ONE QUESTION

Alguém explica esse espação todo para uma corrida da Indy em 1990 na Globo, com melhores momentos narrados pelo Cléber Machado? Os irmãos Neri postaram e o Wanderson Marçal mandou.

Comentários

  • o dificil é assistir hoje a indy com aqueles carros com seus apendices aerodinamicos que mais parecem porta trecos e porta copos e pilotos com nomes que desconhecidos, não é querer ser saudosista, mas que saudades da época que a F1 e a Indy eram categorias top com corridas emocionantes… já foi, agora mais parecem hotwheels com crianças brincando…

  • Estou impressionado, outros tempos da tv brasileira…… Fico aqui aguardando o dia que a globo vai comprar direitos de transmissão da fórmula E (tomara que nunca) ainda mais agora sem brasileiros na fórmula 1 e com eles ganhando na fórmula E.

  • Registre-se que no início da fase competitiva do Emerson na Indy, um dos correspondentes da Globo (Sérgio Motta Mello, se não me engano) enviava matérias sobre a categoria para o Fantástico. Acho que inclusive a equipe da emissora estava em Michigan no dia da primeira vitória do Rato por lá, em 1985.

  • Era o Esporte Espetacular de domingo a noite ou de sábado á tarde, o programa tinha umas duas horas de duração e falava de tudo, gostava principalmente dos resumos do circuito mundial de surf, mundial de moto-velocidade com Wayne Rainey, luca Cadalora e Mick Doohan e pra terminar um espaço enorme para a stock car e para o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos. Depois virou um lixo com gracinha e choro nos domingos de manhã…

    • É verdade. Era realmente uma revista eletrônica sobre esportes. Além desses motociclistas que você mencionou, havia o Eddie Lawson. O tempo passou e o mundo foi em frente e não está mais lá onde esteve, parafraseando o Vasily Grossmann no “Vida e Destino”.
      E vieram Tadeu Schmidt, Leifert, Sorrisão, os desafios internacionais etc, tornando o programa uma bobajada que parece ser feita por gente sem graça e imbecil, que você evitaria numa excursão, para um público idem.

    • Issso ai, tinham acabado com as séries americanas reprisadas aos domingos de manha! EE tinha editorial com esportes de verdade (sem clubismo)
      A 1:30 começava Beberly Hills 90210 (barrados no baile) #kellyeucasava hahaha

  • Os mais belos carros de fórmula que foram construídos.

    Evolução é necessária? sim, obvio… Mas não havia nada de MGU-h, MGU-k, nada de eletrônica para todos os lados… e um senhor barulho de V8 biturbo.

    E se garimparem mais, vão achar mais videos da Globo com corridas da CART desta época…

    abraço a todos!

  • – Cara, juntam-se carros lindos, disputas fantásticas entre lendas do automobilismo americano e internacional, um circuito incrível, olho grande na Indy e momentos raros de lucidez jornalística esportiva dá nisso. Até o esquilinho aparece.
    “Foi, não será de novo, lembre. Frase que adoro e uso sempre. ” Infelizmente. Só começaram a mostrar algo da GP2 quando o Sete ganhou uma outra corrida, claro, sem citar que era grid invertido. As conquistas de Hélio Castro Neves, os títulos de Gil de Ferran e de TK, Indy Lights, tudo ignorado.
    E quando pensei que o esporte “espetacular” tinha chegado ao fundo do poço com as entrevistas estilo “estilo Fátima Bernardes” aparece um tal de “desafio sobre as águas”. Ó a ideia dos caras: fazer o cabra correr por cima duns paletes sob uma lagoa. ” A troco de quê?” como diz a minha vó. As Olimpíadas do Faustão, como a ” ponte do rio que cai”, eram melhores.

  • Emerson havia sido campeão em 89 e vencido as 500 Milhas. Em 90 o EE passava no fim de noite depois do Fantástico. Estavam pegando carona na popularidade.
    Com Senna disputando título e Emerson também, a Globo não iria deixar de surfar na onda do automobilismo.

    Se Senna tivesse sobrevivido, no dia que ele disputasse as 500 Milhas, a Globo iria comprar os direitos da corrida. Certeza absoluta.

  • Flávio, acho que além do automobilismo ser esporte “de massa” no Brasil naqueles tempos, tinha o fator Emerson. Sem contar que eram tempos mais desencanados, hein? Não havia tanta frescura no meio publicitário/jornalístico. Tempos que você viveu intensamente no jornalismo impresso, por sinal. Infelizmente de uns tempos pra cá é inimaginável uma emissora ceder tanto tempo a imagens/eventos transmitidos por alguma concorrente, a não ser em casos excepcionalíssimos.
    P.S: ao contrário do que alguns colegas afirmaram acima, em 1990 ainda não havia interesse do Senna em debandar para a Indy. Aquele foi o ano do bi, e o conjunto McLaren-Honda, se não estava mais no auge (impossível superar 1988), ainda era dominante. A pulga atrás na orelha do Ayrton deve ter cutucado de verdade na temporada 1991, onde apesar de ter sido tri, a Williams já dava mostras que ia arrebentar com todo mundo dali em diante.

    Abraços!

    • A questão do Senna insatisfeito sempre foi mais pela grana, não esportiva ou técnica. Não acredito que ele tenha pensado seriamente em correr na Indy – exceto as 500 milhas, essa sim provavelmente ele queria.
      Tanto foi pela grana que em 1993 ele fez aquele contrato por corrida, o “no money, no race”. Se o Ron Dennis não tivesse topado, ele teria parado de vez, não ido para os EUA correr na Indy.

      • Só quando ele decidiu permanecer na F1 – e porque o Prost se aposentou antes de cumprir o contrato que tinha com a Williams para 1994 – que passou a ser pelo lado técnico também. Aliás, o Prost recebeu da Williams para coçar o saco, em um ano, mais do que o Senna teria recebido para correr, pelo menos é o que dizem.

  • Na época o Esporte Espetacular ainda era uma revista eletrônica aos sábados, com algumas matérias do tipo resumo da semana de vários esportes. Só em 1996 que assumiu o atual formato aos domingos de manhã, com tentativas de piadas e transmissões de “jogos caça-niqueis interplanetários de verão onde o Brasil sempre ganha”.

  • Lembrando que foi perto da época em que Senna estava disposto a ir para a Indy, com o apoio de Emerson… Ou seja, talvez a Globo já estivesse “se cercando” caso ele realmente partisse para os EUA… Afinal Ayrton era o personagem principal da Globo para o automobilismo nessa época… Piquet estava em fim de carreira e os outros que estavam por lá, não tinham quase nada de representatividade.

  • Lembro de uma vez em que, no “Fantástico” foram cobertas, em 1996, tanto a US 500, da CART, quanto as 500 milhas de Indianápolis. Lembro do Leo Batista falar que havia um temor por acidentes na Indy 500, por conta dos chassis envelhecidos, e por causa da morte do piloto Scott Bryton, “mas a lambança mesmo aconteceu na US 500”.
    Bem, o grid da CART contava com uns 10 pilotos brasileiros… A categoria estava bombando.
    No ano de 1996, o Rubinho estava na Jordan e não tinha conseguido pódio (apesar te ter tido um ano mais regular e melhor que o de 1995), e na US 500, o Pupo Moreno foi 3º com a Payton Coyne, se eu não me engano.

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

    • Isso foi dois anos e meio antes da “ameaça” do Senna ir para Indy… Na época ele tinha apenas um titulo na F-1 (embora o segundo já estivesse encaminhado), não havia nem sombra de rumores dele fora da F-1.
      A globo era simplesmente uma emissora diferente e dava espaço para mais esportes e categorias.

  • FG, era normal o Esporte Espetacular – que era transmitido no fim de noite do domingo na época – passar os melhores momentos das corridas da Indy, que estava no auge da popularidade no Brasil e era transmitida pela Band ao vivo mais ou menos no fim da tarde. Era F-1 de manhã e Indy à tarde, e só corridaça para a gente ficar feliz.
    Road America, pista animal, a F1 poderia ter sido disputada lá. Foi aí que AJ Foyt sofreu o acidente que quase o aposentou de vez.
    Aliás, Foyt é uma lenda, um dos maiores do automobilismo, não inferior a outros grandes como Clark. Venceu as 500 Milhas, as 500 de Daytona, as 24 hs de lá também e as 24 hs de Le Mans (essa na primeira tentativa).
    Em tempo, Michael Andretti e Al Unser Jr disputavam o campeonato em 1900, ano da corrida.

  • Muito interessante ver, entre os vídeos relacionados, outros “melhores momentos” da mesma temporada, todos narrados pelo Cleber e com o gc indicando que são parte do Esporte Espetacular.
    O acervo dos irmãos Neri é um verdadeiro tesouro.

  • Pelo o que Cleber disse no final da transmissão, isso foi no final da temporada. Talvez a Globo quisesse testar a repercussão da Indy (nesse tempo ja tinha Real time?) para quem sabe comprar os direitos para a temporada seguinte…Lembremos que em 1990 o automobilismo estava em alta aqui no Brasil.