Arquivoquinta-feira, 28 de julho de 2016

‘JÁ DEU, EMERSON”

&

SÃO PAULO (gloriosa) – Há exatos 20 anos, no mesmo oval de Michigan onde vencera pela primeira vez na Indy em 1985 — curiosamente no mesmo dia, 28 de julho –, Emerson Fittipaldi encerrava sua carreira como piloto regular. O brasileiro, então com 49 anos, se machucou bastante. Uma das fraturas, numa vértebra, acabou inviabilizando uma eventual volta às pistas.

Costumo dizer, quando me perguntam sobre os melhores pilotos brasileiros, que dos três gigantes Emerson foi o mais importante deles. Abriu as portas da F-1 e da Indy. Dezenas seguiram seus passos certeiros. E não foi apenas uma luz-guia. Ganhou corridas e campeonatos. É um dos maiores de todos os tempos — e estou falando em termos mundiais, não nacionais.

Era a hora. “Já deu, Emerson”, foi o título da coluna que escrevi na época. Pouco mais de um ano depois, inquieto, Emerson sofreu um acidente de ultraleve em Araraquara, com seu filho Luca. Foi um drama. Eles caíram às 13h03 e foram resgatados mais de dez horas depois. O relato de Fittipaldi é forte e detalhado — mas, como sempre, recheado do otimismo que sempre o caracterizou.

A vitória em Michigan naquele dia foi de André Ribeiro. O acidente foi causado por Greg Moore, jovem canadense que morreria num tenebroso acidente em Fontana três anos depois.

DICA DO DIA

D

SÃO PAULO (incrível) – Só mesmo nosso André Passatovski para descobrir essas coisas… Vou reproduzir o que me mandou pelo Facebook:

Fala, Flavio! Não sei se serve pra você de alguma maneira esta bobeira que acabei de achar no meu vício de brincar no Google Maps e Street View… Um lugar humilde de Nova Iguaçu chamado Autódromo, onde a Rua Chevette faz esquina com a Rua Kombi, onde você segue pela Rua Rural e vira na Avenida Fuscão… E ainda tem Rua Galaxie, Corcel, Belina, Camaro, Brasilia… Sim, é uma enorme bobeira… Mas se não fossem as bobeiras, que graça teria a vida?

Nenhuma, André. Agora vou passear por aí. Já vi que na rua Belina tem um Escort, um Gol, um Monza e umas Kombis! E na rua Camaro, um Del Rey à venda. Mas tá ruinzinho.

bairrodoscarros

UFA DE NOVO!

U

SÃO PAULO (alvíssaras de novo!) – E até que enfim acabaram com essa babaquice/burrice/estupidez de restringir as comunicações de rádio. Ou tem, ou não tem. Simples. Tendo, é preciso permitir que seja usado. Para o que for. Até ordens de equipe ridículas, se for o caso.

Enfim, antes tarde do que nunca. Mas Rosberg pode ficar bem puto com essa história. Na Inglaterra, ele perdeu uma posição por conta de punição aplicada após a equipe orientá-lo sobre um problema no câmbio. O prejuízo foi grande. Pode significar o título, num Mundial tão apertado.

UFA!

U

SÃO PAULO (alvíssaras!) – Que me perdoem os que mui justamente argumentam que segurança é segurança, mas estou comemorando com sinalizadores a decisão do Grupo de Estratégia da F-1 de adiar a introdução do Halo. Porque acho que o dispositivo é falho, não evitaria certos acidentes e, sobretudo, porque estragaria o visual dos carros de forma indelével.

Acho que é preciso pensar melhor nesse troço. E acho que, talvez, não se deva tratar acidentes absolutamente excepcionais — no sentido de serem de exceção, mesmo — como algo corriqueiro.

No fundo, não sei direito o que penso sobre o assunto. Mas sei que não gosto do Halo.

halonokimi

ONE QUESTION

O

SÃO PAULO (certas coisas não devem terminar) – Como viveremos sem essa bolota branca na carenagem vermelha depois de 27 anos? A Target está indo embora da Ganassi e da Indy. Foram 15 temporadas só com Scott Dixon, que levou quatro taças para casa e para o patrocinador. As outras sete foram para a conta da rede de lojas por cortesia de Dario Franchitti, Alessandro Zanardi, Jimmy Vasser e Juan Pablo Montoya.

Repito a pergunta: como viveremos sem?

targetfora

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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