Arquivojaneiro 2016

MÍNI-INTERLAGOS

M

SÃO PAULO (vai ficar bonito!) – Recebo as fotos e a mensagem:

Bom dia!
Estou finalizando uma maquete artística retratando o autódromo de Interlagos no traçado antigo. Achei interessante se puder aparecer no blog. Mais alguns dias e farei alguns acabamentos e a colocação de placas de publicidade da época — mais ou menos 1975, época dos guard-rails em amarelo e preto. Hoje o dia estava do jeito que gosto quando vou em Interlagos, ameaçando chuva, então usei o céu pra dar uma ajudada nas fotos.

Quem assina é o Jefferson Trevizanutto, mas fiquei com várias perguntas: qual o tamanho disso? Onde vai ficar? Poderemos conhecer? Qual o destino que será dado a esse lindo trabalho?

Aguardamos as respostas, Jefferson!

 

E TOME DRONE!

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SÃO PAULO (vá lá…) – Teve encontro em São Bernardo no dia 17 para comemorar do Dia do Fusca. O vídeo impressiona pela quantidade de carros — Fusca é uma paixão nacional, todos sabem. Mas vou começar a implicar. Desde que os drones ficaram mais acessíveis, neguinho só usa isso para fazer vídeos! OK, as imagens são legais, mas está rolando um certo exagero de imagens aéreas. E NÃO AGUENTO MAIS ESSA MUSIQUINHA PARA VÍDEOS DE ENCONTROS DE CARROS ANTIGOS!

Isso à parte, baita encontro.

FIM DA LINHA PARA PASTOR?

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pastorfora

SÃO PAULO (pelo jeito, sim) – Pastor Maldonado está no mato sem cachorro. Ou: na equipe, mas sem patrocinador. Ou: na F-1, mas sem carro.

A PDVSA, como toda empresa petrolífera, vive maus momentos por conta da queda do preço do barril de petróleo — chegou a custar 100 dólares uns quatro anos atrás, agora está na casa dos 30 porque os sauditas brincam com os valores para agradar seus parceiros americanos. Aparentemente, está em litígio com os novos donos do time de Enstone.

[bannergoogle] Com contrato assinado com a Lotus, agora comprada pela Renault, o venezuelano corre sério risco de não ficar no time com quem tinha firmado um novo compromisso. Kevin Magnussen será, muito provavelmente, seu substituto. Jolyon Palmer, até onde se sabe, está garantido.

Parece que a trajetória do simpático Pastor está chegando ao fim. Ele, que estreou em 2011, teve como ponto alto na carreira uma improvável — e incontestável — vitória no GP da Espanha de 2012, pela Williams. A última da história da equipe, inclusive.

Maldonado é um bom sujeito, mas tem fama de barbeiro irreparável. Improvável, incontestável, irreparável. Minha capacidade de fazer rimas é admirável.

É mau piloto? Bom, a vitória de Barcelona foi realmente impressionante e todo piloto que vence um GP merece respeito. Mas depois daquilo, ele só apareceu quando fez alguma bobagem. Muitos acidentes, trapalhadas, críticas, até ser considerado, dia desses, o pior piloto da F-1 atual — a avaliação foi de Mark Webber, que colocou Vettel como o melhor de todos.

Talvez não seja tão ruim assim. Mas falta não fará, é preciso admitir.

ONE QUESTION

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Quem será que ganhou? Quem mandou foi o Fernando Enns, que encontrou o bilhete nas coisas de seu pai. A rifa era para ajudar a dar um tapa no estádio da Sociedade Desportiva e Recreativa União, em Timbó (SC).

simca1

BEM-VINDOS AO FUTURO

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[bannergoogle] SÃO PAULO (que venha!) – Foi em agosto de 2007 que falamos pela primeira vez aqui dos planos de retomada de produção do DeLorean, o carro de “De volta para o futuro”. Pois demorou. Só no final do ano passado os EUA aprovaram uma legislação mais amigável para quem fabrica automóveis em pequena escala — até então, como diz o dono da DeLorean (sim, tem um dono!), quem fazia 20 carros por ano era obrigado a seguir as mesmas regras aplicadas a montadoras que produzem milhões. Há regras, claro, mas elas agora são aplicadas de forma a respeitar as limitações dos pequenos fabricantes.

Com isso, o DeLorean vai finalmente voltar! O cara que comprou os direitos intelectuais do carro em 1987, depois que a empresa faliu, é um conhecido restaurador do modelo. Ficou com lotes de peças, também, e carrocerias. Sempre sonhou em retomar a produção. Agora vai poder, e o carro será igualzinho — possivelmente apenas a motorização será mudada.

Foram feitos nove mil DeLoreans e não é tão difícil assim trombar com um — eu mesmo encontrei um na rua em 2012, diante da oficina do Wilson, que cuida dos meus Ladas. O site da nova DMC (DeLorean Motor Company) tem até alguns originais à venda, todos maravilhosos.

Evidente que sempre vou preferir os antigos, mas a ideia de ver réplicas modernizadas, construídas sobre o espólio da empresa original, não é nada ruim. Muito pelo contrário.

Que sejam bem-vindos ao futuro os DeLoreans que ficaram parados no tempo, esperando o futuro chegar. Ele chegou.

FOTO DO DIA

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O amigo lusitano João Correia mandou nos comentários, replico. O SAAB Sonett que foi de Eusébio, maior jogador português de todos os tempos, sobrevive e está com um colecionador. Linda história.

saabeusebio

DICA DO DIA

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SÃO PAULO (é bom demais)O relato do nosso líder Marcio Fidelis sobre o passeio de domingo promovido pela Scooteria Paulista é uma delícia. Uma crônica da cidade, percorrida por nosotros, loucos por Lambrettas, Vespas e motonetas dois-tempos em geral.

Festejávamos os 462 anos de São Paulo, mas na verdade estávamos lá celebrando mesmo nossas vidas meio tortas, nós, os doidos das 75 motonetas que percorreram lugares mal-assombrados como o Castelinho da Rua Apa e o antigo Largo dos Enforcados, na Liberdade, numa noite de lua cheia de domingo. Para tudo terminar na Barra Funda num bar excepcional, o Duesie (sim, de Duesenberg), depois de passar por baixo do Joelma diante do espanto dos espíritos que lá habitam.

Adoráveis malucos. E somos dois deles, eu e a dois-tempista Marilia Aguena (que aparece fazendo tchauzinho aos 43s do vídeo).

MOTOLAND

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Essa Zundapp Bella 1958, incrivelmente trazida de volta à vida por um rapaz de São Paulo, esteve no nosso passeio de domingo à noite promovido pela Scooteria Paulista. Terminou o trajeto valentemente, sem problema mecânico algum. Incrível.

zundappVIII

ESPERANDO O QUÊ?

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SÃO PAULO (vai ser bom demais) – A Fórmula Inter está chegando. Abril marca a primeira etapa da nova categoria do automobilismo nacional idealizada pelo Marcos Galassi, com um time de profissionais de primeira linha que desenvolveu o carro parafuso por parafuso. Os custos são baixos. Não há nada melhor no país para quem sai do kart e quer iniciar uma carreira sólida. Ou mesmo para quem apenas quer correr de monoposto, independentemente de pretensões futuras. Está ao alcance de todo mundo.

Clique na foto abaixo para saber de tudo em detalhes. Seguimos torcendo muito por aqui. O Brasil precisa de boas notícias no automobilismo. Essa é uma delas.

intermon

FOI BOM, VOYAGE!

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SÃO PAULO (mas vai melhorar) – Sumi no fim de semana. Porque era fim de semana de corrida, de passeio de Vespa, de feriado em São Paulo na segunda. Às vezes a gente precisa esquecer o computador pra viver um pouco a vida de verdade. Façam isso.

Abrimos a temporada paulista de 2016 no sábado. E antes de falar qualquer coisa da corrida, a terceira da vida do Bon Voyage #69, é preciso fazer alguns elogios.

Tudo funcionou perfeitamente na prova, organizada pelo Automóvel Clube da Lapa. Tinha bandeirinha em todos os postos. Tinha carro de resgate em quantidade suficiente. Ninguém ficou horas esperando para ser guinchado de volta aos boxes. Tinha comida e tinha até lojinha. Comprei um macacão novo, que foi do Patrick Dempsey. Coisa fina, um Sparco Superleggera que o cara usou no Tudor IMSA em 2014 e — chorem, meninas — ele tem o meu tamanho.

O Magrão, diretor de prova, fez um briefing claro e bastante completo. As demandas que os pilotos fizeram depois da tragédia da última etapa de 2015 foram atendidas. O valor da inscrição foi reduzido e tivemos treino na sexta e uma sessão extra no sábado. Nada a reclamar da estrutura, exceto do autódromo — a SPTuris, que administra o equipamento, deveria ter vergonha de entregá-lo nesse estado lamentável, sem luz, papel higiênico e água nos banheiros, tudo detonado e aguardando pela próxima reforma.

Correu tudo bem, inclusive no grave acidente do fim da corrida, em que o Chambel foi tocado no S do Senna pelo Carloni e seu Passat capotou. Resgate rápido e eficiente e prova encerrada com safety-car (com luzes no teto, como deve ser) liderando o pelotão nas últimas três voltas. Ah, é ruim acabar com safety-car? É. Mas quando precisa, e foi o caso, nada a reclamar.

[bannergoogle] Nosso bravo filhote de São Bernardo do Campo começou bem o dia, fazendo 2min12s207 no treino da manhã. Na véspera, o Nenê Finotti, chefe de equipe e piloto espetacular, virou 2min11s777 com ele. Fiquei apenas 0s430 atrás, o que para mim já teria valido o fim de semana. O Nenê é, em geral, de um a três segundos mais rápido que quase todo mundo com o mesmo carro. No teste que fez, detectou algumas deficiências que teremos de corrigir: uma quinta marcha longa demais e o escapamento que deverá ser trocado. Mais para a frente vamos soltar a traseira para o bichinho dar umas escorregadas. Por enquanto, para o piloto não fazer cagada, o mais prudente é deixá-la meio amarrada, mesmo.

O tempo me deu o décimo lugar na geral, resultado com o qual, definitivamente, não estou habituado. Mas, na classificação (vídeo acima), já com muito calor e o carrinho falhando em alta, consegui apenas o 17° tempo, 2min13s857 (mas larguei em 16º por conta de uma punição de um Passat que estava lá na frente). Na Turismo N, minha nova categoria, fiquei em quarto de oito inscritos. José Santiago, o pole da nossa divisão, virou 2min09s405 com um Gol. Tenho muito para remar, ainda.

A corrida aconteceu por volta das 13h, com temperatura ainda mais alta. Essas coisas afetam carburação, ainda mais quando se usa um mini-progressivo esgoelado como pede nosso regulamento. A largada desta vez aconteceu com procedimento adequado do safety-car, semáforo funcionando e nenhum problema. Fiz uma prova bem OK. Logo na largada o Voyage do Dú Lauand, com quem esperava brigar, me passou e abriu meia reta. Nunca consegui chegar. Em compensação, corri o tempo todo com o Gol do Cássio de Almeida embutido, e consegui segurar a onda.

Isso até o acidente do Chambel. Quando passei pelo S do Senna e vi o carro capotado, me deu um gelo e me desconcentrei. O safety-car só seria acionado na volta seguinte, e antes disso escapei miseravelmente no Laranjinha, perdendo uns 15s em relação às minhas voltas anteriores. Claro que fui ultrapassado pelo Cássio. Consegui encostar esperando uma relargada — provavelmente ganharia a posição, pois meu carro era mais rápido –, mas ela acabou não acontecendo.

Houve três desclassificações e fechei a corrida em 11º na geral entre 23 carros que largaram. Na Turismo N, fiquei em quinto. Um pódio era possível, se não fosse o passeio pela grama e se tivesse tido uma atitude um pouco mais agressiva na largada, evitando que o Dú Lauand escapasse como escapou. Minha melhor volta não foi grande coisa, 2min13s712, e terminei em quinto na categoria — troféu ficou para a próxima, portanto.

A corrida foi vencida, na geral, pelo Denísio Casarini com seu Puma espetacular, que virou 1min57s461 no treino da manhã — todo mundo piorou um pouco à tarde. Alguns pilotos merecem aplausos pelo que fizeram no sábado. Sebastião Gulla, que teve seu Puma praticamente destruído no acidente de dezembro, recebeu um carro inteiramente refeito pela nossa equipe, a LF Competições, e terminou em segundo. Meu brother Rogério Tranjan se achou com o Trovão Azul II e foi o quarto colocado, vencendo na divisão TS — virou 2min03s778 na classificação, um temporal que lhe deu o quarto lugar no grid, uma façanha. O mesmo pode-se dizer do Marcelo Caslini, que na etapa anterior se envolveu no acidente com o Gulla, teve a capota de seu Passat arrancada, fez um novo e largou em quinto, mesma posição final. Esses caras tinham tudo para andar mal depois da pancada de dezembro. Mostraram que o acidente não os afetou e tiveram desempenho de gente grande.

No fim das contas, foi um bom fim de semana para o Voyaginho. Temos coisinhas para certar, mas elas virão com o tempo. Fiquei muito satisfeito de fechar uma volta na casa de 2min12s, e minha meta para este ano é entrar nos 2min10s para poder brigar um pouco mais na frente na categoria. Acho que conseguiremos.

Quanto ao resto, espero que o bom exemplo do clube que organizou esta etapa seja seguido pelos demais. Segurança é prioridade sempre, e não faz sentido economizar na estrutura que tem de ser colocada à disposição de todas as categorias. Dia 21 de fevereiro voltamos a Interlagos. Vamos ver como será.

SAFADJENHO

S
[bannergoogle] SÃO PAULO (vale, como não?) – Robert Doornbos, lembram dele? Holandês, correu pela Minardi e pela Red Bull em meados da década passada. Depois, foi para a Indy. Teve uma carreira interessante de 11 GPs na F-1 e nos EUA chegou a ser terceiro colocado na Champ Car em 2007.

Andava sumido. Agora, apareceu. Doornbos abriu uma empresa que fabrica vibradores. Isso aí, vibradores. Mas não são vibradores convencionais, aquela coisa meio tosca de sex shop. Eles são conectados à internet, tem wi-fi e tudo mais.

Pelo que entendi, dá para conectar o dispositivo on-line com o parceiro a distância via chat em vídeo. O movimento que o cara faz é reproduzido pelo aparelho, ou algo assim. Realmente não tinha visto nada igual. O site da empresa, Kiiroo, explica direitinho.

Quer saber? Muito mais interessante que motores híbridos.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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