NIGEL

SÃO PAULO (velinhas) – Nigel Mansell fez 60 anos ontem. Então, é para ele a carta desta semana na coluna Warm Up. Que lembra várias passagens da carreira do Leão, como dois episódios com Senna: aquele do GP de Portugal de 1989, em que Nigel bateu no brasileiro mesmo depois de levar bandeira preta, e o da corrida de Mônaco de 1992, que teve as cinco voltas finais mais alucinantes da história. Um trechinho:

isle_of_man_4CLT_stamp-01aE teve mais, aquela corrida em Mônaco, você de Williams, carrinho bom, aquele, um ano na frente de todo mundo, vitória certa, aí solta a porca de um pneu e você aparece em segundo a cinco voltas do final. Teve de parar nos boxes, perdeu um tempão. E o que foi aquilo, rapaz? As cinco voltas mais alucinantes de todos os tempos, Senna assumiu a liderança, você três, quatro, cinco segundos mais rápido por volta, e passar como? 1992, que ano, hein, Leão? Você babava na balaclava, e o cara na sua frente, e ele não errou uma marcha, não tirou o carro um centímetro do traçado, e você babando, e ele ganhou. No meu lado na cabine de rádio, que ficava num contêiner à margem da reta dos boxes, o Edgard Mello Filho gritava tanto, batia com o sapato na bancada, “não passa mais!”, berrou na segunda tentativa na saída do Túnel, e dava tanta porrada na bancada que quase derrubou o contêiner no meio da pista. Foda, aquilo. Lembro como se fosse hoje.

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