MENU

segunda-feira, 7 de maio de 2012 - 19:27Indy, IRL, ChampCar...

PIQUET, 20

SÃO PAULO (sumiram todos?) – Foi num 7 de maio, em 1992, que Nelson Piquet sofreu o mais pavoroso acidente de sua vida, num treino em Indianápolis. Tricampeão do mundo, Nelson não conseguiu equipe para seguir na F-1 ao final de 1991, quando a Benetton optou por não renovar seu contrato. Ele também não se esforçou muito. Briatore apaixonara-se por Schumacher, com razão, e Piquet percebeu que seu tempo ali tinha terminado.

Mas ele resolveu, a partir daí, realizar algumas vontades pessoais. Não vou dizer “sonhos” porque Piquet não é muito chegado a essas coisas melosas. Estava a fim de correr em Indianápolis e Le Mans antes de parar de vez. E foi para os EUA. Assinou um contratinho com a Menard aconselhado por Eddie Cheever, seu brother. Deram uma Lola-Buick na sua mão e lá foi Nelsão andar no oval. Até estampar o muro de frente num treino a 340 km/h.

O muro moeu os pés de Piquet. Ele quase ficou aleijado, quase morreu, quase tudo. Foi um drama desgraçado, mas jamais tratado com tom de tragédia nacional no Brasil, ao menos como seria se o personagem fosse outro. Não, não preciso fazer rodeios. Estou falando de como seria a cobertura da imprensa e a comoção popular se o acidentado fosse Senna e não ele. E por que essa comparação? Porque eram, os dois, os maiores nomes do esporte brasileiro em 1991, no más. Dois tricampeões, vitoriosos, excepcionais pilotos. Só que um era o queridinho da mídia. O outro cagava para a mídia.

Piquet deu sua primeira entrevista no hospital ao Reginaldo Leme, a quem chamou para falar. Não era para o “Fantástico” ou para o Faustão. Era para o Regi, a quem ele conhecia havia décadas, um amigo, um cara da mesma época, da mesma geração. Não foi uma matéria em tom choroso, pelo que me lembro. Feia, até, no visual — um quarto de hospital em Indianápolis sem grandes luxos, fundo pastel, a parede do quarto, e nada de uma produção caprichada com luzes indiretas, trilha musical e vídeos de apoio dos amigos com gente vertendo lágrimas de jacaré.

Piquet arrebentou os pés numa porrada monumental e foi sobre isso que falou. E um ano depois, de muletas, estava lá em Indianápolis de novo para realizar o sonho. Ou: para matar uma vontade pessoal. Nada de sonhos.

Cobri essas duas corridas, a de 1992 e a de 1993. No acidente, no entanto, não estava nos EUA ainda. Foi numa daquelas sessões de treinos livres que só têm cobertura da imprensa local, início dos trabalhos para as 500. Em 1993, cheguei a Indianápolis uma semana antes da prova e todos os dias ia ao autódromo para fazer minhas matérias. Quando encontrei o Nelson pela primeira vez foi muito legal, numa mesinha com guarda-sol num gramado, ao lado do motorhome da Menard. Estávamos em poucos jornalistas, três ou quatro, no máximo. Sentamos para falar merda, como sempre, porque com Piquet era difícil fazer entrevista, ainda mais com ele quarentão, cagando mais ainda para a mídia. Então a gente sentava e ficava falando merda.

A recuperação foi dolorosa e difícil, sofrida, uma batalha dos diabos, não é qualquer um que faria o que ele fez. Mas Piquet nem tocava no assunto, não transformava nada em uma epopeia, era prático e objetivo. Corro de carro, é perigoso, bati, me arrebentei, posso optar por ser um velho amargo que reclama da vida, ou por me recuperar e tocar o barco. Não arrotava nenhum discurso pautado pela superação, pela força de vontade, pela perseguição de um sonho, pela perseverança, pelo desejo de levar as cores do Brasil ao mundo e mostrar que não desistimos nunca.

Muito pelo contrário. O que poderia ter sido uma longa matéria sobre tudo isso, a superação, a força de vontade e o caralho a quatro, virou um festival de bizarrices e piadas sobre si próprio. Foi nesse dia que ele contou como fazia para comprar tênis e sapatos, por exemplo. Como um pé ficou maior que o outro, ele disse que pedia na loja vários pares iguais de números diferentes, via qual cabia em qual pé, misturava tudo, colocava os dois que serviam numa caixa e levava embora. A loja descobriria dias depois que tinha vendido um pé 39 e outro 42, e ele se mijava de rir contando essas coisas. Porra, os caras só se fodem quando vão vender sapato pra mim!

Aí havia uma miniatura do carrinho de 1992, esse aí da foto, em cima da mesa, e ele e me deu. Nem é o Piquet no cockpit, o capacete é do Al Unser, mas não tinham feito a miniatura com o capacete certo. Ou, se tinham, ele não tinha nem visto, não era algo com que se importava. Nem eu, claro, aceitei feliz da vida o presente e levei para casa. O carro de 1993 já era diferente, vermelhão, bonito, patrocínio da Arisco.

No dia da corrida, fui para o grid e fiquei lá do lado do carro do Nelson esperando ele chegar para a largada, para ver se dizia alguma coisa, e ele foi chegando sozinho, de muletas, sem ninguém para ajudá-lo. Quando se aproximou e me viu disse alguma bobagem qualquer, pediu para que eu segurasse as muletas para entrar no caro, tirou o boné que vestia e jogou na minha mão. Fica com isso aí, baixinho, e achei demais, óbvio, coloquei o boné, os mecânicos chegaram, desejei boa sorte, voltei para a minúscula sala de imprensa e lá deixei o boné junto com minhas coisas.

Piquet abandonou no início e roubaram meu boné. Fiquei emputecido e fui até a garagem da Menard, corrida rolando lá fora, e quando cheguei o Nelson estava todo feliz, tinha conseguido largar, deu algumas voltas, matou a vontade, fiz umas perguntinhas, ele respondeu, e no fim, meio envergonhado, contei que tinham roubado o boné. Ele me xingou de burro, retardado, débil mental, tirou o que estava usando e me deu de novo.

Guardo o carrinho e o boné com carinho, foi uma cobertura bacana, Piquet foi legal comigo, e assim foi.

Hoje faz 20 anos daquele acidente e pouca gente lembrou, exceção feita a sites especializados como o Grande Prêmio (o material está aqui). Não recebi nenhum e-mail me cobrando para escrever sobre o assunto, como na semana passada, nos 18 anos da morte de Ayrton — aliás, só escrevo hoje sobre o acidente porque é número redondo, 20 anos e tal.

OK, ele não morreu no acidente, mas essa indiferença à efeméride nos diz muito sobre a relação fã-ídolo no Brasil.

447 comentários

  1. Nelson disse:

    O texto é ótimo.Piquet merece mesmo.Alem de excepcional piloto,grande acertador,grande criador de novas idéias,o cara sempre teve uma postura independente e verdadeira.Sempre foi caustico engraçado e irreverente.Por que mudar depois da fama? Só IDIOTAS se transformam com o sucesso,o que por sinal por estas plagas é muito comum.Parabens Piquet,parabens Flavio.Viva a autenticidade e abaixo a hipocrisia.

    • CAMPANO disse:

      Piquet foi o melhor de todos, introduziu o reabastecimento na f1, foi ele que invetou e introduziu o aquecimento dos pneus. ele que fazia o trabalho em equipe, ele largava com pouca gasolina e confundia todos.

      • Enko disse:

        criador de porra nenhuma, copiador sim.

      • Eduardo disse:

        A Brabham copiou o aquecimento de pneus das Mclaren que já usavam em 1974, a Mclaren usou no GP do Canadá e foi copiado mais tarde pelos demais, mas o aquecimento era a gás, já os Brabham copiaram (idéia do Muray) mas usando cobertores elétricos no início da década de 80, é mais ou menos como perguntar o que é melhor chuveiro elétrico ou a gás. Mas ambos não eram bom sistemas é claro que o pneu sem os cobertores demoravam 5 voltas pra aquecer, já com estes cobertores demorava 2 voltas para aquecer, em 1985 um tal de Mike Drury vendeu a idéia de um aquecimento pra Williams que foi aperfeiçoado em 1986 com fios elétricos, casualmente quando Piquet estava lá, mas quem inventou é inglês… em menos de 1 volta o pneu já estava aquecido, a Williams já usavam em 1985 com Rosberg e Mansell, logo sem o Piquet na equipe. Quanto a invenção do reabastecimento é algo que não foi inventado pela Brabham, já existia em corridas nos EUA, mas a Brabham introduziu na F1 já que tinha os motores mais potentes os BMW turbo, mas beberões. Existe uma frase nada se inventa tudo se copia, Einsten copiou as idéias de Poincaré e virou o dono da teoria da relatividade, Einsten dizia que a bomba nuclear não ia funcionar…por n motivos, mas funcionou…mas a mídia endeusou Einten… No Brasil o Piquet repetiu mil vezes que foi ele que inventou isto ou aquilo, só falta dizer que ele inventou o carro, mas se vocês investigarem melhor o “inventor” se chama Gordon Muray, e foram cópias de invenções….Se tu repetir 1000 vezes uma mentira ela se torna realidade. Assim como criaram um filme Piratas do Vale do Silício, desmistificando os feitos de Bill Gates, que na realidade é um comerciante, e é tão verdade a história que ele não quis processar os idealizadores do filme, pois ia perder na justiça, já que tinha provas documentadas, ele retirou a queixa, deveríamos criar o filme “Piratas da F1″ em homenagem a dupla Piquet-Muray.

      • Lucio disse:

        Pois é Eduardo, eu tenho um vídeo da década de 70 com o Carlos Reuteman na F1 com aquecedores de pneus e o Piquet diz que introduziu isto nas Brabham no início da década de 80, eu não conseguia entender, é mais ou menos como dizer que tu inventou algo copiando e isto infelizmente existe. Estive em Cuba e eles me mostraram um gado leiteiro revolucionário, com um nome estranho, mas era idêntico ao gado holandês branco e preto, insisti que eu conhecia este animal, aí eles confessaram a boca pequena que era um holandês adaptado aos trópicos. Quase tive uma crise de risos, e aí eu falei vou um pegar um cavalo manga larga vou criar 3 ou 4 gerações vou trocar de nome e vou dizer que eu inventei…

  2. MARCOS ANDRÉ RJ disse:

    Como sempre…excelente texto …sem babaquices…

  3. Pereira disse:

    Difícil tirar uma conclusão disso. Competições diferentes (F1 x Indy). Personalidades públicas diferentes pela ótica da imprensa (herói dos domingos x piloto competente). Fatos diferentes (morte x acidente sério).

  4. Pedro Araújo disse:

    Grande texto, Gomes.

  5. Impressionante é a falta de respeito.

    Nem pensam antes de falar de outra pessoa.

  6. Carlos/SP disse:

    Excelente. Salve Piquet!

  7. pabloREM disse:

    Parabéns pelo texto Flavio. Excelente em todos os sentidos, principalmente para mim que começei a acompanhar o automobilismo ainda criança graças ao Piquet lá no início dos anos 80.

  8. André Gontijo disse:

    Acho que antes de discutir o mérito do texto, alguns visitantes deveriam praticar um pouco a leitura. Parece que as pessoas não conseguem entender o que está escrito… Por outro lado, os comentários bizarros são, muitas vezes, mais interessantes que a matéria que os gerou. Sem depreciar o texto do FG.

  9. vitão disse:

    me lembro dele comentar ao Regi o cartão que recebeu do Nannini : você esterça e eu acelero . Cada um compensando a deficiência do outro .Hilário.

  10. Ulisses disse:

    Agora vai falar o Pacheco! …. kkkkkkkkkkkkk
    Piquet, Senna e Emerson.
    Tres campeoníssimos, cada um com a sua personalidade, cada um se relacionando com a mídia/fãs/país/equipe/categoria/carro, de forma diferente.
    Como todas as postagens aqui são feitas por pessoas diferentes, incluso o dono deste blog, cada um gosta de um, dos três, ou de nenhum.
    Gosto dos três, cada um ao seu modo, três pilotos excepcionais, 8 títulos mundiais, não é brincadeira!
    Acompanho Fórmula 1 desde 1971, quando Emersom corria com a Lotus vermelha e dourada, de lá até 1991, 20 anos depois em que se dizia por aqui, “chuuuuupa europa!” … kkkkkkkkkkkkkk
    Mas, dos três, Piquet sempre foi sui generis, era (ainda é) um piloto puro, dava uma banana para tudo e todos, sentava na “máquina” e pilotava, veloz e inteligentemente, coisa absolutamente impossível atualmente, nessa época de F1 politicamente correta, com equipes cobrando para liberar assentos.
    A F1 como conhecemos atualmente, foi moldada por Piquet. Rebastecimento e troca de pneus, aquecimento prévio de pneus com “cobertores” elétricos, suspenção ativa …. é considerado por muitos do “circo” e pela imprensa especializada, como um dos maiores acertadores e desenvolvedores de carros da história da categoria.
    Mas isso, é outra história.

  11. Sérgio disse:

    Parabéns pelo texto. Piquet ou Senna? Tenho a sorte de gostar dos dois, obrigado. É de dar pena quem até hoje não respeita o talento do Nelson e é tão infantil ao ponto de confundir franqueza bem usada com arrogância despropositada.

    Aliás, também não suporto o jornalismo chororô, tipo homenagem de Faustão. Que mania insuportável. Isso aumentou demais de uns 10 anos pra cá, quando perceberam que choro e sentimentalismo seguram trouxas brasileiros na frente de uma TV.

  12. Tulio disse:

    Ótimo texto,parabéns Flávio.

  13. Pina disse:

    Sou fã dos dois como pilotos, cada um com seu estilo próprio de pilotagem. Mas concordo em uma coisa: Senna foi infinitamente mais ovacionado graças ao poder da mídia e soube aproveitar muito bem isso, isso é inegável (acho que foi um dos primeiros na F1 a perceberem como ganhar dinheiro com a imagem); Piquet, por outro lado, cagava e andava para tudo isso, sempre foi autêntico. Na verdade, o Piquet lembra muito os pilotos dos anos 50, 60 e 70 do automobilismo (hoje seriam politicamente incorretos, ou como penso, cinicamente corretos). E só mesmo o Piquet para nos brindar com momentos fascinantes nas pistas, hilários fora delas. Lembro aqui um estória de sua passagem pela Willians, com motores Honda: o cara teve a pachorra de mijar embaixo do carro e a japonesada ficaram intrigados com o líquido estranho embaixo do carro!Vazamento no motor, fluido de freio e o cara se borrando de rir! Outra é mais recente: quando reconheceu os excessos ao volante de carros de passeio e participou do curso obrigatório para recuperar sua habilitação de motorista.

  14. jonatas disse:

    Mais acentuada do que a implicância do Flavio com a “mídia” pro Senna é o seu amor declarado à Schumacher. Nem num post de reverência ao Piquet, relembrando o acidente que quase lhe custou à vida, e de crítica à imprensa que não lhe dá o devido valor, apesar de ter sido para o automobilismo brasileiro tão importante quanto Senna, ele deixa de mencionar Schumacher, elogiando a preferência de Briatore por este em lugar do seu homenageado do dia.

    Lamental…. kkkkkkkkkkk

  15. Mauricio disse:

    Era uma época gostosa de acompanhar a F1

    Tinha Piquet, Senna, Prost, Gilles e Niguel

    Foram duas décadas incríveis!

    Pilotos desse naipe hoje em dia não existem. Apenas chorões e “pés de anjo”. Desde quando andar abaixo do limite do carro faz um campeão? Ou cria um espetáculo emocionante?

    É irônico que pilotos que andam no limite hoje em dia estejam andando lá atras. Koba, Massa e até (ironicamente) Schumacker.

  16. Marcelo A F da Silva disse:

    O texto era sobre o acidente do Piquet, você cita Ayrton Senna e os outros é que são viúvas? Freud explica…!

  17. Felipe disse:

    Que dilema nada a ver hein, falar sobre o Piquet beleza acho até que ele merece, agora fazer comparações como essas que vi no texto é bem idiota. Se liga FG.

  18. Romeo Nogueira disse:

    Ok, esperaremos um número redondo para você escrever novamente sobre o acidente do Senna, então. Belo texto, este! Já aquele da semana passada, no comments, como o blogueiro costuma dizer. Ou melhor, one comment: detestei. E nada de minha repulsa está ligada à relação fã-ídolo no Brasil – contra ou a favor. Até porque um dos melhores textos que li sobre a morte do Senna – quiçá o melhor – traz o título “Ímola, 1994″. E ele, o texto, em nenhum momento discute esse vínculo.

  19. Daniel Pescadinha disse:

    Piquet é o cara! Se algum piloto brasileiro da nova geração diparasse algo do tipo: “Meu maior ídolo é o Piquet, que além de ser tão bom quanto os melhores que passaram pela F1, não fazia tipo…” com crteza eu voltaria a torcer por alguém. Talvez aí eu teria certeza que tem alguém com peito para chegar e fazer o que os outros não fizeram desde os idos dos anos 90 – botar no rabo de seus companheiros de equipe…

  20. Mauricio disse:

    FG, hoje também me parece que se comemora o aniversário da morte do Giles.

    Cadê o post?

  21. Mauricio disse:

    Lembrança hilária da época.

    Galvão Bueno narrando as ultrapassagem do Piquet.

    “Agora ele vira Hulk… Baba na gravata e …”

  22. Mauricio disse:

    Mais um post memorável FG. Parabéns.

    O Piquet tanto cagava para a mídia que foi cliente do prêmio Troféu Limão da imprensa esportiva durante toda a sua carreira. Ganhava todo ano. Ele não corria para o Brasil e sim para matar um desejo pessoal. Corria por que gostava e nada mais.

    Esqueceu de falar também que era um mecânico de mão cheia. A primeira (e única vez) que o vi pessoalmente, ele estava debruçado num kart usando um macacão sujo (tão sujo que nem da cor eu me lembro) e um boné branco. Preparava o carrinho para alguma competição. Ao lado dele estavam Wilson e Emerson. Eu era um moleque de bicicleta assistindo a tudo como um bocó. Quando terminou de ajustar deu uma volta pela rua. Sim, eles estavam numa rua de um bairro….

    Para as viúvas do Senna tenho lembranças também. Outro baita piloto. Nunca o vi pessoalmente, mas assisti a pelo menos duas corridas e três seções de treinos. O que me impressionava sempre era a primeira volta, feita muito suavemente. Tão suavemente que mal se ouvia o motor do carro. Porém quando entrava na junção, bem no meio da subida e descia a bota… Sai da frente!!!

    Boas lembranças….

    Por isso gosto de vir aqui, ler suas resenhas e comentários.

  23. Vinicius Torres disse:

    Mto bom o post Flávio!! Como de costume!! Sobre o Piquet e o Senna, eu acho que a mídia só criou o que o povo brasileiro adora! Tanto que hoje está diminuindo o público da F1 pq num tem nenhum brasileiro que seja campeão lá!!
    O Piquet era muito mais divertido que o Senna!!!
    Na pista as coisas se igualavam, são pilotos de estilos diferentes, mas igualmente vencedores!!
    Não vi tantas corridas do Piquet como vi do Senna, mas como o Piquet é um semi-brasiliense sou mais ele!! heheheheh

  24. gera disse:

    Piquet é o melhor piloto que tivemos. O mais completo.
    Grande acertador de carros e muito rápido. Sou fã deste leonino
    de 17 de agosto. (o mesmo dia do meu niver).

  25. 30 anos da morte do Gilles, hoje.

  26. Speed Demon disse:

    O Piquet, em suas entrevistas, parece ser mesmo muito autêntico e muito consciente das coisas dentro de um contexto. Há uma entrevista em que, falando da sua saída da Williams, ele diz, naturalmente, que via o Mansell ser privilegiado.

    Mas a forma como o Piquet colocou a questão foi muito inteligente. Ele dizia: “A Williams era uma equipe inglesa, e o Mansell um piloto inglês. Eles queriam que ele fosse campeão, não eu. Isso é natural. Imaginem se eu estivesse na Copersucar, com um companheiro de equipe inglês. Vocês aceitariam que a equipe desse prioridade a ele, ao invés de um brasileiro?!?”

    Genial o Nelson Piquet.

    Mas, tecnicamente falando, considero o Fernando Alonso muito superior, tanto ao Piquet quanto ao Senna, que foram grandes pilotos, mas que nitidamente não tinham a categoria que o espanhol demonstra.

    Tanto que o cara conseguiu ganhar uma corrida com essa carroça que é a Ferrari.

    E nem venham falar em títulos, porque o Alonso ainda leva pelo menos uns dois até encerrar a carreira. Coisa que seria inalcançável, tanto pelo aposentado Piquet quanto pelo decadente Senna àquela época.

    Brasileiro tem que parar de procurar heróis dentro do esporte. Porque, se só conseguem inventá-los neste contexto, significa que o país é uma verdadeira porcaria.

    • Gerson disse:

      A diferença meu caro, é que Piquet com a idade do Alonso, faria essa Ferrari de hoje o melhor carro do grid em 2012.

      Ao passo que Alonso não seria campeão com uma Brabham, nem deixaria uma Benneton “no jeito” para Schumacher ameaçar o domínio de Senna a partir de 93…

      Sem contar que Pique na Williams foi campeão em cima do rival de equipe, Mansell, piloto inglês.

      E Alonso, deixou a McLaren porque não teve O PEITO E O BRAÇO para se firmar num embate com Hamilton!

      Foi bem até a parte que chamou Piquet de “genial”. Depois, só baboseira.

      Alonso é ótimo, mas menos, que Fittipaldi, Senna e Piquet.

      Pergunte aos ex-pilotos e ao bernie Eclestone.

      Sem mais.

    • Caique Pereira disse:

      Acho que Vc é quem está sonhando…quem lhe garante que o Alonso vai vencer mais dois mundiais?…Não se esqueça que venceu coma Ferrari num dia de chuva e com uma ordem de Boxe para o Perez no mínimo estranha…Beltoise venceu com uma carroça muito maior: BRM…também na Chuva…Jody Scheckter venceu na estréia com Wolf…venceu também com o Tyrrel de 6 rodas que era uma carroça também…existem muitos exemplos…

  27. Caramba! Eu me lembrava do acidente, da sua ocorrência. Mas nunca tinha assistido à cena calmamente como agora. Se pausar o vídeo dá para notar que ele praticamente enfiou a cara no muro. Deu muita sorte.

  28. wilson carpini disse:

    como fã do PILOTO nelson piquet, jamais me esquecerei daquela porrada em indianápolis… numa entrevista do chico rosa publicada no grande premio, ele falava que o piquet tinha sido um dos melhores e mais preparados pilotos brasileiros que chegaram à F-1… Emerson que nos perdoe, pelo piloto que foi…
    vale lembrar também dos 30 anos do desaparecimento prematuro de Gilles Villeneuve…. 08/05/1982 – 08/05/2012, com 32 anos

  29. Álvaro Azevedo disse:

    Tanto o Senna quanto o Piquet são pilotos de ponta. Mas o Piquet tinha um “quê” a mais, sei-lá, sangue nos olhos! Piquet é o cara!

  30. Evaldo disse:

    Grande Piquet, pra mim o maior piloto que o Brasil ja teve, maior na pilotagem, maior na irreverencia, soube conquistar seus meritos por sua competencia. Inigualavel!!!!
    Parabens Piquet , por tudo !!!!!

  31. Jonas disse:

    O Flavio,

    Ano passado fez 15 anos do acidente do Emerson em Michigan, teve texto?

  32. Mario Mesquita disse:

    Nelson é Nelson e vice versa.

    Pra mim é o unico cara que chamei de ídolo na vida, talvez por se apresentar humano, com defeitos e qualidades. Sem afetações, dramas e auto-marketing.

    O unico tricampeão vivo e heterossexual.

    Do cacete, o maldito.

    Viúvas cortando os pulsos abaixo…

    • José Rubens Cardoso disse:

      Foi meu ídolo também. Encontrei-o em evento com ele em BH, acho que início de 1992. Ele foi muito agradável. Tenho fotos….

      O maior piloto de F1 da história. Injustiçado e mal avaliado pelos “entendidos”. Muito maior que Senna, Prost e Shumi. Gênio, simples assim…..

      No mesmo nível de Lauda, Stewart e Clark….

  33. Marcio disse:

    Muito bom texto!!! Acho que você tem toda razão, e gostei mais do Piquet, talvez por isso tenha adorado o post, que do Senna e não tenho a menor dúvida que o Schumacher é melhor que os dois e talvez o Alonso também o seja.
    Viva o Piquet, piloto não tem que ser paga pau nem patriota, o País não ajuda, e nem deve ajudar, em nada a carreira dos pilotos (fora o Fittipaldinho), então sem essa de ficar dando rolê de bandeirinha do Brasil. Eu achei a maior sacanagem, mas bem fez o Piquet que deu sua volta com a do vasco, e bem faz o pessoal de interlagos de não vender lata de cerveja ou eu tinha jogado a minha na orelha dele….

  34. Jorpaes disse:

    É pra chorar? Me avise quando for a hora…
    Juro de pé junto que não entendi a ideia do texto, como sei que sou muito burro você pode me explicar o que tem a ver a pancada do Piquet com o Senna.
    Como o Senna não vai poder dar uma pancada no muro de Indianápolis para podermos comparar a cobertura da mídia, achei seu texto um tanto quanto “viúva do Piquet”.
    Nada a ver seu texto, se me permite.

    • Luiz Guimarães disse:

      Flavio, não permita….

    • Mauricio disse:

      Leia de novo e se não entender, leia mais uma vez.

      Se mesmo assim não entender, faça então um grande favor:

      Não volte mais aqui.

      • Jorpaes disse:

        Por que? Você é a chave de blog do FG?

        O que eu acho é que a comparação é descabida, um jornalista querer que um determinado acidente de corrida de carro tenha o mesmo buummm jornalístico que teve outro acidente (e morte), leio (e releio) o texto e vejo uma comparação nisso tudo, um post de reclamação porque um acidente teve mais cobertura da imprensa do que outro.

        O texto em si é descabido, sem noção, uma comparação mórbida, estapafurdica. Os 2 acidentes foram terríveis, independente se teve morte ou não, agora, criticar, avaliar o nível de cobertura dos 2 “eventos” é de uma infelicidade imensa, mostrando a total falta de respeito tanto para o Piquet quanto ao Senna e sua família que sabe lá o que sofreu para se recuperar, já que muito provavelmente viu a morte do parente ao vivo, sentado na sua cadeira em casa.

        Lamentável esse texto.

  35. Marcelo Dalbelles disse:

    Só achei a maneira como você comparou o acidente Piquet com o do Senna de maneira até raivosa, assim como alguns grandes veículos fazem com a presidenta.

    “O muro moeu os pés de Piquet. Ele quase ficou aleijado, quase morreu, quase tudo. Foi um drama desgraçado, mas jamais tratado com tom de tragédia nacional no Brasil, ao menos como seria se o personagem fosse outro. Não, não preciso fazer rodeios. Estou falando de como seria a cobertura da imprensa e a comoção popular se o acidentado fosse Senna e não ele. E por que essa comparação? Porque eram, os dois, os maiores nomes do esporte brasileiro em 1991, no más. Dois tricampeões, vitoriosos, excepcionais pilotos. Só que um era o queridinho da mídia. O outro cagava para a mídia.”

    Lembrando que Indianápolis era produto da Band, logo a grande mídia da época (Globo) não deu muita importância.

    Como você escreveu sobre o Senna no dia 1 de maio, não existe o “e se”.

    Senna morreu, não dá pra saber como seria se… mas vamos fazer o “e se” que todos os humanos fazem: como seria se ele “traísse” a globo quando terminasse sua carreira na F1 e se fodesse num oval?

    Acho que seria a mesma merda de cobertura que o Piquet teve.

    Ou iam colocar ele em outro fundo no hospital? Aliás pelo jeito que você escreve, parece até que retirariam ele recém operado do quarto do hospital para por em um cenário, afinal parede tom pastel não pega bem.

    Me lembro do Senna como puta piloto, de Piquet pela sua superação, Senna era queridinho da mídia porque o público gostou dele, era uma popularidade natural que muita gente capitalizou.

    Piquet não é assim, mas adora pagar de cara cool tem seu estilo e respeito.

    Enfim, ainda bem que está aí pra rir de suas tragédias pessoais e ter histórias pra contar.

    O outro já tem mais história na boca do povo,e isso aumenta e muito o fenômeno Senna, e por causa disso é endeusado e odiado sem ter mérito e culpa.

    Enfim, pior estar morto do que ter os pés deformados, falo isso por experiência, já sofri acidente, passei por cirurgia e o caralho e na hora só ficava feliz por estar vivo.

    falar de Senna pelo que ele fez é uma coisa, pelo que foi transformado é outra, e aí, acho injusto.

    • Mauricio disse:

      Errado.
      O povão pegou a versão que a mídia fez do Senna e não o Senna real.
      Ele tinha grandes qualidades sim.
      Porém não era tudo o que o Galvão falava dele.
      Eu me lembro como a idolatria começou.

  36. Batista Lara disse:

    Alguém sabe dizer se esse carro do NP era bom, competitivo, com reais chances de vencer uma corrida na Indy?

    • nando figueiredo disse:

      A Menard só corria a Indy500 com 5 ou 6 carros, ou seja, era uma equipe pequena que preparava os chassis pra essa prova.
      O Nelson antes de acertar participar por ela perguntou ao Emo se não ia fazer feio correndo por eles.
      O Emo respondeu que os carros aguentavam bem, e na Indy500, se conseguir chegar as voltas finais qualquer 1 pode vencer.
      Como era pequena tinha pelo regulamento algumas vantagens no tipo de acerto e mais dias de preparação, por isso ele aceitou correr por eles.

  37. Paula Ferraz disse:

    Como disse lááááááá em cima o Paulo F., as viúvas se oriçam mesmo!!!

    Dá uma agonia essa devoção toda ao Senna. E é só porque ele morreu alí na pista. Faltam canonizar o cara! Que chato! Não suportam outro piloto pelo fato de ser melhor, não admitem que ele era bom, um dos melhores, mas não era o super fodão da F1. Eu nunca entendi porque tem gente que fala que ele é o melhor, se tem aí o Piquet com o mesmo número de títulos, se tem o Prost (correndo com ele), com 4 títulos, e do Schumacher não vou nem falar, posso ser apedrejada por alguma viúva…

  38. mario aquino disse:

    Quem já viu uma bichona dessas competentes, que prezam o que fazem profissionalmente, que vendem a mãe para serem as melhores no seu ambiente de trabalho conseguem entender o profissional que um foi e outro não foi, e com certeza o Piquet não era esta bichona, Piquet era o melhor porque o que fazia vinha de um talento natural, não por matar a pau.

  39. Pedro Bastini disse:

    Flavinho, clássico comunca com coleção de carros antigos.

  40. Marcelo Dalbelles disse:

    Senna se tornou o puta herói nacional no momento que morreu.

    Antes havia sim uma empatia entre piloto e público e que a mídia soube aproveitar bem.

    Assim como Neymar consegue agradar até torcedores de outros times hoje, Senna foi esse fenômeno também.

    Quanto ao oba oba da Globo, as coisas hoje em dia são bem piores, basta relembrar a matéria do Fantástico de 1993 na vitória de Senna em Donington, vídeo que foi publicado se não me engano no blog do Victal.

    O tema da vitória da Globo, já era tocado na emissora antes de Senna.

    O problema é que a morte nos torna uma pessoa melhor do que realmente fomos.

    De puta piloto com empatia com o público brasileiro e mundial, virou Herói Nacional.

    já não tem muito mais mesmo o que dizer sobre ele, ficam as lembranças das grandes coisas que ele fez como piloto e grandes corridas.

    Falando de Piquet, tricampeão mundial de F1, era de personalidade diferente do Ayrton, puta piloto também.
    Ainda bem que ele não morreu na pancada, me lembro disso e foi chocante, foi muito bom vê-lo andando novamente, e mostrou a veia de piloto correndo no ano seguinte, aos 40 anos na mesma Indianápolis.

    Piloto é assim se não morreu dá um jeito de correr em alguma merda e arriscar sua vida (vide Alex Zanardi) mesmo sem precisar provar nada pra ninguém, mas por puro prazer e a vontade de ser sempre o mais rápido.

  41. Fábio Oliveira disse:

    Eu, nos meus quase 40 anos, que acompanhei bem a trajetória dos pilotos tri-campeões, sempre achei exagerada essa idolatria toda ao Senna e o ostracismo dedicado ao Piquet…o mais engraçado é que a maioria dos Sennistas jamais viu o Nelsão correndo…só ouviram histórias e olhe lá…

    Tecnicamente, os dois eram excelentes, só acho que o Nelsão tinha “menos paciencia” que o Senna, digamos assim…não era raro ver o Nelsão passeando na grama ou sem algum pedaço do carro, quando ele decidia que ia passar, ou ele passava ou ele se ferrava…o Senna já tinha uma tocada mais limpa, mas sem deixar de ser agressiva também…

    Pra mim dois gênios da História do Automobilismo…e essa conversa de que um era o bom moço e o outro era ruim é balela…o que importava era o que eles faziam na pista…

  42. Fabio Souza disse:

    Flavio,

    Me desculpe, mas qual o motivo de falar sobre o Senna em post mencionando o “aniversário” do acidente do Piquet? Totalmente desnecessário.

    Não sou uma das “viúvas” como muitos que postam por aqui, porém ficar provocando toda vez, é sacanagem.

  43. Fabiano Regra disse:

    Puta merda Flavio…

    Essa viuvada do Senna me faz lembrar dos “Testemunhas de Jeová” que batiam na porta de casa toda semana, pra entregar aquela revistinha “Despertai” e tentar me converter!

    O que eu acho mais engraçado, é que essa viuvada não suporta a idéia de algum outro ser vivo não achar o Ayrton o melhor e maior cara do universo do mundo inteiro, e o resto é tudo merda.

  44. João Paulo Gomes disse:

    Mais um recorde de comentários à vista: sennistas x piquetistas… Fudeu, hehehe
    Abraço a todos

  45. Cristiano disse:

    Gomes, belo texto. E ler os comentários também me divertiu muito. Se hoje se questiona muito o pouco valor dado aos professores, os de português, então, devem se descabelar pela qualidade da interpretação de texto da maioria dos alunos e ex-alunos…

  46. Michel disse:

    Cara,

    Voce sabe dar porrada.

  47. Klayton disse:

    cade o boné na foto?

  48. disse:

    ” Estou falando de como seria a cobertura da imprensa e a comoção popular se o acidentado fosse Senna” depois vc fica bravo quando alguém te pergunta “E se” Senna estivesse vivo?

  49. Felipe Silva disse:

    na Foto só faltou o boné!!!!!

  50. LAURO SERGIO disse:

    Parabens pelo texto, acho que reflete bem o “estilo piquet”. Sem patoacadas nacionalistas e marketeiras… Pra min foi o melhor, é minha opinião e ponto. Uma das minhas vontades (não é sonho pq tb não sou chegado a essas frescuras, rs!) é ter miniaturas de todos os carros dele de F-1 e INdy… Por falar nisso, QUER QUANTO NA MINIATURA DA MENARD??? PODEMOS CHEGAR A UM ACORDO… MAS VAI COM CALMA QUE SOU CLASSE MEDIA!!

    Um abço e parabens de novo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>