SOBRE ONTEM À TARDE

SÃO PAULO(tanta coisa…) – Bem, a poeira já baixou, as declarações pingam de um lado para o outro e mais uma vez fica claro que Rosberguinho está para Hamilton como Barrichello estava para Schumacher. Reclama de mais, faz de menos. Ambos bons pilotos, disso não há dúvida. Mas ambos condenados ao mesmo destino: estiveram (no caso de Nico, está) no lugar certo, na hora certa, mas com o cara errado como companheiro. Sempre, numa equipe, existe um melhor que o outro. Lewis é melhor que Rosberg, simples assim. Bem melhor, diga-se.

Mas o lance do boné foi desnecessário. É preciso respeitar os perdedores. Não sei o que vocês acharam. Eu achei que o inglês não precisava disso. Se Raikkonen jogasse um boné para Hamilton depois do GP do Brasil de 2007, ele ficaria puto, como Rosberguinho ficou.

Mas vamos ao resto.

– Ericsson x Nasr foi duelo que não passou em branco na equipe. A Sauber diz que vai conversar com os dois. Sinceramente, não dá para culpar Felipe II, que é um piloto limpo e, como estreante, não está na vibe de fazer bobagens para ganhar espaço. OK, conversem. Mas é bobagem iniciar uma inimizade por conta de um incidente comum em condições difíceis de pista. A Sauber, via Monisha Kaltenborn, disse que não ficou feliz com o resultado. Devia. Um nono lugar no 400º de sua história está de bom tamanho para aquilo que a equipe vem fazendo neste ano.

[bannergoogle]- Passou batido, mas vale registro. Bernie e Jean Todt (quem diria!) estão empenhados em inventar um novo motor para 2017. “Motor alternativo”, que possa ser comprado na banca da esquina. A configuração é parecida com os motores da Indy. A ver.

– Voltando à vaca fria de Austin e às queixas de Rosberg, o lance da largada é discutível. Hamilton exagera na agressividade quando a disputa é com o alemão. Parece que está sempre querendo testá-lo. Foi assim ontem. Eu, no lugar de Nico, deixava bater, um dia. Ou faria o mesmo, seria agressivo antes do outro. Ficar só reclamando, como fez depois da corrida, reforça a tese de que Hamilton não precisa ter medo do companheiro. E se Rosberguinho quiser um dia fazer frente ao inglês, precisa meter medo nele. Mostrar que se ele vier com graça, toma. Do jeito que as coisas andam, Hamilton já engoliu seu parceiro. A foto abaixo mostra o momento do toque.

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– A respeito do toque, Toto Wolff percebeu que a maionese pode desandar de novo. Vai ter de chamar os dois para uma conversa séria. Mas eu chamaria Hamilton em particular e diria a ele: cara, não precisa ser assim.

– Para os amantes de fotos, aqui tem nada menos do que 100 imagens de Hamilton na temporada. A galeria está um show.

– O pênalti para Sainz Jr. por excesso de velocidade no pit lane deu a Button o sexto lugar na corrida, sua melhor posição nesta temporada. Alonso, em compensação, perdeu o décimo lugar na última volta para Ricciardo. Mas disse que foi uma das melhores corridas de sua vida. “Eu estava mais de um minuto atrás do penúltimo colocado na segunda volta e consegui me recuperar até andar em quinto”, falou. Tem razão. Foi uma corridaça. No fim, perdeu potência por um problema provável na injeção de combustível. Foi uma pena.

– Já a Williams não teve muito a comemorar. Zerou de novo e os dois abandonaram com problemas semelhantes nos amortecedores. Chamem a Cofap.

– Alexander Rossi merece uma menção honrosa pelo 12º lugar com a Manor, igualando o melhor resultado do time neste ano. Apesar de ele ter batido no companheiro Stevens na largada. Acontece.

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