OLHA…

O

SÃO PAULO (que saco, isso) – Dias e dias falando de motores alternativos, edital de concorrência lançado, estudos técnicos, empresas envolvidas e interessadas, propostas apresentadas e… não vai ter motor alternativo nenhum na F-1 em 2017.

O Grupo de Estratégia, formado por representantes das equipes, vetou.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

51 Comentários

  • Venceu o século 21. Adeus século XX.

    A F1 não é uma “categoria” do tipo em que o Flavio Gomes corre, em que o regulamento impõe usar carburador “mini-progressivo” devido aos carros serem antigos.

    A F1 nem é uma categoria, e sim é o automobilismo puro, que tem obrigação moral de incorporar as tecnologias mais atuais e futuristas.

    Os garagistas não conseguem acompanhar? Danem-se. Aposentem-se. Vivam de lembranças. Criem uma categoria “Classic F1 Car XX Century” com motor V8 com carburador e escapamento aberto prá fazer bastante barulho. Consigam patrocínio de fábricas de cigarro. Usem gasolina com chumbo tetraetila. Olhem prá trás.

    Vamos em frente.

  • De agora em diante minha torcida é para que cada vez mais a coisa piore. Que os índices de audiência caiam a cada etapa e que em 2017 seja tão pouco rentável patrocinar o evento e as equipes que reste apenas Ferrari e Mercedes correndo uma contra outra com seis carros na pista. Aí, quando isso acontecer e eles voltarem atrás das decisões equivocadas que estão tomando hoje, que seja tarde de mais. Morrerão abraçados chorando. Vai ser triste mas divertido ao mesmo tempo.

  • Flávio.

    A criação desse grupo de estratégia foi uma aberração, obra do Jean Todt, que aliás era de uma montadora, o que a Fia fez delegar às próprias equipes reger e vetar as regras como bem entenderem, o mesmo que um Diretor de escola delegar aos alunos deliberar as normas da escola e da sala de aula: Eles impões que hora começa a aula, que horas é o recreio, se pode usar celular na sala, se pode colar na prova, já era a F1.

  • Eu entendo a posição do Lauda, isto é, a F1 não tem que virar Indy.

    Imagina se você constrói um “motor” cheio de frescuras e “inovações” que são impostas pela regra e de repente chega um cara que faz uma coisa alternativa e fora da totalidade das regras com um custo 30x mais barato.

    O problema está na imposição dessas regras ridículas.
    Esse barulho todo é só pra acabar com esses ‘rádios de pilha’ que empurram os carros da F1.
    Porque você acha que esses motores alternativos só serão reavaliados em 2017 ou 2018?

    É porque vai acabar essa frescura toda, pode escrever.

  • Flávio, quando a Cosworth voltou para a F1, eu não lembro se teve essa consulta toda.. se alguém lembrar nos conte…
    Particularmente u penso que a F1 tem que ser menos democrátia, a FIA tem que mandar e pronto… se é para o bem da categoria, as montadoras que engulam o motor alternativo e lidem com a concorrência.
    O Lauda falou que ia matar a F1, não acredito, acho que seria uma sobrevida para equipes menores…
    Enquanto existir este grupo de estratégia, as montadoras vão continuar mandando…
    E aí sim, estão , pouco a pouco, matando a F1.
    É só o que eu penso…

    • Penso a mesma coisa, Julio…

      É claro que aquelas que detêm a maior fatia do bolo não vão querer dividir com uma alternativa mais barata e que pode, em médio prazo, ser tão boa e competitiva quanto as integrantes do “grupo estratégico”.

      Essa montadoras não deixam ninguém entrar, e logo logo terão que colocar mais um ou dois carros para manter uma quantidade mínima de carros competindo.

      Opa, pera lá, as montadoras já foram contra a ideia de terem 3 carros por equipe!!!

      PQP…

    • Julio, teve consulta sim. a Cosworth voltou em 2009 no meio da era dos s V8, quando teve a escolha das novas equipes. A FIA na era do Max Mosley subsidiou a Cosworth para ter um motor mais barato para que as novas equipes e quem mais quisesse compra-los. E foi o q aconteceu as 3 novas ( Virgin-Manor, Lotus verde e Hispania), mais a Williams q estava sem grana tambem usou eles e por uns 2 nos. A FIA teve tudo para fazer a mesma coisa agora nos V6 Turbo, pois a Cosworth e a PURE assim q saiu o regulamento apresentaram um motor V6 Turbo e que no caso da Cosworth, so faltava um parceiro para terminar a desenvolve-lo. A FIA deveria ter feito o mesmo q fez nos V8, ter uma alternativa para nao ficar a merce das montadoras, pois isso nao é novidade, as montadora puxarem sardinha para o lado delas, isso ja aconteceu no passado na epoca dos V10 e agora so piorou com o Grupo de Estrategia. a FIA e/ou CVC tem q ter um motor alternativo e nao se precisa rasgar o regulamento e fazer diferente dos atuais, pois se tem duas empresas com a atual tecnologia pronta., esse e um dos motivos a a Cosworth alegou q nao ia entrar e sair do zero. Vamos esquecer um pouco q muita gente nao gosta dos atuais motores, pq nao tem barulho e etc. Mas estamos falando de competicao e alternativas.

    • A Mercedes fornece motores na F1 desde 1993, de la pra ca perdeu mais que ganhou.
      A Ferrari ficou 21 anos sem titulo de pilotos e não chorou.
      A Williams ja esta desde 1997 sem ganhar,
      A Mclarem desde 2008.
      Mercedes, Ferrari, Renault e agora a Honda investiram pesado nesses motores por imposição da Fia em mudar as regras e agora vão abrir mão pra quem não investiu nem um terço?
      Elas não estão erradas e sim a Fia que vem fazendo merda nos regulamentos faz tempo!

      • Mas hoje a Mercedes conta com equipe própria, que é uma outra estrutura, fora a de motores. Pra ela ganhar com uma equipe cliente basicamente não significa retorno (tanto que não quiseram fornecer motor pra Red Bull). Vale o mesmo pra Ferrari, Renault. Pra Honda, talvez, mas não se a McLaren tiver status de equipe oficial. A Mercedes começa a perder, vê que não vale a pena investir pega seus times (equipe e motores) sai e azar da F1… Williams, Force Índia, Manor ficam a pé…. Renault não fez mas pode fazer.

  • O Todt é um bundão. Será que a FIA não consegue dar um canetaço na F1? Na real tem muito interesse graúdo por trás da forma como a categoria decide seus rumos, é uma “democracia” (entre aspas) onde os fodões gritam e os menores escutam quietos. A F1 é uma ditadura dos poderosos, quem tem grana manda. Falta uma mão forte da FIA pra acabar com essa farra. Mas o Todt é vendido, come na mão das montadoras e das federações de automobilismo ao redor do mundo, e o Bernie só quer saber de dinheiro mal-havido de feudos petrolíferos asiáticos.

  • Não existe nada mais chato que motor hibrido.
    A F1 perdeu muito do seu DNA com essa porcaria de motor hibrido.
    Desde 1990, quando a F1 voltou a Interlagos, fui a todas as classificações e algumas corridas. Depois de 2014, perdi o tesão…. Aquele barulho de brinquedo não empolga ninguém.

    • Esse é o problema, Douglas, quando o bonde parar não vão querer mudar nada!!!

      As montadoras ganham muita grana com esse “rodízio” de equipes campeãs, uma reclama quando perde aqui, outra lá no Japão, mas a bagaça não muda pq uma hora acertam a mão e voltam a ser dominantes…

      Só uma canetada para resolver!!!

  • Muito legal o programa. E as cenas foram realmente lamentáveis: o Bicho-Grilo é de assustar. O melhor tema foi a tendência da Globo sair de cena e deixar a cobertura para o SporTV. A pobreza de informações e o desinteresse geral colaboram para isso. Antes havia comentários sobre mecânica, etc. Hoje é um programa insosso e dedicado aos neófitos e sem condições de concorrer com a internet e nem despertas a atenção de quem vive pendurado na web.

    • Jamais vão aceitar de boa, e com razão, dado tamanho o investimento e a dor de cabeça que foi fazer esses motores absurdos (que o diga a Honda)! Quem fez esse regulamento foi a FIA, que agora que percebeu que fez merda, joga pra torcida pra limpar a sua barra.

      Bem feito, agora aguenta.

  • Não acho certo ter dois tipos de motores. Isso pode gerar ainda mais disparidade. O problema do motor atual é o custo dele, provocado por quem o impôs. Na verdade, quem tem que arcar com os custos desses motores V6 é a FIA e o Bernie Ecclestone. Se a Red Bull e a STR ficarem sem motores, não duvido que esse caso acabe na justiça. Por isso, no fim, o Ecclestone vai “agradar” alguma fornecedora.

  • Então… Depois do belo post sobre o futebol-gourmet, o que ele tem em comum com a F1 atual?

    Ambos são ex-esportes, hoje apenas business.

    Prevejo que no futuro, tudo isso vai acabar e o amador, no sentido bom da palavra, voltará com toda força, o esporte feito por esportistas de verdade e não contadores e marqueteiros.

  • Acho que, de fato, querem destruir a F-1 mesmo.
    Além do motor, seja V8, 10 ou 12, aspirado ou turbo, mas bem mais simples, à combustão, normal, simples assim, deveriam também mudar o câmbio para um manual de 6 marchas por alavanca e com embreagem no pé.
    A aderência, deveria passar a ser mais mecânica do que aerodinâmica, limitando em muito as aletas e aerofólios. Quer melhorar o desempenho por aerodinâmica, que se faça no desenho da carroceria, assim teríamos carros diferentes uns dos outros.
    Essa idiotice de fazer tudo padronizado para haver maior competitividade, não deu certo, nunca tivemos épocas com domínio tão evidente desde a década de 90. A outra bestice de redução de custos com motores ais confiáveis e híbridos, se mostrou equivocada, pois se gasta muita grana com o desenvolvimento dessas merdas que, ainda por cima, quebram.
    Quanto ao limite de giros e consumo, isso nem se fala. É simples, acaba o limite de giro e de fluxo de combustível, porém, não é possível reabastecimento, assim ou o carro que consome mais sai com meia tonelada de combustível ou use um motor mais econômico. Porém, com essas medidas fica a cargo do piloto gerenciar o consumo, a durabilidade do equipamento e o tipo de tocada mais correto para cada situação.
    Enquanto tudo ficar controlado por comissões, engenheiros, entidades e o piloto ficar cada vez mais limitado, a F-1 só tende a despencar em interesse do público.

    • Manolo ,meu caro ; eu acho que este grupo ao qual chamam de Estratégia ,esta mais para Grupo Estratosférico ,pois estão muito longe da atual realidade da categoria , com a crescente perda de audiência e credibilidade.
      Agora ! Sê a estratégia deste grupo for “ACABAR ” com a formula 1 , eles estão no caminho certo , na minha opinião

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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