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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013 - 13:41F-1, Imprensa

TEMPOS SOMBRIOS

SÃO PAULO – A discussão sobre jornalismo é quase irrelevante diante da gravidade dos fatos, mas acho que merece um registro e uma reflexão. A perna quebrada de Anderson Silva mereceu, na imensa maioria dos veículos de comunicação e noticiários do domingo e de hoje, muito mais espaço que o drama de um dos maiores atletas de todos os tempos.

Silva quebrou a perna ao dar um chute no seu adversário numa modalidade que, ao menos para mim, não deveria merecer mais do que uma notinha de rodapé. Sou absolutamente contra a violência e contra atividades que a estimulam — não digam que isso não acontece, basta ver o comportamento do público nessas arenas onde acontecem as lutas.

Schumacher é heptacampeão mundial de um esporte que está em patamar muito diferente dessa barbárie consentida. O UFC virou um negócio milionário alimentado pela sede de sangue das pessoas, algo incompreensível. Um dos maiores esportistas da história está lutando pela vida. O problema do rapaz que quebrou a perna se resolve com um pino e gesso. É consequência direta da atividade que escolheu — espancar e ser espancado para delírio das massas ignaras.

Não sei para onde vai o jornalismo. Nem o mundo.

Ah, e poupem-me de comentários idiotas do tipo “automobilismo mata mais que MMA”, “se você pensa assim, quer dizer que corrida estimula rachas de rua”, “ele poderia ter quebrado a perna num jogo de futebol”, “então deveriam proibir esqui também” e outras bobagens do gênero. Não serão publicados. A questão se resume aos objetivos de cada modalidade. No automobilismo, ninguém entra numa pista para jogar o carro em cima do outro. No futebol, ninguém entra em campo para quebrar a perna do outro.

Há uma diferença básica entre esportes perigosos e esportes violentos. O objetivo dessas lutas é espancar o adversário, quebrá-lo fisicamente. Quem não entende isso não entende nada.

405 comentários

  1. José Sergio Osse disse:

    Estou revendo os posts sobre o Schumacher, por isso comento tanto tempo depois de sua publicação.

    Concordo com o que disse sobre as características do MMA e do automobilismo. Um é “luta” e outro é “disputa”. Basta ler a definição do dicionário de cada uma dessas palavras para entender a diferença.

    Agora, me parece pertinente só lembrar, sem a intenção de desmerecer a opinião do post, que tem gente, sim, que entra em pista para jogar o carro em cima dos outros. Senna fez isso. Outro foi o próprio Schumacher…

  2. Alan Magalhães disse:

    Parece que o pessoal que te lê aqui não sabe bem separar os veículos de comunicação nos quais você presta serviço ou dirige a um blog pessoal. Mas vamos lá, fica aqui minha singela opinião num catadão de coisas, já me desculpando pela prolixidade.
    Ótima análise da relação anunciante x mídia. Convivo com ela há três décadas e percebi que não há lógica no que se decide, ou melhor, lógica há, não há mesmo é coerência. Uma das minhas primeiras grandes desilusões com anunciante aconteceu na Jeans Pool, anos 80. Totalmente inexperiente, marco a reunião, sou recebido e mostro o projeto de um Opala do Gencarlo Mahieux que correria com a marca de roupas na saudosa Classe C. Resposta, diante dos lindos desenhos feitos pelo Marcão: “Achei (o diretor de MKT responde em 1a pessoa) lindo, mas não vamos fazer, você está pedindo muito pouco”. Saí de lá desorientado dentro de minha ignorância do que havia acontecido. No ano seguinte vejo o Stock Car do Reynaldo Campello com a marca estampada nas laterais, uma super equipe com dois carros… Depois trabalhei na Ford e ‘do outro lado do balcão’, percebi como as coisas acontecem nas empresas. Jovem, via projetos de automobilismo serem barrados na montadora de… automóveis; e apresentações de balé levando verba e chancela. Aí fui descobrir que um gerentão lá era pai de uma das bailarinas, esse foi um exemplo de muitos, é assim nas empresas até hoje e nada mudou. Há um mês – bem mais experiente – estive numa multinacional que já anunciou até na Prost Grand Prix e o diretor de marketing foi taxativo: “Não gosto de automobilismo, não gosto de carros, não gosto dessas coisas”. É assim, o gosto pessoal fala mais alto e a resposta continua na 1a pessoa.
    Volto no tempo e me vejo no início da F3 Sul-americana. Eu vivia em reuniões tentando vender o espaço publicitário dela (tempos em que ia te visitar na redação da Folha). Devidamente ‘documentado’ com uma revista europeia, onde se via um anúncio da VW comparando um F3 inglês com motor VW e um Golf, me mandei para São Bernardo do Campo com minhas pastinhas impressas (ninguém sonhava com Powerpoint) e ofereci à montadora um pacote atraente. O motor VW de F3 (que ganhava todas) era exatamente o mesmo do recém lançado Gol GTI, pensei: barbada! Ofereci placas de pista, camarote, assinatura em comerciais, inserções na transmissão ao vivo, comercial de abertura e fechamento da transmissão… e a resposta foi: Não. Não fizeram, mas continuaram anunciando nas mesmas mídias que a gente via sempre, incluindo publicações do naipe de Caras, com fotos de eventos sociais, onde apareciam figurões da empresa sempre sorridentes.
    Mudando de assunto. Sinceramente Flávio, não acredito que haverá uma debandada geral para o digital, haverá tendências, algumas pontuais, mas ninguém deixará de ler mídia impressa e passará integralmente para as plataformas digitais, assim como ninguém lerá apenas em cima de papel e tinta. Sempre haverá uma mescla. Não me vejo com um tablet na praia lendo as notícias do dia (isso se tiver sinal e a bateria estiver carregada), ainda vou à banca procurar um jornal e levo minhas revistas na sacola. Não me vejo também lendo um livro numa tela, simplesmente não consigo. Talvez eu seja um cara ultrapassado? Talvez, mas assim como você detecta que publicações são mortas como moscas, sites e blogs o são como pernilongos, bem mais fáceis de serem abatidos. Em ambos os casos, sobreviverá a velha e boa competência, pois quem não a tem, não se estabelecerá.
    Consumo ambas as formas de informação. Sou leitor desde os tempos do Warmup, assim como sempre olho sites correlatos, até por ter sido assessor de imprensa de automobilismo – não sou mais – mas continuo ‘bisbilhotando’ os sites. Só que site de automobilismo no Brasil, desculpe a franqueza e a generalização, 99% deles traduzem sites europeus ou simplesmente copiam de sites brasileiros mesmo (têm menos trabalho ainda), além de publicar releases na íntegra, alimentados por jornalismo de verdade. As vezes até o título é traduzido da matéria que acabou de sair na Autosport. Há sites no Brasil que deveriam dar crédito à Autosport para não ficar tão escancarada a cara de pau, mas não dão. Qual site brasileiro de automobilismo tem correspondente na Europa? Coincidentemente o Tazio tinha e isso pode mostrar um lado nefasto dessa conta que não fecha. Entendo que hoje em dia olha-se alguns sites europeus, checa-se algumas páginas oficias dos envolvidos, peneira-se o que escreveram no Twitter e ‘voilá’, é feita a notícia.
    Ainda convivo com os problemas gerados por essa relação anunciante x veículo, hoje estou numa revista impressa e sinto lá problemas semelhantes, mas ainda penso que garra, talento, e claro, uma enorme dose de paixão é o que mantém esse negócio existindo, como você precisamente descreveu. Caminhos existem, pode acreditar, o ‘Calcanhar de Aquiles’ dos veículos está no depto. comercial e principalmente no de marketing, não na redação. Cheguei à conclusão de que revista/site não sobrevive vendendo páginas, sobrevive vendendo projetos integrados de comunicação, onde a página impressa/banner/rodapé com o anúncio é uma das variáveis dessa equação. A não ser que você seja o Rei da Vaselina e consiga toneladas de anúncios para publicações sem IVC, sem audiência, sem page-views e quem sabe, sem leitores, aí é pura ‘competência’.
    A tarefa não é fácil, mas desejo sucesso e vida longa ao Grande Prêmio, registrando um abraço especial a você, ao Victor e à Evelyn, estes dois últimos, com quem tenho mais contato.
    P.S. E por falar em conversão digital, este meu comentário deveria ter sido postado ontem, mas na hora em que terminava de escrevê-lo, deu um apagão de algumas horas que me deixou sem eletricidade e consequentemente, sem internet. Sabe o que fiz? Peguei uma revista e fui lê-la na varanda. Fácil fácil, não precisa de bateria.

  3. Junior Petrucci disse:

    Flavio, sou fã de automobilismo e de MMA

    Você escreve muito bem, gosto muito dos seus textos, mas nessa nota voce demonstra claramente a pretensao de colocar o automobilismo acima de todas as coisas, criticando o MMA como se fosse meu avo de 86 anos.

    Primeiro, longe de mim que esteja desprezando a situacao do Schummacher, pra quem torço para que tenha melhoras, nao sei qual o nivel de recuperacao possivel, mas um cara que esta entre os top 5 da historia da F1 nao merece ter um fim tao tragico. Independente da antipatia da torcida “pacheca” brasileira e das supostas trapaças do alemao, ainda assim foi um mito.

    Mas enfim, vc como jornalista deveria compreender, nao so o fato da imprensa “pacheca” explorar tanto o nome brasileiro mais em voga no cenario esportivo mundial atualmente, mas as situacoes envolvidas.

    Antes de mais nada, eu ja tive preconceito com o MMA, mas depois de um tempo aprendi a admirar como esporte. Afinal, como o proprio nome diz, nao eh uma briga de animais de rua, e sim uma mistura de várias artes marciais consagradas, muitas das quais tem uma filosofia que envolve disciplina, treinamento, e técnica. As quais tem regras (e muitas regras) e sao consagradas no mundo inteiro. Sim, MMA tem regras. E pode ter sangue, hematomas e fraturas na mesma proporcao de bicos quebrados, molas e pneus escapados, e carros espatifados.

    Alem disso, o Brasil esta em evidencia por conta do potencial dos nossos atletas em cada uma das artes marciais envolvidas, em boa parte graças ao jiu-jitsu brasileiro, o qual demonstrou para o mundo, por ironia, que a técnica prevalece sobre a violencia. E Anderson Silva nao se tornou por acaso o maior nome brasileiro, principalmente no noticiario esportivo americano e asiatico: é mestre em varias modalidades, invicto ha inumeras lutas, foi considerado naturalmente um mito, pois num esporte cheio de nuances conseguiu se manter invencivel por varios anos.

    Os atletas se preparam por meses pra uma luta. Essa era a revanche mais aguardada, apos uma derrota incomum. E essa que era a principal luta do ano, acontece algo totalmente inesperado (uma lesão que só havia acontecido uma única vez em milhares de lutas no MMA). Junte-se a isso, toda a “pachecada” envolvida, e alimentada pelo fator “marketing” que voce conhece bem na F1 (sem contar, e outra ironia, tambem com a participacao fundamental das Organizacoes Globo).

    Enfim, por tudo isso, creio que tenha sido natural a repercussao destas duas noticias. E pode ter certeza que tanto o MMA e automobilismo tem o mesmo objetivo: buscar o triunfo, a superacao, tudo dentro de REGRAS, que é a essencia do esporte.

  4. Alessandro disse:

    Observando o termo “massas ignaras” creio que o prezado pegou pesado demais.
    Somente para o observador há ignaros. Depende de onde está o observador.

    O “Spider” está tendo mais atenção jornalística que o “Iceman”, acredito eu, por motivos já conhecidos.

    O primeiro é que o “Spider” é brasileiro. O “Iceman” alemão.
    O segundo motivo é que no caso do “Spider” há filmagem, portanto televisionado, já no caso do “Iceman” não há filmagem de seu acidente.
    Outro motivo é que o “Spider” estava trabalhando [milhões assistindo], já o “Iceman” estava em férias.

    São fatos que faz perpetuar o velho ditado: “uma imagem vale mais que mil palavras”.

    E no geral, o povão mundial está gostando é de ver o pau quebrar mesmo. E como no MMA a porrada rola solta, mas com regras, o povão paga para ver.

    Talvez algum filósofo entenda tudo isso… rs

    (não seria ignaras massas?!)

  5. Marcio disse:

    Você é contra a violência e as atividades que a estimulam? Ok! Agora se parar para pensar uma das atividades que mais estimulam a violência é justamente a velocidade e o automobilismo (Esporte esse que gosto muito), basta você ir em um autódromo, e perceber o comportamento daqueles que assistiram a uma corrida, uma boa parte sai dali achando que é o melhor “piloto” do mundo, e sim, esta violência que acaba por ceifando vidas de pessoas inocentes o tempo todo.
    Por isso uma coisa não tem nada a ver com a outra, procure ser mais coerente em seus artigos, sei que não gosta do esporte MMA, mas ele esta aí, demorou para chegar e agora não sai mais.

  6. Wilson Moraes disse:

    O esporte sem dúvida é violento,mas é isso que o ser humano quer ver,por mais grotesco que isso possa ser, o ser humano gosta de ver este tipo de coisa,desde a época do coliseu o sangue e a violência são temas estimulantes,não sou biólogo para explicar o porque disto porém é fato que o ser humano gosta e se o ser humano gosta,porque não alimentar?Afinal todos são maiores de idade,conscientes,com diversos médicos á volta,assistência completa á volta e o atleta que luta não briga na rua como um “pitboy’,ele restringe os punhos ao ringue e respeita muito o atleta que está na frente dele,o jiu-jitsu por exemplo tem como pilar a disciplina e o respeito.O UFC não é uma briga de galo ou rinha(do qual sou contra) existem muitas regras que tentam impedir algo extremo como coma e até morte.E não sei se você gosta de boxe,mas ao meu ver é uma incoerência declarar o boxe como nobre arte e o MMA como monstruosidade.

    Minha opinião é o que o UFC é a expressão do lado animalesco do ser humano,se existem homens dispostos a saciar essa sede e se existem garantias minimas de impedimento de morte e sequelas gravíssimas não vejo porque o esporte ser tão discriminado,pode ser ruim de se admitir mas o ser humano gosta disso,não apenas pessoas não instruídas e com nível intelectual baixo mas também grandes mentes,pessoas muito inteligentes que seriam incapazes de machucar uma mosca,já ouvi pessoas muito instruídas e conscientes dizerem que o esporte os agrada.

    • Wilson Moraes disse:

      e quanto á cobertura da mídia acho que aconteceu pelo piloto nunca ter sido carismático,já fez coisas muitas controversas e teve sua lealdade aos companheiros de pista questionada muitas vezes,além do Anderson Silva estar “na moda”, o UFC cresce muito enquanto a Formula 1 já não desperta tanto interesse dos fãs pois não temos nenhuma campeão na modalidade, a mídia responde ao interesse da massa. Shumacher nunca foi preferido por brasileiros, é algo triste por ser uma vida em jogo e em estado grave.E não acho que houve tanta parcialidade assim,não tinham imagens do acidente e nem informações suficientes para ficar debatendo ou comentando,o máximo que dava para fazer foi feito, boletim médicos e chamar atletas do esporte para explicar um pouco do acidente e da modalidade.Afinal não dava para ficar rezando na tv,torcendo,lamentando o acidente.Caso o atleta morra (espero que isso não aconteça) tenho certeza que a mídia vai fazer as devidas homenagens e cobertura da carreira do atleta novamente, pois a sua aposentadoria já teve boa cobertura.

  7. Daniel Ruffo disse:

    Olá Flávio! Tudo bem?

    Você já foi em um evento do UFC aqui no Brasil ou o comportamento do público que você considera é o que aparece na TV?

    Eu concordo que a situação do Schummy merecia mais atenção, mas não diga que não sabe para onde vai o jornalismo. Ele segue justamente o mesmo caminho que faz a situação do UFC aparecer mais que a do piloto: se vende mais, tem mais apelo.

    Abs

  8. Alexandre Cardoso disse:

    O senhor deveria ao menos respeitar o gosto de cada um, o F1 já matou muito mais do que o MMA, cada esporte tem seus perigos e problemas o MMA não foge disso mais te garanto os atletas envolvidos tem muito mais dignidade do que certos jornalistas que adoram aparecer em cima de noticia, o senhor deveria procurar e estudar mais sobre oque vai falar, o texto e totalmente preconceituoso e sem sentido, mais no final você mesmo procura se defender colocando entre ” ” coisas que poderiam ir contra o seu texto, tipico de quem escreve sem pensar e já procurando defesa rsrs….VIVA O MMA.

  9. TEDESCO disse:

    Bravo Flavio! Tem um cara que falou sobre a deslealdade do Schumi! Putz! E a merda desse tal MMA! Eles não são desleais, eles simplesmente entram na “arena” (deveriam entregar de uma vez um gládio para cada besta dessas) para se destruírem. A mídia brasileira, parcial como sempre, que não perdoa o fato do alemão ser o melhor, fez o que faz sempre: a pior cobertura possível. E tem gente que engole a Globo com caroço e tudo e acha que está passando mal por conta da azeitona.

  10. Piquet disse:

    Flávio, nao entendi sua surpresa….. O q vc esperava da Globorinthians? Jornalismo imparcial? ……

  11. Sinfatus disse:

    Eu acho que o fato da perna quebrada ter tido mais atenção da midia do que o caso do Schumacher se deve a 3 fatores:
    1- Anderson é Brasileiro, e nesse país sempre se deu atenção exagerada a um atleta local, mesmo que não se tenha incentivo financeiro.
    2- Schumacher, querendo ou não, sempre teve um comportamento muito controverso e até desleal dentro das pistas, principalmente contra Brasileiros.
    3- UFC, tem muito mais publico que F1, e o que importa pra imprensa é publico e não a importância da notícia. Sei que vc como jornalista deve odiar ler isso, mas é infelizmente a realidade de nossos meios de comunicação hoje em dia, a maldita audiência.

    Espero que Schumacher saia dessa, mas admito que estou mais preocupado com outras notícias do que com os dois acidentados.

  12. Eduardo Furlanetto disse:

    Acho que o fato da lesão do Anderson acontecer durante um evento onde ele exercia sua profissão, com milhões de pessoas assistindo ao vivo, ou não, no caso da globo, foi o que causou maior “furor” jornalístico que o acidente de Schumacher. Qtos gênios de diversos esportes morreram em atividades de lazer e tiveram sua morte “diminuída”. A própria morre do Senna, caso não tivesse sido ao vivo, caso tivesse sido de um ingrato fulminante enquanto pilotava algum dos seus aeromodelos, talvez tivesse uma repercurssao menor, talvez não houvesse o cortejo popular que teve, enfim… Qto ao MMA, apesar de ser assinante do canal que o transmite, não acho que seja diferente de uma rinha de galo. Onde galos treinados se arrebentam para divertir outras pessoas e girar o mercado das apostas. E quem a proibiu faz dieta comendo um belo filet de frango!

    • CARO AMIGO. QUE BABAQUICE COMPARAR RINHA DE GALO COM MMA, OS ANIMAIS NÃO TEM ESCOLHA. PAÇO PARTE DE UMA ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA E LUTAMOS CONTRA ISTO. MAS NO CASO DO MMA. A PESSOA ENTRA PORQUE QUER TREINA ANOS PAR ISTO. E FATALIDADE ACONTECE. APOSTO QUE O JORNALISTA E VOCES NUNCA FIZERAM NENHUM ESPORTE DE CONTATO. E SE FIZERAM FOI CONTRA O AR.
      PONHAM A CABEÇA NO LUGAR.

  13. Bruno Braz disse:

    “No automobilismo, ninguém entra numa pista para jogar o carro em cima do outro”

    O próprio mestre em coma no momento, fez isto 2 vezes.

    De qualquer forma, colocar em discussão o automobilismo, neste caso, não se aplica. Acidente de esqui. Ponto.

  14. Dr.Fantastico disse:

    Flavio, primeiro comentario aqui mas preciso registrar: gosto pra c#%€¥%# do que voce escreve. Parabens.

  15. antonio disse:

    Flavio, confesso que achei extremamente estranho esse poste que você fez, digo isso primeiramente pois não sou nenhum fã ardoroso de MMA, mas assisto as vezes e se isso não for esporte (boxe, futebol americano, rugbi também não podem ser considerados como tal (pois primam pela violencia, há jogos de rugbi que são muito mais sangrentos que uma luta de MMA). Em relação a cobertura da imprensa pelo HEPTACAMPEÃO Shumi, acho que esta mais do que adequada, o cara foi um genio, mas como pessoa, ate que provem o contrario, ainda parece um sujeito desprezível. E voltando ao MMA, acho que você deveria pensar um pouco mais, pois a alguns meses atras era você que estava estimulando a violencia em um xingamento desenfreado entre torcedores no twiter (confesso que só descobri que você tinha um excelente blog depois desse episodio), portanto Flavio, acho que deveria continuar focando em seus brilhantes comentários sobre Corridas.

    • yuri mota disse:

      Exato! E ainda passa uma agressividade e superioridade na maneira de demonstrar a opinião. Fico impressionado com o exagero nessas opiniões negativas sobre o MMA, Também tenho minhas críticas e duvidas sobre este esporte, mas essas idéias lembram muito os radicais religiosos. Enfim, um grande exagero!

  16. ms disse:

    Desde criança, (e isso já faz um bom tempo) ouço falar de jornais, com alta tiragem, que se fossem torcidos “escorreria sangue”… ou seja não é de hoje que SANGUE exerce o seu fascínio sobre as pessoas e se olharmos pra um contexto histórico mais amplo veremos que o fascínio das pessoas por “sangue” vem de longa data….nas arenas do coliseu e de outras cidades do império romano onde os gladiadores se dilaceravam e seus restos mortais eram jogados aos leões pra delírio da plateias, ou até mais recentemente com multidões que iam assistir a enforcamentos públicos ……ou seja, somos a única espécie do reino animal em que parte significativa de seus membros encontra satisfação em observar outros da mesma espécie em condições de sofrimento e desgraça….. não sendo a toa que tb somos a única espécie que precisa lutar pelos direitos humanos….pesquisem em qualquer plateia de corrida de automobilismo sobre quem gostaria que ocorresse algum acidente( daqueles espetaculares, inclusive com mortes …) e certamente ficariam chocados com o numero de respostas afirmativas…não sendo tb incomum em situações onde uma pessoa ameaça se jogar de algum prédio ou lugar alto logo se formar uma rodinha em baixo com pessoas gritando Pula…Pula…Pula…por isso considero que o principal motivo que faz o jornalismo sensacionalista existir e se expandir não é apenas pq dá muito dinheiro e muita gente dele se abastece: consumidores ávidos por esse tipo de notícia, profissionais de imprensa e empresários de todos o tipos de mídia….todos ficam como abutres em cima de uma provável carniça….o principal motivo que faz esse tipo de jormalismo continuar existindo e se expandir está na alma das pessoas por isso acho que não é apenas pq se trata do Schumacher ou Anderson Silva que agora as coisas deveriam ser diferentes daquilo que SEMPRE foram e também acho que os tempos sombrios nada tem a ver com o jornalismo em si mesmo, mas sim com o lado sombrio da alma humana pq como já se disse em algum lugar “o trágico habita o ser”…

  17. Luiz disse:

    É, o alemão gostava de um jogo perigoso, e até recebeu a alcunha de Dick Vigarista.
    O que temos que encarar, é que gostamos de coisas estúpidas, Em vez de criticar,tem que se questionar, o porquê.
    Poderíamos estar assistindo,pela TV,as brigas de torcida, ao vivo, que logo achariam normal, com bolsas de apostas: torcida do Corinthians tá pagando 3 pra 1…

  18. Bruno Fernandes disse:

    Acho que cada um tem sua opinião baseada nos valores de que cada um carrega com a vida. Os 2 foram campeões por onde passaram. O MMA é selvageria pura. A F1 á muito tempo por intermédio do Sr. Bernie, virou apenas negócios, e as empresas Anglo-Alemãs são as de maior investimento na categoria. Vocês acham que é por acaso que a Alemanha ter ganho 11 Titulos nos últimos 13 anos?

  19. cristiano disse:

    Vários nada entenderam. Vou tentar desenhar. Nao houve comparação entre esportes ou atletas, até por ser impossível. O q ha eh um completa falta de senso falar tanto da perninha do bruce lee tbrazuca e nao noticiar conforme deveria um acidente dantesco de um multicampeao, atleta de ponta. Concordo com flávio. LEIAM ANTES DE COMENTAR OS Q FALARAM MERDA.

  20. joaci castro disse:

    Concordo plenamente com seu comentário Flavio Gomes.
    Tbm acho esta tal de mma, uma palhaçada, e ainda tem gente que critica a atitude dos Romanos com seus gladiadores, como podem falar dos romanos se hoje estão fazendo pior que meles faziam…

    • Marcio disse:

      Sempre vejo pessoas fazendo analogia em relação aos gladiadores, romanos, enfim, poderia ser comparado se não fosse o simples fato de que em uma luta de MMA você não morre, os resultados são completamente diferentes. Ah, lembrando que isto se aplica ao futebol também, afinal chamamos os estádios de Arenas.
      Mas isso faz parte do marketing não é mesmo?

  21. Acho que os tempos não mudam e nós, como bichos, evoluimos pouco. Um destes imperadores de Roma (não lembro ao certo, pois cada vez menos me interesso por Política) dissse que se o governo fornecesse Pão e Circo, o poder estava garantido. Daí, veio a construção do Coliseu. MMA, faz parte do Circo. Só falta colocar o Leão no octógono.

  22. Robson de Carli disse:

    Flávio, gostaria de conversar com vc, estamos todos aqui em casa torcendo pela recuperação do michael schumacher, grande abraço , senpre te assistindo volte logo para tv

  23. Estou rezando pelo Schumacher e o spider pode se virar muito bem com as outras sete.

  24. JP disse:

    A SporVT só passa repeteco de jogo de volei e basquete, pqp!

  25. gus disse:

    Se ele quebrasse a perna ao rachar a cabeça do outro, tambem seria tratado como vitima do esporte….

    Me espanta o espanto das pessoas rssss

  26. Healica disse:

    Tá bom, o Schumacher não jogou o carro propositalmente no Hill e no Villeneuve??? O Prost não jogou o carro no Senna e no ano seguinte o Senna não jogou no Prost… Que é isso… Sem cabimento essa matéria..

    • Ciro Moitinho disse:

      Rídiculo seu comentário… Me perdoe por dizer isso, mas não aguentei. Ele escreve um texto corretíssimo sobre um FATO e você pega uma frase solta do texto (“No automobilismo, ninguém entra numa pista para jogar o carro em cima do outro”), cita alguns ocorridos extraordinários (que NUNCA foram o objetivo de uma corrida), e deixa no ar que o texto dele é sem cabimento.

      Será mesmo o texto dele sem cabimento ou você é que não entendeu nada do que ele quis dizer?

  27. José Leão disse:

    Ontem vi na televisão que em vários países do mundo estão incentivando o MMA para crianças, inclusive com os pais torcendo e fotografando. Agora me pergunto. Quando esta criança tiver um problema com um colega de classe ou um professor, ou já adulto tomar uma fechada no transito, qual será a ferramenta que ele irá utilizar para resolver a questão?.
    Acho que estamos realmente caminhando pra trás, voltando aos primórdios.

    • Marcio disse:

      Isso depende a forma com a qual a disciplina é aplicada, e com certeza o que estão discutindo são os benefícios que o esporte traz, e garanto, quem for ensinar MMA, vai partir da Arte Marcial Mãe, seja ela Karatê, Judo, Jiu Jitsu, Boxe, o que for, e partindo desse ponto irá aplicar a filosofia da arte em si.
      Aprende-se a respeitar, e buscar evitar tais discussões que levariam a eventuais atos violentos, a educação não e algo simples, sempre tem que estar atento as alterações de crianças e adolescentes.
      Em um projeto que realizei com artes marciais, as crianças que eram violentas e brigavam o tempo todo na escola, tiveram uma melhora significativa no comportamento, logico que não foram todas, e as que não se adequaram acabaram saindo do programa. Falo isso como Assistente Social, aplicando uma pesquisa seria sobre isso. A violência é inerente ao ser humano, e as artes marciais ou outros esportes que aplicam um conceito de respeito, são fundamentais na formação de indivíduos, para que este sentimento seja aliviado de forma a ser controlado.

  28. Eduardo Aranha disse:

    Depois de dois mil anos, o povo sai do Coliseu Romano para, em frente da telinha, xingar e torcer para o seu gladiador favorito. O nível de bárbarie continua o mesmo!

    • Luis Rossi disse:

      É isto aí. No caso do Anderson, o Brasil está sem grandes destaques individuais no esporte, então vamos de MMA (UFC?, sei lá). Até a Globo entrou nesta. Lixo total. Pura briga de rua para a plebe.

  29. Marcelo disse:

    Valeu Flávio!
    Como sempre, mais uma grande opinião!
    Como a ESPN pode dispensar alguém assim…

  30. Flavio Perez disse:

    A sua matéria não tem nada a ver com o caminho do jornalismo e sim com o fato que você não gostar de MMA. Não se pode comparar uma coisa com a outra, as duas devem ser noticiadas da mesma forma e com a mesma cobertura da imprensa, afinal, vocês existem para nos informar, eu não gosto de guerra, mas, preciso saber o que acontece na Síria e o que acontece no mundo. Nosso Anderson, com certeza, está muito bem porque o que aconteceu com ele não foi nada sério, torço muito pela recuperação do Michael, com certeza um dos maiores pilotos que os amantes dos esportes a motor tiveram o prazer de ver pilotar.

  31. Paulo disse:

    Em diversos momentos, na F1, pilotos jogaram o carro deliberadamente em seus companheiros de profissão em busca do título. Ao meu ver, isso é um atentado à integridade física dos outros competidores que pode ter consequências muito mais graves do que qualquer soco na cara da tal “barbárie consentida”. Não sou um grande fã de nenhum dos dois esportes, apesar de ter simpatia por ambos. O que me incomoda é certa arrogância – não de todos, é claro – por parte dos aficionados por automobilismo querendo impor a superioridade de sua categoria, apontando uma barbárie que também existe na F1, embora de maneira menos explicita. Para mim é um grande oportunismo afirmar que Anderson Silva não merece nada mais que uma nota de rodapé pelo fato de sua lesão ser consequência de suas próprias atitudes. Caso acontecesse algo de mais grave quando o Schumacher jogou o carro propositalmente em cima do Villeneuve, em 97, então não seria digno de nota, pois tal fato seria visto como consequência de uma atitude do piloto?

  32. Matheus disse:

    Que comentário infeliz F.G, o senhor não tem respeito nenhum pelas pessoas e se acha o dono da verdade. É óbvio que a imprensa dará ênfase ao Anderson por se tratar de um esportista brasileiro e que é a maior referência de um esporte que está crescendo cada vez mais no mundo inteiro. O senhor está querendo pautar o que a mídia vai cobrir agora?

  33. Roberta disse:

    Discordo. É óbvio que é um esporte violento, isso ninguém discute. Se é certo ou errado, também não vou discutir. Mas achei total e completamente desnecessária a comparação com o acidente do Schumacher. O MMA cresce no Brasil não porque é um esporte violento, como muitos afirmaram aqui. Ele cresce no país porque é um esporte de POBRES, essa é a verdade. Pesquisem a vida dos atletas de MMA! Praticamente todos saíram da pobreza, muitos mal sabem escrever. Diferente do nobre automobilismo, que é um esporte de ELITE, bem como o próprio prática de esqui, que acidentou o piloto. Ou tem algum pobre que é piloto?? Anderson Silva, marrento ou não (nem gosto dele, inclusive) não merece nota de rodapé não, ele merece uma manchete e total cobertura jornalística, porque é brasileiro, veio de baixo e elevou o nome do país no esporte em que pratica. Merece nossa solidariedade, assim como Schumacher. E uma coisa não anula a outra, em absoluto. Mas ele é BRASILEIRO e devido a isso, houve mais cobertura no caso dele. Felizmente, a imprensa neste caso valorizou um nacional, ao invés de babar ovo de gringo, como normalmente fazem no nosso país!

    • Marcos Lima disse:

      Concordo com você Roberta, sem falar que para morrer basta estar vivo, simples assim….

    • CAROS AMIGOS. GOSTEI DAS PALAVRAS SUA, O PESSOAL ENTRA NO CAGE PARA LUTAR PORQUE QUER, E OS POBRES NO CASO. VEM ALI UMA ESPERANÇA DE GANHAR DINHEIRO E GANHAR UM POUCO DE FAMA FAZENDO O QUE GOSTAM. ME MOSTREM ALGUM PILOTO POBRE? QUE O PAI TINHA QUE VENDER ALUMÍNIO PARA PAGAR ACADEMIA OU LEVAR PARA A ESCOLA.
      AGORA O QUE UM COMENTARISTA BOM DE F1 VAI FALAR SOBRE O QUE NÃO SABE E NÃO VIVENCIA. O QUE ME FALAM DE OUTROS ESPORTES QUE O PESSOAL ENTRA PARA GANHAR FAZENDO MALANDRAGENS, QUEREM MAIS UM EXEMPLO VELA, JOGARAM O BARCO PARA CIMA DO ROBERT LEMBRAM NAS OLIMPÍADAS? NA F1 JÁ ENTRAM COM ESTRATEGIA SIM PARA GANHAR O MUNDIAL. NELSINHO NÃO QUEBROU O CARRO BATENDO NO MURO E SE TINHA OUTRO VINDO NÃO TERIA A VIDA AMEAÇADA A 300 KM POR HORA. ENTÃO NÃO VENHAM ESTES QUE NUNCA PRATICARAM NADA, FALAR MAL DE OUTRO ESPORTE. SURF JÁ VI ATIRAREM A PRANCHA PARA CIMA DO ADVERSÁRIO PARA NÃO GANHAR, FUTEBOL COLOCARAM ÁGUA COM SONÍFERO, E POR AI VAI. MAIS UMA VEZ FALAR MAL DE OUTRO ESPORTE É RENEGAR SER ESPORTISTA . SE FOREM NÉ

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