EMERSON E O MALZONI

SÃO PAULO (deu certo) – Simplesmente espetacular a capa (e a matéria, suponho; não li ainda) da edição brasileira da revista da Audi de outubro. Emerson reencontrou o carro com o qual quase ganhou as Mil Milhas de 1966, correndo em dupla com Jan Balder. Foi a edição mais dramática da história da prova, decidida quando, a quatro voltas do final, um pistão do GT Malzoni #7 começou a derreter. Camillo Christópharo ganhou, a única vitória da mítica carretera amarela #18 do Lobo do Canindé.

O Malzoni pertence ao colecionador Carlos André Sarmento e sua autenticidade foi comprovada por ninguém menos que Miguel Crispim Ladeira, um dos cinco gênios que o Brasil produziu em toda sua história (os outros somos eu e mais três).

Uma historinha… Emerson, no dia da sessão de fotos, pediu ao Carlos André para dar uma volta com o carro pelas ruas do Morumbi, onde mora. Adorou, claro, mas como não guiava um carro com motor dois tempos havia décadas, e precisava lembrar dos macetes do bichinho, perguntou se podia dar mais uma voltinha. Quando entregou o Malzoni ao dono, falou: “Na segunda já fui bem melhor!”

Eu daria um braço para ser uma mosquinha dentro desse carro no reencontro dele com o Emerson, só os dois, talvez matando os fantasmas de 1966.

Ah, parece que na versão para iPad da revista tem também um vídeo, mas não tenho ideia de como se faz para ver isso. Acho que precisa de um aplicativo, algo assim.

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Carlos Pereira
Carlos Pereira
9 anos atrás

“… Miguel Crispim Ladeira, um dos cinco gênios que o Brasil produziu em toda sua história (os outros somos eu e mais três). ”
Faltou citar os outros três. Senão, não tem credibilidade a informação.

JOANNIS LYKOUROPOULOS
JOANNIS LYKOUROPOULOS
9 anos atrás

A CARRETERA VENCEU VARIAS PROVAS,COMO:

Prova Aniversário da APVC 1965

250 MILHAS DE INTERLAGOS 1966

500 MILHAS DE INTERLAGOS 1966

GP IV Aniversário da APVC 1967

100 MILHAS DE INTERLAGOS 1967

RECORDE DE VELOCIDADE 1970 média de 231,213 km/h EU ESTAVA PRESENTE,FOI NA MARGINAL PINHEIROS

ABS

Rodney Joaquim Carvalho
Rodney Joaquim Carvalho
Reply to  JOANNIS LYKOUROPOULOS
9 anos atrás

JOANNIS
EM TODOS ESSES ANOS,E LUGARES, Eu tambem estive presente.
A P V C = Associação Paulista dos Volantes de Competição.
Quando o ” Tigrão ” ( WILSON FITTIPALDI ) foi presidente, (da APVC), Meu PAI, Sr. Victorino Carvalho, foi um dos diretores. Fazia parte da EQUIPE TOTÓ , no bairro do Tatuapé, em São Paulo, que corria com a “carretera 38” – Nelson Marcilio .
Falar do CAMILLO, tem que ter HISTÓRIA, e saber o que estar falando.
Quanto ao Emerson, não tem o que se falar.

zé clemente
9 anos atrás

Quando fui pedir ao Crispa pra contar essa odisséia eu já tinha uma boa noção do que poderia ter acontecido. Não me surpreendi ao saber que a vedação do coletor começou o problema, que se intensificava somente com o pé no fundo. É uma das historias (entre tantas outras) mais romantica do nosso automobilismo. Afinal a perda da corrida se transformou num ganho moral.

Vapabuçu
Vapabuçu
9 anos atrás

Pistão e condensador. O pistão condensou calor e derreteu!

José Antonio
José Antonio
9 anos atrás

Como é bom relembrar que tivemos um automobilismo de verdade (agora vejo que era, na época chamávamos de amador) e um piloto como poucos, esse sim um dos melhores de todos os tempos sem nenhuma dúvida.
Campeão das mais diversas categorias nacionais e internacionais.
Vamos “pachecar” e reconhecer nossos melhores valores! Temos alguns que merecem!

Mr. Fernandes
Mr. Fernandes
9 anos atrás

O Emerson como garoto propaganda das Baterias Moura fezquestão de tapar a Heliar ali na foto. kkkkk

João Carlos Bifulco
9 anos atrás

Eu estava lá, acampado no retão, na minha gloriosa barraca Campestre!
Bons tempos.
Essa Mil Milhas é a minha corrida inesquecível!

Ricardo Sarmento
Ricardo Sarmento
9 anos atrás

No pódio das Mil Milhas de 1966, o Emerson chorando e o Camilo veio consolá-lo:

– Garoto, você ainda é muito jovem, tenho certeza que irá vencer muitas vezes.

E o que aconteceu depois está na história!

Peter Losch
Peter Losch
9 anos atrás

Sem ler o texto, bati o olho na foto e tive a mesma impressão: que capa!

E o interessante é a simplicidade e elegância, que fizeram todo o sentido quando vi a marca Audi.

Viva a simplicidade. O menos é mais!

Abraço!

Dú
9 anos atrás

Então. 1966, Crispim já encenou, contou, mostrou, deu risada e chorou de como foi a pane do Malzoni.
E até hoje contestam e levantam dúvidas do que aconteceu.
Época de quando havia automobilismo, hoje nem se lembram de quando foi a última Mil Milhas, quem ganhou, e o pior, Eloy deve virar no caixão do rumo que levou o nome e a prova.

Alexandre - BH
Alexandre - BH
9 anos atrás

Tem esse vídeo do Crispim atestando a “os bons antecedentes” do Malzoni 7.

http://www.youtube.com/watch?v=A5gd5e70fq4

P.S.: Jabá (não intencional) para a Heliar! O pessoal da Moura deve estar meio mordido com seu garoto-propaganda!

Alexandre - BH
Alexandre - BH
Reply to  Alexandre - BH
9 anos atrás

“atestando a “, não. Tira o “a”.

Antonio Stricagnolo
Antonio Stricagnolo
9 anos atrás

Essa foto dele sentado na Heliar ficou otima!

claude bes
claude bes
9 anos atrás

Eu estava la na época morova no jardim marajoara ,pelo que vi foi um dos platinados que fechou e não problema de pistão

Zé Rodrigo
Zé Rodrigo
Reply to  Flavio Gomes
9 anos atrás

Mas não foi um condensador?

Alex
Alex
9 anos atrás

Caramba, o Emerson está muito magro de uns tempos pra cá… nunca foi assim. Espero que esteja tudo bem com ele.

Rodney Joaquim Carvalho
Rodney Joaquim Carvalho
9 anos atrás

Flávio, a informação da pane no Malzoni, parece ser do condensador de uma das bobinas com problemas, não sei se isto faz pistão derreter. E esta foi a única “Mil Milhas” que a mítica “18” do Canindé ganhou, mas não a única corrida.
Abraços