BUMERANGUES (5)

B

boooooo4SÃO PAULO (comentem aí!) – A abertura da temporada 2015 da F-1 da Depressão teve 11 carros chegando ao final. Onze. E 15 largando. Quinze. E tem gente que acha que estou exagerando. Que sou saudosista. Que não aceito os novos tempos. Que sou refratário à beleza da tecnologia aplicada à categoria. Que fico implicando com o barulho dos carros.

Bonitões, implico com o mau espetáculo. Com a escassez de carros. Com a falta de empolgação. Com a ausência de disputas. Com a previsibilidade do resultado. Com o tédio da madrugada.

Bem, vamos ao GP da Austrália. Com pouca gente na pista, a largada foi razoavelmente tranquila. Mas o safety-car já foi acionado na primeira volta. Maldonado foi tocado por Nasr (que fora espremido por Raikkonen) e acabou no muro. O brasileiro da Sauber largou muito bem, diga-se. Apareceu em sexto logo de cara. Lá na frente, todo mundo se manteve onde estava: Comandante Amilton na ponta, Rosberguinho atrás, Massa na sequência.

Mas o grid ficava cada vez mais magro. Só para lembrar, deveriam ser 18 largando. Acontece que Bottas, que comeu tatu na véspera, não pôde correr, vetado pelos médicos. No caminho para o grid Kvyat quebrou o câmbio e Magnussen explodiu seu motor. Prontos para largar, mesmo, 15 carros. Com a batida de Maldonado logo na largada, sobraram 14. No fim da primeira volta, Grojã abandonou com problemas elétricos. Ficaram 13.

E foi com esses 13 gatos-pingados que na terceira volta houve a relargada e a prova começou para valer. Nasr passou Sainz Idade rapidinho e assumiu o quinto lugar. A Mercedes sumiu na frente.

Aí a corrida ficou um tempão sem que nada relevante acontecesse. Assim, dá tempo de falar um pouquinho sobre as novidades da TV Globo…

Algum gênio na emissora, por esses dias, teve a ideia de… inovar. Vamos inovar! Vamos revolucionar! Vamos quebrar tudo! Como? Ora, ora, é fácil! Só chamar uns atores, usar o estúdio da Fátima Bernardes, chamar um DJ (putz, tem até um que foi piloto, olha só que gênio eu sou!), colocar algum atleta ou ex-atleta de outro esporte e chamar alguma mulher gostosa (putz, tem até uma que pilota carros de corrida, olha só que gênio em dobro eu sou!). Faremos uma espécie de “Esquenta” (Regina Casé não deve ser descartada) ou “Corujão”, ou “Caldeirão”! Só precisa pedir para o Luciano tomar cuidado com as camisetas…

E foi mais ou menos isso que fizeram. Enfiaram uma multidão no estúdio, o trio responsável pela transmissão, mais a pilota, os atores, o ex-jogador de vôlei, o ex-piloto que virou DJ. Não sei se tinha mais alguém, num determinado momento abaixei o som e fiquei apenas com as imagens, porque, sinceramente, não dava.

Nas redes sociais, a Grande Inovação virou a “balada vip do Galvão”. O horror, o horror. O cara do vôlei, não sei direito quem era, veio com o indefectível “eu gostava muito quando tinha o Senna, mas depois que ele morreu não acompanhei mais”. As opiniões dos atores, sério… O que esses caras têm de realmente importante para falar numa transmissão de F-1? Cadê as informações que realmente importavam, tipo caso Van der Garde, ausência de Bottas, problemas da McLaren, impossibilidade da Marussia de ligar os carros, estreia do Nasr, estado de saúde de Alonso, primeira corrida de Vettel na Ferrari? Assunto, jovens, não faltava.

Mas que nada, dane-se isso tudo, o negócio é ver o Boesel colocar uns discos na picape, os atores darem seus palpites, depois mostrar os “bastidores” da transmissão com o narrador e os dois comentaristas diante de telas de TV com microfones na mão. Isso sim é legal. Afinal, a F-1 precisa seduzir um público novo!, bradou o Grande Gênio que concebeu a Grande Inovação.

Gente, se essa patacoada seduziu alguém que nunca tinha visto uma corrida na vida, corto os pulsos — para não dizer outra coisa. Esse festival de bobagem não atrai ninguém e só deixa aqueles que gostam do negócio com raiva, muita raiva de ser tratado como um débil mental. Foi, disparado, a coisa mais ridícula que a emissora oficial fez desde que começou a transmitir corridas, na década de 70.

Mas vai ter gente lá que achou genial, certeza.

globoesquisita

Bem, voltemos à corrida. Ali pela volta 13, momento ternura de Button, se defendendo de Pérez. Isso, claro, na briga para não ficar em último — no caso, em 13º, lembrem-se que era isso que tínhamos na pista, 13 carros. Se tocaram, claro. Pérez se saiu pior. O esforço de Jenson para não ser ultrapassado foi comovente, de verdade.

Com 17 voltas, Raikkonen foi aos boxes abrindo a primeira janela de pit stops. Na verdade, sua primeira janela. Parou cedo, colocou pneus macios e indicou que faria outra parada — a maioria partiu para um pit stop, apenas. Era o sexto. Voltou em 11º, na frente de Button. O pneu traseiro esquerdo meio que se recusou a participar da prova, mas acabou sendo convencido pelos mecânicos de que era legal e tal. A demora acabou jogando o finlandês lá para trás.

E a corrida se arrastava previsivelmente sem emoções, com pouquíssima gente na pista, todos espalhados pelos mais de 5 km do Parque Alberto. Uma tristeza. Hamilton e Rosberg desapareceram de todos, mas Nico, em nenhum momento, esboçou algum ataque. Outra tristeza.

Na volta 22, box para Massa, que colocou pneus médios. De terceiro, caiu para sexto. Sua briga era com Vettel, o quarto colocado, que o escoltava desde o início — também sem tentar ataque nenhum. Tião Italiano foi para o box na volta 25. E a Ferrari fez a lição de casa direitinho, devolvendo-o à frente de Felipe, o da Williams, que perdeu tempo atrás de Ricciardo quando voltou do pit stop. Na 26ª, Hamilton fez sua troca. Tudo tranquilo no quartel alemão, zero susto. Rosberg veio na sequência e, igualmente, tomou um cafezinho e voltou onde estava.

Kimi era o único com estratégia para duas paradas, entre aqueles que estavam brigando por alguma coisa. Por isso, tinha de abrir uma boa vantagem para Nasr e Ricciardo, com quem teoricamente brigaria no fim. Nasr era o sétimo, atrás de Verstappinho, que ainda não tinha parado.

E depois dos pit stops a prova seguiu num ritmo sonolento, esperando apenas pela segunda visita de Raikkonen aos boxes, que poderia mudar algo. Na volta 34, o jovem Max estourou o motor, deixando a corrida com 12 na pista. Doze carros, pouco depois da metade da prova. De chorar.

Lá pela volta 40, Ricardão encostou em Felipe II. Raikkonen parou na volta 41 para seu segundo pit stop. Voltou em quinto. Nasr seguia em sexto, na boa, segurando o sorridente australiano da Red Bull. Mas foi só sair do box e Raikkonen parou. A roda traseira esquerda, a mesma que atrasou sua primeira parada, não foi devidamente presa. E o time avisou o finlandês pelo rádio. Um abandono deprimente para o piloto, que fazia uma boa corrida.

Bom para Nasr, que recuperou o quinto lugar. E foi assim até o final, sem que Ricardão conseguisse se aproximar do brasileiro do Banco do Brasil.

G.P. AUSTRALIA F1/2015

Hamilton ganhou, claro, sem suar o macacão. “Não precisei andar muito rápido”, disse, depois da prova. Nico foi o segundo, sem ter tido, em nenhum momento, uma atitude que indicasse que queria lutar pela vitória. Vettel fechou o pódio, começando bem sua trajetória na Ferrari. E na sequência vieram os dois Felipes, Massa e Nasr. Para o primeiro, o resultado não foi excepcional. Um pódio era o que ele esperava, mas quando ficou atrás de Sebastian, ali permaneceu. O segundo, da Sauber, tinha muito a comemorar. O quinto lugar representou a melhor estreia de um brasileiro na história da F-1 — antes dele, Wilson Fittipaldi fora sétimo na Espanha, em 1972, e Chico Serra conseguira também um sétimo no GP dos EUA/Oeste de 1981, em Long Beach. Fecharam a zona de pontos Ricciardo em sexto, Hülkenberg em sétimo, Ericsson em oitavo (acabou indo muito bem, a Sauber), Sainz Jr. em nono (também estreando com pontos) e Pérez em décimo. Button foi o único que terminou sem pontuar. Onze viram a quadriculada. Onze.

(Parêntese. Ao ver Jenson receber a bandeirada em 11°, Alonso, deitado na enorme cama king size da maior suíte de sua bela casa na Espanha, tocou o sininho para chamar a governanta e pedir o café da manhã. A estratégia estava traçada desde as primeiras voltas da corrida, quando Magnussen abandonou em meio a um denso fumacê. Assim que a governanta entrou, Fernando a chamou de Stefano Domenicali. Mas señor Fernando, yo soy Magdalena!, disse a governanta. Alonso continuou: Stefano, querido, vamos falar sobre meu contrato? Magdalena imediatamente telefonou para os médicos, que neste momento estão com o piloto na enorme suíte escutando uma estranha cantilena, Fernando dizendo que se chama Adrilles e que só fala com o Bial no confessionário. Um dos médicos já ligou para Ron Dennis avisando que talvez para o GP da Hungria dê para contar com ele.)

Nasr foi um destaque, sem dúvida. Mas é bom ir devagar com o andor antes de elevá-lo à condição de novo Senna, ou algo parecido — o que será feito nos telejornais, naturalmente. Foi uma corrida sem carros, praticamente. Dois que chegariam à sua frente, Raikkonen e Bottas, não chegaram porque o primeiro ficou com a roda solta e o segundo, nem correu. A Lotus igualmente não participou da corrida — Maldonado bateu e Grosjean quebrou na primeira volta. Ericsson também pontuou em oitavo, o que mostra como esse GP da Austrália foi fraco. E a Sauber aproveitou as circunstâncias para pontuar bem com seus dois carros.

Felipe II começou com o pé direito, claro, e mostrando serviço — o que é essencial para qualquer piloto. Largou muito bem, o que definiu seu resultado, e teve segurança e firmeza para andar na frente de Ricciardo quando houve uma ameaça de briga. Está de parabéns. Mas a moleza de Melbourne não será o padrão da temporada toda. De qualquer forma, conseguiu algo que nenhum brasileiro tinha conseguido até hoje, um quinto lugar na estreia. Não é pouco.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

398 Comentários

  • A transmissão da Globo é ruim faz muito tempo, com várias informações desencontradas, torcida exagerada e conversas irrelevantes – automobilismo que é bom, quase zero. Penso que o problema é que agora eles estão tentando “inovar”, mas falta alguém que entenda de automobilismo, que não seja arrogante e olhe as transmissões europeias e americanas para ver como é que faz, ao invés de tentar aproximar o público que gosta de outros esportes, ou assiste coisas pra ver o Brasil ganhar, seria muito mais interessante atendar ao apaixonado por automobilismo – qualquer curso de Marketing mostra o poder que clientes fiéis a marca exercem sobre este produto no mercado – vide Gilette, Hellmann’s, Omo e Cotonete, para ficar nos básicos – e deve estar cheio de profissionais com MBA e coisas do tipo lá que sabem disso, certamente quem manda que é o estorvo…

    Quanto a Formula 1 e suas regras, ano passado começou ruim e melhorou, penso que é prudente esperar. Mas certamente o bom de agora é diferente do bom de 30 anos atrás. Meu Marea com escapamento furado tem um ronco mais bacana que a “Merc” do Hamilton, e quando não está furado também… é uma pena…

  • Acho que o Flavio Gomes deve ser absurdamente frustrado por não estar na Globo. Em praticamente todas as corridas, mete o pau nos caras. Não curte? Não assiste. Aperta o Mute, coisa do tipo. É o que falta nesse país: pessoas que façam o seu trabalho, em vez de ficar criticando o dos outros. Ridículo. Podem me crucificar à vontade, incluindo o próprio, porque não vou me dar ao trabalho de voltar aqui para acompanhar.

    ‘ Ai, tinha muito assuntinho para comentar’. Tipo isso (abaixo)? Melhor ouvir puts-puts do que baboseira…

    “(Parêntese. Ao ver Jenson receber a bandeirada em 11°, Alonso, deitado na enorme cama king size da maior suíte de sua bela casa na Espanha, tocou o sininho para chamar a governanta e pedir o café da manhã. A estratégia estava traçada desde as primeiras voltas da corrida, quando Magnussen abandonou em meio a um denso fumacê. Assim que a governanta entrou, Fernando a chamou de Stefano Domenicali. Mas señor Fernando, yo soy Magdalena!, disse a governanta. Alonso continuou: Stefano, querido, vamos falar sobre meu contrato? Magdalena imediatamente telefonou para os médicos, que neste momento estão com o piloto na enorme suíte escutando uma estranha cantilena, Fernando dizendo que se chama Adrilles e que só fala com o Bial no confessionário. Um dos médicos já ligou para Ron Dennis avisando que talvez para o GP da Hungria dê para contar com ele.)”

    Muito útil o comentário, encheu legal a linguiça e todo mundo que leu ficou mais manjador de F1. Parabéns.

  • Corrida na madrugada nessa Fórmula 1 atual, infelizmente, não vale a pena o sacrifício e as horas de sono perdidas. Depois, para acompanhar, o negócio é ligar a tv com o volume no mínimo e ouvir o show de transmissão da Rádio Bandeirantes!

  • A transmissão “a la Encontro com Fátima Bernardes” foi ruim?
    Definitivamente SIM!!!
    Mas é o que tem pra hoje. Pode passar assim o ano todo que eu vou assistir do mesmo jeito.
    Quanto a corrida: Todo mundo criticando. “Eu vi Fangio correr e naquela época blá blá blá…”
    Pelamordedeus!!! Nas férias da F1 eu sempre assisto alguma(s) temporada(s) da década de 80. Piquet/Mansel (86 e 87) e Senna/Prost (88, 89) colocavam volta no terceiro colocado e não raro chegavam ao final menos de dez carros. Bastava ficar na pista até o fim que, provavelmente iria pontuar. Pilotos como Andrea de Cesaris, Eddie Cheever, Derek Warrick, pontuavam com frequencia, simplesmente porque terminavam as corridas. Quanto aos famigerados “duelos” Senna-Prost carro a carro, foram pouquíssimos. Houve sim, duelo ao longo dos campeonatos, mas disputas de pista foram raras. São fatos e não argumentos. Basta assistir de novo. Mas como havia pilotos brasileiros disputando, achávamos ótimo.
    O chefe da red bul está reclamando agora que seu time não é o melhor. Mas tem que lembrar que a definição dessas novas regras não aconteceu após os 4 títulos deles. Foi definido, salvo engano em 2011, que a temporada de 2014 iria adotar essa motorização. Ninguém foi pego de surpresa da noite pro dia.
    Corrida: Massa, nunca será.
    Nasr, que adotou “Nasser” por causa da incapacidade de Gagalvão pronunciar corretamente, foi aguerrido. Espero que vingue.
    No más!

  • Globo cada vez pior nas transmissões…
    Deveriam deixar a cargo da SporTV, que com certeza faria algo menos pior que Galvão e sua trupe. Ou então vender de uma vez os direitos de transmissão. Acredito que interessados não faltam.

  • Penso que com todas as dificuldades e crises atuais, a F1 mantém a sua essência, mesmo aos trancos e barrancos.
    O pódio: equipe Mercedes, piloto britânico, depois Ferrari e Williams. Pilotos em sequência nas primeiras posições: Inglaterra, Alemanha, Alemanha, Brasil, Brasil.
    Os italianos “latinizaram” o pit stop. Equipes “garagistas” chegaram ao quarto e quinto lugar.
    A melhor estreia de um piloto brasileiro em toda a história da F1. Com toda moderação devida, mesmo em virtude de todas as contingências, este é o melhor resultado do Brasil nos últimos anos na categoria.
    Hamilton, antes de estourar o champanhe, emanava deslumbre por saber que está fazendo de sua carreira uma lenda, e derrubará recordes de seus ídolos. Embora saiba que eles sempre serão os melhores, deve aos mesmos a sua referência e respeito. Quando ele correu no carro do Senna demonstrou isto. Deixa ele ser feliz. Agradeceu ao carro, fazendo carinho nele ao final. Tem mais é que fazer isto mesmo. Esta é a escuderia em que Juan Manuel Fangio correu.
    O segundo lugar é de um Rosberg.
    Legal ouvir “keep pushing” dos boxes. Legal a pista liberada para o público no fim da prova.
    Elite tem este nome porque é para poucos e bons. Bernie sabe disto. É difícil, mas tem de ser assim. Mesmo com poucos carros no grid. Mesmo com a supremacia da Mercedes, a corrida foi boa.
    O ronco dos motores melhorou, mas ainda pode e deve ser mais agressivo. Seria interessante valorizar a bandeira quadriculada para o vencedor , remetendo àqueles caras que o faziam na pista antigamente , criar algo do gênero, sei lá, parecido. Eu gostei do que vi. Valeu.

  • A Globo desistiu da Formula 1 já faz algum tempo e só mantem na programação para que outra emissora não assuma. Não considera uma fonte de audiência e por isso tenta fazer esses shows que servem apenas para atrair outro tipo de audiência. Os que gostam de corrida vão ver de qualquer jeito, logo, isso não os preocupa. Sinceramente acho que o Galvão narra bem as corridas, já faz isso há bastante tempo e ao longo desses anos conseguiu aprender alguma coisa. Não me imagino fazendo esse trabalho, tendo que falar o tempo todo e ainda prestar atenção na corrida. Só que ontem foi um horror. Além da corrida ele ainda tinha o bem amigos pra tocar. Não dá!
    Sobre a corrida fiquei mais de olho no Vettel, Massa, Nasr e Raikkonen. Dos 4 só não gostei do Massa. Deu mole no momento decisivo e com uma ajudinha da equipe. Pouco antes da parada ele havia dito que os pneus estavam bons. Ou foi blefe ou burrice parar naquela hora, pois não imagino que o Ricardo estivesse andando no mesmo ritmo, logo, era o caso esperar mais voltas para voltar a frente dele, ou esperar Sebastian parar. Um risco necessário. Nasr foi espetacular assim como Vettel. Limpos.

  • Muito gente nem pensa nisso, mas não é só na pista que se ganha. Fora dela, na entrevista de Nash para TV Inglesa, ele parece um cara muito sensato… Com a voz leve, pausada para pensar, lembra até as entrevistas de Senna (não quero comparar os pilotos, só o jeito deles). Boas respostas na lata, mostra que é um piloto maduro, que elogia a equipe, agradece pela ajuda e divide o peso da conquista. Diferente dos últimos pilotos que tivemos, parece que sabe ficar na sua e não falar besteiras. Pilotos assim, acabam ganhando admiração e o apoio da equipe. Acho que começou impressionando tanto a chefe quanto a mídia lá fora. Um palpite, arrisco sem medo de dizer que esse não vai ser um resultado pontual, e vai crescer na temporada. Faz tempo que um piloto brasileiro não me faz sentir essa intuição… o ultimo que me fez, morreu.

    https://www.youtube.com/watch?v=qaC2l6tVi64

  • O Lewis Hamilton começa Absoluto pra Tristeza do Nico. A F1 nem começou e só 15 carros largaram ainda com uma batida na largada deixando as duas Lotus de fora ficando na corrida só 13 carros, isso é o efeito da sexta-feira 13 na F-1. As Ferraris começaram bem o campeonato superando o Massacrado com o Vettel que renasce com o seu Terceiro Lugar com sabor de Vitória, e pena que a equipe falhou com o Räikkönen , senão quem sabe poderia ter conseguido mais um quarto lugar. O Felipe Nasr se fizer pelo menos um campeonato satisfatório poderá ser a Revelação do Ano, pois sua estreia foi a melhor de um brasileiro na F-1 sem cerimônia. A Tal Globo inventou uma transmissão tipo Corujão que acabou sendo a pior de sua História dividindo a Tela desnecessariamente com opiniões e comentários inúteis com seus convidados do esporte e atores da casa que não passavam coadjuvantes intrusos. Pobre Globo!

  • O produto Formula 1 anda perdendo muito interesse, não só no Brasil como no mundo todo, com regulamentos que mudam a cada temporada e agora com esses motores de roçador de grama. Quem sabe no GP da Malásia (outra madrugada braba) tenhamos Louro José pra fazer charadas com o Alonso, atrizes de Malhação, Junior Cigano pra falar sobre o UFC e a dupla Batman e Robin da Globo (Tiago Leifert e Caio)…

  • Sobre a parte Vettel x Massa, fiquei com a sensação que faltou atitude da Williams, pois com macios no inicio, Massa era mais rápido que Vettel, quando trocou para médios, passou a tomar de Vettel logo de cara, ou seja, os pneus não fizeram bem pra Williams. Algumas voltas depois, quando ainda faltavam umas 25 voltas pra acabar, o Raikkonen ainda virava 1,5s mais rápido de macios com quase 20 voltas de uso, o Nasr estava mto longe, de médios tb e o Massa estava só há cerca de 3,5s de Vettel, tomando 2 décimos por volta, ou seja, a situação dele já estava definida e daquele jeito o 4º era óbvio. Mas ele poderia ter parado pra voltar com os macios, tirar algo como 2s por volta e tentar o pódio no final.

    Conservadores demais e conformados pra uma primeira corrida do ano, na minha opinião. A câmera mostrava a Claire sentada vendo a corrida sem ação. Desse jeito não vão arrumar nada.

  • Devo concordar, foi um tédio ouvir comentários, podemos dizer “conversinha pra boi dormir” (porquê já era madrugada), sem nenhum conteúdo sobre a corrida ou sobre os fatos que ocorreram para esta temporada. Foi lastimável… De interessante foi a bela corrida do Felipe II com a Sauber, a possível competitividade da Willians x Ferrari nos construtores. Infelizmente não teremos novos vencedores, pois mais uma vez estamos vendo a Mercedes dominar a competição. As vezes fico imaginando como seria a F1 se colocasse por exemplo a competitividade que a Indy tem, todos tendo o mesmo modelo de carro… Talvez sobressairia o verdadeiro piloto e a estratégia da equipe. Abraço.

  • já fui expulso de grupos de discussões mas não mudo minha opinião….F1 morreu a tempos, prefiro F E, Indy, WC….quando vejo o maracujá de franja, lembro da política do Brasil…um slow a la matrix….td pelo dinheiro e fodase a competição

  • Confesso que quando vi o começo da transmissão fiquei puto da vida. 2 da matina pra ver essa palhaçada? Giba falando que só assistia qdo tinha o senna. Ahh V.S.F. Quem assiste F1 Hoje é porque gosta e assistia no passado. Ninguém tá virando telespectador disso hoje em dia. Não tem atrativo e são feitos de idiotas!
    Ridículo esse formato de programa. Gostei da idéia lendo os comentarios em ver as imagens r por na CBN. a proxima será assim.
    Valeu Flávio Boa a analise do Alonso tb ! hehe

  • DEI MUITA RISADA LENDO O POST DO FLAVIO…VAMOS AOS FATOS IMPORTANTES DA CORRIDA
    GOSTEI MUITO DA CORRIDA DO NASR,NÃO PELO RESULTADO EM SI,MAS PELOS SEGUINTES FATOS:
    SE MOSTROU ARROJADO,NÃO DESPERDIÇOU AS OPORTUNIDADES PRINCIPALMENTE NA RELARGADA COLANDO NO CARRO DA FRENTE ANTES DAS 2 ULTIMAS CURVAS DO CIRCUITO,(FUNDAMENTO BASICO QUE FOI MUITO MAL EXECUTADO PELO MASSA DIGA-SE DE PASSAGEM).E TAMBÉM SE MOSTROU CONSTANTE E NÃO COMETEU ERRO EM SUA PILOTAGEM.O MASSA FOI MAIS DO MESMO,NÃO O VEJO ATACAR NINGUEM SÓ SENDO ATACADO…
    QUANTO A TRANSMISSÃO DA GLOBO,DEPRIMENTE,O RAUL BOESEL TAVA CAGANDO PRA CORRIDA OUVINDO MUSICA,DEIXOU O GALVÃO NO VÁCUO ARRANCANDO RISADAS DA BIA FIGUEIREDO.DEPOIS O PROPRIO BOESEL ESCRACHOU DIZENDO QUE TODOS ALI ESTAVAM NA SEGUNDA DIVISÃO,O QUE É VERDADE MAS QUE GALVÃO INSISTE EM DEMONSTRAR QUE NÃO…
    ENFIM ALIADO AO FATO DE A EMISSORA SÓ TRANSMITIR O Q3 NOS TREINOS…
    MUITA TECNOLOGIA DESTRUIU A CATEGORIA,NÃO SEI ONDE ISSO VAI PARAR,OU MELHOR DESSE JEITO VAI ACABAR PARANDO MESMO

  • “Esse festival de bobagem não atrai ninguém e só deixa aqueles que gostam do negócio com raiva, muita raiva de ser tratado como um débil mental.”

    Nessa, você resumiu o que senti ontem.

    A corrida foi sem graça, e a transmissão foi horrível.

  • Concordo contigo Flávio Gomes.
    Essa F1 está de dar sono…. dormi e não vi toda a transmissão da emissora oficial.
    Isso não acontecia nem nos anos pós-Senna, já que eu gosto de automobilismo e dane-se se tem brasileiro correndo sem chance de ganhar.
    De boa, esse formato é para tentar atrair gente nova e não há mim que tenho 37 temporadas nas costas. Ainda bem que tem replay no SporTv sem essa frescuraiada…rs
    Abs

  • Sobre a corrida o que dizer, mais sem graça impossivel. Já foi a época em que haviam como 30 carros para correr, e tinham que fazer um treino de eliminaçao. Realmente a formula um tem que melhorar.

  • Pelos comentários sobre a transmissão da emissora oficial, definitivamente fiz bem ao ir ver a corrida pela Internet. Deve ter sido um show de horrores mesmo. Só pode ser mais uma estratégia dos gênios de lá: o campeonato faz tempo que está um porre (uma equipe domina as outras na moleza), então vamos fazer todo o público odiar a F1 e nenhuma emissora queira pegar os direitos, deixamos de transmitir (e economizamos uma grana boa, menos em relação ao faturamento de Interlagos) até que um dia ela volte a ser interessante (aí a gente compra de novo).
    A corrida foi bem “mais ou menos”, para não dizer fraca. Foi até divertida a transmissão em inglês porque os brasileiros têm nomes “parecidos”: são dois “Felipeis”, um Massa e o outro “Nasâ”.
    Parabéns ao Nasr. Excelente estreia, mas ainda é cedo para dizer alguma coisa sobre ele ou seu carro.
    Sobre o Alonso: a cada etapa que ele conseguir não correr, vai ter um sentimento de alívio extremo. Do jeito que a McLaren está, vai falar em italiano ou sobre andar de kart até o fim do ano.

  • Bons tempos eu que eu ficava, ansioso, esperando a corrida de madrugada. Hoje, nem que me paguem! O Hamilton já ganhou este ano, em 2016 volto a assistir o ínício para ver o que está acontecendo.

  • calma gente.. calma,, poderia ter sido pior,, poderia ser a turma do milton neves transmitindo com ele falando de muzambinho e mandando 3 sapatos da raffanelo pro hamilton, o neto falando curintia e que piloto bom tem la em santo antonio de posse e o teo josé berrando com qq ultrapassagem de merda… coloquem as maos pro céu que foi o galvão…

  • E não teve panelaço durante a transmissão? Daquela corja estúpida? Sem o monopólio eles não seriam ninguém. É uma estupidez atrás da outra. Devem ter acordado cedo, pois tinham de ir para as ruas pedir intervenção militar já! Juro que hoje tive vontade de sumir, quanto burguês babaca!

  • Ficou péssimo mesmo esse esquenta com o Galvão. A ideia é bacana, mas não da forma que foi feita. Muitos convidados, a maioria sem conhecimento algum para opinar sobre assunto nenhum. Dá pra fazer melhor, bem melhor.

    Consegui ver uns 20 min de prova. Acabei dormindo depois. Que decepção ver um grid magro daquele jeito. Tem muita coisa errada na categoria e o pessoal das antigas insistem em não fazer nada. Existe um descontentamento enorme aumentando a cada corrida. Essa temporada tem tudo para ser uma das piores em audiência dos últimos anos.

    Ainda acompanho a F1 pela história da categoria, nível dos pilotos, profissionalismo e velocidade dos carros, ainda os mais rápidos do mundo. Mas nem de longe é aquela que gosto mais de assistir. Já foi, hoje não mais.

    Esse formato de corrida, sem reabastecimento, carros pesados, muito mais lentos que na classificação, tá mais para prova de regularidade. Acho ruim tb tirar o warm-up de domingo. Não dá pra fazer muita coisa, por exemplo, depois de um carro ruim no sábado. O som dos motores ainda não agradam a maioria.

    Será que não percebem esse monte de coisa que não está dando certo? Vão deixar afundar a categoria?

  • Gente o que foi essa transmissão da globo? tenho 43 anos e acompanho F1 desde os 7 anos de idades na época do Emerson de copersucar incentivado pelo meu saudoso Pai também amante da F1, lembro até que em 1980 a globo desistiu da F1 aquela temporada foi transmitida pela Band e retomou em 81 com o saudoso Luciano do valle e a partir de 83 com O Galvão, com isso posso afirmar sem medo de errar que foi disparada a pior transmissão esportiva de uma corrida de F1 na história, simplesmente ridícula me senti totalmente desrespeitado como telespectador assíduo que sou, pensei até em desligar a TV várias vezes mas a paixão falou mais alto, mas se a próxima transmissão for assim eu prefiro ver o vt na sportv porque não sou palhaço. Sobre a corrida bela corrida do Nasr, o garoto promete, Massa mais do mesmo, nunca espero muito dele , Vettel andou pra frente saindo da Red bull, Alonso coitado cometeu me parece suicídio profissional indo para Mclaren GP2 e o título é claro já e da Mercedes especificamente do Hamilton .

  • Graças a Deus que ainda existem rádios como a Band News FM (a qual eu ouço) e a CBN que também faz boa cobertura. Porque na TV só dá para ver as imagens.

    Quando apareceu na imagem o carro do Magnussen parando com fumaça no motor – e pelo rádio (eu estava com um fone no ouvido e o outro sem, ouvindo as bobagens da TV) e por isso eu já sabia do que estava acontecendo, e na TV nada, só tive paciência até ouvir o Giba dizer que acompanhava quando tinha o Senna. Que p…. é essa de levar um cara que nem acompanha automobilismo numa transmissão de abertura de campeonato de F-1?

    Na mesma hora, tirei totalmente o som da TV, botei o outro fone no ouvido e fiquei só na Band News FM. Lá os caras falam sério com gente séria que no mínimo entendem e gostam de corridas.

    Tem tanto piloto da Stock Car por ai, Cacá Bueno, por exemplo, que é ótimo ouvi-lo comentando, e os caras vão levar Giba? Será que o pessoal do volei gostaria de ver o Rubinho comentando numa transmissão da Super Liga?

    Ah, senhora Globo, já não bastasse nos privar dos Q1 e Q2 e ainda fazer uma sacanagem dessas?

    Façam-me o favor.

  • Que mundo de extremos! De um lado a F-E: gente por todos os cantos, transmissão viva para interessados (acompanhei da Fox Sports), pilotos procurando brechas no desenho das pistas horrendas (minha opinião) e carros estranhos que estão agradando mais do que supunham as melhores expectativas desta temporada inicial. De outro lado a F-1: bons eram os tempos quando víamos os autódromos cheio de gente, bons eram os tempos quando tínhamos transmissões que não davam sono, bons eram os tempos em que pilotos usavam volante em vez de controle de videogame, bons eram os tempos em que equipes faziam carros incríveis que não precisavam de um sistema operacional para andar. É, tive um sábado eufórico com a F-E e embalei meu sono com a F-1.

  • Vejo aqui no Canada a transmissão da RDS (ESPN em francês), muito boa e profissional! Começam 30 min antes e ficam até 30min depois. Passam as entrevistas e tudo! Falando nisso, a melhor parte da corrida foi a Entrevista do podium feita pelo Terminator Arnold Schawarzenegger!! Muito comédia!!

  • Se tivessemos um top gear aqui no Brasil, esse trio seriam os escolhidos para acabar com o programa. Galvão seria o Clarkson, Regi seria o May e o Burti não seria ninguém. Iriam colocar aquele cara do the voice no lugar do Hammond. A pauta de todos programas seria Ayrton Senna e Futebol. Ridiculos, mesmo.

  • não gostei desta brilhante ideia na transmissão da Globo
    o Mute não entrou em ação ainda por causa do Reginaldo

    neste formato vem por ai os especialistas Nero, Guga, Glenda, Daiane

  • – Cenário da globo: Feio e desnecessário

    – Presença de atores: Desnecessário e sem sentido

    – Felipe Nasr: Arrebentou

    – Felipe Massa: Esperávamos pelo pódio, mas OK.

    – Vettel: Andou bem

    – Hamilton: Campeão 2015

  • Olha…esse ano novamente a Williams está mal de estrategista, chamar o Massa pra parar antes do Vettel determinou a não ida de Massa ao Pódio, os pneus macios de Vettel, mesmo gastos foram decisivos pra ele fazer o tempo, e ainda mais de cara pro vento, o que foi suficiente pra voltar na frente de Massa, que além de estar calçado de médios, ainda ficou preso em Ricciardo em um pista que é travada, no mais, apesar de todo o ufanismo da emissora oficial com o resultado de Nasr, eu achei ele muito consistente e mesmo com os concorrentes que ficaram de fora, o carro da Sauber parece muito bom, tanto que SonyEricsson fez boa corrida também, como o motor Ferrari melhorou muito esse ano, muito melhor do que os Renault e o Honda, pode ser que sobre bons pontos pro Nasr.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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