LE MANS AQUI (4)

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SÃO PAULO (faltam 5h…) – O público para a corrida de hoje do WEC é o maior das três edições da prova em Interlagos. Muita gente, muito entusiasmo, muito legal. Atrações interessantes para o público, liberdade de circulação, bastante coisa para ver e fazer e, sobretudo, carros de corrida de verdade. Que fazem barulho — exceção feita aos Audi, mas eles podem. E andam pacas.

Mas nem tudo são flores. Gérard Neveu, diretor da categoria, não está muito satisfeito com a organização. Leia-se Emerson Fittipaldi. Não que a corrida seja uma bagunça. Não se trata disso. Está tudo bem, a pista é ótima, a questão dos boxes já nem é mais discutida porque todos sabem que serão reformados, a euforia de quem está no autódromo é visível, nada disso incomoda, ao contrário. É o que vai garantir a volta da categoria ao calendário em 2016, para abrir a temporada — no ano que vem não tem, por causa das reformas.

São outros aspectos que não agradam, fatos isolados aqui e ali, arestas não aparadas. Tem muita queixa quanto à infraestrutura que falhou em vários pontos, para equipes e imprensa, e contas penduradas que a empresa de Fittipaldi não acertou ainda, referentes às edições anteriores da prova. Os problemas, inclusive, já chegaram à imprensa internacional.

Por conta disso, Neveu anda conversando aqui e ali sobre opções para assumirem a promoção da corrida. Carlos Col, ex-Vicar, é o nome na pole, neste momento.

publicoenormewec

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

21 Comentários

  • Que o evento tem pontos a melhorar todos sabem…estive nas três edições e esta, talvez pelo diferencial do Emerson guiando e da despedida do Tom Kristensen, deu um público muito além das expectativas. Nem tentei passar pela visitação de ontem, haja vista a imensa fila. Esse negócio de qualquer ingresso dar acesso aos boxes é legal por um lado, mas é impossível todo o público ou uma parte que seja, visitar em apenas uma hora…fui no sábado e tive de fotografar os carros sob “convite” para se retirar para as equipes se aprontarem para o treino. Na relação custo x benefício o saldo ainda é muito mais positivo que negativo, vi as exposições, tinha lá o opala e a antiga “barca da Rota”, experimentei cervejas gringas (uma canadense que era amarga demais…), comi até churros, como tributo ao Chaves. Enfim, curti demais e se eu não era, me tornei fã incondicional deste campeonato que para mim não será, já é o melhor do automobilismo.

  • Os comentários de Rafael Chinini e do Rogério foram perfeitos. Para o público, toda a zona e desorganização na hora de ir comer ou beber algo. Parque de diversões, vegonhoso. Verificação dos setores, inexistente.

    Valeu, e muito, pela corrida, os motores, o estrondo da largada e a visita aos boxes.

    Mas realmente falta muito, mas muito pra se tornar um evento 100% memorável. Qualidade das cervejas e comida muito abaixo daquilo que é cobrado. Sem variedade e muito fracos mesmo. As filas ridiculamente bagunçadas pelo método BURRO de pagamento/pedido/retirada das bebidas e comidas (quem inventou uma asneira daquela?). Infelizmente foram pontos fracos, bem fracos!

    A categoria é realmente demais! Merece uma infraestrutura a altura dos valores cobrados e da categoria que acompanha o evento.

    No mais, valeu a pena ter levado salgadinhos e outros quitutes na mala, além de ver uma corrida sensacional!

  • Realmente a corrida estava ótima, mas a organização…

    1- alimentação, reforçando o que ja foi dito estava uma zona, sem área suficiente para sentar, deve-se passar por várias filas para adquirir um ´único alimento ou refri / água / cerveja.

    2 – Sem lojas para venda de produtos (nem mesmo da WEC)
    3- Visita aos boxes, onde todos tinhan=m que passar pela passarela, no meu caso que estava no setor L, queriam queeu desse toda uma volta enorme, no sábado e domingo protestamos e liberaram a saída, no domingo o pessoal da Wec e da Toyota chegaram a intervir para auxiliar.

    4 – Dificuldade enorme para conseguir um táxi para sair do autódromo, a
    .divulgação do evento deixou muito a desejar
    Em 2013 estava muito melhor.

    Espero que o evento seja mantido em 2016, mas o público precisa ser respeitado.

    • Concordo. Este ano foi pior que o ano passado em relação à “praça da alimentação”. Filas imensas e poucos lugares para sentar. A praça da alimentação do ano passado virou um estacionamento. E no padock do Sargento, só um banheiro. Ano passado tinham vários banheiros químicos. A proposta de programa de família este ano ficou bem prejudicada em relação ao ano passado. Infelizmente piorou. A corrida foi muito boa.

  • Infelizmente o Fittipaldi como homem de negócios é duvidoso…

    A organização foi bem ruim.
    Entendo as filas porque estava tudo muito cheio, e isso é bom.
    Mas tudo poderia ser mais organizado e as atrações poderiam ser melhores.
    E a visitação aos boxes foi uma piada. Cheguei antes do horário de abertura, fiquei 1h na fila e não consegui entrar.

  • Fui em 2012 e nesse ano. A organização de 2012 beirou a perfeição na frente da de hj! Em 2012 tinha ótimos stands, uma praça de alimentação decente com mesas e um telão com a corrida. Havia várias ações promocionais de diferentes marcas e até um minicircuito (tem hífen?) de terra pra test drive dos carros da mitsubishi. Esse ano as filas para comer estavam quilométricas. Vc tinha que pagar 5 reais (reembolsáveis) pra colocar créditos num cartão magnético que não servia pra nada. Daí vc ia na barraca e tinha que pegar uma fila pra comprar o lanche com o bendito cartão e depois ir pra outra fila pra pegar o alimento. Detalhe que não tinha nenhuma sinalização! Nada!!! Daí muita gente entrava na fila errada o que gerou muita confusão. A comida estava ruim, e fora os foods trucks que ficavam atrás dos boxes, praticamente não tinha opção de coisas pra comer. Em 2012 a comida estava tão boa, que esbarrei com mecânicos das equipes na praça de alimentação diversas vezes. A cerveja hoje estava quente e realmente estava tudo caro. O que falaram acima é verdade. Não vi um stand se quer pra comprar souvenirs. Em 2012 tinha um stand só pro WEC. Tinha outro dos times e várias lojinhas vendendo de tudo. Sei que em 2012 foi o Fittipaldi que organizou também, e que sobra bia vontade, mas esse ano a desorganização passou dos limites!

  • Fui hoje pela primeira vez. Realmente a organização precisa melhorar bastante!
    Pra começar foi divulgado transporte gratuito da estação Primavera. Chegando lá naquele fim de mundo, NADA! tive que pegar um ônibus.
    Na volta fiquei sabendo que mudaram a estação e só avisaram hoje enquanto o evento rolava.
    Nem tentei ir aos boxes pois a fila era GIGANTESCA!!!!!!
    Realmente era possível entrar em qualquer setor. A fiscalização era pífia.
    O mesmo na entrada. disseram que era proibido alimentos, não arrisquei e nem olharam minha mochila. poderia ter levado numa boa.
    Preços ABSURDOS realmente. Hot dog + cerveja = 18 reais!!! sem a menor noção. desnecessário!
    Realmente tinha bastante atração, mas nada muito “ó! não posso perder por nada”. andei por todos os cantos e não tinha nada de excepcional. nem vi aquele canto da disney que disseram.
    Esquadrilha da fumaça foi sem graça…não fizeram manobras, só passagens.
    Cade as lojas de Merchandising? não tinha nada pra comprar das equipes!! nem camiseta, nem boné!! NADA!!

    vão falar “porra, só coisa ruim?”. não é só coisa ruim. os carros, a corrida em si, o barulho é sensacional!! vale muito a pena pelo preço do ingresso!! poder circular por toda interlagos, assistir do S do Senna etc..
    agora aquela coisa de eventos no brasil: preços absurdos e filas intermináveis pra tudo.

    • Rafael, ano passado eu tomei um baile desse transporte. Fiquei mais de 30 min na estação e ninguem sabia das vans. Por isto desta vez nem arrisquei. Peguei onibus mesmo e desci na frente do portão.

    • Eu paguei um pouco mais caro para ir na arquibancada B.

      Ninguém conferia quem entrava ou não. Tinha um monte de gente da arquibancada A que se ligou e ficou lá vendo a corrida, pagando menos. Nada contra os que pagaram menos, mas sacanagem com quem pagou mais.

      Outra coisa, lá no setor B, faltava uma hora e meia pro fim e tinham várias pessoas catando latinhas e vendendo sorvete e amendoim que você via que não eram pessoas da organização.

      Estava legal? Estava!

      Estava zoneado? Estava!

    • Foi legal ver os aviões, mas acho que manobras ali não teria como. Área residencial. Mesmo sabendo que só tem fera pilotando aquelas máquinas, ainda assim a chance de dar alguma merda durante uma manobra continua existindo. Eventos com a Esquadrilha geralmente ocorre, se não estou enganado, em lugares bem abertos, sem casas ou prédios embaixo. Só acho que poderia ter acelerado mais, fazendo aquele barulhão típico de quebra de barreira do som.

      Quanto às atrações, não dei muita bola. Mas resolvi gastar uma meia horinha na roda gigante. Nada que fosse novidade, mas foi interessante ver Interlagos de cima, em um ângulo que eu nunca tinha visto nem em fotos. Foi legal ver que, ao lado da Reta Oposta, aquele matagal é, na verdade, algo semelhante a um bosque.

      Havia coisas ali que não tinham nada a ver com automobilismo, como o carrinho antigo da Polícia Militar. Foi bacana ver o fusquinha preto e amarelo, mas não tinha relação com o evento. Fora outras coisas, como estande promovendo Star Wars etc.

      Senti falta mesmo de ver barracas vendendo produtos das equipes, como bonés, camisetas, jaquetas, miniaturas etc. Se havia, não informaram direito. Mas é aquilo que sempre digo: evento organizado por Emerson Fititipaldi, não poderia resultar em outra coisa.

  • Tenho que deixar meu relato.

    Ano passado estive no evento. Setor A, debaixo de um sol de rachar. A comida tinga um preco razoável e justo. O pastel estava muito bom, além de todas as outras opções como espetinhos, fritas, yakissoba. Comi de tudo e não tive o q reclamar.

    Este ano porém, fiquei MUITO decepcionado. Primeiro com a visita aos boxes que, como ano passado, foi desorganizada, com muitos lugares para espetinhos furarem a fila. Tocaram todo mundo pea sair pela passarela no fim do pit lane, o que óbvio, gerou um baita tumulto.
    Desta vez comprei o setor M (40 reais mais caro que o A) e tal foi minha surpresa que, diferente do ano passado, onde cada setor tinha uma pulseira de identificação, hoje qualquer um entrava nos setores B C M sem nenhum problema. Ou seja, centenas de pessoas compraram o ingresso mais barato e usufruiram da mesma maneira.
    A comida q foi o ponto forte de 2013, não tenho nem palavras pra avaliar. Como tydo no Brasil, sofreu inflação e a qualidade foi grotesca. Pastel de massa com vento e Hot Dog de pao com traços de salsicha.
    filas gigantes para comprar crédito e uma segunda fila para quitar o crédito. Ae ia para a 3a fila para retirar o alimento.
    Sem dizer os 5 reais qye cobravam de todos pelo cartão magnético, obrigatorio para as compras.
    tentei então as novidades de 2014. Food Trucks! Todos muito próximos, debaixo do sol, sem lugar pra sentar. Uma muvuca, claro, para conseguir um prato. Creio que uns 45min entre ir da fila do caixa até sair com um pratinho ba mão. Pelo menos valia mais que a porcaria do pastel.

    Acorroda é um espetáculo, mas a organização piorou sem precedentes. Hoje deixei 250 conto em interlagos, mas pra ser sincero, deveria ter acompanhado da TV de casa, fazendo um beli churrasco com os amigos!

    • Rogério, concordo contigo, fiquei meio frustrado na hora da visitação, segui a fila como tinha que ser e acabei não conseguindo entrar, coisa de 1:30 de fila. A galera inteira que furou fila e conseguiu visitar. Comida, de qualidade duvidosa e cara, mas valeu muito pela minha experiência. Torcer para que isso melhore nas próximas oportunidades e com certeza irei.

    • Peguei a fila na altura da arquibancada A e consegui entrar numa boa, cerca de 20 minutos depois. O problema foi lá dentro. A quantidade de gente não foi uma surpresa. Já vi isso na Stock Car e imagino que na Fórmula 1 seja muito pior. O problema foi o tempo de duração da visita. Estava previsto para começar às 10h10 e encerrar ao meio-dia, mas às 11h30 começaram a enxotar todo mundo dali. Me deu vontade de dar na cara do palhaço da WEC, quando ele veio questionar minha reclamação: “Quem te disse que é até o meio-dia?”. Ele não conhecia a programação do evento no qual trabalha? Ah, vá!!!

      Não sei se alguém aqui recebeu, mas eu não vi ninguém distribuindo um guia da prova, identificando pilotos e equipes, como a revistinha Pole Position, da Fórmula 1. Só vi umas meninas no portão principal de Interlagos distribuindo um miniguia de uma categoria cuja corrida fora realizada antes da Porsche Cup, mas bem depois de a mesma ter sido encerrada. Uma zona e total falta de comunicação.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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