PASSA-PASSA

SÃO PAULO (vixemaria) – A temporada de 2011 já é a que tem maior média de ultrapassagens por corrida nos últimos 30 anos. Não há estatísticas confiáveis anteriores a 1982 para saber se antes disso as coisas eram ainda mais agitadas. Em Istambul, foram 113. O aumento de ultrapassagens vem sendo muito acentuado desde a primeira corrida da temporada: 29 na Austrália, 56 na Malásia, 85 na China e agora 113 na Turquia.

Alguém escreveu nos comentários da corrida, já não vou saber quem, que na verdade o que se tem neste ano não é piloto que ultrapassa o outro, mas que passa o outro; não precisa se esforçar, porque quando chega, leva porque o cara da frente está com os pneus esbagaçados, ou porque usa a asa móvel.

No primeiro caso, é apenas uma questão de encontrar alguém mais lento à frente. Isso acontecendo, o piloto sabe que não vai ter de estudar o melhor momento, dividir uma freada, nada disso. Vai, desvia e passa. No caso das asas móveis, é só abrir a bagaça e esperar pela desgraça do que está à frente, indefeso, sem poder lutar pela posição.

Sim, as corridas estão mais divertidas de se ver. Mas continuo com minhas dúvidas. É legal desse jeito? Dia desses escrevi que sim, pelo menos as pessoas que estão assistindo têm mais do que apenas uma procissão de carros velozes e coloridos para ver durante quase duas horas. Mas não está meio artificial demais, não? As ultrapassagens, que eram como o gol do futebol, elaboradas, tecnicamente difíceis, bonitas, marcantes, não ficaram meio bestas, fáceis, banais?

Continuo sem saber direito o que pensar.

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Orlando Salomone
Orlando Salomone
11 anos atrás

Creio que isto privilegia a pilotagem, porque se o carro que foi ultrapassado não tiver condição de manter o ritmo daquele que o ultrapassou, significa que, à frente, só iria atrapalhar, por causa da aerodinâmica. Se for do mesmo nível, na volta seguinte estará em condições de retomar sua posição. O resto é questão de afinar a pilotagem para preservar os pneus. Acho que está valendo.

galileu
galileu
Reply to  Orlando Salomone
11 anos atrás

absurdo

Lucas Brunini
Lucas Brunini
11 anos atrás

Outra coisa.. perfeito o comentário do Maurício Freitas.

Lucas Brunini
Lucas Brunini
11 anos atrás

O legal das ultrapassagens é a dividida na freada, ver os caras fritarem os pneus, se tocarem, etc.

Ultimamente o cara passa na reta e chega na curva já sozinho.

Não tem tanta graça.

Gabriel, o Pensador
Gabriel, o Pensador
11 anos atrás

Estas ultrapassagens são como todas as coisas virtuais: sexo virtual, namoro virtual e por aí vai… sem graça.

O Vettel mandou uma interessante: a manobra de ultrapassagem é o que separa homens de meninos. Concordo com ele.

E com esta asa, estamos vendo o fim do momento sublime de qualquer corrida: a disputa. Isso que estamos vendo não é disputa.

Abraço!

Daniel
Daniel
11 anos atrás

Perfeito o comentário. É isso mesmo.

Daniel
Daniel
11 anos atrás

O futebol precisa comer muito arroz com feijão para ser comparado ao basquete. O basquete é muito, mas muito mesmo, melhor que o futebol.

EduardoRS
EduardoRS
11 anos atrás

Eu achei legal a questão dos pneus, isso traz uma outra habilidade à tona: guiar rápido sem destruir a borracha. Isso apenas valoriza o bom piloto. O problema que eu vejo é que os pneus se desgastam DEMAIS, a ponto de exigir 4 paradas. Pra mim é muita coisa. Passamos mais tempo vendo pit-stops do que corrida em si.

Quanto a asa móvel, ainda acho uma babaquice sem tamanho. É covardia com o piloto que defende sua posição. Continuo achando que o que melhoraria mais os espetáculo seriam maiores distâncias de frenagem, e melhor capacidade de entrar “junto” do carro da frente em curvas de alta (menor dependência de downforce = menos asas).

Maurício Freitas
Maurício Freitas
11 anos atrás

Eu assisto F1 desde o GP da Alemanha de 1978 sem perder uma corrida sequer. Adoro assistir ultrapassagens, mas desse jeito não vejo graça nenhuma. Comparando, é como se o zagueiro no futebol fosse impedido de dar combate ao atacante e obrigado a passar a bola para ele, a fim de que pudesse ficar frente a frente com o goleiro.

Com essa regra, combates históricos como aquele entre Arnoux e Villeneuve não existiria ou, ao menos, pareceria banal, porque diriam que um ou outro só passou por causa da asa. Naquele caso havia culhões de ambos os lados e todos têm a mais absoluta certeza disso.

Citando ainda uma corrida daquela época, lembro o GP da Espanha de 1981, em que o Villeneuve segurou atrás dele outros quatro carros: Watson, Laffite, Reutemann e De Angelis. Com asa aberta, todos estes teriam passado o Villeneuve e a história teria perdido um combate histórico, porque defender posição também é uma arte.

E ainda, outra luta mais familiar aos brasileiros: Piquet x Senna, Hungria 1986. Com a regra de hoje, Piquet teria passado Senna com a asa aberta e…adeus! Teria graça não ver aquela obra de arte que ele fez?

Em suma, o que seria de Da Vinci se tivesse pintado a Gioconda utilizando um molde?

Ricardo
Ricardo
Reply to  Maurício Freitas
11 anos atrás

E antes, como estava? Era como se o atacante, no futebol, fosse impedido de usar as duas pernas e a cabeça pra fazer um gol.

E o combate histórico entre Arnoux e Villeneuve continuaria existindo, pq eles duelaram durante mais de uma volta em diferentes partes do circuito, e não só no retão (onde a asa faz a diferença).

E ano passado qqr piloto pagante correndo em equipe meia boca conseguia segurar atrás dele um grid inteiro, sem muito esforço. Isso faz dele um Villeneuve? Agora sim defender posição voltou a virar arte.

Com a regra de hj, Piquet teria passado Senna com a asa aberta e… adeus. Mas com a regra de ontem, e os carros de hj, Senna teria conseguido mais uma vitória.

Em suma, o que seria de Da Vinci se não tivesse tinta pra pintar a Gioconda?

Fernando
Fernando
11 anos atrás

Flavio, o grande recurso para se ultrapassar smpre foi conseguir pegar o vácuo, certo ? Com os avanços da aerodinâmica, ninguém mais conseguia fazer a última curva antes da reta colado no da frente por causa da turbulência, etc. etc. Na minha opinião, o que a tal asa móvel fez foi o equivalente a aumentar o “poder do vácuo”. Pode parecer artificial, mas acho que é justo. O cara tinha todo o trabalho de colar no da frente, depois não conseguia ultrapassar, o que deve ser extremamente frustrante para um piloto. Agora não, o cara até se motiva mais a tentar encostar no da frente porque sabe que vai ter a chance de ultrapassar.
Enfim, estranhei um pouco no começo, mas gostei.

Rafael
Rafael
11 anos atrás

Dormi assistindo à última corrida como dormia na época do autorama.

Diógenes Pacheco
Diógenes Pacheco
11 anos atrás

Perdeu a graça. Como li por aqui, ou não lembro por onde, é um F1 ultrapassando um pato manco.
Assim qualquer idiota passa. Quando, nos anos anteriores, Hamilton, Alonso, Massa, se destacavam pela agressividade e capacidade, era legal de ver.

MARCO ANTONIO
MARCO ANTONIO
11 anos atrás

Lembro-me de MANSELL passando PROST e de SCHUMACHER passando o BARRICHELO na chicane da saída do túnel de MÔNACO e de AYRTON largando em 16º e chegando em 2º com uma Tolleman Hart no mesmo circuito onde dizem que é impossível passar. O que aconteceu daquele tempo pra cá? Ah, sim! Agora ocorrem investigações imediatas sobre qualquer manobra. Os pilotos têm que brincar de carrossel. E por quê o HAMILTON passa quando quer? Poque ele tem colhões e não tem medo de ter suas manobras investigadas.

A F-1 tem grandes talentos, mas as regras estão a limitando por baixo.

Squa
Squa
11 anos atrás

É a mesma diferença entre basquete e futebol. É mais muito mais emocionante um 2×1 sofrido que um 119×105.

Ricardo
Ricardo
Reply to  Squa
11 anos atrás

Comparação sofrível, vc claramente nunca assistiu a um jogo de basquete.

É muito mais emocionante um 119×118, prorrogação, do q um 0x0 onde não acontece nd de interessante o jogo inteiro.

Cada jogo é um jogo, e cada esporte é um esporte. Comparar um bom jogo de futebol com um jogo ruim de basquete, e vice-versa, é de se dar risada.

Voltando ao tópico, se hj em dia a f1 é covarde com o cara q defende, ontem ela era com o cara q atacava. Chegava-se ao cúmulo de carros 2s, 3s mais rápido que o da frente não conseguir ultrapassar!!! Vcs sinceramente acham q isso era mérito do piloto da frente??? Incompetência do de trás???

Pra galera q diz q as ultrapassagens estão muito fáceis, revejam as corridas, e contem quantos pilotos fizeram curvas lado a lado, inclusive tocando pneus. Se fosse tão fácil assim, algumas disputas não chegariam a tanto. E mais, na China tínhamos briga em todas as partes do circuito, e não só no retão. Vcs estão tão focados em ficar criticando a nova f1, q não têm olhos pro q vem acontecendo de bom nela.

Parem de viver no passado e entendam q o esporte mudou.
Antigamente o piloto macho era aquele q freava na placa dos 150m. O mais macho era o q conseguia frear 10m mais tarde. Hj não tem jeito, td mundo frea nos 50m. Não tem como disputar uma freada como os caras de antes. E tb não tem como pegar vácuo (q era tipo um DRS, ou vão negar isso???), é só turbulência!

Porra, os pilotos de antes tinham vácuo e freadas mais longas para as disputas, os de hj não têm vácuo e não têm espaço pra disputar freadas! E ainda falam q é covardia com o cara da frente, e q os pilotos de antigamente eram deuses do Olimpo q ganhariam qqr corrida hj em dia, guiando uma Hispania…

Só pra concluir, acho q ainda pode melhorar. Acredito que a fia tinha q limitar um pouco o ângulo de abertura da asa, pra não ter tanta diferença de velocidade no final da reta, fazendo o DRS funcionar mais como o vácuo de antigamente, e não como um nitro.

Ozzy
Ozzy
Reply to  Squa
11 anos atrás

Parabéns Ricardo.

Você fez, de longe, o melhor comentário deste post. Desvendou o enigma do FG e des quebra acabou com Squa que escreveu uma grande bobagem.

Daniel
Daniel
Reply to  Squa
11 anos atrás

Ricardo, confesso que já escrevi sobre o assunto neste e em outros posts, mas nunca consegui acertar na mosca como você. O melhor comentário sobre o tal DRS que li desde que as asas “comaçaram a abrir”. Parabéns.

Júlio
Júlio
11 anos atrás

Não tem graça porque todo mundo sabe que o cara vai ultrapassar quando chegar na reta, etc e tal. A emoção é você ver o piloto fazer suas tentativas, descobrir o ponto onde o que vai à frente é mais vulnerável. Do jeito que está não tem graça mesmo ! ! !

Luiz Forjaz
Luiz Forjaz
11 anos atrás

Flavio,eu acho que um dia vai cansar como as procissões, é muito artificial mas gostoso de ver, mas chocolate tambem cansa.

tsc
tsc
11 anos atrás

acho a asa movel legal,o kers nem tanto e os pneus degradaveis ridículos e altamente anti-ecológicos alem de atrapalharem o acompanhamento das corridas.
não acho que melhorou por te virado mais loteria do que competição pura
valeu FG e macacadas!!!

Antonio Augusto
Antonio Augusto
11 anos atrás

Que nada, é melhor do que não ter nenhuma como antes. É mais divertido viver iludido.

Rafael
Rafael
Reply to  Antonio Augusto
11 anos atrás

Tome a pílula vermelha!

elvibruno
elvibruno
11 anos atrás

Acho apenas que aumentaram o tamanho do gol. Nuns 4 metros.
Pra melhorar mais ainda, quem estivesse na frente teria a obrigação de fechar um olho.

Leo Couto
Leo Couto
11 anos atrás

Em pistas com longas retas como foram todas (exceto Melbourne) até agora , e será também Barcelona , a coisa fica meio na covardia mesmo. Nesse caso talvez seja melhor reduzir o tempo de asa aberta para não deixar as ultrapassagens tão banais como tem sido e dar chance do cara da frente se defender.

Leandro Mariano
Leandro Mariano
11 anos atrás

Antigamente ultrapassagem era o orgasmo da F1. Agora é só masturbação mequetrefe

Lucas Sicchieri
Lucas Sicchieri
11 anos atrás

A questão é polêmica mesmo, pois em tese, é para os carros, principalmente os de ponta, andarem na mesma toada. Nessas condições, ficam geralmente 3 carros brigando por uma posição. Ou seja, a asa beneficia o 3o que beneficia o 2o e que acaba com o 1o. MAS, o carro que é ultrapassado vai poder usar a asa na volta seguinte e é nesse momento que vai contar o piloto. Se ele for bom o suficiente, pra por exemplo, frear mais na entrada da curva, andar na mesma toada e etc, ele dará o troco. E é isso, em teoria, que o F1 quer. Briga constante, volta a volta e que o diferencial seja o piloto. Acho que está ótimo. Abraços.

Eduardo
Eduardo
11 anos atrás

Concordo que estão bem artificiais. Não tem como o piloto se defender, é só o de trás abrir as asas e disparar, e dificilmente o que é ultrapassado consegue seguir até a próxima volta e dar o troco, e quando vai conseguir é por conta dos pneus. As asas foram boas ideias, porém os carros estão ultrapassando os outros praticamente como se fosse treino classificatório. Treino classificatório acho até legal, os carros voam e nós torcemos pelas melhores voltas, e ultrapassagens sem disputa mais ou menos é isso, é bom de se ver, mas não é a mesma coisa de uma corrida bem disputada.

Wanderson Marçal
Wanderson Marçal
11 anos atrás

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Gomes, o comentário foi esse? Se sim, que honra a minha em ter, de alguma forma, inspirado um poste seu. Abraços. ^^

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136 Wanderson Marçal 08/05/2011 12:26

Flavio, diferentemente da maioria de seus colegas jornalistas, felizmente, o senhor não é alienado. Tem posições políticas interessantes – embora eu não concorde com muitas delas, e compreende de uma forma bem razoável o universo das corridas, no entanto vossa pessoa está a cair no conto tal qual os outros alienados companheiros de profissão: a F1 atual é uma cópia enriquecida da NASCAR. Nada mais do que isso. Não mais se ultrapassa, e sim se passa. Passar, isso é o que fazem.

O carro da frente tornou-se somente um obstáculo a ser superado. É exatamente isso que está a ocorrer. O objetivo dessa “F1 mequetrefe” é fazer um bom stint sem desgastar os pneus. Se um carro que está em condições melhores deixa de “passar” o empecilho que vai à frente em condições inferiores, como aconteceu com o Massa em relação ao ROsberg, ele perde tempo no stint e se fode no futuro, já que o outro, em um momento diferente, estará em condições de superioridade. E isso a corrida toda. Ou seja: deixa-se de ter uma briga direta para ter uma disputa indireta. E qual a graça disso? Sinceramente não vejo nenhuma. É fato, no entanto, que a F1 de antes pecava pelas poucas emoções, mas esta de agora, diga-se, não tem emoção alguma.

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Mauricio Camargo
Mauricio Camargo
11 anos atrás

Já imaginaram na última volta, na reta final, pouco antes da bandeirada e o 2º colocado está a menos de 1 segundo do 1º e abre asa??? Acho que será emocionante não?

Carlos Adriano
Carlos Adriano
Reply to  Mauricio Camargo
11 anos atrás

Será emocionante, mas não justo. O piloto ultrapassado não terá mais como se defender e não terá mais voltas para dar o troco. Será melhor ele tirar o pé na penúltima volta para ser ultrapassado e ter a “asa” para ultrapasar na última volta. Veja onde chegamos ! Com carros próximos e rendimento iguais, será vantagem estar em 2º na penúltima volta, e não em 1º. Esta é a F1 que queremos ver ?????

galileu
galileu
Reply to  Mauricio Camargo
11 anos atrás

e se no local n~/ao for permitido usar a asa, como fica?

karkara
karkara
Reply to  Mauricio Camargo
11 anos atrás

Nao , nao seria, pois ja sabemos q ele vai passar sem esforco algum e ganhar a corrida. Emocionante seria ver uma disputa entre eles roda a roda

Fabio Amparo
Fabio Amparo
11 anos atrás

Flavio

Realmente a corrida está mais emocionante. A receita mágica do Tio-Bichinho Bernie deu certo.

Mas acho que brigas homéricas como aquela entre Villeneuve e Arnoux, ou então Senna e Alesi dividindo uma volta inteira lado-a-lado, acho que não veremos tão cedo.

Pelo menos na gestão do bichinho…

Abraços

Iuri Jacob
Iuri Jacob
11 anos atrás

Vamos fazer um exercício mental. Suponha que coloquemos dois pilotos com carros idênticos na pista. Quando há uma ultrapassagem, ainda que rara, temos a absoluta certeza de que foi uma batalha do melhor contra o pior. Conforme aumentamos a diferença dos carros (seja mecânica ou aerodinamicamente) essa relação “melhor-pior” fica cada vez menos evidente. Fica difícil saber quais parâmetros temos que adicionar ou subtrair na conta dos pilotos para sabermos quem foi melhor ou pior, apesar do efeito prático ser o mesmo – a ultrapassagem. Sob essa ótica, a unica conclusão que chego é que as variáveis inseridas nesse ano na F1 escondem a real capacidade dos pilotos, ao passo que aumentam a quantidade de espetáculo. Resumindo, a F1 está se tornando um telecat americano.

marcão
marcão
11 anos atrás

Já falei muito dessa asa móvel e o DRS!!
Vamos esperar a proxima corrida pra que as conclusões se tornem mais próximas do real…
Por enquanto não, prefiro esperar mais um pouco….
Mas quem deve estar gostando dessa brincadeira toda de troca e destroca pneus é um Brasileiro tricampeão de F-1!!!
É o Piquet, foi dele a idéia de trocar os pneus, reabastecer, carro mais leve! Essas coisas!!!
Ele deve estar adorando contar que ele foi o primeiro em um dia fazer isso e que essa idéia rendeu pra ele um Titulo mundial de F-1..
Alguem lembra????
Pois é !!! É mano, vc é o cara!!
Valeu por mais essa! Ê tá do jeito que vc gosta, eles erraram a mão!! Virou piada!!!

Dino Dragone
Dino Dragone
11 anos atrás

Ultrapassagens são legais e esperadas em um corrida, mas bem q os carros da F1 poderiam ter números decentes e visiveis novamente, pois anda difícil saber quem é quem com tanto passa-passa.

Henrique Dadalto
Henrique Dadalto
11 anos atrás

Eu sei certinho o que pensar, ta sem graça e eu não estou sentido vontade de assistir!

Rodrigo
Rodrigo
11 anos atrás

A solução é levarem pra pista os carros de 1989 e pronto, tá tudo garantido.

Ssppock
Ssppock
11 anos atrás

Estão dizendo que é sacanagem, que o cara não tem como se defender e outras bobagens.

É claro que tem como se defender, bastar ficar a mais de 1 segundo do cara que vem atras, assim, não tem asa!

Simples!!!!

E vamos deixar de saudosismo!!!!

galileu
galileu
Reply to  Ssppock
11 anos atrás

vai voce lá e tenta, não é assim tão facil

Jeambro
Jeambro
11 anos atrás

Flavio, sou de 65, ou seja, tenho mais ou menos a sua idade e acompanho a F1 desde os meados dos anos 70, então não preciso dizer que já vi o auge, o declínio e agora essas tentativas de trazer a F1 de volta aos bons tempos, e sinceramente não estou gostando nada do que estou vendo. A despeito do narrador oficial ficar a todo tempo tentando convencer a gente de que a “nova F1” está sensacional, não me convence.
Um batalhão de ultrapassagens que não tem emoção nenhuma. Continua-se podendo contar nos dedos as disputas realmente justas, ou seja, com os carros em condição de igualdade.
A F1 de hoje está mais artificial que sorvete de groselha.

José Brabham
José Brabham
11 anos atrás

Perguntem a Massa (que penou atrás de Petrov por séculos) se está assim tããããããããão fácil ultrapassar…

galileu
galileu
Reply to  José Brabham
11 anos atrás

o massa é o massa.
coitado do bixiga, nem com asa movel vai pra frente
tá dificil segurar a vaga

Nicolas
Nicolas
11 anos atrás

Eu gosto, principalmente nesses circuitos que não acontecia nada. Mas em Imola, Interlagos, circuitos desse tipo, eu acho que ela se torna desnecessária.

Bruno Abila
Bruno Abila
11 anos atrás

Flavio, acho que essa duvida existe porque antes das asas moveis era muito pior. Do jeito que esta, nao eh ideal, mas e melhor do que era antes.

Camilo Fontana
11 anos atrás

Comentei uma vez que eles precisam de masi ladas e menos computadores com rodas….

Carros de verdade, simples e brutos.. como a Indy tem. (além de serem baratos).

Embora aquele video de uns dias atrás mostrasse a diferença entre Vettel e Weber, o carro ainda é quem ganha a corrida.

Pra mim virou um jogo de arcade, lembra que se vc está atras vc tem anda mais pra poder alcançar o que esta à frente? Dispenso asas e até kers. Menos é mais.

Alevandro
Alevandro
11 anos atrás

Esta parecendo coisa de americano, banalizaram. Provavelmente inventaram isso por conta do Alonso Chiliquento atrás do Petrov no ano passado. O que tem que fazer é deixar os carros quadrados o suficiente para permitir vácuo, e privilegiar avanços mecanicos e não aerodinamicos.

Cristiano Azevedo
Cristiano Azevedo
11 anos atrás

Só com os pneus atuais já estaria bom. Nada de asas mirabolantes.

Henrique
Henrique
11 anos atrás

Na minha opinião, realmente, as ultrapassagens estão bem artificiais.

Na Turquia, Button usou o vacuo pra ultrapassar hamilton que tres curvas antes tinha usado a asa móvel. O bom vacuo funcionou!!!
quanto aos pneus acho q deveriam ter duas marcas diferentes. Não uma marca fazendo pneus taum diferentes como esses da Pirelli!

Vamos ver se em Mônaco, pneu e asa vão funcionar. Acho que não!

Renato B. Santiago
Renato B. Santiago
11 anos atrás

É o seguinte! Basicamente trocamos um jogo de futebol por um jogo de basquete! A graça de um jogo de basquete está na agitação. No suspense instantâneo e constante de cada cesta! A graça do futebol está em todo o trabalho que um time tem que fazer para chegar ao gol, sendo que no fim é o gol que decide tudo. Posse de bola, técnica, etc, etc… nada importa se não resultar em gol! E isso dá ao futebol uma característica interessante: A POSSIBILIDADE DO IMPOSSÍVEL ACONTECER! No futebol, um time pequeno que joga feio, com uma zaga que dá chutão e um ataque chuveirinho, pode vencer o time grande e caro e que joga bonito! Isso torna o futebol tão interessante e não a quantidade de gols por partida! Na F1 do ano passado, um Fernando Alonso com uma Ferrari brigando pelo título ficou atrás de um Petrov com um carro meia boca!!! E não passou!!!
Sinceramente, prefiro a F1 anterior. Só acho que falta é coragem e braço pros pilotos atuais! Andam rápido e tudo o mais… mas segurar o carro no braço como se fazia antigamente??? Cadê???

Andre Soares
Andre Soares
11 anos atrás

É divertido pescar num pesque e pague? Pode até ser, mas, ir até o rio, entrar numa canoa e correr o risco de ver sua pescaria se tornar um longo passeio sob um sol escaldante é muito melhor.

Então, as corridas deste ano estão deste jeito, as ultrapassgens são peixes de pesque e pague…

Geraldo Casselli Júnior
Geraldo Casselli Júnior
11 anos atrás

Só como curiosidade, este recurso de asa móvel já chegou a ser testada nos anos 70, mas algum tempo depois foi proibida. Lógico que sem os recursos da eletrônica de hoje!!!

Claudio Antonio Cesario Da Silva
Claudio Antonio Cesario Da Silva
11 anos atrás

Eu acho que a asa não deixa coisa artificial, por que para poder usar você tem que fazer a diferença chegar a1 segundo ou seja sem isso, ela não funciona e além deste detalhe ainda tem que ser em local predeterminado, ou seja se seu carro é lento a ponto de permitir que o seja possível o cara descontar r a diferença não vejo onde pode se defender , o problema é que nas pistas atuais que não existem pontos onde você pode ultrapassar o jeito foi encontrar uma maneira de se fazer isso atraves deste artifício.Ou seja oi que ficou difícil agora é um cara com o carro inferior ficar por voltas segurando o que está mais rápido,eu estou gostando por que pelo menos antes do cara passar existe um combate, o único que infelizmente passa sem piedade é o Tião Rapagão e seu touro vermelho

Youssef
11 anos atrás

Acho que está esquisito sim. Você vê um cara na frente no meio da corrida e não tem a menor noção de onde ele estará no final. Tudo muito artificial.

http://www.blog-do-tiozao.blogspot.com

Mário Gasparotto
11 anos atrás

É mais ou menos como aumentar o tamanho do gol no futebol de forma desproporcional. No basquete, por exemplo, o barato do jogo não é a cesta em si, mas o equilibrio de forças, principalmente quando um time eleva o nível da defesa e melhora a marcação contra o adversário. Na Fórmula 1 já vi corridas fantásticas na qual o piloto que vinha atrás ficou pelo menos umas 30, 40 voltas sem conseguir passar o carro da frente, exatamente devido a este tal equilibrio de forças. Se não me engano o Mansell era o cara que estava atrás, impaciente como só ele, disse na entrevista após a corrida que seu adversário (não me lembro, mas não era o Senna) tinha o carro mais veloz em pontos importantes que não dava chances de ultrapassagem. Particularmente eu não gosto de sistemas artificiais para mudar a cara do jogo. Comparando ao futebol, podemos dizer que seria mais ou menos como se a Fifa proibisse os técnicos de montar esquemas táticos defensivos, com um limite de três jogadores na linha defensiva do campo. Acho chato.

Stevan
Stevan
11 anos atrás

Eu acho que essa não foi a melhor solução. Está muito fácil ultrapassar. De uma certa forma a F1 ficou muito mais previsível. Pode ser que ninguém mais arrisque uma manobra em outro ponto dos circuitos que não seja aonde abre a asa móvel. Pra que arriscar em outro lugar uma ultrapssagem, se eu sei que qdo abrir a asa móvel eu vou ultrapassar? Não existe mais “chegar é uma coisa, passar é outra”, agora chegou, passou, nem dividir freada mais precisa. O piloto teve seu papel diminuido, perdeu a graça na minha opinião, a ultrapassagem foi banalizada. Mais do que nunca a F1 virou uma corrida de carros e cálculos (estratégias de pit stops), pois se os pilotos ainda conseguiam tirar alguma diferença no braço, hoje ficaram de mãos atadas. Quem tem o melhor carro vencerá e ponto. E isso tudo por causa de traçados mal projetados que dificultam ao máximo as ultrapassagens. Será que se tivéssemos hoje o calendário dos anos 90 os dirigientes estariam tão desesperados em promover ultrapassagens e emoção a ponto de implantar estas soluções? Ganhamos em quantidade e perdemos muito em qualidade.

André Sgobbi
André Sgobbi
11 anos atrás

Deixou de ser “futebol” e virou “basquete”..
Com certeza, uma cesta não tem a emoção de um gol.

Eduardo - SP
Eduardo - SP
Reply to  André Sgobbi
11 anos atrás

Exatamente isso! Estou achando chato demais! F1

Eduardo - SP
Eduardo - SP
Reply to  André Sgobbi
11 anos atrás

e.t. Exatamente isso! Estou achando chato demais! F1 é para os melhores carros e melhores pilotos (na teoria). Agora parece que todo mundo é tonto e que o equipamento é que faz todo o trabalho. Sério, quer ultrapassagem, vai assistir oval na Indy.

antonio
antonio
11 anos atrás

Estou achando legal a tal da asa móvel. Discordo dos que dizem ser covardia contra o carro que vai à frente, sem chance de defesa. Sua defesa será usar a asa na próxima volta contra quem o passou na volta anterior. Desde que consiga se manter a 1 segundo…
Para mim o grande barato da asa é minimizar o prejuízo que os pilotos que foram ao Q3 sofrem ao parar antes dos pilotos Q2, que, antes da asa móvel, podiam ver suas corridas jogadas ao lixo ao ficarem presos atrás de um destes carros, ao exemplo do Alonso contra o Petrov. Ultrapassar estes carros ainda tomam tempo, mas não acabam com a corrida destes. O pit ( na realidade, os pits, já que junto com a asa vieram penus degradáveis ) já não depende da sorte, ainda que ela sempre ajude, Tivemos disputas que se perpetuaram por 3, 4 curvas, 2, 3 voltas, situações que não existiam antes. Vettel, Alonso e Hamilton nos mostram que piloto continua a fazer a mesma diferença que faziam antes. Red Bull, McLaren, Ferrari continuam mostrando que bons carros também continuam a fazer diferença. E mais legal, o pega pra capar entre Koba, Di Resta, Schumarcher, Petrov, Rubinho, Perez – pontualmente -, Heidfeld, Sutil, Maldonado – exagerei, né ?- está divertidíssimo de ver.
Em resumo, acho que a asa, em conjunto com os pneus, tem garantido grandes pegas em todo o grid. Carros de desempenho similares ao invés de seguirem em procissão ( e procissão de décimo ao decimo quarto é duro de ver…) protagnizam pegas excelentes, com disputas de freadas e curvas lado a lado. A asa compensa a falta de pressão aerodinâmica do carro que vem atrás sofre no contorno das curvas que antecedem as retas, minimizando o que talvez seja o pior efeito da evolução dos carros ( dependencia da aerodinâmica ).

Leonardo
Leonardo
11 anos atrás

Eu acho que poderiam liberar essa asa móvel para uso livre, o piloto uso na hora que quiser, em qualquer ponto da pista que achar melhor, tanto o que está atacando como o que defende a posição. Acho que dessa forma ficaria menos artificial.

Leonardo
Leonardo
11 anos atrás

Mesmo com as ultrapassagens facilitadas pela asa móvel, o equilíbrio de forças nas corridas continua se mantendo… quem tem mais carro continua chegando na frente. Mas que as corridas ficaram muito mais divertidas isso ficaram.