INTERESSE ZERO

SÃO PAULO (melhor se mexer) – É muito significativa a reportagem de Victor Martins publicada hoje no Grande Prêmio. No rastro da proposta de Jean Todt e Bernie Ecclestone, de implantar um motor alternativo para 2017 — algo que acabou sendo descartado –, Martins buscou saber de dez montadoras que têm envolvimento com automobilismo qual seu interesse na F-1.

Nenhuma tem.

Comentários

  • O único problema da F1 atual são os 700 milhões de euros que a Mercedes despeja na equipe a cada ano sem retorno.

    Acabando com isso tudo volta ao normal.

    Um jeito seria obrigar as franquias* a darem lucro. Quem apresentasse balanço com preju não marcaria pontos nos próximas 10 corridas.

    (*) equipes

  • Se a F1 quiser atrair montadoras, tem que afrouxar as regras e liberar testes. Se quiser atrair garagistas, tem que dar a alternativa de um motor versão “standard” tipo os da Indy. Não faz uma coisa, nem outra. Tem mais é que afundar mesmo.

  • Dizem q as montadoras estão matando a f1, que boa era a época dos garagistas. Mas se fossem retiradas hoje as montadoras da f1 e fosse imposto um motor padronizado, a equipe da red bull ganharia 20 campeonatos seguidos, pois eles tem know-how e caminhões de dinheiro. Então a resposta não é tão simples.

  • Do mesmo jeito que o MMA acabou com o Boxe, que o Cirque de Soleil acabou com o Circo, que a TV gostaria de acabar com o cinema, a atual Fórmula 1 está acabando com o automobilismo de ponta. Esse negócio tá chato e previsível. Nenhuma fábrica quer enfiar um caminhão de dinheiro num jogo desses, onde não pode testar o carro nem o motor, o piloto não pode treinar, as peças não podem ser trocadas, o pneu derrete sozinho, e mesmo que não derreta tem que trocar.
    Não botei fé nesse motor alternativo. Mais do que na cara que as montadoras barrariam isso. Tudo para manter o controle no entretenimento. Esporte??? O esporte acabou. Agora é só o show. E que showzinho mais sem graça.

    Quando começa a temporada de 2016???

  • Nada mais natural, afinal, a F1 é um negócio global, milionário e gerido de forma praticamente amadora. Esperar o que da categoria onde se gasto os tubos, mas a única pesquisa de satisfação de seus consumidores foi feita apenas em 2015 -e bancada pelos pilotos (?!).

    A categoria não tem um marketing unificado, não sabe se posicionar, não tem estratégia como produto, como marca, não é gerida profissionalmente, em suma, é amadora.

    É um contrassenso extremo, já que a maioria de suas equipes são extremamente profissionais e participam de um campeonato que toma atitudes pra lá de duvidosas.

  • Mas é exatamente isso que está acontecendo com os amantes da F1, veem porque gostam, não mais idolatram. Me refiro a quem realmente gosta não quem gosta de brasileiro vencendo. Antes eu mesmo não perdia nem treino às 3 ma madrugada, agora já não estou mais me preocupando em colocar o despertador pra funcionar, corridas anda vejo, mas não com aquela expectativa. O caso das Montadoras é o outro lado da moeda, não querem entrar num antro de Leões onde algumas mandam e desmandam e puxam a sardinha pro seu lado sem pensar na competitividade, exemplo McLaren Honda, realmente está perdendo a graça.

  • Nenhum quem vai fazer um motor e entrar para disputar um mundial,com um regulamento complicado cheio de punição,e falta de simplicidade .Passar vergonha já basta a Renault,e a Honda.É melhor pegar a verba e gastar num campeonato de turismo,pelo menos o carro parece mais,no visual com o de rua