SOBRE ONTEM DE MANHÃ

S

RIO (aquele abraço) – Max Verstappen parece ser o único cara na face da Terra (a redonda) capaz de bater a Mercedes sem ter de contar com a sorte. Por isso, não poderia ser outro o personagem da foto que melhor ilustra o que foi o GP dos 70 Anos, ontem em Silverstone.

Ainda que a imagem contrarie todas as recomendações de distanciamento social que o momento pede, faça-se uma concessão. Ele mereceu o abraço da equipe. E todo mundo está testado, negativo, por isso não sejamos mais realistas que o rei. A F-1 está cuidando dos seus.

A prova de ontem teve a melhor audiência da temporada na Globo, 9,3 pontos, igualando o índice registrado no GP da Hungria. Pelo que posso perceber, os resultados não têm sido ruins. E as corridas têm sido boas. O campeonato poderia ser melhor em termos de disputa, mas vem sendo assim há algum tempo e, convenhamos, faz parte da natureza da categoria uma certa previsibilidade no que diz respeito a títulos. A gente sabe que a Mercedes e Hamilton serão campeões, é disso que estou falando. Mas um piloto como Verstappinho e uma equipe esperta como a Red Bull podem nos garantir algumas doses de surpresa até o fim da temporada, e também é disso que estou falando, quando me refiro a corridas boas.

(Gente, na boa… Nestes dias que vivemos, não vamos exigir muito de nada, nem de ninguém. Obrigado.)

Hamilton com o troféu do vencedor: força do hábito

Como ontem, por causa da transmissão da Fórmula E na TV, tive de escrever rapidinho, deixei escaparem algumas coisas interessantes que aconteceram em Silverstone. A mais divertida, sem dúvida, foi o engano de Hamilton quando terminou a cerimônia do pódio. Não é que Lewis pegou o troféu errado? Já estava levando para casa o do vencedor! Verstappen percebeu a tempo e foi atrás buscar o que era dele. O vídeo foi publicado originalmente no perfil “Motorsport Geek” no Tweeter. Pode ser visto aqui.

“Nó tático” foi o termo mais usado na mídia especializada para descrever o que o holandês e os rubro-taurinos conseguiram na quinta etapa do campeonato. A decisão arriscada de fazer o Q2 com pneus duros acabou valendo a pena. E deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha por conta da dificuldade escancarada da Mercedes com a gestão da borracha em altas temperaturas. Sorte da equipe alemã que daqui a pouco o verão europeu começa a dar tchau. Capaz até de termos corrida debaixo de neve mais para o fim do ano — em Nürburgring faz um frio danado. Mas em Barcelona, domingo que vem, é melhor que Hamilton e Bottas se cocem. Se vier o calorão esperado para a Catalunha nesta época do ano, podem levar um novo xeque-mate de Horner, Max & seus Blue Caps.

Aliás, nosso cartunista oficial Marcelo Masili interpretou assim o que aconteceu na Inglaterra ontem:

E o que vocês verão agora é uma incrível coincidência numérica registrada no fim de semana. Verstappinho, vencedor do GP dos 70 Anos, corre com o número 33. Que é o mesmo de Enea Bastianini, ganhador da Moto 2 em Brno, e idêntico ao de Brad Binder, que ficou com a vitória na MotoGP na República Checa (que o Victor Martins e o Grande Prêmio chamam de Tchéquia, não entendi bem os motivos, mas resistirei; eu gostava mesmo era de Tchecoslováquia, soava forte e imponente). Não tô inventando não!

Por isso mesmo, o nosso…

NÚMERO DE SILVERSTONE

…evidentemente é 33. Mas não por causa dos três aí em cima, não. Tivemos um recorde estabelecido no GP dos 70 anos, o de mais voltas completadas em corridas de F-1. Kimi Raikkonen chegou a 16.825 voltas na carreira, e sabem em qual volta da corrida nosso velho amigo superou as 16.825 de Michael Schumacher? Adivinharam! Na 33ª. De quebra, Verstappinho foi eleito o “piloto do dia” pelo amigo internauta com… 33% dos votos! 

Do recorde de pódios igualado por Hamilton, os mesmos 155 de Schumacher, já falamos ontem. Então vamos em frente com coisinhas que escaparam de ontem e que soubemos hoje.

  • A F-1 registrou uma brutal queda de receitas no segundo trimestre de 2020, de US$ 620 milhões para US$ 24 milhões na comparação com 2019, por motivos óbvios: não teve corrida, então não teve venda de ingressos, pagamento de taxas, placas de publicidade, camarotes e tudo mais. A coisa está feia, bem feia.
  • Ross Brawn rasgou elogios a Nico Hülkenberg e contou que no final de 2012, quando a Mercedes foi atrás de Hamilton, o alemão era a segunda opção se o inglês decidisse ficar na McLaren. Nico defendia a Force India, na época. No ano seguinte, acabou na Sauber. Vai ser azarado assim no inferno…
  • Nada a ver com a F-1, mas tudo a ver, ao mesmo tempo… Notaram que na corrida de ontem na Fórmula E, em Berlim, os três pilotos que foram ao pódio foram formados pela Red Bull? Jean-Eric Vergne, Antônio Félix da Costa e Sébastien Buemi passaram pelas escolinhas dos energéticos, sonharam em guiar os carros que estão hoje com Verstappen e Albon, mas acabaram ficando no meio do caminho.

A FRASE DOS 70 ANOS

Vettel: acabou o amor com a Ferrari

A estratégia que adotamos não fez o menor sentido. Claro que eles não teriam coragem de me pedir para deixar Charles passar. Preferiram me chamar para os boxes.

Ah, Vettel, Vettel… Estão dizendo até que vão trocar seu chassi para as próximas corridas. Talvez já na Espanha. Ele insiste que tem algo de errado, muito errado, com seu carro. Além de já não ter pudor algum em esculhambar a equipe e suas táticas mirabolantes. Verdade, a rodada de ontem na primeira volta não ajudou muito. Mas não precisavam ter chamado o moço para o segundo pit stop, né?

Bom, Gola Profonda, meu informante, garantiu que o novo chassi já está pronto. E que já tem até foto no grupo de WhatsApp da equipe.

Carro novo para Vettel em Barcelona: será que agora vai?

E fechamos com nosso tribunal do dia seguinte, que joga alguns para cima e outros para baixo depois de cada corrida.

Kvyat: pode comemorar, jovem

GOSTAMOS…de ver a reação de <<< Daniil Kvyat, que fez uma classificação horrorosa, 16º no grid, mas com uma pilotagem honestíssima acabou levando seu carrinho simpático à décima posição, marcando um pontinho que Gasly, seu companheiro, não conseguiu — apesar de largar em sétimo. O time admitiu que errou a mão na estratégia de pneus do francês. 

Ricciardo: a máscara oculta a frustração

NÃO GOSTAMOS…de ver Daniel Ricciardo >>> rodando sozinho, miseravelmente, e jogando fora todo o potencial da Renault para chegar pelo menos entre os seis primeiros. Ele foi bem nos treinos, na classificação, no início da prova, mas depois botou tudo a perder.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

69 Comentários

  • Max Verstappen parece ser a Última Esperança da Terra F-1 como único adversário direto do já considerado Hepta Hamilton, é difícil ver outro nessa mesma situação.
    O Vovô Raikkonen já tem um prêmio de consolo em ser o piloto com maior número de voltas, e ainda pode ter outro superando o Rubinho com maior número de GPs disputados.
    Gostamos: do Max Verstappen, não precisa dizer outra coisa.
    Não Gostamos: do Sebastian Vettel que foi uma completa decepção ao rodar sozinho e chegar em décimo segundo.

  • Deu sorte por que os pneus da Mercedes não aguentaram, se a Mercedes favoreceu Hamilton fez mais do que correto com tanto dinheiro envolvido, com o trabalho de tanta gente envolvida, vai confiar em quem na luta pelo campeonato, pelo Bottas é que não dá né.

    • Olha, o Bottas não é um piloto combativo. Mas em termos de velocidade, hoje, acho que ele só fica atrás do Hamilton, do Vertsappen e Ricciardo, estando no mesmo patamar que o Charlinho. O Vettel não está bem, então nem coloco na comparação.
      O problema dele é o mesmo que terá a maior parte dos pilotos que andarem num mesmo carro que o Hamilton ou Verstappen, como ocorreu com o Rubinho na época do Schumacão.

      Por exemplo: o Massa foi um bom piloto. Compara ele com o Raikonen. Agora compara o Massa com o Bottas. Nisso você vê como o Bottas é bom.

  • Vettel é um Jacques Villeneuve com grife.

    Está caminhando para o terceiro ano de surra para um companheiro de equipe novato.

    2014, 2019 e 2020.

    Não me recordo de um piloto de respeito já ter passado por isso antes…

    • Eu te recordo:
      – Hamilton tomou surra de Button em 2011 (Button foi vice nesse ano) e para Rosberg em 2016.
      – Raikkonen (campeão de 2007) tomou surra de Vettel em 2015, 2016, 2017 e 2018.
      – Senna de Prost em 1989.

      Com relação ao Vettel, tem explicação.
      2014 – O carro da RBR era uma draga e Vettel estava negociado com a Ferrari, não estava nem aí para o campeonato (enquanto que Ricciardo tinha que mostrar serviço).
      2019 – O carro já foi desenvolvido pra estilo de pilotagem de Leclerc (a mando do Biruto), que não casou com o estilo de Vettel, além de estrategias favorecendo o Monegasco que teve corrida que nem devolveu posição… (Binotto contratou Leclerc tem seu rabo a zelar com esta decisão, então faz de tudo pra mostrar que estava certo). A Ferrari cagou muito com Vettel na temporada passada, seja com quebras, com estrategias duvidosas e pit-stops ruins.
      2020 – Repete os motivos de 2019 e ainda mais, que piloto vai dar o sangue sendo que está demitido antes da temperada começar e não tem que provar nada pra ninguém (sem ter um carro competitivo ainda)?

      • Hamilton em relação a button em 2011 ok, mas foi apenas um ano.

        Em 2016 Rosberg não era o novato na equipe, e sim o mais antigo.

        Talvez comparar Vettel com Raikkonen cansado faça mais sentido. Estão no mesmo nível.

        Em relação a Senna x Prost, quem tomou pau do novato foi Prost, em 1988. O francês já estava há anos na equipe.

        O que tem de comum nas suas razões? Nunca a culpa é do chucrute… É da equipe, do chefe, do engenheiro, do chassi, do motor, dos pneus, do contrato… kkkkkk

  • Embora não tenha ganhado nenhum título ainda (serão vários), é tranquilo colocar o Max entre os maiores da história. Muito fera.

    A Red Bull soube fazer uma boa leitura da situação. Deve ter percebido que seu carro gasta menos pneus.

    A Mercedes cometeu alguns vacilos.
    O carro funcionou melhor com os pneus médios (mesmo gastando, foi o momento que andou mais que a Red Bull), mas ela optou em colocar duro duas vezes.

    A diferença de tempos dos carros com pneus gastos e novos (ao menos nos pneus duros), com exceção das três primeiras voltas, não é tão grande. Então, a Mercedes não deveria ter chamado o Bottas tão cedo no último pit stop (fizeram para tentar alcançar o Max). Trocaram o pneu sobrando borracha (isso não se faz).
    O Bottas estava com mais ação nesta pista, a Mercedes deveria ter priorizado ele.

    Algo que me chamou a atenção: pneus duros favorecem a Mercedes. Mais moles favorecem as demais (ao menos nos ponteiros). Não pode haver algum tipo de manipulação (seja qual for o lado) na hora de selecionar os compostos para a corrida? Como é feita a escolha? Ou já foi feita?

  • MErcedes favoreceu descaradamente HAmilton, totalemnte injusto com Bottas que foi mais rápido o final de semana inteiro. E ta muito estranha essa FErrari do Leclerc, esse papinho furado “Fez milagre com carro ruim” não cola. Para despistar Vettel fica com o sucatão lá atrás, de castigo. E se Hulckenberg foi chamado para o Box para Stroll chegar na frente, o que será do Vettel na RAcing Point? Corre que é cilada Bino. Olha se eu fosse o Vettel parava hoje. Tem uma esposa lindíssima, filhos ídem, o cara é bilionário, mansão maravilhosa na SUíca (é vizinho do Toto Wolf, um laguinho separa as casas, inclusive passam o Natal juntos), tem motos antigas, e uma VW VAn onde cabe as mountain bikes . Quer dizer o cara acertou na MEgasena 30 vezes, e fica aí sofrendo . Nesse ponto adminoro NICO, viu que não teria mais a mesma chance e mandou todo mundo a merda. É isso aí. E se Hulckenber tivesse ficado no LUgar do HAmilton na MErcedes, teria ganho varios títulos, sem dúvidas. O carro faz o piloto evoluir. E o contrario também, carro ruim estraga o piloto.

    • Não acredito que a Mercedes favoreceu Hamilton.
      Bottas estava disputando com o Max. Largou em primeiro, ficou em primeiro grande parte da corrida e mesmo quando Max entrou nos boxes, Bottas estava à frente. Até aí, era com o piloto 2. Ao ser ultrapassado por Max, Bottas não rendeu o esperado. Ele faz voltas lançadas sensacionais, algumas até o colocam à frente do 1. Mas, na hora do vamos ver, na pista, não consegue ser competitivo.

      • Max com os duros era 0.3s mais rápido que ambas as Mercedes. Acha mesmo que Bottas teria alguma chance de sustentar a posição com Max de médios e ele de duro?

        Querem crucificar o coitado de qualquer jeito. Ele foi inocente nessa.

  • vale lembrar que a estrategia da Mercedes nao foi tao furada assim. Se a corrida tivesse mais 5 voltas, Hamilton chegaria no Max com otimas chances de ultrapassar… porem acabou antes, e meritos pra RedBull

    • Porque não?

      Sou fã número 1 do Hamilton mas desde o ano passado afirmo que Max já é melhor. Basta ver o que aconteceu em todas últimas disputas mano a mano entre os dois. É briga de titãs mas o ímpeto da juventude faz a diferença.

      Da mesma forma que Hamilton aposentou o Alonso com requintes, Max pode aposentar o Hamilton.

  • Tem alguma coisa a mais aí e é muito estranho nos carros mais bem equilibrados do grid os pneus só durarem 10 voltas antes de começarem a terem bolhas e se desintegrarem, enquanto todo o resto não.
    E não foram só os pneus, de uma corrida para outra de repente a Red Bull vira uma Mercedes e a Mercedes uma Ferrari, estavam 10s à frente na corrida anterior e agora atrás.????
    E a Racing Point ??? Tanta celeuma por nada.
    Pareciam a segunda força, mas agora brigam no pelotão intermediário e olha lá.

  • Pela foto do chassi novo do Vettel, não é só o carro q vai ser trocado, Alonso e Leclerc nessa ferrari estariam à frente da redbull. Logo, logo, vem o Alfredo e seus 300 perfis falsos falar mal do monstro espanhol.

    • Allez Francisco, qual foi a temporada em que Alonso ficou à frente da Red Bull pilotada por Vettel?
      Resposta: Nenhuma. E na Ferrari, também, nenhuma. Alonso ficou DEZ ANOS SEGUIDOS atrás de Vettel.

      Se o espanhol, já com dois títulos e dez anos mais novo, não conseguiu ficar à frente da RBR de um moleque abusado, como é que ele ficaria hoje à frente da RBR de outro moleque abusado?

      P.S. Eu não falei mal do espanhol. Apenas mostrei fatos.

      • O Pinto chegou a um nível em que fala consigo mesmo. Hamilton acabou com o restante da lucidez que ele tinha. Daqui a pouco comentará como Alfredinho, Ferrarista, Garagista, Assombração, etc.

        Ele escreve muito bem e nesses outros perfis dá uma de burro para tentar disfarçar, mas sabemos que é ele.

      • Obrigado por elogiar o meu desempenho na escrita, xará! Se existe algo que eu nunca perdi, foi a lucidez. Não perdi, também, o gosto pela ironia.

        Meu DNA não combina com os perfis apontados por você. Os únicos nicks por mim utilizados e de modo aleatório e gozador, foram: Vicellez e Segafredo, a Viúva sem Medo.

        Abraços!

  • Verstapen é muito bom.

    Com US$598.000.000,00 a menos é bem mais dificil ficar cruzando oceano para correr no Mexico e no Canada.

    Algo me diz que a F-1 só irá onde os caminhões da equipe puderem chegar. A não ser que os indinheirados Arabes paguem o frete do circo.

  • Bottas é uma ovelhinha inofensiva, tal qual foi o barrichello um dia… é brochante assisti-lo, incapaz de dividir uma curva com o Hamilton, incapaz de segurar o Verstapen (mesmo com pneus frios). Deve ser humilhante pra ele ser um segundão (na verdade terceirão) perde até pro verstapen com uma RBR meia boca.

  • Sei não Flávio… acho que manipularam a porcentagem dos votos do Piloto do Dia. Tive a sensação de ter visto 31% durante a transmissão.

    Mesmo assim, é muito 33 e muita RBR no alto do pódio no mesmo dia.

  • Ricciardo nada fez na Toro Rosso. Teve um brilhareco na Red Bull e agora amarga uma estrada pedregosa na Renault. Vai para a McLaren ano que vem fazer sei lá o quê.

    Seu tempo já passou e só ele ainda não percebeu isso.

  • Resumindo o final de semana de Sebastian Vettel:

    1- Não se classificou no sábado para o Q3.

    2- Vettel rodou sozinho, sem ninguém tocar nele, e quase acertou dois carros. Se não tivesse rodado, talvez marcasse pelo menos 01 ponto.

    3- Ele ainda não percebeu que sua permanência na F-1 é um caso de vergonha alheia. Vettel é milionário e deveria ir para casa o mais rápido possível. Não é vergonha se aposentar antes do fim do campeonato. E caso ele continue colocando a culpa de todos os seus problemas apenas na equipe, é bom lembrar que o Prost foi demitido quando disse que a sua Ferrari era um caminhão.

    4- Se o Vettel jogar a toalha, Pascal Werhlein é o piloto de testes da Ferrari. A outra opção é muito ruim: Antonio Giovinazzi. Mas quando o Pérez voltar, o Hulkenberg pode ser uma opção.

    5- Quase todo mundo só presta atenção na pontuação de Hamilton, Bottas e Verstappen. A pontuação dos pilotos da Ferrari está assim:

    Leclerc: 45

    Vettel: 10

    • 1. Segundo você, ele é o único campeão que não ficou entre os dez primeiros no grid.

      2. Prost rodou sozinho na volta de apresentação de um GP.

      3. A demissão de Prost apenas mostrou a cara da Ferrari. Por isso continua na seca.

      4. Os alemães não são de jogar a toalha.

      5. Pontuação dos pilotos da Ferrari?
      Vettel: 1.377
      Leclerc: 309

      Avise ao garoto que ele precisa, para empatar com o alemão na Ferrari, conquistar DOIS vices no reinado da Mercedes. E essa eu quero ver!

      • Eu concordo com tudo que o Vai Vettel escreveu. O fã do alemão apresentou um quadro frio da situação, enquanto o Jeferson fez uma exposição carregada de ressentimento.

        Jeferson é, com certeza, mais um fã que esperava um melhor desempenho de Alonso na categoria.

      • Zé Maria: o Vai Vettel é complicado. Não é fácil ser o Presidente do Fã-Clube Oficial do Vettel no Brasil, mas dessa vez ele exagerou muito. Ele comparou a pontuação total do Leclerc, um piloto que praticamente acabou de entrar na Ferrari, com a pontuação total do Vettel. Todo mundo aqui está comentando o campeonato de 2020.Vou retribuir no estilo dele, com uma comparação absurda, para ver se ele se toca. O Fangio foi pentacampeão em 1957. Vettel nasceu em 1987. Então, usando os argumentos absurdos do Vai Vettel, podemos dizer que o Fangio foi penta 30 anos antes do Vettel nascer.

        Sejamos sinceros. Atualmente, nem a Hanna Prater consegue defender o Vettel. Hanna é mais conhecida como a mulher do piloto da Ferrari que se julga perfeito e acredita que nunca comete erros. Eu não ficarei surpreso se em breve o Gola Profonda informar que Hanna está pedindo o divórcio.

        O único lugar do mundo que o Vettel ainda tem advogados de defesa é aqui, nos comentários desse blog, com alguns leitores que acham que ele é muito melhor que um somatório dos melhores momentos de Fangio, Senna, Schumacher e Hamilton.

      • Que mania é essa de dizer que o meu gatão já era? Esse carro é que já foi! O meu lindo, o ano passado, tirou leite condensado de pedra dessa Alfa!
        O pessoal da Ferrari não olha mais pra ele? Logo ele, que foi o último campeão pela equipe e derrotando Hamilton e Alonso?
        Nem Vettel e nem Alonso, que vocês vivem colocando nas alturas, conseguiram o título pela Ferrari!

        #IceKiss

      • Os pilotos tão cheios das torcidas organizadas aqui no blog…rs

        Eu super respeito o Kimi, ele tem uma carreira importante e vitoriosa.
        Mas não tem mais espaço pra ele em equipe grande., só isso. A fila anda…Não existe nenhum motivo plausível pra iniciar uma terceira passagem pela Ferrari.

      • Estou fora dessa discussão, Segafredo (esse adolescente não me esquece)! E por dois simples motivos: eu admiro Kimi por sua fina pilotagem e por sua inconfundível postura.

    • Sim. Também acho.
      E também acho esse Sapattos um baita “[email protected]”.
      Para dividir curva com o Hamilton ele é um leão.
      Para dividir com o Versatappen, é um gatinho.
      Uma vez a cada 4 corridas consegue, se matando, ser centésimos mais rápido em uma volta de qualificação.
      Essa mesma volta, obviamente Hamilton tem a obrigação de fazer bem feita pois é dele que a equipe espera títulos.
      Hamilton passa na primeira volta, maneja melhor a corrida, Verstappen não teria chance.
      Corrida passada ambas as Mercedes explodiram o pneu pois esse Sapattos ficava o tempo todo “pushing”.
      Deu no que deu.
      Se o Verstappen não para na corrida passada, o campeonato estaria quase que parelho entre Hamilton e Verstappen.
      Esse finlandês tem a síndrome do Barrica.
      Se enxerga, cara.
      Toto Wolf fica andando de patinete com a estagiária e acha que está tudo ganho.
      Abre o olho.

    • Pelo rendimento patético que foram o pneus no carro da Mercedes, não acredito que houvesse qualquer coisa a ser feita. Bottas não estava segurando Hamilton no início. Mesmo com pneus médios Max estava virando 0,3s mais rápido com os duros.

      Ao meu ver o problema foi um só: Mercedes confiou no alto rendimento dos pneus duros do GP da semana passada. Duraram quase 40 voltas. Ao invés de analisar os dados obtidos durante os treinos livres, preferiu “supor” que os duros dessa semana (médios no GP passado) durariam pelo menos 30, e não duraram nem 15.

      A grande verdade é que aquele Safety Car do Kvyat no início da corrida da semana passada, fez com que o pneu médio (duro nesse GP) não fosse usado no limite. Então juntou com a temperatura mais elevada e deu no que deu. Eu jamais esperei um rendimento tão ruim desses compostos.

      Quando perceberam a porcaria que era os compostos a RBR já estava no controle da situação, daí só restou improvisar qualquer coisa na estratégia.

    • Acho que não, basta apenas ver os pneus da Mercedes quando comparados aos da RedBull.

      Em 10 voltas os pneus das flechas de prata já estavam em frangalhos enquanto não se viu na RedBull (com pneus amarelos e brancos) sequer uma bolha.

      Ontem mais do que um nó tático o que vimos foi uma Mercedes brigando com os pneus da primeira a ultima volta (nos dois carros)

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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