Arquivosegunda-feira, 16 de julho de 2012

POR ONDE ANDA?

P

SÃO PAULO (ah, dona Rosane…) – Ontem muita gente viu no “Fantástico” a patética entrevista de Rosane Collor, ex-primeira-dama do Brasil, nas “comemorações” dos 20 anos do impeachment do presidente doidivanas.

Não vou entrar aqui na discussão sobre o tratamento dado pelo programa a notícias tão velhas e irrelevantes, muito menos à caricatura de gente que virou essa mulher — o marido também. São tempos passados. Curti bastante, na época. Derrubamos um cretino, afinal.

Vou é aproveitar o ensejo para mostrar o que me mandou o blogueiro Luiz Dellano, de outra cidade mineira que começa com B, a exemplo de Belzonte, Beraba e Berlândia. Ele é de Bá. Dellano enviou a foto do primeiro carro que chegou ao Brasil depois que Collor liberou as importações, proibidas desde 1976. O presidente, que curiosamente caiu graças a uma Elba (claro que teve mais, mas não deixa de ser irônico a Elba ter tido papel tão importante), achava que nossos carros eram “carroças”.

O carro em questão é essa Mercedes 300E. Logo depois vieram os Lada, importados em massa — o lado bom desse negócio, não fosse essa liberação, eu não teria minhas belezinhas. A história toda está aqui. Por onde será que anda essa Mercedes? Aliás, por onde será que anda a Elba?

Vamos atrás da Mercedes e da Elba.

MARUSSIA E MARÍA

M

SÃO PAULO (apurem tudo) – A Marussia divulgou nota hoje informando que não havia nada de errado com o carro que no dia 3 de julho, com María de Villota ao volante, bateu num caminhão no aeródromo de Duxford.

Não é muito difícil, tantas são as formas de monitoramento eletrônico desses carros, descobrir o que aconteceu. Ou, ao menos, saber o que não aconteceu. É possível que María tenha feito algo que não devia? Claro que é. Isso torna a moça uma barbeira ridícula que nunca deveria entrar num carro de corrida? Claro que não. O caminhão deveria estar onde estava? Não sei. Há que se procurar um culpado, criminoso, alguém para por atrás das grades? Não.

É preciso, apenas, compreender a dinâmica desse acidente, para que ele não se repita. E, a partir do resultado das investigações, estabelecer alguns protocolos de segurança para testes como esse, não oficiais, sem acompanhamento de toda a entourage necessária, por exemplo, num treino em autódromo. Ouvir María será muito importante, embora seja difícil imaginar que ela vá se lembrar de alguma coisa.

Não adianta sair caçando fantasmas.

BUS STOP

B

SÃO PAULO (e minha paciência, ó…) – Bom dia, macacada. Já viram o ônibus do Penapolense, a Pantera da Noroeste, estreante na Série A1 do Paulistão em 2013? O Marcel Marchesi mandou.

Já é, disparado, o ônibus mais bonito entre todos os ônibus de todos os times do Brasil. Espero que ninguém coloque fogo nele. Tem mais fotos lindas aqui.

Pessoal de Penápolis, não ficarei triste se receber uma camiseta da Pantera para minha coleção que só contempla times de verdade.

 

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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