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terça-feira, 28 de maio de 2019 - 20:56F-1

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

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Hamilton e o boné homenageando Lauda: vitória dedicada ao austríaco

RIO (hoje sim) – Foi tudo por Lauda no fim de semana monegasco que terminou com mais uma vitória de Hamilton no campeonato, a quarta no ano. Muita gente ainda torce o nariz para a choradeira do piloto durante mais de 40 voltas da corrida, reclamando dos pneus, da escolha da Mercedes, da vida dura que o inglês supostamente teve para segurar Verstappen.

Bem, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Achei exagerado, mas quem sou eu? A equipe admitiu o erro ao optar pelos pneus médios em vez dos duros no pit stop e rasgou elogios a Lewis. “Só ele conseguiria fazer o que fez”, derreteu-se Toto Wolff. “Ele nos salvou.” Eu diria que ele só fez o fez porque era em Mônaco, mas é óbvio que isso não tira seus méritos. Se elogiamos Senna contra Mansell (1992), Bernoldi x Coulthard (2001), Ricciardo contra rapa (ano passado), elogiemos, igualmente, esse moço que dirige divinamente. Ainda que às vezes ele passe a impressão de que adora um drama para valorizar o que já tem um valor absoluto per se.

Parabéns a Hamilton. Foi, sim, uma vitória maiúscula. Mesmo tendo amplificado as dificuldades, não dá para afirmar que qualquer um faria o mesmo. Afinal, com pneus ruins as chances de erro aumentam. E ele não errou. Isso é fato.

A FRASE DE MONTE CARLO

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Lewis com o capacete de Niki Lauda

“Foi uma das corridas mais difíceis da minha carreira. Não sei como ganhei. Achei que ia bater, estava brigando muito com o carro. Pensei: ‘O que Niki faria?’ Eu sabia que ele estava olhando por mim. Com Niki do meu lado, conseguimos.”

Lewis Hamilton, 77 vitórias na carreira, três delas em Mônaco

A monotonia do GP reacendeu as discussões sobre o fato de Mônaco ser uma corrida anacrônica, que não comporta mais esse tipo de carro. Todo ano é a mesma coisa. Mas não é a única pista do mundo onde temos corridas ruins. E algumas são muito boas, então vamos parar com essa conversa inútil. Primeiro, porque Mônaco não vai sair do calendário nunca. Depois, porque quase sempre acontece alguma coisinha para animar.

Se é verdade que na maior parte das quase duas horas de prova nada muito relevante aconteceu, não é menos verdade que dá para listar alguns momentos interessantes, a saber (e ilustrando com fotos belíssimas que tive o trabalho de selecionar a dedo, como se colhesse uvas para fazer um bom vinho — de onde tirei essa frase idiota?):

1. A LARGADA DE SAINZ JR.

O espanhol estava em nono no grid e ganhou duas posições lá pelos lados do Cassino logo na primeira volta, manobra difícil que ajudou a McLaren a repetir sua melhor colocação no ano, um sexto lugar — no Bahrein, foi Norris. Acho que dá para dizer que foi a melhor corrida do jovem Sainz Velocidad na temporada. Ele, pelo menos, achou isso.

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Sainz Jr.: bela largada, repetindo a melhor posição do time no ano

2. O ESFORÇO DE LECLERC

Depois da cagada da Ferrari no sábado, não restavam muitas opções ao menino da cidade, 15º no grid. Nas minhas contas, ele passou uma McLaren na Loews (Norris, creio), uma Haas na Rascasse (Grosjean) e tentou repetir a traquinagem com Hülkenberg. Ocorre que Romain, que o chamou de “camicaze” pelo rádio, estava dormindo. E Hulk, não. Aí se tocaram, seu pneu furou e acabou tudo. Mas ele tentou, e a gente curte quando alguém tenta algo em Mônaco. Porque quase sempre dá merda e é divertido.

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Acorda, Grosjean! Quando acordou, Leclerc já tinha ido, numa ultrapassagem muito bonita

3. A MELHOR VOLTA DE GASLY

Como acontecera na China, Gasly estava longe demais de quem estava na frente e distante o suficiente de quem estava atrás no final da corrida. Distâncias seguras para parar, colocar um jogo de pneus dos mais gosmentos entre os disponíveis e fazer a melhor volta e, assim, ganhar um ponto extra. Nessa relação de forças de 2019, o francês vai se ver nessa posição mais vezes ao longo da temporada. Porque o normal tem sido Mercedes, Ferrari e Verstappen sumirem na frente, deixando-o sozinho com o bom carro da Red Bull isolado do resto — o resto é composto por uma maçaroca de McLaren, Alfa Romeo, Toro Rosso, Haas, Renault e Racing Point, todas juntas (a Williams nem gente é). O legal é que fica todo mundo torcendo para conseguir. O ruim — para ele — será quando não conseguir. Para os registros: virou 1min14s279. A segunda melhor volta da prova, de Bottas, foi cronometrada em 1min15s163. Bem longe.

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Gasly para para colocar pneus macios: segunda melhor volta do ano, mais um pontinho extra

4. A TENTATIVA DE VERSTAPPEN

A paciência até que surpreendeu. Aliás, Max tem se mostrado um piloto muito maduro neste ano. Ficou lá, escoltando Hamilton, um tempão. Mesmo sabendo, havia bastante tempo, que tinha uma punição de 5s para pagar. Talvez esperasse por um erro do inglês, já que tinha uma visão privilegiada de seus pneus. Achei que poderia ter fustigado um pouco mais, ainda que essas coisas, em geral, não funcionem bem quando o piloto à frente é muito bom. Mas eu faria isso, daria umas fritadas de pneu, colocaria de lado na Loews, gesticularia para as câmeras, ensaiaria um teatrinho — e provavelmente me daria mal. Verstappinho só foi tentar mesmo na antepenúltima volta. E quase deu uma merda federal, porque tocaram rodas e poderiam estar ambos submersos no Mediterrâneo a essa hora. Mas no fim não deu em nada. E ele ainda foi deslocado de segundo na pista para quarto na classificação por conta do pênalti — nem reclamou, inclusive.

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Verstappen parte para cima de Hamilton na saída do Túnel: uuuuuuhhhhh!

5. O QUASE-ACIDENTE DE PÉREZ

Bom, só vou citar aqui como algo “divertido” porque não teve consequência alguma. Para ser honesto, não teve nada de engraçada a desatenção dos normalmente impecáveis fiscais de pista de Mônaco quando o mexicano saiu dos boxes com sua Force India, ou seja lá que nome tenha isso, após a troca de pneus. Os caras estavam na pista limpando uns pedaços de borracha e e fibra de carbono deixados pelo caminho por Leclerc e quase foram atropelados. Pérez mencionou o episódio sem críticas muito veementes, porque sabe que os caras são bons. E demonstrou alívio por nada de grave ter acontecido. Acho que isso não passou na TV, mas não tenho certeza.

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Pérez e os fiscais: por pouco não acontece um acidente grave na saída dos boxes

Putz, acho que este rescaldão já está longo demais. Ninguém manda escrever na mesma semana do GP, né? As memórias estão frescas. Então vamos logo ao…

NÚMERO DE MÔNACO

Plat_13…corridas sem pontuar a Williams completou em Monte Carlo, sequência iniciada em Singapura no ano passado. É a maior série negativa da história do time, que será ampliada enormemente nesta temporada — já que Kubica e Russell só serão capazes de marcar pontos se todos os demais forem abduzidos num domingo desses — ainda assim, precisarão contar com alguma dose de sorte. Os últimos pontos da Williams foram marcados no GP da Itália de 2018, com Stroll em nono e Sirotkin em décimo. A Williams ficou 13 corridas sem pontuar pela última vez entre as temporadas de 1977 (11 provas) e 1978 (duas). Que fim horrível.

Bom vamos terminar logo essa bagaça.

Nosso cartunista oficial Marcelo Masili também fez questão de lembrar de Lauda com sensibilidade e delicadeza depois de Mônaco. Lá do céu, Niki vibrou com mais uma vitória de seu pupilo.

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E fechando os trabalhos…

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Toro Rosso: “double points”

GOSTAMOS – De ver a Toro Rosso >>> com seus dois pilotos nos pontos, Kvyat em sétimo e Albon (bom mesmo) em oitavo. Desde o GP da Espanha de 2017, 42 corridas atrás, que a equipe não pontuava com dois carros — na ocasião, Saunz Jr. foi sétimo e Kvyat, nono. Outro dado notável: foi a primeira vez que quatro motores Honda se colocaram entre os oito primeiros num GP desde a Hungria em 1988. Naquela corrida, Senna e Prost fizeram dobradinha com a McLaren, com Nakajima e Piquet, da Lotus, em sétimo e oitavo. Todos empurrados pelos motores japoneses. Que um ano antes, na Inglaterra, fizeram 1-2-3-4 com Mansel, Piquet (ambos da Williams), Senna e Nakajima (da Lotus).

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Kimi: fica que vai ter bolo

NÃO GOSTAMOS – De ver <<< Kimi Raikkonen comemorar 300 GPs com uma atuação tão apagada da Alfa Romeo. Ele chegou em 17º, e Giovinazzi terminou em 19º. Um horror. A única coisa boa no fim de semana do time ítalo-helvético foi o bolo que levaram para o finlandês.

 

32 comentários

  1. Mônica disse:

    O meu gatão merecia melhor sorte no seu aniversário de 300 GPs, principalmente em se tratando de Mônaco, uma pista onde existe uma chance de pontuação para os carros mais lentos.
    Não importa! Pontuando ou não, ele sempre terá minha torcida e meu coração.

    #IceKiss

  2. CRSJ disse:

    Podem falar bem ou mal do VERSTAPPEN, ele tirou esse GP de Mônaco do completo Marasmo.
    O Hamilton já consegue abrir vantagem na liderança do campeonato, ele já começa a entrar numa zona de conforto rumo ao Hexa.
    Coincidência ou não a Honda depois que deixou a McLaren evoluiu, está certo que ainda fica longe de ser uma rival da Mercedes, mas deu um passo adiante. LECLERC bem que tentou, mas Mônaco é apertado demais.
    GASLY virou um pescador do ponto extra, já é a segunda vez que ele consegue.
    Não gostamos do Kimi Raikkonen! Essa Alfa Romeo Ferrari está longe de ser um Foguete.
    Não dá para comentar nada sobre a Tartaruga Williams que vai colecionando 13 provas sem pontuar no que não é mais surpresa.

  3. Brabham-5 disse:

    Lewis Hamilton, talento á parte, é uma mistura do pior de Senna e Neymar no “marketing pessoal”.
    Essa de mencionar “O que o Niki faria?” na dificuldade que é manter a liderança em MONACO com os pneus desgastados, mas com uma MERCEDES QUE NÃO QUEBRA E NEM FURA O PNEU, foi de doer.
    O que será que Kubica e Russell na Williams devem pensar quando ouvem uma coisa dessas? “Foi Hamilton com a Mercedes perfeita que corria riscos de acidente na pista de Mônaco?? Tem certeza??”
    E o pior é que ele vem cada vez mais usando esse tipo de demagogia. Mesmo suas comemorações de vitória andam…pouco convincentes, ensaiadas?
    Se ele ficasse na dele, fosse mais espontâneo, verdadeiramente sincero, seria muito mais “apreciável” como “celebridade” do esporte.
    Ninguém o obriga fazer esse papel e a falar esse tipo de coisa.
    Um sorriso, uma alegria sincera na comemoração, sem discursos. Bem melhor.
    Enfim, tem quem aprecie. Tem quem acredita.
    Gosto se lamenta, não se discute.

  4. José Marinho disse:

    O que não entendi foi a Mercedes colocar pneus médio e o Lewis ficar andando em ritmo lento e poupando pneu em vez de abrir distancia para fazer outra parada.

    • Estevão disse:

      Não seria possível abrir 23 segundos de vantagem pra fazer uma parada em segurança. Até por que, andando muito forte os pneus iriam acabar bem antes de conseguir abrir tal vantagem. É isso.

  5. Jonatas disse:

    Concordo com o que vários já disseram: esse papinho piegas do Hamilton sobre o Lauda “olhando por ele” soou como aquelas pieguices que o Senna costumava dizer.

  6. Rafael Friedrich disse:

    Plagiando Renato F1,; Flavio Gomes, o rescaldo não está longo demais: para quem gosta de ler e de automobilismo, os seus textos são a cereja do bolo.

  7. Segafredo disse:

    Ninguém mencionou…………

    ……que Ricciardo fez um final de semana memorável, até a renault acabar com sua corrida quando o chamou, por razão do safety car, para trocar os pneus tão cedo. Fez uma classificação primorosa colocando aquela carroça na 6ªposição, largou ainda mais espetacularmente, superando Magnussen e assumindo a 5ª posição, que não teria mais perdido, caso a renault fizesse o básico: Daixá-lo na pista até os pneus se desgastarem naturalmente como os de Grosjean, Sainz e Gasly. Mais uma vez o australiano mostra seu valor e talento, quando temos tão poucos que são dignos de estar na categoria!

    • Bola da Vez disse:

      Ninguém mencionou porque ninguém viu…

      • Segafredo disse:

        Mas isso não me surpreende aqui…….caras como vc só enxergam algo quando o piloto que vcs torcem se destaca, senão partem à depreciar!

        Só pra lembrar….vc vai sofrer cada vez mais Schukruzete…….o destino desse piloto será MUITO mais vexatório do que o do Alonso. Vettel a cada ano que passa consegue ser cada vez mais medíocre e motivo de várias chacotas, inclusives entre os jornalistas.

      • Bola da Vez disse:

        Já falei em outro post e vou repetir, sua viúva idiota: o Ricardão já era! Está gastando gasolina e pneu.

      • Segafredo disse:

        Deve ter sido muito doloroso pra vc o ano de 2014……Riccardão metendo sem dó no traseiro do Schukrute………liga não Schukruzete chilikenta…..este ano vai ser ainda pior pra vcs, hahaha!

  8. Amaral disse:

    Pena ver a Williams assim. Mas eu venho avisando que ela passava por um processo de Manorização. Deu certo, ela virou a Manor 2019. Falta só uma faixa vermelha no carro pra reproduzir o vermelho e azul que a finada equipe tinha.
    Mas Russell fez uma corrida decente, digna, visto o carro que tem (o moleque é bom, se souber aprender com o que tem esse ano, vai longe), e até Kubica (que conseguiu fazer as curvas de Mônaco, registre-se) vinha muito bem, até tomar uma no contrapé do Giovinazzi, uma das decepções do ano. Mas teria que chover, Moisés bater o cajado e as dez pragas do Egito virem de uma vez só pra equipe conseguir um ponto.

    • Amaral disse:

      E pra quem quer ver o Kubica longe, segura até o ano que vem. O Latifi não tem pontos pra superlicença. Então, nada feito. Só ano que vem, dependendo do que fazer esse ano. Pode vir outro moleque endinheirado por fora, é verdade. Mas nem Hamilton incorporado com o espirito do Lauda faria algo tão diferente do que ele vem fazendo esse ano. Se arriscaria a tomar tempo do Russell.

  9. Ricardo disse:

    Excelente piloto, mas adora um dramalhão igual ao Senna

  10. Renato F1 disse:

    Realmente Mônaco é uma pista única. A única em que você, com habilidade, pode chegar com um carro mais lento à frente de um carro mais rápido. Fazer isto em outra pista é bem mais difícil (quase impossível).

    Quanto ao quase acidente de Perez, realmente não havia visto (creio que a televisão não mostrou mesmo).

    Por fim, senhor Flavio Gomes, o rescaldo não está longo demais: para quem gosta de ler e de automobilismo, os seus textos são a cereja do bolo.

    • Amaral disse:

      Sem medo de parecer bajulador, realmente para quem (ainda) curte automobilismo e sobrevive às modinhas e decepções, vale muito a pena ler os escritos do Flavio.
      E pra quem pensa fora da caixa, tem o blog do Rodrigo Mattar, também do GP. Escreve sobre qualquer coisa que ande sobre mais de uma roda, com a mesma maestria. Isso enquanto não surgirem corridas de monociclos elétricos, desses que a gente vê uma turma andando por aí pra não ter que fazer corrida de uber de dez minutos, aí ele vai falar de coisas que andam sobre uma roda também, sem dúvida.

    • Bola da Vez disse:

      Um carro mais lento à frente de um carro mais rápido e sem chance ultrapassagem não é disputa.

  11. Eugenio Borsatti disse:

    Caro Flávio, li uma matéria no Grande Premium que, em momento de tantos desafios, foi uma das melhores coisas que me surgiu recenetemente: sobre a ajuda de Niki Lauda à vereadora que foi queimada pelo ex-namorado. Não tem onde comentar na matéria mas apenas quero parabenizar vc e o time pelo trabalho de jornalismo. Encaminhei à pessoas que não são desse meio do automobilismo e foi muito importante saber, por exemplo, sobre os núcleos de debates em Salvador. Ótimo trabalho.

  12. Ricardo Bigliazzi disse:

    Corrida enfadonha, essa questão do Hamilton e o espirito do Lauda lembra o Senna com a sua conversa com Deus pelas ruas do Principado… muito piegas para um negócio tão sério como a F-1.

    Segue o jogo, o Hamilton se mostra implacável e é muito bom mesmo que possamos ver que existe talento brotando na F-1, esse Albon, Norris e até mesmo o Russel parecem ser de uma linhagem especial. Certamente Você deve se lembrar do Idiota Veloz Espanhol na Minardi, que sempre deu mostras que era veloz mesmo com um carro não tão bom, mais ou menos o que essa molecada vem fazendo em 2019.

  13. Paulo F. disse:

    Caramba, ninguém cita a vitória de Gilles Villeneuve em 1981, com a Ferrari 126 ck.

    • Paulo Pinto disse:

      Gilles venceu Mônaco em 1981, porque o líder Alan Jones passou a ter um problema no motor da sua Williams. O canadense, que vinha em segundo, aproveitou-se da situação e o passou a poucas voltas do final.

      É uma vitória sem sabor. Só isso.

  14. Valmir Lopes disse:

    “Mas eu faria isso, daria umas fritadas de pneu, colocaria de lado na Loews, gesticularia para as câmeras, ensaiaria um teatrinho — e provavelmente me daria mal.”
    KKKKKKKKKK, Valeu Flavio!

  15. Badoer disse:

    Tá ficando uma versão piorada de Senna. “Ele estava comigo”, treco chato…

  16. Araujo disse:

    Pelo sorriso do Raikkonen, acho que esse bolo está misturado com Vodka.

    • Amaral disse:

      Claro que tem. Na massa e no recheio. Vodca real feita na destilaria do Betão, vulgo Príncipe Albert. Só assim pro homem de gelo dar um sorrisinho nesse fim de semana de merda pra equipe dele.

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