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sábado, 15 de setembro de 2012 - 14:26Automobilismo brasileiro, Automobilismo internacional

MEIA-DÚZIA DE HORAS (4)

 

SÃO PAULO (aceite-se) – Hoje é sábado e não tem nada muito interessante na cidade. Não tem virada cultural, nem micareta. Não foi feriado ontem, nem será segunda. Não há decisão nenhuma de campeonato de futebol, nem inauguração de shopping. Nenhum grande comício está marcado para lugar algum. Não há previsão de estreia de algum blockbuster no cinema. As Casas Bahia não agendaram nenhuma grande liquidação. Estamos longe do Natal e o movimento da 25 de Março é normal. Não é ano de Copa do Mundo e o Brasil não joga hoje. Não há crise econômica e está todo mundo bem de grana. Não está frio, nem calor. Não chove, não venta, faz sol. O dia está lindo. O trânsito está bom.

Há, em Interlagos, uma corrida de seis horas de duração, que nem é tanto tempo assim. Antigamente, faziam por aqui 12 horas, 24 horas, Mil Milhas varando a noite e a madrugada. No caso da corrida de hoje, serão seis horas sem grandes problemas, num dia ensolarado e gostoso. E, na pista, os carros de corrida mais espetaculares do mundo. Um programão.

E não tem ninguém no autódromo. As fotos acima foram feitas ao final da primeira hora da corrida. Lá no Setor A, as arquibancadas de concreto descobertas, tem um pouquinho mais de gente. Um tiquinho só. Sou especialista em público em eventos esportivos. Rato de estádio, sabem como é? Não tem 3 mil pessoas nas arquibancadas de Interlagos. Com boa vontade, 5 mil contando as pessoas que estão no paddock, como convidados ou tendo pagado ingresso.

Os organizadores dirão que foi um sucesso e que vendeu muito mais. Os discursos serão otimistas e ninguém terá coragem de admitir que o evento, em termos populares, foi um fracasso. Sinceramente? Não me importa quem vai mentir para quem, e quem vai acreditar e fingir que nada está acontecendo. O que estou escrevendo está longe de ser uma crítica aos organizadores. A corrida é uma graça, uma delícia, um encanto. OK, se não tem montanha-russa ou cinema 3D, se as atrações são modestas, se os preços dos souvenirs são absurdos (150 paus um boné é para enfiar o dedo no rabo e rasgar), nada disso pode ser usado como explicação para o público irrelevante. Fez-se o que era possível. E estamos falando de uma corrida de carros. O principal está aqui: grandes carros, grandes pilotos. Um espetáculo maravilhoso. “Ah, não teve divulgação!”, dirá alguém. Ora, ora… Emerson Fittipaldi passou três horas ao vivo no “Esporte Espetacular”, domingo. Foi a todos os programas possíveis da Globo e da Sportv. Deu centenas de entrevistas a jornais, revistas, emissoras de rádio, sites e blogs. Nunca apareceu tanto, como promotor da prova e como protagonista de uma efeméride das mais importantes: os 40 anos do primeiro título mundial do Brasil na F-1, dele mesmo.

O cenário não poderia ser melhor. Emerson falando o tempo todo de sua corrida para milhões de pessoas através da mídia, preços de ingressos razoáveis, grandes atrações na pista, um brasileiro, Lucas di Grassi, escalado para correr na Audi, a favorita à vitória. Dá para explicar por que ninguém veio a Interlagos?

Dá. E a corrida de hoje deve servir como o último pedido de socorro do automobilismo no Brasil. As pessoas que vivem de automobilismo aqui — dirigentes, pilotos, mecânicos, chefes de equipe, autoridades esportivas, jornalistas, promotores, patrocinadores, organizadores — precisam assumir: ninguém mais liga para esta merda.

Não fiquem zangados. É preciso ser humilde, agora. Essa gente toda (incluo-me; portanto não me encham o saco) tem de entender que o tanto que gostamos desse negócio é inversamente proporcional à quantidade de gente que gosta como a gente. O automobilismo, nos últimos anos, cresceu apenas nos custos. E foi se distanciando do gosto popular. Das pessoas. Dos fãs. O automobilismo, hoje, desperta apenas indiferença. Que é o pior dos mundos. Ninguém odeia o automobilismo. As pessoas são apenas indiferentes a ele.

O mundo das corridas é rico. Rico porque quem o pratica precisa gastar muito dinheiro para fazer com que ele exista. Mas é feito por ricos e para ricos. Virou um nicho. E além de exigir muito investimento em equipamento e tecnologia, também precisa de grandes espaços, arenas enormes e caras, de manutenção difícil, quase inviável, e rentabilidade baixa. O mundo do automobilismo é um contra-senso. Ninguém gosta, não atrai público, vive de trocas de favores e de “marketing de relacionamento”, não tem nenhuma importância, movimenta fortunas e depende da boa-vontade do poder público. É difícil acreditar que ainda não tenha sido extinto.

Se uma corrida como essa aqui é incapaz de colocar 20 mil pessoas em Interlagos, é porque, realmente, chegou-se a um ponto-limite. Está na hora de parar para entender o que está acontecendo. Dispensando, por favor, os discursos mais fáceis e óbvios — as pessoas têm mais opções de lazer, a TV a cabo, os parques, os patinetes, as bicicletas, o Domingão do Faustão, o iPad, o smartphone, a putaquepariu.

Não é nada disso. Nada disso. O lazer das pessoas e seus interesses estão em permanente mutação. No período em que o automobilismo foi mais popular no Brasil, estavam surgindo a TV a cores, depois os computadores pessoais, as novas modalidades esportivas, as revistas de mulher pelada, os festivais de rock, a música sertaneja e o caralho a quatro. Concorrência sempre houve entre tudo e todos.

Não é o surgimento de algo específico, sei lá, como o Michel Teló, que explica a morte do automobilismo.

Sim, morte. Porque quando se vê mais ou menos no mesmo momento histórico o fim de um autódromo como Jacarepaguá, a extinção das categorias de base, a irrelevância do kart, a transformação de campeonatos de turismo com enorme variedade de modelos em torneios monomarca fechados ao público, a estiagem de pilotos em categorias de ponta, um de seus maiores jejuns de pódios e vitórias na F-1, a inexistência de ídolos, a pobreza técnica daquela que se imagina a principal categoria do país, é porque este negócio morreu.

O deserto de almas hoje em Interlagos é prova disso. Ninguém deve se contentar com as migalhas. “Ah, vai, até que tinha bastante gente…”, dirá alguém. Não tinha. “Ah, o Setor A estava cheio!”. Não estava. As pessoas precisam parar de se enganar. Assumir que acabou e é preciso começar de novo. Compreender que na origem de tudo está a relação homem-automóvel. O que o carro significava para o jovem antes — liberdade para ir e vir, escolher seus caminhos, viajar, descobrir coisas, trepar no banco de trás, sair rumo ao desconhecido — e o que significa hoje — prisão ambulante, ameaça de assalto, alvo de radares e agentes de trânsito, despesa de estacionamento, IPVA, seguro e gasolina. É preciso ser honesto e, de novo, humilde. Aceitar que o que a gente acha legal demais, para a imensa maioria das pessoas é um nada absoluto. O que era um motivo de orgulho, um objeto de desejo e paixão, é hoje um estorvo.

Esta semana, participei de um negócio chamado Desafio Intermodal em São Paulo. Várias pessoas sairiam às 18h do mesmo ponto, uma praça na Zona Sul da cidade, para ir até a Prefeitura, no Centro. Cada uma de um jeito: correndo a pé, de bicicleta, skate, ônibus, metrô & trem, patins, bicicleta de mão, helicóptero, caminhando, de cadeira-de-rodas, camicleta, muleta, patinete, moto, lombo de jegue e sei lá mais o quê. Eu fui escalado para ir de carro. Cheguei em penúltimo. Cumpri o trajeto em 1h41min. A menina que foi a pé caminhando chegou um minuto depois. Ganhou o cara do helicóptero, com 22 minutos. A bicicleta chegou logo depois.

Errei uma saída, me fodi no trânsito, poderia ter chegado em mais ou menos 1h15min se escolhesse um caminho convencional, mas tentei fugir dos congestionamentos e tomei na tarraqueta. Foda-se, não era uma corrida, não queria ganhar de ninguém, e jamais seria burro o bastante para ir de carro ao centro da cidade naquele horário. Fiz apenas para participar daquele negócio, me pediram. Mas notei, quando me apresentei à chefia para registrar meu tempo, que todos os ciclistas, skatistas, patinadores, corredores, andarilhos, cadeirantes, peregrinos, amputados, aviadores, eunucos e eco-malas em geral olhavam para mim como se eu fosse o maior otário do planeta. Riam com nojo e desprezo e me miravam como se estivessem diante de um bobo-da-corte abjeto e decadente. Notei que aquela molecada toda me tinha por uma peça de museu empoeirada cheia de ácaros, hostil ao meio-ambiente, um vilão purulento, um pária, responsável pela destruição da camada de ozônio, o inimigo número 1 dos micos-leões, das ariranhas, das capivaras e das formigas-de-rabo-vermelho. Caguei para as formigas, quero que pegue fogo no rabo delas, e por mim as capivaras podem, todas juntas, ir à puta que pariu junto com as ariranhas, os pandas, os gnus e os gatos persas.

Tive ganas de subir num caixote e desafiar todos eles a alinharem comigo com suas bicicletas de titânio do caralho, ou com seus patins da puta que o pariu, ou com seus tênis Nike com amortecedor para ver se seriam capazes de chegar na frente do meu carro, qualquer carro meu, numa competição direta e reta numa pista de verdade. Pensei em perguntar àqueles babacas todos se quando eles vão para Maresias encher a cara de vodca com energético na balada, ou para Brotas descer uma corredeira e fumar maconha, vão a pé, de bicicleta, asa-delta ou de patinetes. Se podem abrir mão do carro em suas vidas. Se deixariam o conforto do ar-condicionado e do motor a explosão que os move para descer a serra de skate.

Mas é o mesmo sentimento que a molecada tinha em relação a mim. A garota que chegou a pé um minuto depois do meu carro estava puta e inconformada, queria ter ganhado de mim, queria que meu carro perdesse de todo mundo, fosse humilhado e esmagado. Ela tinha pelo meu carro o mesmo desprezo que eu tenho pelas ararinhas azuis e pelas trilhas no meio do mato, queria que eu e todos meus carros fôssemos à puta que pariu. Eu era, para ela, o passado e o culpado pelo fato de o planeta ao qual ela chegou vinte anos depois de minha simpática e doce pessoa ser uma latrina. Bem, eu quero que ela se foda, se a menina acha legal andar 15 km a pé no meio da cidade para ir de um ponto a outro, que ande. O mesmo ela deve pensar de mim, se esse babaca quer poluir o ar com seu monte de lata velha e ficar uma hora e meia parado no trânsito respirando gás carbônico e correndo o risco de ser assaltado, que fique.

Ocorre que aos olhos dela e de muita gente, ela é o futuro. Eu, o passado. Ela, a vítima. Eu, o culpado.

É isso, meninos e meninas. Nós, que gostamos de carros, somos os atuais culpados. É preciso começar a discutir a morte do automobilismo a partir daí, da vilania à qual o automóvel foi relegado. Compreender o que está acontecendo e pensar no que pode ser feito.

300 comentários

  1. Verde disse:

    Gatos são legais, pô.

    De resto, endosso.

  2. Carla disse:

    Ótimo texto!

    Realmente hoje quem tem carro é vilão, mas todos querem ter carro da moda mesmo que sejam verdadeiros analfabetos ao volante.

    Quando dizemos: gostamos de carros, gostamos de automobilismo logo nos olham de cara feia, afinal carro só serve pra “carregar a gente”. E os amigos do meio ambiente? Querem acabar com a industria do automóvel, mas ñ pressionam o governo para investir em transporte de população em massa e/ou ferrovias para reduzir o nº de caminhões em estradas.

    Aqui no RJ o automobilismo morreu há um tempo, mas decretaram a morte somente com a queda do autódromo. Eu e um grupo de amigos, que participamos de eventos de antigomobilismo, começamos a juntar as pessoas mais novas, com carros que ainda ñ tem idade para serem clássicos e mostrar o valor dessa cultura automotiva.

    Aos poucos o grupo está crescendo e o pessoal vai entendo que o carro não é o vilão e sim uma parte importante da nossa história e da história do país.

    Abraços,

    Carla

  3. Anselmo Coyote disse:

    O conforto… ah!! o conforto!
    Alguém aí poderia avisar ao resto da turma que os absorventes descartáveis, antes conhecidos apenas como modess, são o segundo maior responsável pela poluição do planeta, atrás apenas das fraldas descartáveis? Avisem também que eles levam mais de 100 anos para desaparecer definitivamente depois de descartados, o que significa que o primeiro utilizado ainda está por aí, em algum lugar do planeta. E, por fim, avisem que se quiserem colaborar é fácil: basta usar as antigas toalhinhas de pano da vovó e as fraldas de tecido (algodão), laváveis.
    Abs.

  4. Leonardo Cuevas disse:

    Gostei da sinceridade deste texto do Flávio.
    Cresci assitindo os desenhos japoneses Speed Racer e Grand Prix, e realmente – pelo menos por aqui – o automovilismo esportivo precisava um renascimento.

    Agora o pessoal dos comentarios argumentando que viver sem carro é impossível, ainda mais em São Paulo… Nada mais enganados.

    Percebo que no interior um carro é bem mais necessário e agradável de se dirigir, pois os ônibus são poucos ou inexistentes, e há espaço para dirigir, já em São Paulo, pelo contrário.

    Uso principamente o transporte público, trabalhei de social e me trocava de roupa para viajar confortável. Nem meus avós nem meus pais tinham carro e nunca vi que precisassem de um, pois existe algo magnifico e salvador de vidas chamado táxi.

    Nada de precisar tirar carta, pagar seguro, etc, etc. Balada? Vá de metrô, ônibus (corredor é bom!), volta de táxi. Supermercado, mesma coisa. Crianças na escola? Uso a Perua.

    Economizo muito, e insisto, o pessoal que acha que o carro no dia-a-dia é imprescindível tem apenas preguiça de pensar, e gosta de chorar nos engarrafamentos. Tem solução para tudo.

    Automobilismo, é um belo hobby, há máquinas maravilhosas, um esporte emocionante, mas como solução de mobilidade, mais atrapalha do que ajuda (nas cidades grandes).

  5. Mauricio disse:

    Flávio; radical demais!

    Nem tanto terra, nem tanto mar, mas você foi parar em Marte para tentar explicar o ocorrido.

    Esporte a motor não morreu ainda. Está sim anêmico, quase morto aqui, no Brasil.

    O motivo é o mesmo que leva as muitas modalidades esportivas aqui desta terra brasilis estarem em total ostracismo. Tirando o futebol, a massa ignara não conhece mais nada. Falta educação e, ironicamente, falta informação. E falo que é irônico por conta da excesso dela hoje em dia com internet, twitter, faceboock e outras tranqueiras… Mas a verdade é que nesses media o que faz sucesso é tudo o que há de mais tosco e grosso, baixo e vil na humanidade.

    Talvez pingasse um pouco mais de incentivo ao esporte se o mesmo fosse de para-atletas, para-pilotos. O Brasil oficial é cinico o bastante para fazer esse espetáculo de horror, só por que é politicamente correto. Digo eles em outro lugar o que realmente penso sobre o que é politicamente correto! Ainda mais neste caso!

  6. Valter Prieto disse:

    Flávio, ótimo texto, apesar dos montes de palavrões. Eu também falo muitos quando vejo idiotas de bicicleta atrapalhando o trânsito e se espremendo onde não cabem, achando que dá para usar bicicleta para tudo.
    Eu também ando a pé quando onde vou é próximo. Vinte e dois km de casa ao trabalho, mesma coisa para voltar, só de carro, sem ilusões. Bicicleta, ando longe de São Paulo.
    A turma que se acha moderna e esperta precisa arrumar um trabalho longe e se ferrar todo dia de TC (transporte coletivo) para ver se tem algo melhor que o automóvel. Nem metrô mais é fácil, sempre cheio.
    Ser contra o carro é pura idiotice, falta de informação e moda. Um dia passa e os caras acordam. O problema é que a massa dormindo é muito grande e constante.
    Parabéns pelo tremendo texto, e acho que não se vai a corridas por causa do desconforto e da exploração nos preços de tudo, fora que não há ídolos da Globo pilotando. Somado a isso, ninguém sabe nada de automóvel, e muito menos de corridas, então, não há como gostar da coisa.

    • Victor Dias disse:

      “Ser contra o carro é pura idiotice, falta de informação e moda.”
      Menos, amigo. Acho que lhe falta informação e um pouco de vivência lá fora dessa terrinha. Qualquer país que presta as pessoas de QUALQUER classe social usam transporte coletivo com tranquilidade, por ser muito melhor e mais prático.
      Não é questão de moda, é questão de necessidade se repensar o carro como meio de transporte.

  7. Jarzombek disse:

    Seria ótimo se mais gente não gostasse de carro. Se mais gente trocasse o carro por bicicleta, skate, patins ou qualquer outra porcaria dessas. Sobraria mais espaço para a gente andar de carro!

  8. be da urca disse:

    Estamos no inicio de uma mudança por isso o pensamento radical contra carro…. mas isso é pra mostrar que existe um pensamento radical pro carro.

    Com o tempo vamos chegar a um equilibrio que as pessoas vao poder escolher tendo segurança e bom senso para escolher o melhor transporte …para a pessoa e para a comunidade.

    Quanto ao automobilismo…é dificil mesmo ficar 6h num evento que os preços sao esse absurdo!

    8 reais uma cerva? Tao querendo ficar ricos da noite pro dia?

  9. Alex disse:

    Concordo com seu texto Flavio, mas acho que muitos outros motivos podem explicar isso, olhe por exemplo o futebol, paixão nacional, que possui públicos que beiram o rídiculo (menos de 1000 torcedores em jogo da série A é algo inaceitável).

    Você pode ter achado os preços acessíveis, mas para a realidade brasileira, R$ 70,00 ainda é muito dinheiro, ainda mais para o público casual, e tenho certeza que potenciais espectadores do evento deixaram de ir pelo preço dos ingressos. Outra coisa, eu prefiro corridas aos sábados, mas também existem muitos que trabalham nesse dia! Eu mesmo teria a companhia do meu pai e de mais dois amigos, que não puderam ir por esse motivo… Acho que no domingo poderíamos ter um público maior.

  10. Flávio,
    seu texto é (infelizmente) a MAIOR verdade do nosso automobilismo em São Paulo.
    No restante do Brasil deve ser pior.

    Eu, como sabe, sou piloto do Campeonato de Marcas e Pilotos SP, e Diretor da APPM (Associação Paulista de Pilotos de Marcas).

    Estamos tentando (mas , muito mesmo) melhorar tudo o que é possivel no nosso campeonato, mas confesso que o AMOR pelo esporte a motor é maior que o óbvio : NINGUÉM LIGA para Interlagos.

    Dizem que não há datas para o Automobilismo Paulista …. dias depois é publicada uma “Corrida do Gatorate” … ou sei lá que nome eles dão para essas merdas …. mas não tinham datas para as nossas corridas, então como “apareceu” essa data ????
    Será que não tinha um parque … uma avenida … um local melhor que o Autodromo de Interlagos para fazer esses eventos de merda ???

    O Marcas SP está de pé porque é o MAIOR grid do Brasil, com mais de 50 carros por prova e por ser a maior arrecadação dos Clubes, já que pagamos R$ 1.020 por carro por Etapa (são 10 por ano).

    Ninguém quer cobrir … ninguém quer fazer materias … ninguém quer nada !!!

    Esse ano homenageamos as Etapas com os nomes dos principais Jornalistas e Locutores do Brasil : Celso Miranda, Felipe Motta, Marcus Jr, Beto Hora … e VOCÊ na etapa do dia 23/12, como já foi feito o convite.
    E essa homenagem é para reconhecer o IMENSO trabalho que vocês tem na divulgação e fomentação do nosso esporte.
    É pouco, mas é o que podemos fazer por esses profissionais.

    Acredito que só resta como saida a PRIVATIZAÇÃO do Esporte, de Interlagos … de tudo.

    Mas aí vão dizer : Mas o Massa quando montou a F.Future não era profissional ???? Durou 2 anos !! E NINGUEM QUIS INVESTIR.

    Complicado.

    Abraços e parabens pelo texto.

    PS : Estava como convidado no Paddock sábado. Realmente, LÁ ESTAVA CHEIO, mas nada insuportavel !!! Apenas cheio de convidados, que como eu, não pagaram R$ 1 para ali estar.

    Douglas Carvalho Jr
    #50 – ALPIE

  11. eduardo alves disse:

    Não é verdade que o brasileiro mão gosta de automobilismo, pois se fosse verdade como explicar que a F-Truck, que conta com pouca divulgação nos meios de comunicação (até pela midia especializada), consegue encher autodromos por ande passa, até em uma corrida “solo” na Argentina eles conseguem atrair um grande publico (quase 40 mil em Cordoba). O problema, talvez, seja que quem organiza corrida ha varios anos, não pensa no publico nem no produto que vai oferta-lo, tá pensando só em arrancar uns trocados com carteirinhas, taxas, grana do governo do patrocinador… e por ai vai!

  12. Rafael disse:

    Brasileiro é idiota, isso sim.
    Eu não tinha grana para comprar ingresso e ganhei numa promoção. Na Stock Car/Truck está cheio pois MUITO MAIS PESSOAS ganham ingresso…aí é fácil encher né?
    Deixei o carro no SP Market e peguei a Van..fui na sorte pois ví no site da CET falando que ia ter…
    Levei bolachas e uma garrafa de água e entrei na boa…

  13. marcelo disse:

    Valeu Flavio,

    Você é decididamente engraçado e corajoso. Dei muita risada com o seu texto. É preciso estofo para escrever um texto destes em épocas do politicamente correto. E tem gente que ainda vai querer interpretar seu texto ao pé da letra.
    abs

  14. Ulisses disse:

    Calma Flávio! Ainda nem começamos a sofrer apagões no país. No primeiro ano de poucas chuvas você vai ver só, o país vai começar a se apagar. Não se pode construir mais nenhuma hidrelétrica em prol do meio ambiente.
    Estamos com muita sorte, os útimos anos foram de muita chuva, os lagos todos cheios … espera um pouquinho só …. é só não chover.

    O problema não é o automobilismo no Brasil, é o automobilismo em São Paulo.
    Essa cidade já era.
    Trabalhamos “pacas” aqui, para pagar vagas a R$ 25,00, jantares a dois a R$200,00, chopp a R$7,00 a taça, multas, assaltos, arrastões em bares e restaurantes, trânsito? Que trânsito? Trânsito é quando eu transito …. transporte público precário, aeroportos que são verdadeiras possílgas, rodoviárias ídem, políticos lazarentos, … etc etc. E quando chega um feriado, você não consegue sair, se sai, não consegue entrar.

    Não é a toa que 56% dos paulistanos pesquisados querem sair dessa cidade.
    Nota importante, o Rio de Janeiro está a mesma bosta (ou pior), até já perdeu seu autódromo.

    Está demorando para Interlagos ser transformado em um parque temático, suprindo a demanda por áreas de lazer de parte da zona sul, com parques, quadras poliesportivas, verde … etc etc …. e tudo aquilo que os políticos populistas e demagogos adoram.

  15. Flávio Ueta disse:

    Este é o melhor texto, na imprensa brasileira, dos últimos anos. Parabéns.

  16. Hugo Chaves disse:

    “Foda-se, não era uma corrida, não queria ganhar de ninguém, e jamais seria burro o bastante para ir de carro ao centro da cidade naquele horário.”
    A moça que foi a pé também deve ser inteligente o bastante pra saber que não se anda 15km a pé todo dia. E esse desafio intermodal foi pra mostrar o melhor meio de se locomover de casa pro trabalho diariamente, não foi pra ver quem chega mais rápido na baixada santista ou em Campos do Jordão. E, nesse quesito, o carro é realmente um dos piores meios. Cada distância e cada trajeto tem seu meio apropriado. Pra que ir de Jundiaí pra São Caetano de carro sabendo que pode utilizar trens?
    Não é porque se evita usar carro que não se gosta de carro ou de esporte a motor.
    Comparação totalmente absurda nesse post.

  17. Ricardo disse:

    Flavio, sabe por que não vou até Interlagos?

    Por que é uma merda para chegar lá.

  18. Burrinho Batiquebra disse:

    Concordo com muita coisa do texto, mas, como alguns comentaristas abaixo já bem lembraram, creio que o problema é do automobilismo em si, uma vez que já vi, em um passado bem recente, Interlagos abarrotado de gente em corridas da F-Truck. Gostaria de apontar apenas dois pontos que eu acho que sejam fundamentais na análise do fracasso de público destes eventos:

    a) A imprensa brasileira é mesquinha. Se o Banco X cria um time de vôlei chamado “Banco X – Osasco”, as Redes Bobos da vida já se apressam em rebatizar o time como “Vôlei Osasco”. Se um treinador de futebol usa um boné do seu patrocinador, que ajuda a pagar o seu salário e possibilita o evento esportivo, as Redes Bostas metem um close na cara do treinador para esconder o boné. Se a Audi banca boa parte dos custos de uma corrida de carros e mete patrocínio pelo autódromo todo (como foi o caso), a Rede Lixo de televisão jamais irá transmitir ou sequer divulgar o evento a não ser em algum canal obscuro de baixa visibilidade (como foi o caso do Sport TV3 – nem sabia que existia essa porra no meu dial). Na cabeça dos anencéfalos da mídia televisiva, cobrir eventos massivamente patrocinados por uma empresa é dar patrocínio grátis. Se a Audi não pingar na conta dos Marinhos e outros, nada de divulgação. Como o brasileiro médio tem como única fonte de informação a Globosta e a FAlha de São Paulo, é como se o evento jamais tivesse existido.

    b) É normal que se tenha a predominância do popular (como o nome já indica) sobre o erudito. Os eventos de 1996 (ITC/DTM), 2007 (ILMC) e 2012 (WEC) são eventos eruditos apreciados por um público mais especializado e conhecedor de corridas de carros. As corridas de F-Truck, onde o piloto dá cavalo de pau com o caminhão em chamas fora do caminhão como parte do show ou as corridas de bate-bate das bolhas da Stock Crash Brasil são eventos populares. Não significa que o popular não seja necessário: o big-foot amassando os carros, o programa de TV escrachado de besteirol e afins são necessários para oxigenar a mente e servem como parâmetro para melhor apreciação daquilo que pode ser classificado como erudito.

    O problema é: houve um estranho fenômeno no Brasil, onde o que é popular, popularesco até, se tornou a fonte única de entretenimento. Parece que uma maioria esmagadora está realmente disposta a abolir o Discovery Channel em prol do Zorra Total, extinguir Sebastian Bach em nome de Michel Teló e queimar tudo de Graciliano Ramos e trocar por uma porcaria qualquer do Paulo Coelho. E se resguardem as pessoas de pensar que este fenômeno é generalizado em países mais pobres ou na América Latina porque, realmente, não é! Não era nascido nos anos 40, 50, 60 e 70 mas sei que nosso gosto não era estragado assim.

    Enfim, é o meu ponto de vista.

  19. Virgo silva disse:

    Chefia, do fim pro começo: sua história da competição intermodal é ótima. Se voce puser um pouco mais de drama, cabe tranquilamente no novo livro que voce (ainda) vai escrever…
    Quanto à morte no automobilismo, não concordo com seu diagnóstico. O problema, a meu ver, é que virou um coisa “daselite” e portanto, algo que está longe de nós, povão. “Aselite” não gostam do contato com o povão, por isso são criadas barreiras para que não nos aproximemos de carros e pilotos. Antigamente, se acampava em Interlagos para assistir as corridas. Voce estava ao lado de carros e pilotos. O Veloz chegou a dirigir um Fórmula Um em Interlagos (até o pit lane, empurrado pelos mecanicos, mas dirigiu). Hoje o máximo que se consegue, como disse o rapaz aí embaixo, é ser assaltado quando se precisa de qualquer serviço no autódromo. Eu frequento Interlagos há pelo menos 20 anos. Ele é superdesconfortável pra quem não tem os 2.000 paus que se cobrava por um lugar no Padock.
    O renascimento do automobilismo no Brasil passa pela recriação de algo que tenha caráter lúdico. Convenhamos, ficar tomando sol na cabeça na arquibancada A para não ver os carros passando na reta (por causa da velocidade) é um programa de índio de verdade. Futebol é muito mais divertido, começando pelo sanduíche de calabresa e cerveja estupidamente gelada na porta do estádio.

  20. Ricardo Gonçalves disse:

    Sim, você ofendeu sim.
    “Eu era, para ela, o passado e o culpado pelo fato de o planeta ao qual ela chegou vinte anos depois de minha simpática e doce pessoa ser uma latrina. Bem, eu quero que ela se foda, se a menina acha legal andar 15 km a pé no meio da cidade para ir de um ponto a outro, que ande.”

    Digo e repito: Você estava escrevendo um belo texto, até misturar dois assuntos totalmente diferentes. Concordo plenamente com a parte do texto sobre a morte do automobilismo. Perfeito!

    Mas, infelizmente, é desta forma que você trata as pessas que não concordam com você. Quando alguém discorda, você manda se fuder. Quando você escreve isso em um de seus posts, você fala que não ofendeu.

  21. joao disse:

    que texto babaca.

    em primeiro lugar, ninguém foi porque o evento não foi divulgado. Você é rato de estádio, eu sou rato de publicidade. Trabalho com isso e conheço o tema bem. Se não divulgarem é possível que nem o show da Lady Gaga lote. Por isso que mesmo ela sendo quem ela é, vão colocar anúncio em tudo que é jornal dizendo que a moça vem.
    Se Lady Gaga precisa de anúncio pra lotar, imagina corrida de 6 horas numa categoria pouco popular.

    Em segundo, deixa de ser babaca. Teu discurso anti ecológico, além de ser ignorância pura é de uma falta de senso de realidade que poucas vezes vi na vida.
    acorda.

  22. Allisson disse:

    Meu, peguei carona pelo blog do fabio seixas e cara, nem sei se vc escreve assim toda hora, mas q delicia ler algo q não é politicamente correto… qto ao automobilismo, acho q é geral isso… A Nascar esta tendo problemas de publico, imagina o resto…
    Qto as 6 horas, cara, eu fui a um unico GP Brasil na minha vida, 2000 (se naõ me engano) com o Rubinho na ferrari, sofri pra diabos ai, comi mal, fiquei horas sem poder sentar, paguei caro… não volto mais, assisto pela TV… E olha q um dos meus sonhos é ir pros USA ver uma corrida de Nascar num super oval… (claro q inserido num pacote onde eu pudesse ver um jogo de NFL tbm, rsrsrs)… No mais, ganhou um leito! ^^

  23. marcelo disse:

    Ganhei os Ingressos e estive lá no sábado, tudo muito “organizado” e tal, mas quando vc fica sabendo que uma lata de refri custa 6 paus e uma lata de cerveja (horrivel) 8 paus, um cachorro quente com mostarda e catchup e salsicha meia boca 8 paus um x-salada 12 malandros, explica-se em parte o porque ninguem vai… por que veêm como passeio de elite. Muito Interessante o evento, com atrações legais, mas realmente vazio, muito triste, a maior fila que peguei foi para visitar o box, começava na Arq. M e seguia e até a entrada do box, mas depois de poucos 15 minutos… surpreeeesaaa, faltavam 10 pessoas para minha vez e de meu filho e o que acontece? 10:30 da manhã e dizem… acabou, foi fechado ninguém mais entra. e a fila lá atrás crescendo… isso porque o programa dizia até 10:50… simplesmente fecharam e não deram bola, um bando de gorila fez cara feia quando reclamamos e cruzaram os braços e pronto.. o mais engraçado (ou triste) no mesmo momento quem chega no local? ele mesmo o Emerson e o que acontece? todo mundo correu para pedir uma merda de autógrafo, ninguém quis reclamar e quem reclamava não era ouvido… lindo isso… bando de tiete imbecis… e quem estava reclamando ficou com cara de pastel…
    Tirando isso foi um dia agradável em cia. do meu filho que adorou os carros, ele adora uma Ferrari (alias chama-se ENZO), e tem um ouvido apurado pois quando começaram as 6 horas ele comentou: “Pai estes carros pratas não fazem quase barulho muito diferente do toyota que quase me ensurdecem, que legal, vou torcer para eles) ele adorou, eu gostei e voltamos para casa contentes com gostinho de quero mais…
    Valeu pelo ingresso e continuarei um assiduo leito e ouvinte seu, desde os tempo de Joven Pan, Band, ESPN e tais…

    VALEU PELO PRESENTE!!!!!

    • Felipe disse:

      Estive em Spa esse ano e concordo que o preço afasta demais. Em Spa as coisas lá dentro eram igualmente caras mas quem quisesse poderia levar sua cadeira, seu sanduíche, sua cerveja, sentar em várias partes do autódromo, tudo portanto o ngresso mais barato.

      Há opção de camping pra quem não pode/quer gastar com hotel. Pode ficar o final de semana todo respirando corrida que não tem problema.

      Com o automobilismo, na minha opinião, aconteceu o que ainda vai acontecer com o futebol: Uma higienização, esterilização até o ponto em que todos serão indiferentes e verão o esporte como mais uma atração no pacote de canais da Net.

  24. Edmea Dantas disse:

    Olá Flavio … sei bem como vc se sentiu, e não sei qual o caminho fez no Intermodal, mas ano passado eu fui a motorista do Desafio, também desviei do trânsito, mas não errei a entrada e consegui completar em 1:14 hs, mais ou menos o seu tempo previsto. Realmente a gente se sente como o amigo número um do caos urbano, a imprensa fica esperando “o carro”, a expectativa é que o carro chegue em 30o. lugar se fosse possível e ainda vc tem que ouvir: o pedestre correndo chegou antes de vc, o q acha ?? Mas faz parte, no fundo eu acho bom, é preciso dar um jeito no transito, hj não existe mais horário de pico, toda hora tornou-se horário de pico, sempre tem transito, graças à redução de IPI e o financiamento em trocentos meses, todo mundo agora “tem carro”, só q as vias públicas continuam as mesmas e aí vai acontecer como Ignacio de Loyola Brandão escreveu em seu livro Não Verás País Nenhum: o Notável Congestionamento – as pessoas tiveram q abandonar seus carros pq o transito simplesmente parou e não tinha mais saída … creio q São Paulo está caminhando para isso !! Parabéns pela paciência em participar do Desafio !!

  25. Roberto Martinez disse:

    Uma vez ouvi uma declaração do Cacá Bueno , que na época contestei, mas acho que ele tinha razão :
    ” Brasileiro gosta de Fórmula 1, não do automobilismo”

    • Burrinho Batiquebra disse:

      Acho que ele poderia ser até mais específico e dizer que brasileiro gosta de piloto brasileiro na F1, não de automobilismo (aí inclusa a própria F1).

    • Fabiano Lacerda disse:

      Brasileiro gosta é de vêr brasileiro ganhando lá fora pra descontar suas próprias frustrações. A audiência da F1 só diminui com a pouca competitividade dos mesmos. Ou seja,nem da categoria máxima do automobilismo,brasileiro gosta. O negócio é vêr o hino nacional tocando. Que se dane o esporte ou categoria…

  26. Wagner disse:

    Amigo Flávio,

    Aproveito para comentar sobre outro absurdo que acontece há um bom tempo em Interlagos.

    Frequento este autódromo, sem interrupções desde 1990.

    E assisto a todos os tipos de corridas.

    E na entrada, deparo-me com bizarras situações.

    Na Fórmula 1, na verificação do ingresso meia-entrada, só não pedem para que os pais do espectador apresentem-se pessoalmente, por simples caridade.O resto?: verificam cada item.

    Nas demais corridas, não olham nada.

    Na Fórmula 1, não pode entrar frutas inteiras, jornais, revistas, garrafas de água, etc.

    Nas demais corridas, tudo pode.

    Mas há situações intermediárias, nas quais contratram empresas, que não entendem nada do riscado.

    Na Fórmula Indy, isto já ocorre, desde o início.

    Nesta corrida, contrataram a Gocil, cujos coitados funcionários, absolutamente despreparados, perpretavam verdadeiras barbaridades.

    Nâo era permitida a entrada de sanduíches: somente os industrializados (??????).

    E com base no que?

    Ninguém sabe.

    No meu caso, somente entrou, porque minha esposa alegou que nós tinhamos problemas alimentares e foram feitos por recomendação médica.

    Mas o de outro torcedor, foi solenemente jogado no lixo.

    Contudo deparei-me com torcedores que portavam um cooler. Isto mesmo um cooler.

    E há anos que solicito que se divulgue, previamente, de forma clara e inequívoca, o que pode.

    Pois mesmo na Fórmula 1, já ocorreram casos onde o que foi permitido no sábado, foi proibido no domingo.

    Este ano, algum gênio da PM, proibiu a entrada das famosas revistinhas, que são distribuídas desde 1990,

    Com base no que? Repito: com base no nada.

    Este é somente um pequeno reflexo do que você comentou.

    Abraços

    • Marcelo disse:

      Wagner, também costumo frequentar corridas, mas tá difícil. Este ano levei meus garotos para “ver” (não se vê nada do sambódromo) a Indy e quase não conseguimos entrar. Um chefe de seção da tal empresa Gocil cismou que meu pequeno não tinha 5 anos (ele irá fazer 6 em novembro). Apresentei o documento dele e o meu, para provar a filiação e minha responsabilidade. Usei minha identidade de advogado, a única que carrego e que é válida em todo o território nacional. Pois aí o idiota começou a me destratar, a disse que eu poderia processá-lo (!), etc. Como esse boçal parecia ser puliça de folga e os garotos estavam com medo, deixei quieto e finalmente entramos. Mas não volto mais. É mais barato, fácil acesso, mas os organizadores tratam muito mal mesmo. Em um sábado desse ano fomos a Intelagos ver a Classic Cup. Não havia 10 pessoas nas arquibancadas. As cobertas estavam fechadas, apesar da chuva. Assim fica difícil mesmo.

    • Lucas Thiago Ferreira da Rocha disse:

      Wagner,

      Excelente comentário. Fui esse ano com o meu filho mais velho (Rômulo de 11 anos) assistir a F-Indy, ele nunca tinha visto uma corrida de formula, só turismo e moto.
      Você acredita que não queriam me deixar entrar com o meu filtro solar? Um ano antes disso tive diagnosticado um principio de câncer de pele e fui recomendado a usa-lo sempre.
      O que uma bisnaga poderia fazer. Eu não sou louco de jogar um produto de R$ 60,00 na pista.
      Só falando com um monte de gente consegui entrar com o protetor.
      E outra ocasião foi ver a F1, sozinho, levei um squizzy da minha filha para que não precisasse comprar agua no autódromo. Tive que jogar no lixo senão não poderia entrar. Tive que chegar em casa e explicar para minha filha de 4 anos que ela tinha ficado sem a garrafinha dela. O que uma garrafinha ia fazer na pista. Você vai ao autódromo e é obrigado a cambrar tudo lá.

      Flavio,

      Adorei o seu posicionamento. É isso mesmo. Morro em Mairiporã/SP e tenho que dar uma volta enorme para ir para casa, porque os ambientalistas não deixam fazer o trecho Norte do Rodoanel.
      Quando eles vão para um Congresso Ambientalista em Oslo eles vão a pé ou de bicicleta? Afinal avião também polui.

      Abraço a todos,

      Lucas Rocha

    • marcelo disse:

      passei por isto tbm.. mas por incrivel que parece o lanche que levei em uma tuperware passou, mas o suco que levei em um squeeze, fui obrigado a beber de um gole só com meu filho e depois de quase me afogar, surpresa, um segurança vira e me fala: tudo bem pode entrar.. põe na bolso e pode ir… sensacional…

  27. Wagner disse:

    Amigo Flávio,

    Entendo que o buraco é mais embaixo.

    Como se explica o sucesso de público da Fórmula Truck?

    Abraços

    • Diego Aranha disse:

      Trabalho no ramo de transportes e logística, e já recebi alguns convites, e posso dizer o que acontece com a Formula Truck: no minimo metade do público está la de graça com ingressos dados pelos patrocinadores/fornecedores a seus clientes. Mas mesmo assim a truck não deixa de ser um caso que pode ser considerado como sucesso.

  28. plow king disse:

    Puts, perdi essa. Estava me divertindo na praia, pedalando, correndo, lendo, descansando, cozinhando, encontrando amigos. Tem outra dessas sabado que vem?

    Aceite: Ha coisas bem melhores na vida que ir a interlagos no fim de semana.

  29. Felipe D'alessio disse:

    Esse texto foi uma das coisas mais imbecis que já li na vida…

    Quando se fala em preservação do meio-ambiente, não é por capricho de achar “bichinhos e plantinhas bonitinhos”. E nem mesmo diz respeito unicamente a preocupação com o desequilíbrio das condições que tornam a vida sustentável no nosso planeta. Conhecemos pouco a biodiversidade, e mal sabemos quais as aplicações possíveis da nossa fauna e flora que podem tornar melhor a nossa vida, em termos de produção de medicamentos e tratamentos.

    Aí vem um jornalista e diz “quero que a ararinha se foda porque gosto de carro”, mostrando que realmente é desnecessário ter diploma para exercer essa profissão… Qualquer imbecil está apto a ser jornalista.

    PS: Ah, e quem diz “quero que a ararinha se foda” não pode reclamar quando estiver cozinhando dentro do carro no calor superior a 30ºC em pleno inverno….

    • Flavio Gomes disse:

      Cumpre aqui registrar que no caso das ariranhas, quero que todas se fodam, com exceção da Suelen.

      • Filipe Archer disse:

        Concordo em genero, número e grau com o Flávio. Que se fodam as imagens dos ursos polares em cima dos pedaços de gelo. Daqui a pouco proibem o uso do motor de combustão. O mesmo tipo de gênio da raça que proíbe as bebidas alcoolicas nos estádios, ou que proíbe de se fumar em bares. Torço para proíbirem a burrice e a hipocrisia, mas isso nunca consegui. Por um mundo mais livre, por um mundo mais selvagem. E viva os escapamentos abertos!!! Gasolina na veia. Abraços

    • renan augusto disse:

      Cara o caos do meio ambiente vai muito alem do carro, vai das fabricas que nao respeitam leis ambientais, para produzir em massa celulares(ops smartphones) ipads, ipods, televisões, tenis de corrida, bicicletas, motonetas, o carro esta ali para a poluição assim como sua televisão de LED de 42 polegadas, que a fabrica produziu sem o devido respeito a leis ambientais, o carro é um problema sim na grande cidade, causa transito, transtorno e muito mais, mas esta longe de ser o responsavel pelo desmatamento ou por expecies em extinção, carro era bom quando carro era luxo, quando se pagava 20mil por ele mas só tinha quem podia msm, hj até mendingo de albergue tem carro, e eu nao to zuando.

    • Jarzombek disse:

      Felipe, é para isso que existe ar condicionado.

  30. Claudio W. disse:

    Flavio, de um modo geral, brasileiro nãoo é fã de automobilismo mesmo, só curte mesmo futebol. Junta isso a propaganda global de que programação esportiva=futebol e automobilismo=F1 e ainda essa idéia de termos a “obrigação” de torcer pelos brasileiros, e o resultado está aí.
    Bem, o público que foi ao autódromo não foi esse das fotos, você sabe, mas a dispersão realmente foi muito grande após a largada. Sei lá, mas juntando os 3 dias talvez dê os 25000 que dizem ter divulgados. A única fila que eu enfentei foi para acessr os pits, e depois de mais de 20 minutos seguindo uma “procissão”, chego a entrada e descubro que o período para a visita já tinha acabado. Pra mim, está era uma das maiores atrações do evento, fiquei com a sensação de ter jogado metade do ingresso no lixo, não sei se dá pra relacionar isso com a saída antecipada, juntada com as poucas atrações extra-corrida. A corrida foi fantástica, mas acho que nem Emerson Fittipaldi sozinho é capaz de despertar a curiosidade do grande público aum evento desse naipe, ainda é necessário a promoção maciça (e oficial) de uma Globo ou Bandeirantes – vide Stock e F-Truck.
    Por fim esse lance da relaçao das pessoas com os carros, acho que há muito tempo, pra maoiria, automóveis são meros meios de transporte ou objetos de ostentação (como jóias, relógios e tais).
    Com essa onda eco-politicamente-correta, os entusiastas (uma parcela pequena da população), passaram a ser mal vistos – ridículo.

  31. Victor disse:

    Olha Flávio, eu fico com a falta de divulgação, não é possível outra explicação. Não fui porque nem sabia que dia seria. Eu só soube que existiria as 6 horas porque entro no Grande Premio e aqui todo santo dia para pescar alguma novidade.

    Sobre o carro ter se tornado um vilão, é um fato, infelizmente. Sou “novo” e amo corridas, amo rally, amo F1, amo carros novos, carros antigos… E tenho que viver explicando porque gosto de carros. Como se amor fosse possível explicar. O futuro do automobilismo brasileiro é incerto, mas prefiro acreditar que é por falta de bons dirigentes.

  32. Emerson Pardo disse:

    Flávio, acho que você misturou duas coisas que não sei se tem a ver com a falta de público. Uma é o carro no trânsito, outra é a competição corrida de carro. Se formos olhar a média de público do futebol, também não é essa coca-cola toda, não. Média de 10 mil pagantes por jogo, por rodada. É um público ridículo, quando comparado aos campeonatos europeus. Acho que o problema da falta de público no automobilismo é que não se sabe vender esporte (qualquer esporte de competição) como atração no Brasil.

  33. paulo castanheira disse:

    Flavio, a antipatia que tenho de você não impede de parabeniza-lo por um dos mais brilhantes textos que vc escreveu (EM MINHA OPINIÃO)… e olha que venho aqui diariamente..

    ps1: sei que minha opinião não vale nada para vc..
    ps2: se sua opinião não valesse nada, talvez não viesse aqui diariamente..
    ps3: pode definir “antipatia”???

  34. Dennis Aluizio Zafaneli Molina disse:

    Clap, clap, clap…..

  35. Pedro Paulo disse:

    Olha, o motivo para o publico menor nesta corrida é simplesmente pelo desconhecimento do publico em geral da categoria… todo mundo conhece ou já ouviu falar de f1 ou f-indy… agora da WEC poucos conhecem né… vemos que quando se trata de f1 e f-indy as arquibancadas lotam. Acho que muitos vão concordar com o que vou dizer, mas o que falta pra mim é mais autódromos de qualidade, com pistas boas e desafiadoras… Ex: crias uns 2 a 3 circuitos ovais independente da cidade, tipo AutoClub – Fontana, Texas speedway, ou Iowa speedway pra trazer mais provas da indy e começar a trazer provas da NASCAR (já pensaram no sucesso que seria as duas categorias aki) e crias pelo menos mais um autódromo pra bater de frente com Interlagos… Bem essa é minha opinião, vlw galera…

  36. Andrade disse:

    Flavio, gostei de seu comentário. Triste, revolto e infelizmente muito real !! Na verdade (conforme falou o colega acima) essa porra de país virou sertanojo corno e enpreguete famosa ! Essa é a merda de país que vivemos. Se é brega (tipo preta….que pariu…gill) ou se é sertanocorno das duplinas e dos calhordas com cara de garrafinha que compram caros de milhões, ou ainda, se é filha de gente boa que pertence à massacrada classe média mas aparece como sem vergonha, protótipo de putas da alta sociedade, ou ainda, se é gente bacana que mora em condomínio, estuda em escola particular, anda de carro zero, mas se veste como malaco e escuta música de presidiário e fankeiro fajuto…é legal, aparece no Faustão, no jornal, no fantástico, vira TCC na faculdade de humanas, faz parte dos “passa tempo” dos grevistas injustiçados pelos amigos que foram ao poder e agora precisam dar de comer aos seus curráis eleitorais e não sabem por onde começar. Nossos pilotos com maior notoriedade nos dias de hoje, são marionetes dependentes de declarações politicamente corretas, da grana de empresários que sonegam impostos, dilapidam o patrimônio nacional e aparecem como os novos midas corporativos oferecendo palestras para ensinar como fazer o brasileiro de idiota e ainda lucrar com isso. A culpa meu velho, é nossa e de mais ninguém !! Como já disse um poeta/filósofo: “o que me incomoda não é a violência de poucos, e sim o silêncio dos bons…” Viva o Brasil fuleiro do século 21. !!

  37. Luiz Avila disse:

    Devido a Piquet, Senna e Emerson……

  38. Muito boa a infraestrutura, transporte aos deficientes na estação de trem, refeições e bebidas com qualidade e no preço de estadio de futebol, as atrações extras estavam boas, porem faltou uma pista de carrinho bate bate, deve estar sobrando a do play center.

    Ano que vem estarei lá.

    O único porém, foi que o ingresso sem taxa de entrega tinha que ser retirado no estadio do Morumbi, meio longe né?

  39. Gustavo Stricagnolo disse:

    A verdade é a seguinte, brasileiro não tem gosto nenhum, salvo uns 0,0000X% da população. Isso vale para tudo não só corrida de carro. Querem um exemplo: até outro dia carro branco era táxi hoje é moda. Hoje nego compra o Cruzes branco essas SUV’s brancas e qualquer merda de carro branco. E esse papo que brasileiro gosta de carro é a maior besteira… não entende nada só compra carro de merda e pelo preço de carro de verdade. Até outro dia sertanejo (que na verdade é bem diferente desse lixo que hoje chamam assim) era música de corno, caipira e outras coisas mais e hoje é legal pra cacete. brasileiro não gosta de esporte nenhum… só gosta quando ganha, verdade pura. Achei o WEC aqui do cacete, como achei um milagre a corrida aqui, pq sendo bem sincero nem tem pq esses caras virem para cá. Eu como fã na marca tb fiquei de certa forma frustrado com o stand da marca aqui… tinha o que qualquer autorizada tinha… mas tb entendo pq… iriam mostrar um Audi Sport Quattro S1 para quem??? eu e mais meia duzia. a verdade é o seguinte o problema aqui é cultural… tudo é uma merda pq o povo assim quer e não vamos mudar isso e nem as gerações que virão irão fazer. Querem corrida de carro vão ver lá fora… pois aqui nunca terá.

  40. John disse:

    Beleza de texto Flávio! Você se superou. Que o automobilismo de uma forma geral no Brasil está agonizando, só não sabe quem já morreu, e na minha humiRde opinião, a politicalha que o envolve é nojenta, e poucos ainda tem saco para frequentarem este círculo “engolindo “ essas “toridades” que não passam de “estrelas cadentes” que teimam em ter o poder nas mãos. No meu tempo assistia as corridas de DKV na rua. Meu pai lotava uma Kombi, e saíamos de Tiête felizes da vida para Interlagos, ficávamos acampados perto do kartódromo, de 3 a 4 dias assistindo mil milhas, e uma porrada de outras provas. A noite era legal ir para perto dos boxes, só para ficar ouvindo os mecânicos na madrugada afinando os motores. Assisti uma trempa de corridas de carreteiras, Dkv’s, Sincas, tudo na base de ir com meu pai de Kombi, e acampar perto do kartódromo. Vi o Emerson dando as primeiras voltas com um F-1, em Interlagos, estive em todos os grandes prêmios de F-1, em Interlagos, antes de irem para Jacarepaguá. Inclusive aquele que o Piquet arrumou um serviço para polir as rodas do carro do Carlos Roitman, isso é que é determinação. Antigamente vi muito neguinho que juntava grana o mês inteiro para preparar e participar de uma prova de kart em Jaú, (idos de 1980), conheci um punhado de pilotos que faziam isso. Essa simplicidade e determinação é que envolve as pessoas na magia do esporte a motor. Ai me pergunto se hoje para quem vai só assistir, isso não se transformou em esporte de elite? Compare o público que vai a uma prova de F Truck, como o comentário do Cézar, abaixo com muita propriedade, isso realmente virou coisa de rico e playboy, com raras exceções. Proibiram até de entrar com qualquer coisa, agua, nem batatinha de saquinho pode levar. A cerva e churrasco, que sabemos é coisa de BRASILEIRO PÉ DE CHINELO QUE NEM EU, nem pensar!!! A opção “estratégica” de só admitir comportadinhos, que compram e comem “burguers” e bebem em copinhos descartáveis, e pagam a maior grana no ingresso, dá nesse tantão de público que estava nas arquibancadas. O dia que sacarem isso terão muito público de volta aos autódromos e talvez novos pilotos como Marivaldo’s, Emerson’s, Moco’s, Pique’s e Airton’s.

  41. Mateus Longo disse:

    Flavio,
    Concordo integralmente com teu texto. Exímias palavras sobre o público e sobre o automobilismo.
    Apenas quero deixar minha opinião para acrescentar.
    O automobilismo tem que deixar os grandes centros pois neles, as pessoas tem muita coisa pra fazer, tem suas vidas agitadas e tudo o mais; estão cagando e andando pro automobilismo.
    No interior há pouca coisa pra fazer e ainda tem apaixonados por automobilismo. E há como conquistar novos fãs. Veja os exemplos de Cascavel com seu autódromo renovado que lotou com a Truck e com a estoque. Londrina pelo que sei quase sempre lota. Erechim, desnecessário falar sobre o rally.
    Com os novos autódromos que estão surgindo pelo interior, creio que seja possível num futuro próximo que haja essa descentralização, e ela já vem tardia, na minha opinião.

    Abraços e boa sorte a nós, bobões que gostam do esporte errado no pais errado.

  42. Fábio disse:

    Prezado Flávio,
    tenho as mesmas dúvidas que você sobre o tema automobilismo, mas acredito que há esperança. Hoje o maior objeto de desejo do brasileiro é ter um carro. Estamos comprando até carros impressionantemente feios (Spin, Cobalt e Logan que os digam) e é natural que essa paixão pelo carro se transformará em paixão pelo automobilismo. Quantas crianças hoje estão experimentando a felicidade de ver seus pais comprando um carro novo?
    Por um outro lado temos que incentivar as crianças: estive em algumas provas do Campeonato Paulista de Automobilismo, incluindo uma foto contigo junto com meus meninos, que mostram a paixão por este esporte.
    Seu artigo foi ótimo, mas torço e faço a minha parte através da transmissão para meus filhos desta paixão, para que perpetuemos este esporte sensacional!

  43. Elton disse:

    Flávio,
    Acho que tem que se olhar com atenção os eventos que estão criticando e entender os porquês.
    Acontece que, cada vez menos, pessoas estão pagando por serviços mal-prestados e de difícil acesso e alia-se a isso, uma própria mudança de comportamento da sociedade.
    Para ir a um evento desses, gasta se um tempo grande no transito, dificuldade de estacionar, opção de transporte público insuficiente, a alimentação é ruim e cara, não existe conforto e um atendimento mal educado e sem falar da falta de segurança. Ou seja, é como se tudo conspirasse contra. Prova disso é que o publico médio do campeonato brasileiro de futebol também é muito pequeno e ninguém discute a paixão pelo esporte.
    E com o tempo as pessoas simplesmente desistem de ir e só voltarão a frequentar quando alguma coisa muito grande chamar a atenção.
    A fórmula Truck deveria ser um exemplo, pois não “oferece” apenas a corrida, pois esta é só mais uma atração de todo o “evento”. Quem sabe chamar esse pessoal do tunning, das arrancadas e das motos e fazer um grande evento. E com relação as arquibancadas corporativas que você sempre critica, porque não se inspirar nisso também?
    O pensamento é de que se você ve um restaurante cheio e outro vazio, vai preferir ir no cheio porque tem certeza que é bom e o vazio vai ficando cada vez mais vázio…

    A concorrência sempre existiu, só que o automobilismo não acompanhou esta evolução e está morrendo por achar que a culpa é de quem não o assiste.

    • Marcelo Pacheco #49 disse:

      Saímos de Floripa, eu e o Ike Nodare, dupla que em 2013 estará em Sathe, nas 24 horas de Le Mans e da cidade não tinha ninguém, a não ser os gatos minguados que vc disse. Lí no Rodrigo Matar um comentario de um cara que saiu de Brasília pra ver a prova e sau de lá feliz, por que da cidade nao tinha ninguém num sabado a tarde???
      Fui no box antes e depois, onde conseguir conhecer e fotografar com Jan Balder e Chico lameirão, a quem saudei me abaixando com os braços pra frente qdo me aproximei, Cristiano da Matta, Eduardo Homem de Melo, muito atencioso, Alexander Wurz, Nicolas Lapierre, Allan McNish, Marcel Fässler e Andre Lotterer, pilotos da Toyota e Audi, todos atenciosos, garanto que muito mais do que se fossem os da stock, Linea ou outra categoria de riquinhos.. e olha que no caso dos pilotos, foi depois da prova, cansados e de saco cheio. Nenhum se negou e todos sorriram e agradeceram o pedido e o “Congratulation”.
      Fiquei no setor A durante a prova, em pontos diferentes pois os roncos mudavam dependendo do ponto, bem como podiamos ovir mais as trocas de marcha no café ficando ali e as reduzidas da Ferrari ao final da reta se eu fosse mais perto daque chicane patética da CBA e duranta a prova comentei o minguado público algumas vezes… realmente lamentável.

  44. Eduardo disse:

    falou e disse, concordo com tudo!!!

  45. Ronald Wolff disse:

    Talvez fosse melhor se mudasse de cenário..quem sabe, lá no Rio Grande do Sul, ou como Cascavel, que teve hoje mais de 30000 espectadores. Bem divulgado foi! Será que o povo de SP tem coisa melhor que fazer?

  46. marcio.capristo oliveira disse:

    Olá Flávio, muito bom o texto como sempre. Ainda que recheado de alguns palavrões a mais, ainda CONTUNDENTE.

    Corrida no sábado, paulistano já acostumado a corridas, vilanias dos motores a combustão… ok.

    Na sua opinião, qual a influência da corridade estoque no retorno do autódromo de Cascavel ?
    Lá sim, tinha muito público, domingo, camping, divulgação e a volta da velha cobra.

    Com você diz, pista para ‘macho’.

    Obrigado,

  47. Mara disse:

    Excelente texto. Eu não conheço pessoas que gostem de automobilismo tanto quanto eu. Eu digo face a face, só nos blogs, é aonde eu consigo encontrar pessoas que pensam parecido. Acompanho a F1 a uma eternidade e quando digo a alguém que domingo tem corrida, todos me olham como eu fosse um ET , de uma galáxia muito muito distante, e me perguntam como eu posso gostar de uma “coisa” tão chata. Aí eu fico me perguntando, Será que daqui a algum tempo vai sobrar alguém que realmente curti as corridas? Pra começar os preços são impraticavéis, elitizados ou como eu tem que pagar o ingressos em suaves prestações, desde jeito não tem como o povo ir. E se não vai…… não apaixona.

  48. Douglas Borges disse:

    Comprei o Ingresso em um posto de atendimento perto do trabalho. Não tive nenhum problema (sei que pela Internet teve).
    Cheguei a Interlagos as 9:00. Fui aos boxes, tirei foto, recebi autógrafo de pilotos. Meu filho acho tudo lindo, fez escalada e tudo. Fomos ao parque, mas era próximo de meio dia e estava um sol danado, ai desisti da roda gigante. Vi a largada da arquibancada M, cheia! Sim, mais ou menos 75% lotada naquele momento (tenho fotos). O resto estava tipo 40 a 50% ou menos.
    Durante a corrida desci em direção aos boxes e fiquei vendo um pouco a corrida no miolo (sol já estava fraco). Quando voltei arquibancada muito vazia (uns 10% no máximo). Reclama quem quer. Vive bem quem quer também.
    Dizer que carro e transito é culpado ou sei-lá-o-que é culpado pelo público ter ido embora e outros não terem vindo é miopia.
    Vai ver corrida em Salvador….lotado…vai ver em Belo Horizonte (num circuito muito limitado e privado) é lotado. Vai ver no RS….lotado!!
    Em São Paulo é diferente. Tem que saber entender que aqui o VIP vale mais (eu não sou VIP e não me importo que eles existam, não tenho hipocrisia tipo “comunista-coitado-filinho-de-rido-de-são-Paulo”)!
    O evento eu considero uma forma de renascer do Automobilismo de SP.
    Não falo de categoria de base (que está morta e precisa de uma CBA atuante). Mas digo de espetáculo, Show, público. Em SP vai ser assim, Só F1, Indy, WEC e outros do mesmo nível. O resto não vai vingar. SP é assim, pode espernear, gritar, fazer beicinho….não adianta. É a cidade hoje.
    Vamos acordar! A CBA acordar para a falta de base do Automobilismo. O público de SP acordar para o WEC do ano que vem. A imprensa de SP acordar para a realidade de SP. Os políticos de SP acordarem para as necessidades de SP.

    Abs.

  49. O automobilismo não acabou no Brasil !!! ACABOU em São Paulo por causa desses merdas de GOVERNADOR SERRA GRALDO ALKIMIM E PREFEITO KASSAB os caras MULTAM sem parar inventaram CONTROLAR que se não passar cobram $550 reais de multa..ate carro zero com 6 meses de uso estava sendo REPROVADO É LOGICO que é para arrancar dinheiro do PAULISTANO …ATE COÇAR O SACO AQUI EM SÃO PAULO DA MULTA…Agora vê no sul PARANA,Sanata Catarina e Rio Grande do Sul qualquer EVENTO TUDO LOTADO por que ? Por que não cobram entradas caras..como aqui .não tem LADRÃO em volta dos autodromos por la tem POLICIA e GOVERNADOR que manda e Prefeito que manda ..ate as mulheres são unidas …aumenta o kilo da carne ou do frango PRA TU VÊ ! ! ! Fazem PROTESTO são unidas e param de comprar na hora ..encalha tudo…Os Homens tenta arrancar $10 de algum peão lá …com impostos altos ou multas sem dar nenhuma SEGURANÇA para o povo…la a policia FUNCIONA à favor do povo…ordens do Governador e do Prefeito que por sua vez são eleitos pelo povo …oS POLITICOS LA SÃO EXEMPLO PARA O MUNDO INTEIRO ….AQUI TAMBEM SÃO VERGONHA PARA O MUNDO INTEIRO..Enquanto o Paulistano não aprender à COBRAR e VOTAR …Nós vamos ser roubados o resto da vida …dai Eventos vazios como este …e a Formula 1 e tantos outros…

  50. Julio Cesar disse:

    Flávio, brasileiro não gosta de automobilismo, de futebol, de volei, de basquete, UFC… de nada! Só vão à eventos esportivos porque, se tiver brasileiro com vitória garantida, lota a porra toda. Senão tiver, só vão aqueles que curtem o esporte. E também tem a questão do preço dos ingressos, a divulgação pela imprensa… cara, tá tudo uma bagunça!!!

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