TRI IN SAMPA (13)

SÃO PAULO (nublado, 27 graus, 32 na pista) – Bom dia, macacada. Só agora consegui me instalar. Muita gente no paddock para conversar, resenhas, como se diz no Rio. Foi bom porque distribuí meus cartões de visita que impressionaram os amigos, aqueles que sempre esqueço de distribuir. Cada um tem uma foto diferente, um negócio fantástico. O Rogério pegou uma foto dos Gominhos e do Salomão dentro do Fusca, quando íamos para o Canindé. O Thompson foi agraciado com o DKW 1958, mesma sorte que deu o Tedeschi — mas com a foto da traseira do carro. O Lolo catou uma foto que tirei de um grafite na Paulista de dentro do Fusca, meio metida a artística, com o quebra-vento (quebravvento) fazendo as vezes de moldura.

Muito boas as conversas, e úteis também. O Lolo, que é uruguaio, me deu umas pistas muito interessantes.

Caminho tranquilo até aqui. Gerd chegou bem. Ontem, um cara perguntou qual o nome do carro, no portão de entrada. Fã. Eu disse. Ele repetiu: “Tablet”? Eu disse que sim. Ele fez uma cara de espanto e, com as mãos, como se estivesse num joguinho de mímica, simulou um aipédi e sua tela touch não sei das quantas. Confirmei. Tablet. Que o mundo acabe logo mesmo, que os maias não nos decepcionem.

Dia quente e abafado, úmido e nublado, mas a mudança do tempo é muito clara e amanhã vai ser ainda mais diferente. Os caras vão sair dos boxes agora. Já voltamos.

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