ASSIM SERÃO

IMG_3533RIO (que sejam) – A FIA começou a divulgar alguns esboços dos carros que a Fórmula 1 adotará a partir de 2021. Já está definido que os pneus terão aro maior, de 18 polegadas, e perfil baixo, como nessa ilustração que simula uma Ferrari aí no alto. Os cobertores térmicos de pneus serão proibidos e os pilotos terão de reaprender como dirigir com a borracha fria nas primeiras voltas de treinos e corridas — medida interessante, mas que não vai mudar a cotação do dólar.

O mais importante, porém, está sendo feito na aerodinâmica. Em poucas palavras, a ideia é simplificar. Tudo, de cabo a rabo.

As asas dianteiras e traseiras serão menos sofisticadas e efetivas, sem tantos penduricalhos. A pressão aerodinâmica virá basicamente de uma espécie de efeito-solo com “túneis” para acelerar o ar sob o carro, no assoalho. Isso permitirá que um carro siga o outro de perto sem que sua estabilidade seja assassinada pela turbulência gerada pelo da frente. Hoje, é praticamente impossível perseguir alguém numa curva de média para alta velocidade porque o “ar sujo”, como se diz, faz com que as asas percam sua eficiência.

Ainda quero ver o que farão, de concreto, com os motores. E, também, com os orçamentos. Por enquanto, estou gostando. Reduzir aletas, sidepods, dutos de refrigeração com função aerodinâmica e outros apêndices tornará os carros mais bonitos e baratos.

Tem muita coisa na F-1 hoje que, do ponto de vista de engenharia e tecnologia, carrega uma beleza intrínseca. Mas que, do ponto de vista econômico, esportivo e prático, fazem pouco sentido.

E vocês, o que estão achando?

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Comentários

  • Com a popularização da FE e a chegada das grandes marcas m. Acho q acabam se juntando de alguma forma . Motor a explosão tem os dia contatados. Por mais q eu lamente e sei q muitos lamentam também .

  • Achei Bonitão!

    Que fiquem mais simples e as diferenças de desempenho entre os carros fiquem menores. Hoje a Williams toma quanto de tempo? 2 segundos quando é pouco?

    Tenho a mesma expectativa que Você por um regulamento mais simples para os motores. Enquanto a Mercedes tiver um motor tão superior o resto lutará pelas sobras.

  • Concordo com mudanças que eliminem tanta dependência aerodinâmica e que deixem ar mais “limpo” para os carros atrás.
    Acho que deveriam também abolir os freios de carbono, para diminuir a eficiência e permitir uma disputa mais “longa” nas freadas.
    Quanto aos pneus não aquecidos, adeus Grosjean, que roda na saída dos boxes com pneus quentes…

    • Acredito que a questão do freio é quase que “imexivel” (como diria o Ministro). Hoje os freios estão intimamente ligados ao desempenho e principalmente à segurança.

      Freio num carro de corrida é tão importante que até mesmo quando o Frank Williams andou com o Hamilton em Silvertone o que chamou a minha atenção foi a preocupação do Frank em relação ao freio daquele monstro que o Hamilton pilotava. Acho que Ele perguntou pelo menos duas vezes ao Hamilton sobre a ocorrência de “fading” naquelas duas voltas.

  • Tudo dito.

    Sobre o Albon não correr riscos a explicação mais simples nasceu com o Sr. Michael Faraday e sua famosa – “Gaiola de Faraday” – que foi um experimento para demonstrar que uma superfície condutora eletrizada (carro de F-1 como no caso do Albon) possui campo elétrico nulo em seu interior (onde o Albon estava sentado) dado que as cargas se distribuem de forma homogênea na parte mais externa da superfície condutora ( carroceria onde um mecânico poderia morrer se tocasse).

    Se não me engano esse conceito é empregado na aviação, onde um raio atinge um avião em voo e ninguém dentro dele acaba virando churrasco instantaneamente.

  • Acho até o momento perfeito as mudanças, tenho algumas duvidas, alguns desenhos como este do blog mostra aerofólio e spoilers em uma unica lamina, acho perfeito , o efeito solo também é ótimo, muitos se enganam pensando que será como em 82, nada disso, na época usavam minissaias, essas sim eram perigosas quando tinham algum problema, no caso, a sugestão é diferente, é algo semelhante a que foi usado na indycar até 2002 .
    Eu acho ótimo mas não tenho ilusão , eu gosto de corridas de verdade, portanto vai haver corridas onde o mais veloz vai sumir na frente, essas mudanças não são garantias de equilíbrio , mas é garantia de sair da superficialidade atual das asas moveis e talvez também da feiura dos carros atuais.

  • Quando a FIA começa a esboçar carros significa que o regulamento é tão restritivo que os carros tenderão a ser muito iguais e com certeza não tão bonitos quando esse esboço. Se querem um regulamento tão restritivo que façam um chassi único e pronto.

  • Lindo carro, tomara que as asas e apêndices fiquem exatamente assim, sem detalhamentos, vincos, recortes, sub-apendíces…etc. O efeito solo é algo discutível, os carros não curvarão “demais” ficando até perigosos se algo der errado?

  • Sinceramente, como se cavoca historias para colocar duvidas em estudos e pesquisas. Todos nós estamos há muito reclamando dos domínios periódicos da Willians, Mc Laren, Ferrari, Red Bull, Mercedes. Vejam esses times sempre foram top e de tempos em tempos o projetista chefe conseguia uma solução e/ou um ótimo motor. A tentativa agora é um perfil aerodinâmico uniforme com na FE. Segue a vida….

  • Entendo que a F1 queira manter-se viva, mas, como histórico laboratório automotivo, lamento que há tempos a categoria tenha que recorrer a cortes tecnológicos para manter a competitividade e o equilíbrio financeiro.

  • Não deixa de ser uma ironia ver Ross Brawn à frente da idealização do novo carro. Antes ele já capitaneou o “grupo de trabalho para melhorar as ultrapassagens”. Que não resolveu muito além da maravilhosa asa móvel.

    Afinal projetistas de aviões como ele e AN são de longe os maiores culpados pela desgraça da F1 moderna. Criando aviões invertidos, que têm o mesmo terror por turbulências das aeronaves de verdade.

    • Deveriam de alguma forma “medir” – para poder limitar – a carga aerodinâmica dos carros. Construam os carros – aerodinamicamente – como quiserem, dentro do limite estabelecido. Parece simples, não deve ser…

  • Da última vez que a F1 quis simplificar os carros o resultado foi: Duas mortes e vários acidentes quase fatais. O que acontece se no meio de uma curva rápida o assoalho do carro tocar o solo interrompendo o fluxo de ar embaixo do carro? Lembrando que tem gente que defende que foi exatamente isso que causou acidente de Senna na tamburelo em 94. Por falar nisso acho incrível que até hj não tenha sido apontada uma causa definitiva para aquele acidente.

      • 2009? Sério? Não foi o ano de introdução do Kers? E um pouco mais tarde do DRS? Que simplificação foi essa?
        Se a fia parar de mexer no regulamento e começar a favorecer equipes médias e pequenas (permitindo que fizessem testes extras por exemplo) a vantagem das grandes poderia diminuir. Toda vez que há uma grande mudança de regulamento equipes grandes, por terem u orçamento infinito para desenvolver novos carros, saem na frente.
        Na faculdade de direito aprendemos que o conceito de igualdade material é: tratar os iguais como iguais e os desiguais desigualmente, na medida de suas desigualdades.