WARM UP, 20

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SÃO PAULO(já, sim) – Não guardei muita coisa, fisicamente falando. Deveria. O folhetinho que mandei rodar em duas cores, a mala-direta enviada a mais de 300 jornais do Brasil inteiro. Talvez tenha sobrado algum na bagunça do escritório. O projetão que só deu para imprimir uns quatro ou cinco, porque era caro demais fazer aquelas cópias coloridas. Os primeiros anúncios. Isso eu tenho, vou achar. Os recortes de jornais, também. Muitos, tudo encadernadinho.

O primeiro computador.

Era um IBM Aptiva, 486. Sobrou a torre, mas o Victor Martins deu um fim no monitor. Comprei financiado pelo ABN-Amro Bank.

27 de setembro de 1994. Essa foi a data que escolhi como de fundação da Warm Up. A empresa, legalmente falando, foi constituída no começo de 1995. E idealizada antes do 27 de setembro. Foi lá pelo final de julho, depois da Copa. Em maio, eu tinha sido mandado embora da “Folha”. Não recebi nenhuma proposta de emprego, então resolvi ficar em casa vendo todos os jogos para decidir depois o que fazer.

Um dia, me liga o Ricardo Tedeschi, ex-empresário de Barrichello, amigo de autódromos pelo mundo. Já com as contas apertando o calo, fazendo um frila aqui e outro ali, ganhando uns trocos da Jovem Pan, fui ver o que ele queria. O almoço foi no In Città, restaurante dele num flat do Itaim. Ricardo estava tocando uma equipe de F-Chevrolet e precisava de um assessor de imprensa. E ajudava também a cuidar das carreiras de alguns meninos, como Tony Kanaan e Cristiano da Mata. Mas eu não queria ser assessor de imprensa.

Então, me deu um estalo. Antes mesmo de irmos para a mesa, em meio a amendoins e um suco de tomate, tive uma ideia repentina. O Ricardo era um cara bem relacionado, conhecia empresas ligadas ao automobilismo, patrocinadores de pilotos e equipes, e propus a ele, sem ter a menor noção de que poderia dar certo, uma agência de notícias. O quê? Sim, uma agência de notícias de Fórmula 1. Olha só: eu vou continuar viajando pela rádio, só quatro jornais têm repórteres cobrindo F-1, a “Folha”, o “Estadão”, “O Globo” e o “JB”. Vamos oferecer minha cobertura para todos os outros. De graça. A gente só pede um rodapé da página em quatro edições por GP. Você arruma um patrocinador e a gente racha a grana.

O Ricardo gostou. Vem trabalhar no meu escritório, convidou, e alguns dias depois lá estava eu numa mesa dividindo a sala com ele no último andar de um lindo e modernoso prédio na esquina da Joaquim Floriano com a Bandeira Paulista.

Comprei o computador. Comprei o anuário do “Meio & Mensagem” com endereços, telefones e fax de todos os jornais do Brasil. Estávamos em 1994. Não existia e-mail, nem internet. Mandei fazer a mala-direta. Comprei uma caixa de etiquetas adesivas e um programinha em disquete para imprimir endereços nelas. No dia 27 de setembro de 1994, levei uma caixa de papelão com 300 envelopes etiquetados a uma agência dos correios na Brigadeiro Luiz Antonio. A caixa foi colocada no porta-malas de um Twingo vermelho. No dia 27 de setembro de 1994, lancei a minha sorte pelo correio, levado por um Twingo.

Amanhã faz 20 anos. Naquele dia, os correios enviaram minha mala-direta para mais de 300 jornais do país inteiro, e fiquei esperando as respostas. Todo mundo ia querer F-1 de graça, como não? Ainda mais uma cobertura feita pelo Flavio Gomes, o grande Flavio Gomes, da “Folha” e da Jovem Pan.

Menos de cinco jornais se interessaram. O primeiro deles foi o “Diário de Votuporanga”. O primeiro a topar a cobertura da agência de notícias Warm Up. O nome vinha dos meus tempos de “Folha”. Quando o jornal resolveu fazer uma coluna semanal de automobilismo, no fim de 1991, creio, foi o nome escolhido. A sugestão foi da Alessandra Alves, minha querida editora e, hoje, apresentadora da rádio Bandeirantes.

Tínhamos o “Diário de Votuporanga”, pois. Mas a gente precisava de mais, muito mais, para poder oferecer a um patrocinador que o Ricardo teria de encontrar. E então foram meses pendurado no telefone, ligando de um em um. Comprei um mapa do Brasil, mandei emoldurar, e pendurei na parede do escritório. O primeiro alfinete foi espetado em Votuporanga. A cada telefonema, uma alegria ou uma decepção. Sim, queremos. Não, obrigado. Manda a mala-direta de novo. E os alfinetes de cabeça vermelha começando a se espalhar pelo mapa. Cascavel, “O Paraná”. Umuarama, “Umuarama Ilustrado”. Campinas, “Diário do Povo”. Santo André, “Diário do Grande ABC”. Belo Horizonte, “O Tempo”. Curitiba, “O Estado do Paraná”. Jaú, “Comércio do Jahu”. Araraquara, “Tribuna Impressa”. Petrópolis. Teresópolis. Maceió. Salvador. Vitória. João Pessoa. Macapá. Goiânia. Pelotas. Joinville. Itatiba. Campina Grande. Brasília. Cuiabá. Macapá.

No final do ano, eram 55 jornais formando a “rede Warm Up“, mais de três milhões de exemplares diários, sete milhões de leitores, agora vai ser fácil vender.

Enquanto Ricardo saía a campo atrás de um patrocinador, eu começava a me preocupar em como mandar matérias para toda aquela gente direto dos autódromos. Telex não se usava mais. Fax era a única opção, porque nenhum jornal tinha computadores em rede, capazes de receber arquivos de texto. No mesmo andar do nosso escritório havia uma pequena empresa de tecnologia. Conversando com o vizinho, ele me indicou outra empresa, de um amigo, que poderia criar alguma solução para essa comunicação autódromo-redações. Ao mesmo tempo, escrevia para todas as equipes pedindo tudo que elas pudessem me mandar de fotos em grande quantidade, para que eu enviasse aos jornais como parte do pacote editorial — textos e fotos, era o prometido. E chegavam pacotes e mais pacotes de cromos, fotos em papel, coloridas, preto e brancas, e eu ia mandando tudo para os jornais, gastando os tubos com correio. E com telefone.

Fui à empresa indicada. Ficava perto da PUC e se chamava, chama, ProdutoBrasil. José Otávio era, é, o dono, louco por F-1 e pela Ferrari. Prestava serviços para a Microsoft, seu escritório era cheio de computadores e eu não entendia nada do que acontecia lá dentro. Uma confusão dos diabos, computadores por todos os lados, e o fiel escudeiro Alex sempre pronto para resolver qualquer pepino a qualquer hora do dia da noite e da madrugada. Expliquei o que precisava. Zé bolou um esquema maluco, eu mandaria meus textos pelo laptop usando um programinha de fax, esses textos chegariam a um outro computador que distribuiria tudo por quatro linhas telefônicas que automaticamente discariam para os números de fax dos jornais e mandariam o material para eles. Mas ia custar caro. Tudo interurbano. OK, vamos nessa.

Jornais fechados, esquema de transmissão definido, faltava o principal: um patrocinador. Nosso cálculo era de 30 mil reais por mês, para que pudéssemos rachar o lucro e pagar as despesas. E o tempo passando, e a economia derrapando, e no fim das contas o Ricardo não conseguiu vender. Eu estava fodido. Cinquenta e cinco jornais tinham contratado minha agência e eu não tinha um puto para bancar a operação. Tomei no cu de canudinho.

Mas sempre tem um jeito. E aos 44 do segundo tempo, eu mesmo consegui um patrocinador. Um santo, na verdade: o Beto, da Antenas Santa Rita. Era uma grande fabricante de parabólicas, que patrocinava até o Rubinho na Jordan. O Beto era doido por corridas, gostou da ideia, fechamos em 8 mil reais por mês. Daria para pagar as despesas de transmissão. Não mais do que isso. Mas era um começo.

Mandamos fazer os anúncios, tudo em fotolito, e tome correio de novo, as peças enviadas em envelopes enormes, uma empresa de clipagem contratada para que eu pudesse mostrar os anúncios publicados ao Beto, e assim nasceu a Warm Up.

Em 1995, a cobertura de F-1 em 55 jornais brasileiros foi patrocinada pela Antenas Santa Rita. No ano seguinte, 62 jornais. E consegui, com a ajuda do Milton Neves, vender o patrocínio para a Schincariol. A Pan me contratou com carteira assinada, aluguei uma salinha no mesmo prédio, na Paulista. E visitava empresas, tentava vender a publicidade, e comecei a apresentar um jornal diário na rádio, e viajava, e me virava. O Zé Otávio, da ProdutoBrasil, desenvolveu um novo sistema de transmissão, por BBS, os arquivos ficavam num computador e os jornais que começavam a se informatizar pegavam os textos nesse computador, e no ano seguinte vendi o patrocínio da cobertura para a Credicard, lembro até hoje quando eles me mandaram um fax para Monza para fechar o contrato para 1997, eu nem acreditava. Chorei sozinho em Monza no terraço da sala de imprensa. Ao mesmo tempo surgia o “Lance!”, para quem cobri as corridas até 2010. Veio a internet, o Zé Otávio criou o site, www.warmup.com.br, onde a gente republicava meus textos com um ou dois dias de atraso para não “furar” os jornais, e vieram os e-mails, parei de gastar com fax, e depois fechei com a Sonax, sozinho, eu mesmo vendi, era incrível, e em 1999 veio a Petrobras, e depois a Elf, a VW Caminhões, a Repsol…

E no final de 1999, o Grande Prêmio. A internet estava começando a bombar, surgiam portais e sites a cada minuto, e o Matinas Suzuki me chamou para fazer um site de automobilismo para o iG, um portal novo que estava sendo montado e que revolucionaria a internet dando acesso de graça aos usuários — que, naqueles tempos, tinham de pagar provedores para ter uma assinatura e uma conexão à rede.

Para tocar o site, que estrearia junto com o iG no comecinho de 2000, chamei um menino, Tales Torraga, que conhecera uns anos antes quando fui dar uma palestra numa faculdade de Mogi das Cruzes. Ele era maluco por F-1, conhecia tudo, um pequeno gênio, que resolveu fazer jornalismo por minha causa. Contratei também outro moleque, Everaldo Marques, que me ajudava a produzir o Fórmula Jovem Pan na rádio. Escrevíamos o dia todo, notas e mais notas, e eu viajava para os GPs, e apresentava a “Hora da Verdade”, e comentava as corridas e também fazia reportagens, dezenas de boletins diários, entrevistas, gravações…

Em 2003 a internet já era meu maior negócio e os jornais foram diminuindo. Ainda assim, fiquei com muitos deles até 2011, quando já não havia patrocinador nenhum para a cobertura no impresso e os poucos que sobraram me pagavam um pouquinho por mês para receber textos, fotos e colunas. E foi em 2003 que desembarcou no escritório da Paulista o Victor Martins, que hoje toca a bagaça e é a alma do site. O Victor, que trabalhava no Banco do Brasil, estudava na São Judas e me mandava e-mails de vez em quando divinamente escritos, e eu guardava porque achava que um dia poderia precisar daquele cabra.

Pouco antes, no fim de 2001, saí da Pan e fui para a Bandeirantes, onde fiquei até o fim de 2005. Nesse mesmo ano, passei a fazer TV também, na ESPN Brasil. E no fim de 2005 estreou este blog dos infernos. Nesse meio tempo, vivemos uma baita crise na internet, entre 2002 e 2005, quando o dinheiro do iG simplesmente acabou. Nosso modelo de venda de conteúdo foi para o saco, me fodi, me endividei, mas mantive o Grande Prêmio no ar, consegui não mandar ninguém embora, acreditando piamente que um dia o jogo iria virar de novo, a internet era o único caminho possível para o jornalismo que a gente queria fazer.

Virou, a grana voltou, e ficamos no iG até o início de 2012, quando viramos parceiros do MSN, e agora, no mês que vem, vamos começar uma nova fase que ainda não posso dizer qual será — e nem sei se dará certo; 1994 revival para o bonitinho aqui.

Muita gente passou pela Warm Up nesses 20 anos. Certeza que esquecerei muitos nomes, mas na medida em que for lembrando (e o Victor vai lembrar de todos e me fará mexer neste texto 200 vezes) vou colocando aqui. Tales, Everaldo, Evelyn Guimarães, Victor Martins, Rodrigo Borges, Bruno Vicaria, Marcelo “Tuvuca” Freire, Rafael “Mindu” Sola, Marcus Lellis, Vitor Matsubara, Julyana Travaglia, Fernando Silva, Chico Luz, Thiago Arantes, Felipe Paranhos, Marcelo Ferronato, Luana Marino, Rafael Belattini, Paula Gondim, Juliana Tesser, Renan do Couto, Gabriel Souza, Paulo McCoy Lava, Gabriel Curty, Fagner Morais, João Paulo Borgonove, Felipe Giacomelli, Mauro de Bias, Pedro Henrique Marum, Andre Jung, Edgard Mello Filho, Rodrigo Mattar, Reginaldo Leme, Nathália de Vivo, Vinicius Piva, Eduardo Faustino, Hugo Becker, Gui Dorneles, Bruno Terena, Bruno Mantovani, Ivan Capelli, Américo Teixeira Jr., Daniel Balsa, Rodrigo Ribeiro, Rodrigo Berton… Muitos deles contratados através do sádico programa “Grande Estagiário”, concebido pelo Martins — uma espécie de Masterchef das letras. Espero que todos tenham lembranças doces daqui.

Fizemos muita coisa. Programas de vídeo no começo dos anos 2000, quando não havia banda larga. Revista impressa. Jornal para distribuir no autódromo. Podcast. Revista eletrônica. Livro com as colunas “Diários de Viagem”. Coberturas “in loco” maravilhosas, na contramão da maioria que fica sentada no sofá. Viajamos o mundo, fomos a todos os autódromos do Brasil, denunciamos casos de doping, de desvio de dinheiro público, de desmandos na cúpula do esporte, compramos brigas, fomos processados, somos odiados por alguns, admirados por outros, mas sobretudo, e acho que é o que mais importa, respeitados como uma empresa que faz jornalismo de verdade.

Sim, fizemos bastante nestes 20 anos. Ainda faremos mais, espero. Eu, pessoalmente, chego até aqui tão duro quanto sempre fui, dando as cabeçadas que sempre dei, mas dormindo tranquilo à noite, com a mesma esperança que tinha naquela tarde de 27 de setembro de 1994, quando levei uma caixa de papelão cheia de envelopes ao correio, de que um dia vai dar tudo certo.

Comentários

  • Parabéns Flávio, seu trabalho sempre foi e sempre será excelente!

    Ainda terei o prazer de te conhecer pessoalmente!!

    E sobre o futuro, estou curioso para saber o que andas armando, vão sair da MSN e ir para outro portal? Terra? hehe, ou um portal independente?

    Sucesso e mais sucesso!

  • Boa tarde Flávio, não comento muito aqui, mas estou sempre lendo o Grande Premio, seu blog e tudo que está relacionado. Comecei a acompanhar seu trabalho desde o começo do Grande Premio no IG. Me lembro como se fosse hoje, ainda adoslecente, que esperava o fim de semana para poder usar a internet discada e ver o site, ler tudo e acompanhar minha paixão que é o automobilismo. E era uma briga lá em casa, meu pai vivia me pertubando por passar tanto tempo lendo esse site e ocupando o telefone e o computador. Sou fã do trabalho de vcs e, hoje mesmo com a vida corrida, sempre que posso tento ler tudo. O trabalho que você fazem não tem igual no Brasil e, no mundo, encontramos um ou outro que se aproxime. Não sei qual será a novidade, mas acredito que o grandepremio tem e sempre terá um grande futuro. Que venham mais 20 anos!!!

  • Parabéns Flávio e todos e todas da equipe do Grande Prêmio. Acompanho o trabalho de você a mais de 10 anos e em parte acabaram sendo umas das minha referências para trocar de profissão e me tornar jornalista. Continuem assim firme e forte.

  • Eterno mestre, muito obrigado por ter me ensinado tanto e ter permitido fazer parte de tão bela história. Eternamente grato pelo que fez por mim. Parabéns, grande abraço e vida longa ao GP e à Warm Up!

  • Prezado Flavio,
    antes de mais nada, parabens, muito boa a estoria descrita…so me decepciona uma coisa: POR QUE VOCE AINDA NAO ESCREVEU UM LIVRO ?????
    Cara, voce deve ter tanta historia (com H mesmo) que deveria ja preparer o “FG, minha bio”, parte 1, pois varias deveriam vir apos…e compartilhar conosco essa experiencia toda.
    Sem se esquecer, obviamente, da nossa Lusa…
    abracos a todos

  • Parabéns FG.. que venham outros 20, 40, 60 anos e o escambau!!!!!
    Parabéns vc é um cara legal e exemplo para quem corre atrás de seus objetivos… sonhos… seja lá o nome que quiserem dar!!!!

    Valeu
    Simão

  • Parabéns Flávio você eh um cara de valor e um grande profissional do jornalismo .

    Siga com o seu trabalho e convicções , pois assim o automobilismo tupiniquim e internacional lhe agradecerá muito no futuro pelo seu legado.

    Nos , seus leitores assíduos , só temos que apóia-lo na sua luta diária, a qual nos da um imenso prazer em cada visita e leitura no seu Blog e no Grande Prêmio.

    Vivas por termos um Warm Up entre nos fans do automobilismo no Brasil!

    Sucesso e pé no fundo!

    Márcio

  • Linda história! E bem contada, como sempre… Como já disse alguém aqui, o que importa na vida não é o destino, mas o caminho.
    Não sei qual vai ser seu próximo sonho (ou maluquez, como diria Raul Seixas), mas pode contar sempre com os seus leitores, ouvintes, telespectadores, internautas ou o que seja!

  • Parabéns Flavio Gomes pelos 20 anos do seu projeto.

    Acompanho você desde o comecinho do Grande Prêmio… Como não tinha internet em casa, lembro de chegar no trabalho e ler pelas manhãs seus textos e coberturas… O Grande Prêmio era meu site favorito e o que eu mais acessava, apaixonado que sou por automobilismo.
    Hoje acompanho você e seus textos sempre. Aliás, hoje tudo é tão acessível que dá a sensação de que te conheço pessoalmente… É Twitter, Blog, Instagram… Não ligue se algum dia, um maluco chegar até você como se já te conhecesse a anos!! rs

    Gosto muito do seu trabalho e leio TODOS os textos do seu blog. Hoje com os Smartphones, fica muito mais fácil de ler! Adoro suas colunas sobre os Treinos e Corridas de F1. Os codinomes que dá aos pilotos são divertidíssimos!

    Mais uma vez Parabéns pelo excelente trabalho! E que venha outros 20 anos de sucesso e muito trabalho!!

    Grande Abraço,
    Rafael

  • Não costumo, nem gosto de fazer comparações de como as coisas eram antes e de como são agora. Mas, uma coisa tenho como certa: a maioria dos jornalistas jovens que conheço não tem experiência e parece que não querem ter. São desinformados, escrevem mal, e vivem no ar-condicionado esperando alguma noticia tola. Lendo sua história vejo que há idealismo e ação, que com o tempo se transformaram em conteúdo. Não te conheço pessoalmente, e certamente nunca irei conhecê-lo, mas sinto um orgulho danado de ler seus textos. Parabéns pela sua história, grande jornalista Flavio Gomes

  • Parabéns!
    Parabéns pela iniciativa, pela grande força de vontade, parabéns pela visão , pelo espírito de luta e principalmente, pela vontade demonstrada em todo este tempo, de fazer jornalismo de verdade, sério e independente.
    Fico feliz de ler uma história tão rica e tão bonita. Daria um belo livro, só estes 20 anos. E o que dizer do período da “Folha”, quando te “conheci” através das matérias sobre a F 1?
    Acho você um baluarte da comunicação, (já que estamos falando de história, nada com usar um termo destes.
    Felicidades para o futuro!

  • Parabéns pelo belo trabalho e força de vontade.
    Acompanho, porém, participo pouco; mas sou fã de toda a turma.
    Aproveitando, eu assistia vc no FOX SPORTS, quando chegava do trabalho as 18:30h,e passava a reprise do FOX SPORTS RADIO….programa impagável……o que aconteceu que não é mais passado ?

    abraço
    Emerson.

  • Muito bom ter lido essa história. Estou aqui no escritório beirando o desespero com essa merda de trabalho e é sempre bom pensar em formas de empreender, tenho que parar de trabalhar pros outros e ter clientes indiretos para trabalhar pra mim, diretamente pro cliente final. Neste caso, é uma inspiração, dá um gás pro cara botar pra frente o espírito empreendedor.

    Você tem recortes/clipagem dessas primeiras publicações da coluna Warm Up? Seria uma boa ver como eram.

  • Parabéns ao Grande Premio (Warm Up) pelos seus 20 anos, que tenho acompanhado desde os idos de 1997 e, praticamente diariamente, desde 2000, e que foi (e é) responsável por grande parte da boa informação que temos sobre automobilismo e, especialmente, da Formula 1. Parabéns e obrigado Flávio, e aos demais colaboradores e editores (puxa, conheço quase todos por nome!), por esta grande obra de qualidade, que é o Grande Premio. É uma história e tanto. Vida longa e próspera ao site/portal.

  • Flávio,

    Sorte nossa que você foi obstinado mesmo diante de todas as dificuldades encontradas pelo caminho.

    Você, sua equipe e site merecem todo o respeito daqueles que amam de verdade o automobilismo e o jornalismo sério.

    Parabéns!

  • “O que eu digo é que,
    pessoalmente,
    eu aceitaria viver como Deus me fizesse viver.

    Mas se eu visse que na minha frente,
    atrás de mim,
    de lado,
    todos os problemas estivessem resolvidos,
    seria muito monótono.

    Eu acho uma beleeeeeza ter razões para viver.
    E o Brasil agora é um desafio imeeeenso”

    Eu era moleque, estudante de jornalismo, e Dom Helder Câmara disse isso para mim numa entrevista que fiz com ele. Essas palavras estão tão claras na minha mente que é como se estivesse ouvindo, nesse exato momento, o então Cardeal Arcebispo de Recife e Olinda, de pé, nos jardins internos de um colégio no Recife. Isso era 1983.

    Eu gosto de pensar que o jornalista é o Sujeito de Sua História quando efetivamente faz Jornalismo e consegue escapar de uma ciranda maluca na qual se transforma num serviçal do poder. Fazer Jornalismo não é uma definição de ESTAR, mas sim de SER.

    Eu sempre tentei fazer aquilo que me pareceu mais próximo desse conceito mágico do Fazer Jornalismo. Sei lá se tenho conseguido, mas em momentos nos quais me senti desmotivado, essa molecada do Grande Prêmio me oxigenou. E me oxigena e me motiva.

    É por isso que gosto de me sentir meio parte disso tudo, mas não como um dos protagonistas, que efetivamente não o sou. Mas como beneficiário de todo esse desafio, de toda essa energia, de toda essa crença no Jornalismo, de toda essa capacidade de sempre levantar, independentemente do tombo.

    Não sei se estou atual ou ultrapassado, mas penso no Jornalismo não como uma profissão, mas como uma condição de SER. Eu sinto isso nessa molecada do Grande Prêmio e por tudo isso é que gosto dela.

    É isso. Era só para dar um Parabéns e acabei escrevendo demais.

    Beijos e obrigado Flavio, Suprema, Renan, Victor e Cia

  • Olá Flávio.
    Acompanhando seus “posts” ao longo dos anos sempre foram surgindo pistas ali e aqui sobre sua empresa, seu site. Mas com esse belo resumo de toda a história deu para confirmar que se trata de uma grande conquista, de muito, muito sucesso.
    Parabéns!

  • Parabéns, FG. E saber que te acompanho desde esse tempo sem saber. Claro que você não guarda nome de ninguém, afinal de contas, são tantos internautas. Mas o seu texto, mais um belo texto, servirá se exemplo para mim. Preciso sacudir a minha vida, ou morrerei de tédio. Eu precisa ler algo do tipo.

  • Legal saber que o WarmUp faz aniversário um dia depois do meu. O curioso é que eu também lembro exatamente o que estava fazendo no dia 27 de setembro de 1994. É o único dia pós aniversário que me lembro. Após ter completado 12 anos, estava com a perna esquerda engessada por causa de um vaso estourado na canela, jogando bola.

    Comecei a acompanhar seu trabalho em 2003, ouvindo o Bandeirantes a Caminho do Sol. com o Lendário Cláudio Zaidan. Lembro que você ligava de madrugada de algum ligar do mundo falando sobre as corridas ou qualquer outro assunto. Os dois respondiam perguntas dos ouvintes, você já respondeu várias minhas naquela época.

    Em meados de 2004 comecei a faculdade de jornalismo e no ano seguinte, descobri este blog. Percebi que tínhamos vários interesses em comum e um dos aspectos mais legais é a possibilidade de se gostar de carros antigos e não ser um reacionário babaca.

    Desde então, venho acompanhando seu trabalho, não importando a mídia ou plataforma.

    O seu trabalho me inspirou a criar o blog “Parachoques Cromados”, em 2009. Com o meu distanciamento profissional da atividade jornalística (se é que algum dia cheguei, de fato, a exercê-la) o “PC” é a minha última ligação com a profissão. E assim segue.

    Sucesso!