DOIS MOTORES

D

SÃO PAULO (difícil) – Burburinho da semana lá fora. Bernie estaria trabalhando no sentido de permitir um motor “alternativo” na F-1, para garantir a permanência de Red Bull e Toro Rosso no grid. V8 aspirado? Turbo, mas sem a sofisticação (e chateação) dos dois motores elétricos acoplados ao de combustão?

Considero a proposta quase inviável, tamanha seria a necessidade de equalizar os dois tipos. Mas é bom lembrar que no passado já conviveram motores turbo e aspirados na F-1. Nunca se sabe…

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

16 Comentários

  • Engraçado.
    A F1 não deveria ser o top dos top do automobilismo de competição.
    Se é assim, que se acabem com todas regras exceto as de segurança e que cada um faça o carro como quiser, com o motor que quiser.
    E que vença o melhor e ponto.
    Teremos 50 equipes, 100 pilotos. ótimo
    Mesmo porque, qual a graça de ser campeão, se a competição mesmo, fica restrita a 4 ou 5 carros (se tanto..)????
    Assim haverá realmente competição em todos sentidos.

  • Dar pra coexistir tranquilamente os atuais turbos com os V8 2.4 aspirados.

    Em todo caso, caso haja um desequilíbrio, existirão soluções para todas as situações:

    1-Se os V8 forem melhores que os turbos, basta limitar os giros daquele, como aconteceu com a Toro Rosso em 2006, que correu com um Cosworth-V10 3.0 frente aos V8 2.4

    2-Se os turbos já estiverem melhores que os V8, basta criar um torneio paralelo, uma nova versão da Copa Jim Clark/Troféu Colin Chapman envolvendo as equipes que adotarem os motores aspirados e que, em regra, serão as que possuírem os menores orçamentos.

  • Quero só ver o contorcionismo para dizer a Ferrari, Mercedes, Renault e Honda o seguinte: voces gastaram milhões para desenvolver estas traquitanas , bem agora joguem tudo no lixo e usem um bom e velho v-oitão!
    Vai ser hilário!

  • Me desculpe, Flavio, mas a sua colocação me parece um pouco, digamos, não verdadeira.
    Você diz que, no passado, já conviveram motores turbo e aspirados na Formula 1, e diz isso com um ar de exceção.
    Ora, isso sempre foi a regra! Os dois tipos sempre conviveram. Dentro de certas regras – geralmente limites de cilindrada – cada equipe usava o motor que bem entendesse.
    Desde o tempo em que a Formula 1 não tinha sequer esse nome…

  • Bom dia !

    Acho que seria legal se vingasse essa proposta. Eu acho que quem tivesse grana (Mercedes, Ferrari, Renault e Honda) poderiam continuar utilizando e desenvolvendo os motores V6 híbridos em seus carros …

    Já equipes independentes que tem grana (Red Bull, Toro Rosso e talvez a Williams) poderiam abraçar a ideia do tio Bernie e utilizar de motores V6 Biturbo 3.5 com um kers barato, como da Cosworth ou de uma montadora disposta a fazer o trabalho. Já as que tem grana curta, Force India, Sauber, Manor ou novas equipes … Poderiam utilizar um V8 aspirado com um kers simplificado também, criando uma sinfonia de turbos de tipos diferentes e aspirados muito interessante.

    Enfim, acho que equalizar isso tudo pode dar muito trabalho a FIA, FOM, Equipes e Fabricantes, mas pode ser feito sim, basta querer …

    Abraço

  • F-E + F-1 + WEC, ou híbrido ou elétrico ou com “unidades de força”, acabou, é o futuro, não veremos mais motores aspirados ou turbo “normais” nas categorias importantes. Quem quiser cheirar gasolina e escutar V8s terá que ir aos USA, enquanto é tempo.

  • Eu nao entendo pq na wec as coisas funcionam, tem mais de um tipo de motor na mesma categoria, são motores chatos/complexos e recordes de pista são batidos, ninguém fala “motor de gp2”. É muito confuso

    • Eu vou tentar te ajudar.
      A WEC é um campeonato de construtores, aquele que fizer o melhor carro ganha.
      A Formula 1 é um campeonato de pilotos, o que vale é o heroísmo dos pilotos. Portanto a equalização dos diferentes construtores é importante.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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