Arquivosegunda-feira, 11 de julho de 2016

DICA DO DIA

D

snnaporst89

SÃO PAULO (demais da conta)Do Bruno Vicaria em seu blog, e é imperdível — e foi o Bruno Mantovani que deu a letra: o GP do Japão de 1989 inteirinho na on-board de Senna.

(Nunca sei se on-board se escreve com hífen, sem hífen ou separado. Temos on-board, onboard e on board. Já escrevi das três formas e deveria ter aprendido. Espero instruções de Victor Martins.)

Não sei se todos terão tempo para ver as duas partes da corrida — são dois vídeos. Mas se posso recomendar alguma coisa, vejam o segundo a partir dos 15min, quando Prost aparece pela primeira vez na alça de mira de Ayrton.

A partir daí, é uma caçada implacável. E muito difícil, porque em alguns momentos Alain escapa, Senna comete erros, freia um pouco além, vê o rival abrir um pouco, depois encosta de novo, até a tentativa na chicane e o toque com o francês.

[bannergoogle]As imagens mostram o brasileiro pedindo aos comissários japoneses para empurrar o carro, depois a troca do bico, depois a ultrapassagem sobre Nannini, até a vitória — que depois de muita discussão na torre seria dada ao italiano da Benetton, em decisão contestada até hoje pelos fãs do piloto.

É incrível como os carros dos anos 80 eram mais difíceis — e maravilhosos, desconfio — de guiar. A McLaren ainda não tinha borboletas atrás do volante para trocar as marchas, algo que a Ferrari introduziu naquele ano. Ayrton guia feito um alucinado para pegar Prost. O francês, se pudéssemos ver sua câmera, provavelmente estava fazendo o mesmo.

Enfim, uma lição de pilotagem e um thriller espetacular a partir dos tais 15min do segundo vídeo, para tentar adivinhar quando Senna dará o bote. É demais. Ganhamos a noite.

SOBRE ONTEM DE MANHÃ

S

vettelxatiado

SÃO PAULO (muito nebuloso) – Vamos começar este pós-GP falando não de Rosberg e sua únição, mas com a Ferrari.

Quinto e nono, Raikkonen e Vettel. Dá para ser mais medíocre que isso? Bem, o fato é que a vice-campeã virtual começa a ver o duvidoso título em risco. A Red Bull emplacou um segundo e um quarto com Verstappen e Ricciardo, somando 30 pontos, contra 12 dos italianos. Na classificação, agora, a Ferrari tem 204 e a Red Bull, 198.

Durmam com um barulho desses em Maranello… Será um vexame se a equipe vermelha for ultrapassada. E querem saber? Será.

[bannergoogle]Aos pitacos de Silverstone, então.

– Outra que decepciona a cada corrida é a Williams. Ontem, zero ponto. E a Force India, que começa a mirar o quarto lugar entre as equipes, fez 14. São 19 pontos atrás, apenas. Nas últimas três provas, o time de Massa e Bottas fez 11 pontos. A equipe de Hülkenberg e Pérez anotou 31. Desse jeito, passa. E acho que vai passar, também.

– Sempre é bom registrar o “Piloto do Dia” escolhido pelos amigos internautas. Deu Verstappen, pela quarta vez no ano. Merecido.

– Agora, sobre o rádio de Rosberg. A Mercedes, como informado ontem, diz que vai apelar. Normalmente não dá em nada, mas como a discussão é ampla e há muitas dúvidas sobre a interpretação das regras, é melhor acompanhar de perto. Toto Wolff continua achando que tem razão. Eu também acho. Mas acho, sobretudo, que essas regras são estúpidas. Libera logo tudo, não faz sentido ter o rádio à disposição e restringir seu uso num universo quase infinito de possibilidades e necessidades de comunicação. Aliás, é o que acham alguns chefes de equipe como Christian Horner — um dos interessados, inclusive, já que seu piloto ganhou uma posição na Inglaterra.

– Ficou bastante gente em Silverstone para os testes de amanhã e depois. Sette Câmara estará lá pela Toro Rosso. Será o único brasileiro na pista, já que a Williams vai usar Bottas e Lynn e a Sauber está fora das atividades, porque não tem dinheiro. A ver.

pascalbatera

– E a festança do sábado, com show de rock e tudo? É tradição de Silverstone, cada vez mais bem organizada — antigamente era atrás do paddock num caminhão mambembe com Eddie Jordan na bateria. A Inglaterra vive um GP como ninguém. Na foto, Pascal Wehrlein nas baquetas. E pode até não parecer por conta do ângulo da foto, mas tem uma multidão assistindo. Multidão de verdade. É outro papo.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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