FÓRMULA E X FÓRMULA 1

SÃO PAULO (digam tudo) – Não há dúvidas sobre o interesse que a Fórmula E despertou em sua primeira temporada. Como não há dúvidas sobre a importância e a popularidade da F-1 com seus 65 anos de história — completados ontem, inclusive, porque o primeiro GP da história aconteceu em 13 de maio de 1950 em Silverstone.

A questão é: os elétricos estão superando os queimadores de gasolina no coração dos fãs de automobilismo?

Pedro Marum defende a F-E, Renan do Couto defende a F-1. Em dois textos no Grande Prêmio, eles falam sobre as categorias de monopostos, pode-se dizer, mais importantes da atualidade. Alain Prost, tetracampeão de uma e pai de piloto na outra, defende mudanças na F-1 e elogia o campeonato que seu filho disputa. “Temos mais liberdade”, diz. É uma opinião de peso.

Quero saber de vocês, agora, o que acham.

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Marcelo
6 anos atrás

Carro de autorama em pista de rua??
Não, obrigado.

Gustavo Segamarchi
Gustavo Segamarchi
6 anos atrás

Eu não sei se seria possível, ainda, mas no futuro a F-E podia oferecer provas em alguns circuitos que fazem parte do calendário da F1. Já pensaram em um E-Prix em Monza, SPA, Montreal, Suzuka, seria o máximo, né!.

Por enquanto, o maior defeito da F-E, é que ela se concentra em circuitos de rua, o que tira um pouco da emoção. Nem na F-E, o circuito de Mônaco é igual ao da F1.

Mas, vamos dar uma chance, porque a categoria está apenas no começo e muitas mudanças estão por vir e aliás, uma prova no Brasil não seria nada mal.

Gustavo Segamarchi
Gustavo Segamarchi
6 anos atrás

Eu gosto das duas categorias, mas venhamos e convenhamos, Fórmula 1 é Fórmula 1, né!

Quando se fala em esporte a motor, F1 é Top of Mind, deixando qualquer categoria do automobilismo no bolso. Eu sei que tem WEC, WRC, DTM, GP2, GP3, F-E e etc…

Mas F1 é F1. O propósito da F-E não é tentar tirar a fama da F1, por mais que que queiram, isso nunca irá acontecer, porque os carros da F-E andam menos e também são mais frágeis do que os carros da F1. Na F-E, os carros, são todos produzidos pela Dallara e cada equipe faz o seu acerto.

Na F1, cada equipe constrói o seu próprio carro, é um mundial de CONSTRUTORES. A F-E só mostra uma tendência mundial, que é a filosofia dos carros elétricos, mas nesse primeiro ano da F-E, está meio difícil de acompanhar, pois não passa na TV aberta e só quem tem no pacote da TV por assinatura o canal FOX Sports pode acompanhar. Eu não tenho esse canal no pacote, só por isso não acompanho a F-E. Felizmente tem a internet, né.

Paulo Pinto
6 anos atrás

Uma interessante novidade com tempo para acabar ou uma real possibilidade de rivalizar com a F´1?

Thiago Azevedo
Thiago Azevedo
6 anos atrás

Não assisti nenhuma prova de F-E ainda.
Mas lembro de vocês comentando que o piloto que sentasse mais a botina no começo da prova poderia correr o risco de ter que economizar no fim da prova. Não sei se é assim, não sei se é isso que faz a categoria interessante. Se for, o piloto se torna muito mais responsável pelo resultado.
É aquilo que o Gomov disse naquele treino no Brasil que um piloto novato tinha virado mais rápido que o Alonso em um treino. Que um piloto bem treinado (ainda que nunca tenha andado num F1) consegue andar num ritmo parecido que um piloto de ponta. Se joga os 2 pilotos em carros da década de 80 para baixo, a diferença naturalmente sobre, seja pela qualidade/seja pela quilometragem do piloto mais rápido.
As condições de temperatura e pressão hoje são muito mais controláveis pelas equipes, e os carros, com a devida ajuda dos mecânicos, permitem que os pilotos novatos consigam explorar tudo do carro.

O Ettore Bepe disse uma coisa certa vez que é muito certa, principalmente em relação aos carros antigos.
É errado o piloto dizer que chegou no limite do carro, porque o limite do carro é desconhecido. Se você pega aquela Mclaren de 1988 e coloca o Senna, o Prost, o Schumacher, o Alonso para guiar no limite, cada um vai achar o seu, eles certamente serão diferentes. Então, o piloto chegou no limite dele mesmo naquele carro, e não no limite do carro. O piloto mais rápido é o que chega mais próximo do limite do carro: dos 4 mencionados, certamente o Senna chegaria lá.
Nos carros de hoje, os pilotos se aproximam muito do limite do carro, porque é tudo otimizado demais para eles conseguirem isso.

Acho que tem que aumentar a responsabilidade/autonomia do piloto na obtenção do resultado.
E as regras devem ser menos artificiais. Regras do tipo asa móvel, inversão de grid, obrigatoriedade de usar determinado tipo de pneus são artificiais e quanto mais existem, mais mostram a incompetência/dificuldade em fazer uma categoria com características de esporte, que realçam a habilidade dos pilotos.

Ricardo Fulgoni
Ricardo Fulgoni
7 anos atrás

A comparação da Formula E não é com a Formula 1. Essa comparação só serve de propaganda para a Formula E, não é séria. A Formula 1, por pior que esteja, esta cagando pra Formula E.
E isso não é uma crítica à Formula E, a melhor coisa recém surgida no automobilismo mundial. Mas a Formula 1 é intangível, por mais que se esforcem.

Lourenço Pillar
Lourenço Pillar
7 anos atrás

Entendo que tem haver com carros mais paritários (ainda que um pouco lentos), pilotos interessantes (sem muito não me toques), vide Nelsinho x Lucas, nomes famosos ajudam também. Ao lado disto tudo, ao que me parece, o que atrai mesmo são as disputas, algo pouco comum na F1. Corrida ganha na estratégia pode ser legal para análise, mas ser a regra e a disputa pilotoxpiloto a exceção não me agrada. Fórmula 1 leva muita vantagem, até pelo dito no post, são 65 anos e presença em muitos países nestes longos e emociantes (direcionado aos anos anteriores) anos. Antes era melhor? Sim. Podem dizer que em razão dos brasileiros vencerem mais. Também é correto, mas não venciam sempre. Era melhor porque era e ponto. Vai no youtube e vejam várias corridas, depois me digam se era melhor. Mudanças são necessárias. FE está longe de ameaçar, mas qualquer crescimento de categoria rival irá incomodar muito, vez que a popularidade está cada vez mais em baixa na F1.

Jonny'O
7 anos atrás

Formula E é uma agradável novidade, só isso, será uma bela opção B para se assistir, mas não vai passar disso com o formato atual , pouca potencia e ser monomarca, vai ter o peso exatamente disso ,uma boa monomarca!

A Formula 1 pode sim acabar se continuar onde está, a CART acabou em 4 anos depois de algumas decisões equivocadas , o maravilhoso Grupo C sumiu do mapa depois de uma canetada equivocada da FIA , e assim vai…….. em um mundo tão instantâneo como o atual , “nada” sobrevive a erros seguido de erros, mesmo a F1.

A F1 precisa da paixão dos fãs , diversidade técnica, novidades, coisas surpreendentes ……… e para isso , a surpresa, é necessário alguma liberdade de regulamento, não serão os cartolas com seu regulamento engessado que vão surpreender os fãs.

César
César
7 anos atrás

Não que eu esteja achando emocionante a F1, mas tenho certeza que daqui a 10 anos as reclamações serão as mesmas. “em 2014/2015 a F1 era melhor, hoje está uma m.”
Faz tempo que F1 é uma corrida 90% de estratégia e contra o relógio. As brigas por posições na pista acabara-se a partir da década de 90.
Sds

Martinho
Martinho
7 anos atrás

Acho que falta beleza aos carros da F-E. Já que não tem barulho, ao menos os carros poderiam ser bonitos. Que tal a Ferrari emprestar aquele estudo de design que ela fez recentemente para a F-E?