Arquivoterça-feira, 27 de outubro de 2020

BRASIL, 2021

B

RIO (aqui, meu filho…) – Circula por aí o pré-calendário da temporada 2021 da F-1 com 19 etapas confirmadas e mais quatro que seriam o complemento do desejo da Liberty, de fazer 23 corridas no ano que vem. EUA, México, Brasil e Arábia Saudita seriam as ditas cujas. As provas emergenciais deste ano — Mugello, Portimão, Turquia e Imola — foram ignoradas para uma eventual recolocação. A pandemia de Covid-19 também não foi levada em consideração. Para a F-1, parece que ela será cancelada por decreto universal no dia 31 de dezembro. Faltou avisar o coronavírus.

É importante dizer que para haver um GP no Brasil na próxima temporada, ele necessariamente terá de ser em Interlagos. E que, se quiser mesmo fazer uma corrida aqui, a Liberty terá de negociar com as autoridades de São Paulo — municipais e, talvez, estaduais, já que o governador andou se metendo na conversa no começo do ano — e com os promotores atuais — Interpub, na pessoa de Tamas Rohonyi. Isso porque, obviamente, não há autódromo no Rio. (É que hoje é preciso dizer o óbvio várias vezes, e mesmo assim o gado muge, rumina, pasta e não compreende.)

A aventura da pista de Deodoro sofreu mais um revés hoje, com a divulgação de um relatório do INEA mostrando, basicamente, que o Estudo de Impacto Ambiental encomendado pelos, hum…, empreendedores é mais furado que queijo suíço. O Grande Prêmio, em excelente apuração jornalística, conta tudo em detalhes aqui.

Isso significa que mesmo se os, hum…, empreendedores conseguirem o dinheiro para levar adiante a ideia de construir um autódromo na aprazível região de Guadalupe às custas da derrubada de uma floresta inteira, os planos terão de ser adiados até que as questões ambientais sejam resolvidas. E tem gente muito valente e corajosa empenhada em não permitir que um crime ambiental dessa monta seja cometido. Isso significa que serão necessários muitos meses para desatar tal nó.

Além do mais, o próprio estudo encomendado pelos, hum…, empreendedores, fala num prazo de construção mínimo de dois anos. Assim, ainda que os, hum…, empreendedores iniciem as obras amanhã, não haveria tempo hábil sequer para realizar uma prova em 2022.

Sendo assim, aguardemos. Essa batalha meio nebulosa está sendo travada longe dos nossos olhos. Mas a gente está tentando clarear as coisas, e mais cedo ou mais tarde decisões terão de ser tomadas.

MOTOLAND

M

Mais eletricidade… A moto acima é feita pela Venturi, se chama Voxan Watmann e, com Max Biaggi, vai buscar 12 recordes mundiais de velocidade no fim de semana. Não sei quais, nem onde (deveria pesquisar, mas estou com preguiça). Li no Twitter da Susie Wolff.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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