseguiu melhorar a equipe até o título, frustrado, teve que mudar para a melhor equipe da época, que tinha o melhor motor, junto veio o Prost que acertava tudo no carro, e ninguém fala que ele teve MUITA SORTE. Se Senna ficasse na Lotus em 88/89/90 seria campeão, se ficasse na Mclaren em 94/95/96/97 seria campeão? Até o Nakagima conhecia mais o motor Honda na Lotus que o Senna, esses detalhes relevantes ninguém fala. Começar com carro PRONTO pra ser campeão é fácil, mas começar por baixo e fazer a equipe crescer até chegar o título é totalmente diferente, raramente isso aconteceu na F1, nos últimos 30 anos só vi isso acontecer com: Lauda, Piquet, Prost, Schumacher e até Alonso que começou por baixo na Renault em 03, chegando ao Bi em 05/06, mas…lembrando que o espanhol teve sorte da FIA mudar radicalmente o regulamento para quebrar o domínio da Ferrari, senão o campeão em 05/06/07 seria Schumacher.

Poucos perceberam, as ultrapassagens hoje, se devem mais aos pneus que as asas, o próprio Alonso afirmou isso:

“As ultrapassagens que vimos foram mais por conta da diferença de performance dos pneus do que pela asa móvel. Quando persegui Rosberg nas primeiras voltas, era impossível ultrapassá-lo, mas, quando ele começou a ter desgaste nos pneus, foi muito fácil passar. Está mais relacionado aos pneus.”

O consumo de pneus em cada carro é diferente, coisa que não ocorre com o KERS e asa móvel.

Reparem o desgaste entre Vettel/Webber/Alonso/Hamilton:

(número de parada/volta/tempo total do pit)

VETTEL:

* 1: Volta 11, 20.623
* 2: Volta 25, 20.112
* 3: Volta 40, 20.385
* 4: Volta 47, 20.489
* (Total 1:21.609)

WEBBER:

* 1: Volta 10, 21.050
* 2: Volta 21, 20.421
* 3: Volta 35, 20.843
* 4: Volta 45, 22.087
* (Total 1:24.401)

ALONSO:

* 1: Volta 10, 21.308
* 2: Volta 23, 21.732
* 3: Volta 36, 21.702
* 4: Volta 46, 21.379
* (Total 1:26.121)

HAMILTON:

* 1: Volta 9, 20.833
* 2: Volta 20, 21.075
* 3: Volta 34, 35.688
* 4: Volta 46, 22.041 (Total 1:39.637)

Total de tempo gasto nos pit-stops:

1. Vettel: 1:21.609
2. Webber: 1:24.401 (+2.792)
3. Alonso: 1:26.121 (+4.512)
4. Hamilton: 1:39.637 (+ 18.028)

São muitos detalhes, até perder tempo nos boxes faz grande diferença…no passado também era assim nos boxes. Quem viu Rosberg na Turquia, percebeu uma forte queda no rendimento em seu carro, culpa dos pneus? Mercedes melhorou só na classificação, em ritmo de corrida não vai bem nos dois carros…

Rodrigo Assis
Rodrigo Assis
Reply to  Marcelo
11 anos atrás

E o Massa?

ROGÉRIO CARVALHO
ROGÉRIO CARVALHO
11 anos atrás

Fala FG beleza amigo? cara não quero nem entrar no merito se é artificial ou não, acho até que no mundo artificial que vivemos talvez a F1 deva ser assim mesmo, mas o que quero comentar mesmo é sobre a segurança, ta uma discução se deve ou não ser usada esta asa movel em Monaco, o Barrichello disse que é perigoso a Fia não ta nem ai e disse que vai poder usar, meu os caras não ouvem os pilotos e isso pode dar merda, acho que esta asa é um perigo já ouve batidas por causa dela, mas como não morreu ninguem ta tudo numa boa, até acontecer uma merda feia ai vai se proibir e ficar todo mundo com cara de coitadinho e de arrependido, automobilismo é esporte de risco sim, mas brincar com a segurança dos outros pra mim é crime. Abraço.

Antonio
Antonio
11 anos atrás

Concordo. Ultrapassar por ultrapassar nao tem graça. O que dava alma a F1 eram os “pegas” pra valer entre pilotos de ponta.

Renato
Renato
11 anos atrás

Antigamente a ultrapassagem era como um gol no futebol. Agora é como cesta em jogo de “bola-ao-cesto” (o atual basquete).

Pierre
Pierre
11 anos atrás

É a surpresa da mudança, Flávio. Mas, sem dúvida alguma, as corridas estão mais interessantes. Antes assistíamos à largada, troca de pneus e última volta. Pronto, havíamos entendido 90% da corrida. Agora, não conseguimos fazer outra coisa senão prestar atenção do começo ao fim. Sobre a facilidade das ultrapassagens, apesar disso ser verdade, bom lembrar que sempre pode haver um louco que fará uma defesa errada ou desesperada, como Shumacher ultimamente, provocando alguns toques, rodadas, batidas, etc. A emoção está mais presente nas corridas deste ano.

Maxwell
Maxwell
11 anos atrás

Olá, bom dia

Realmente assistir a uma corrida onde vemos uma procissão é chato de doer e é bem bacana assistir uma corrida com várias alternâncias de posição como vem acontecendo agora em 2011.

Acredito que essa uma mudança “radical” na pista faz com que mudemos a nossa forma de acompanhá-la, tanto para os “simples mortais” como para os profissionais que acompanham a categoria. É normal que toda midança causa estranheza, pelo menos no começo…

Por isso que a gente que reclamava da aporrinhação que era assistir a uma procissão está, de certa forma, tem reclamado dessas mudanças, sob a alegação, na maioria das vezes, de causarem uma certa artificialidade nas corridas.

Mas, por quê é “artiicial”? Ou ainda, ou o que faz uma corrida ser “natural”?
Sempre que existiram regras, alguém pode ter perdido de alguma maneira. Por exemplo quando eliminaram a tecnologia embarcada, não nivelou “por baixo” a categoria, já que à epoca a Williams dava um banho na concorrência. Ou ainda quando voltaram com os pit stops, a maioria das corridas não eram decididas nos boxes?

Isso parece um assunto que está no campo mais “técnico” da coisa, fazendo uma comparação grosseira, comparo com os entendidos da gastronomia, que condenam uma feijoada por não “ter classe”, por assim dizer, mas para os comuns, é delicioso de se comer…

Essa questão não está bem definida em minha cabeça, mas que as corridas estão interessantes de ser ver, isso estão, voltou a dar gosto de acordar domingo de manhã cedo ou perder minhas noites de sábado para assistir as corridas…

Igor
Igor
11 anos atrás

Também acho que tem hora que a banalização está artificial demais. Mas que está mais divertido, está!

Joao Henrique Levada
Joao Henrique Levada
11 anos atrás

Vamos pensar que é melhor ver um 5 x 3 que um 2 x 0. Mesmo que sejam 8 gols de pênalti.

Bruno
Bruno
11 anos atrás

Ainda assim, prefiro dese jeito. E tem mais, quando dois carros de potência parecida brigam, o fato de um passar o outro não indica que está maais r´pido. Assim, apos passar, a briga continua com o outro tentando recuperar a posição. Isso quando nãao forma uma filinha de 3 ou mais carros, o que deixa corrida mais animada (na tuequia, Massa, Schumacher e Alguersuari dividiram juntos duas curvas)
Acho que a f1 deveria se esforçar ainda mais para reduzir os custos. Assim, mais equipes viriam e poderiam tirar a liderança da Mc Laren, Ferrari e agora a Red Bull e equilibrar o campeonato, afinal, o povo quer ver briga, mas quer ver briga pela ponta, o que não aconteceu na Turquia

jose san pedro
11 anos atrás

puxa vida, em cuba tem um ditado que é mais ou menos assim: “…está como melchora, quando se la meten grita y cuando se la sacan chora…” acho que deu para entender.

o pessoal sempre vai ter alguma coisa para reclamar, quando as corridas eram uma fila só desde o começo até o final, nossa que aborrecimento, agora que as corridas são super divertidas, nossa que artificial….em fim, eu prefiro as corridas de hoje.

abs

greyhound
greyhound
11 anos atrás

Eu te ajudo. Não gosto. As toupeiras acabaram com o momento mágico das corridas, a ultrapassagem pensada, elaborada e arriscada.
P.S: …e o Ricardo Teixeira, hein ? Levou din din mesmo ?

Tiago
Tiago
11 anos atrás

eu acho que as ultrapassagens ficaram muito artificiais sim, a asa móvel deveria dar uma vantagem um pouco menor. Mas acho que a facilidade na ultrapassagem se da pela diferença de condições dos pneus, hoje quem consegue usar com mais eficiência os pneus chega na frente, a asa serve para não se perder tempo atrás de carros mais lentos. Defender posição pode ser muito pior q perde-la, pois pode detonar seus pneus A disputa por posições perde um pouco do seu encanto, ela deixa de virar um gol para ser uma cesta no basquete. É bom para trazer os espectadores que já não assistiam mais as corridas pela monotonia. Mas eu acho que as ultrapassagens deveriam depender um pouco mais dos talentos dos pilotos do que das condições dos pneus e de um dispositivo móvel.

Fabio
Fabio
11 anos atrás

Está banalizado. Quem ainda gosta vai enjoar rapidinho. Prefiro um GP de 2 horas com uma unica ultrapassagem estilo Hakinem/Shumi, ou Piquet/Senna, do que este exagero que está ai. Pior ainda os pneus…o equilibrio buscado pela falta de qualidade do equipamento!!! É a antitese da F1.

Afonso Sousa
Afonso Sousa
11 anos atrás

Para mim estão transformando tudo num grande telequete.

Mas….tem quem goste de luta fake. Eu não.

Frank
Frank
11 anos atrás

Se liberasse o uso da asa móvel a qualquer momento já melhoraria bastante. O piloto tem que ter recursos pra se defender, senão as ultrapassagens continuarão banalizadas.

Mike
Mike
11 anos atrás

Para mim a F1 está abaixo da crítica. Schumacher deve estar arrependido de ter voltado, não pelo desempenho (ele não tem que provar mais nada), mas sim pela fanfarronice que é a F1 atual. Um piloto como ele, que fazia aquelas voltas voadoras combinadas com uma estratégia eficiente, deve achar tudo isso uma brincadeira de enorme mau gosto. Mosley acabou com a F1 e o Todt é a “gestão da continuidade da mediocridade”. Vejamos as cacas mais notórias:

– Regras dos pneus: sulcos, proibição de troca (2005), obrigatoriedade do uso de dois compostos atual, monomarca;

– Limitação artificial dos motores: bons tempos em que tínhamos no mesmo grid V8, V10 e V12 em uma livre e empolgante disputa;

– Padronização da eletrônica e centralinas, algo ridículo, proibição do ABS (que hoje em dia tem até em carro chinês descartável); KERS (elefante branco), asa móvel;

– Abolição dos treinos: pilotos de testes viraram algo apenas decorativo, e praticamente impede o desenvolvimento dos projetos durante a temporada. Uma equipe que concebe um carro com problemas dificilmente poderá correr atrás do prejuízo;

– Treinos de classificação: que saudade das sessões livres de 1 hora… é tanta limitação artificial que se Senna corresse atualmente provavelmente seríamos privados de apreciar as suas voltas voadoras no último minuto dos treinos.

Enfim, apenas para ficar nisto… e todas estas mudanças em nome de uma suposta redução dos gastos. Digo suposta porque tantas mudanças criam altos custos para a adequação dos projetos. Quanto a BMW gastou no KERS? Quanto a Mercedes, Ferrari e Renault devem ter gasto para trocar os seus velozes e confiáveis V10 por V8 que ainda tem que durar por três corridas (ainda são três?), e que em dois anos vão mudar novamente?

Enfim, a tônica é esta: saem as montadoras para a entrada de picaretas, aventureiros e lavadores de dinheiro de todo o tipo: Lotus paraguaia, Marussia, Virgin, Hispania, Midland., apenas para citar os mais recentes. Que saudade da Minardi!

Ricardo Meneghetti
Ricardo Meneghetti
11 anos atrás

Sim, as ultrapassagens foram banalizadas.

Não, é impossível fornecer ultrapassagens de outra forma.

Os carros possuem muita carga aerodinâmica, e freiam muito dentro das curvas.

A noite, mando um vídeo de comparação entre um f1 nos anos 80 e os atuais em monza, onboard.

É impressionante como se retarda a freiada ao máximo e, assim, diminui-se a zona de ultrapassagem. Desse modo, os mecanismos adotados pela FIA visam, artificialmente, aumentar essa zona. Não é o melhor mecanismo. Não é o pior mecanismo. É o mecanismo.

Rafael Ribeiro
Rafael Ribeiro
11 anos atrás

Olha, acho que são as duas coisas. Realmente a maioria das ultrapassagens são fácies demais, mas é só olhar esta última corrida e ver que tivemos belas disputas, carros lado a lado (de cabeça rapidamente lembro do duelo Button x Hamilton), esbarrões, etc…
Na minha opinião tá legal!

Eduardo Nascimento
Eduardo Nascimento
11 anos atrás

Eu tambem, o que posso dizer é que não estou conseguindo ver uma corrida inteira, ta meio sem graça. Aliás, vc sabe como esta a audiência na TV? E na Estadão/ESPN? Abraço

André Martins
André Martins
11 anos atrás

Realmente, está muito artificial. O legal de uma ultrapassagem é a categoria e a habilidade do piloto que vem atrás de conseguir passar o da frente, mas do jeito que está não tem nem graça, pois o piloto de trás sempre passa. No GP da Turquia já eram favas contadas: toda vez que um piloto entrava na reta pertinho do da frente acontecia a ultrapassagem. Não tinha o imponderável, e isso faz parte de um bom pega, de uma ultrapassagem. Que saudades de Mansell, Senna, Prost, Piquet, Lauda…naquela época, o piloto ultrapassava no braço, na categoria, no talento, e se defendia também do mesmo jeito. Hoje em dia, o coitado que está na frente não pode fazer nada.

Allan
Allan
11 anos atrás

Gosto de procurar e ver no seutubo (sim, voce quem ensinou, Gomezzz) videos com ultrapassagens. Na F1 atual, certamente algumas irão para o ar, mas não as que envolvam as asas móveis. Ainda bem que seu efeito é limitado é há todo o restante do circuito para ver outras coisas boas. Aliás, a própria asa movel as vezes dá essa passagem, mas tira o poder de bem tangenciar, daí o passado emparelha e vemos uma briga como a do Hamilton e Button…

Leonardo Fornasier
Leonardo Fornasier
11 anos atrás

Flavio.

O pessoal comenta bastante da “Asa Movel”, mas o fator mais determinante para todas estas ultrapassagens são a degradação dos PNEUS, sinceramente eu acredito que exageraram na dose dos pneus, esta bastante artifiial a quantidade de ultrapassagens.

Acredito que se tivessemos apenas a asa movel seria um pouco mais interessante.

Sergio
Sergio
11 anos atrás

” No caso das asas móveis, é só abrir a bagaça e esperar pela desgraça do que está à frente, indefeso, sem poder lutar pela posição”

pensando assim realmente parece q só o piloto de trás leva vantagem agora.

Mas antes, sem esse recurso, não era só o piloto da frente que levava vantagem por correr “de cara pro vento” enquanto o de trás não conseguia se aproximar pela turbulencia aerodinamica gerada pelo da frente?

agora parece q tá mais equilibrado, um efeito compensa o outro e dá chance aos pilotos poderem brigar na pista. Na volta seguinte os papéis se invertem, tá tudo certo.

O importante é q as asas móveis permitem a aproximação q a turbulencia antes impedia, permitindo assim a disputa pela posição. Agora é q ficou justa a briga.