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Wednesday, 18 de September de 2019 - 17:16Nas asas

NAS ASAS

sdumontap

RIO (vai que acha) – Participo de um grupo de amantes de aviação e quase todo dia pinta alguma coisa muito legal como isso aí em cima. Explicações? Abaixo:

1941 (VASP) – Este desenho ilustra uma aproximação para o aeroporto Santos Dumont de uma aeronave vinda de São Paulo. Usavam as frequências e antenas das rádios Nacional e Jornal do Brasil: ao passar a vertical da Nacional, curva para a proa 95° e voar até a relativa 90° da JB. Daí, proa magnética 110° até receber a relativa 70° do Rádio Farol DAC (este um fixo oficial para navegação e não uma “broadcast”). Aproar, então, 190° até alinhar com a pista do aeroporto. Era um procedimento magnificamente impreciso que exigia bastante experiência dos pilotos!
Imagem de Maurício Luis Pires do Grupo Aviação

Quem não é familiarizado com as coisas da navegação aeronáutica deve achar que é quase grego. Deixarei, então, para nossos ases blogueiros as explicações sobre a importância das emissoras de rádio no processo — antigamente, é claro, mas nem tão antigamente assim.

16 comentários

  1. Paulo F. says:

    Os tempos eram outros (naveguei muito com broadcast! rs), mas hoje com GPS isso é impensável! Uma gambiarra sem tamanho.
    Lembro que um dia voando de BH para Montes Claros, escuta-se na fonia um pedido de proa direta Manaus de um 727. O controlador solicita: “Equipamento de navegação?” . A resposta vem curta e grossa: “Régua e compasso!”. Faz-se um silencio sepulcral na fonia. Ai da parte do controle de voo , uma voz mais calejada ( mais velha?) responde : “Autorizado!”

    • Gustavo says:

      A história da evolução dos sistemas de navegação aérea nos últimos 50 anos daria um filme sem igual.

      Da navegação por contato/estimada à Navegação Baseada em Performance (PBN), não faltam histórias e “causos” de tripulações, maravilhosas, que deixariam a grande maioria dos passageiros atuais de cabelos em pé.

      E é absolutamente sensacional o estágio em que estamos hoje, com sofisticados, e acessíveis, equipamentos de navegação por satélites.

  2. Robertom says:

    No desenho o avião está representado como um trimotor, como antes da 2ª Guerra só utilizava aviões alemães só pode ser um Junkers Ju 52.

  3. Paulo says:

    A aproximação/pouso na cabeceira 02 do Santos Dumont é uma coisa LINDA de se ver..

  4. Marco Brotto says:

    Parecidos como fazemos até hoje, na falta de um GPS. Na náutica. Uso de cartas e referências em terra.

    Comparar esta carta de aproximação com a navegação aeronáutica atual dá uma boa mostra de quanto a tecnologia evoluiu.

  5. Ricardo Bigliazzi says:

    Navegação através do auxilio VOR, muito usual em grande parte do século XX. A emissões de radio são emitidas em todas as direções (360 graus) a partir de uma estação de rádio.

    O que está marcado nessa carta de navegação são as VOR de referencia para a navegação. O Indicador VOR (instrumento do painel) dentro da cabine possibilita aos pilotos saberem em qual radial estão a voar desde que “sintonizados” nas respectiva VOR.. Dado a velocidade do avião conseguem calcular as aproximações, distanciamentos e cruzamentos entre as estações.

    Em principio todas as rádios de musica podem funcionar como VOR, porém apenas algumas eram catalogadas como VOR nas cartas de navegação. Com o crescimento da aviação comercial estações dedicadas de VOR se espalharam pelo mundo.

    Segue link interessante com a Carta de Navegação da TMA São Paulo 2

    https://www.aisweb.aer.mil.br/cartas/visuais/rea/REA_SP_ANEXO_2_D_29_03_2018_LAYERS.pdf

    Perto de Santana do Parnaíba da para ver o VOR-DME Santana (não é a toa que é uma região muito utilizada para aproximação da cabeceira da Bandeirantes no Aer. de Congonhas, do outro lado, na interligação da Rodovia Anchieta e Imigrantes dá para ver a marcação do VOR REDE que também é fundamental na Região.

    A Carta trás uma serie de detalhes para a navegação, ressalta pontos importantes (Como Estádios) que podem auxiliar pilotos a se localizarem em caso de aperto maior. A Carta Aeronautica é cheia de detalhes e a legenda a sua esquerda ajuda a entender melhor o amontoado de informações. Espero ter ajudado.

    O Flight Simulator será relançado, vai dar para treinar novamente como dar uma navegada por alguns lugares do Mundo.

    Tentei simplificar muito nessa explicação.

    • Gustavo says:

      Ricardo,

      Esta carta não estaria a demonstrar uma aproximação NDB (radiofarol não direcional), captados nas aeronaves por aparelhos ADF que captavam, também, as estações de rádio?

      As estações NDB, dada a disponibilidade dos modernos sistemas por satélites, têm sido progressivamente desativadas no Brasil, e a previsão é de que até dezembro de 2020 não existam mais quaisquer dessas estações operando no país.

      A este respeito existe a Circular de Informações Aeronáuticas AIC-N 03, em vigor desde vigor desde 7 de Março de 2013, disponibilizada no endereço eletrônico que segue.

      https://publicacoes.decea.gov.br/?i=publicacao&id=3859

    • Zé Maria says:

      Ricardo, tudo certo só que. . .
      VOR é uma coisa, com as 360 radiais, conforme você disse.
      Quem usa as frequências das rádios AM ou dos NDB é o ADF, inclusive nessa carta de aproximação ao SDU eles usam duas marcações relativas, a 90 da rádio JB e a 70 do NDB (rádio farol não direcional) do DAC

      • Ricardo Bigliazzi says:

        Concordo, porém se não me engano uma radio pode ser utilizada como uma referencia VOR. Os NDB´s são mais antigos mesmo – decada de 20 – … pensando dessa forma pode se um NDB mesmo.

  6. Zé Maria says:

    Existe (ou existia) inclusive um livreto onde constam todas as emissoras de rádio AM do Brasil, é (ou era) vendido nas lojas especializadas, estilo C R Corrêa e nos próprios aeroclubes.
    Aqui no Campo de Marte por exemplo, nos dias em que a visibilidade estivesse prejudicada por névoa, o pessoal usava a Rádio Cultura, na frequência 1200, para se localizar em relação à reta final para o pouso na cabeceira 29 (hoje 30), aquela mais próxima da linha do Metrô.

  7. Igor says:

    As emissoras de rádio foram utilizadas na tentativa de encontrar o rumo do famoso voo Varig 254.

  8. Sergio Monteiro says:

    Até hoje, no interior do país, uma multidão de cessninhas e outras putisgrilas voadoras surfam nas ondas das rádios.

  9. Paulo Leite says:

    Como faço para entrar no grupo ?

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