Arquivosegunda-feira, 30 de dezembro de 2013

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (estão passando o som) – Estão vendo a imagem abaixo? Bom, desconfio que algo parecido já apareceu por aqui em um passado remoto, mas como não lembro, fechamos o penúltimo dia do ano com esse incrível trabalho que traz todos os carros da história da F-1 até hoje. Se já publiquei antes, este pelo menos está atualizado. Cliquem aqui que aparece a imagem numa resolução interessante.

Por hoje é só. E sigam ligados aqui e no Grande Prêmio, que continua em regime de plantão em função do acidente de Schumacher.

todosf1Ah, o Ivan Capelli já percebeu que estão faltando alguns. Se vocês quiserem listar quem não aparece, à vontade. Eu não chequei, não.

O RESGATE

O

SÃO PAULO – Está neste vídeo aqui (a página original do site está reproduzida abaixo) a primeira imagem do resgate de Schumacher em Méribel. Mostra apenas o helicóptero decolando. Incrível como nesta era de celulares com câmeras por todos os lados não tenha aparecido nada mais claro. Mas se explica, em parte, pelas roupas que usam os esquiadores (possivelmente ninguém sabia que era Schumacher) e pelo comportamento do europeu um pouco menos hedonista, nessa questão de se filmar e filmar os outros fazendo qualquer coisa, do que em outras partes do mundo.

O link foi postado pelo colega Jamil Chade, do “Estadão”, no Twitter.

videoresgate

O PETRÓLEO É NOSSO

O

SÃO PAULO (falta divulgação) – Mudando de pato pra ganso, e antes que o ano acabe, muito bacana essa série de vídeos contando a história dos 60 anos da Petrobras, completados em 2013. Imagens históricas, depoimentos emocionados, uma incrível trajetória de uma empresa que saiu do nada, num país rural como era o Brasil em 1953, e se transformou numa das maiores do mundo. Esse negócio merece ser visto por mais gente.

Tenho amigos que trabalham na Petrobras e que devem ter muito orgulho de sua história. O primeiro filmete é esse aí embaixo. Os demais se encontram no mesmo link. Acho que acaba no quinto episódio, verei depois.

TEMPOS SOMBRIOS

T

SÃO PAULO – A discussão sobre jornalismo é quase irrelevante diante da gravidade dos fatos, mas acho que merece um registro e uma reflexão. A perna quebrada de Anderson Silva mereceu, na imensa maioria dos veículos de comunicação e noticiários do domingo e de hoje, muito mais espaço que o drama de um dos maiores atletas de todos os tempos.

Silva quebrou a perna ao dar um chute no seu adversário numa modalidade que, ao menos para mim, não deveria merecer mais do que uma notinha de rodapé. Sou absolutamente contra a violência e contra atividades que a estimulam — não digam que isso não acontece, basta ver o comportamento do público nessas arenas onde acontecem as lutas.

Schumacher é heptacampeão mundial de um esporte que está em patamar muito diferente dessa barbárie consentida. O UFC virou um negócio milionário alimentado pela sede de sangue das pessoas, algo incompreensível. Um dos maiores esportistas da história está lutando pela vida. O problema do rapaz que quebrou a perna se resolve com um pino e gesso. É consequência direta da atividade que escolheu — espancar e ser espancado para delírio das massas ignaras.

Não sei para onde vai o jornalismo. Nem o mundo.

Ah, e poupem-me de comentários idiotas do tipo “automobilismo mata mais que MMA”, “se você pensa assim, quer dizer que corrida estimula rachas de rua”, “ele poderia ter quebrado a perna num jogo de futebol”, “então deveriam proibir esqui também” e outras bobagens do gênero. Não serão publicados. A questão se resume aos objetivos de cada modalidade. No automobilismo, ninguém entra numa pista para jogar o carro em cima do outro. No futebol, ninguém entra em campo para quebrar a perna do outro.

Há uma diferença básica entre esportes perigosos e esportes violentos. O objetivo dessas lutas é espancar o adversário, quebrá-lo fisicamente. Quem não entende isso não entende nada.

NADA BOM

N

SÃO PAULO – A esta altura do dia todos já devem saber o que disseram os médicos pela manhã em Grenoble. Schumacher está lutando pela vida e não há a menor chance de se especular sobre o futuro do alemão. Nesses casos, há protocolos e prioridades dos médicos. Primeiro, evitar a morte imediata, e foi o que fizeram com uma cirurgia de emergência assim que chegou, em coma, ao CHU. Depois, estabilizar o paciente, e para isso é preciso colocá-lo em coma artificial.

O resto, só o tempo dirá. Se vai sobreviver, se terá sequelas, se sairá ileso, tudo isso só mesmo esperando pela evolução do quadro clínico do ex-piloto.

Se não estivesse de capacete, Schumacher teria morte imediata. Teve lesões cerebrais sérias mas, como disseram os médicos, é impossível poucas horas depois do acidente fazer uma avaliação da extensão dessas lesões. Cérebro é um mistério, em muitos casos.

É muito triste o que aconteceu. Quase inacreditável.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

dezembro 2013
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031