¡TEQUILA! (1)

Todas as cores: GP, como sempre, festivo

ITACARÉ (rapidinho) – Vai dar Red Bull no México, e provavelmente no Brasil, e se a equipe desfrutar de seu favoritismo nessas duas pistas altas (2.285 m na Cidade do México, 800 m em São Paulo), onde o rendimento dos motores Mercedes cai, leva o título.

Verstappen e sua equipe não podem incorrer nos escorregões do início do ano, quando tinham o melhor carro e perderam três das quatro primeiras etapas do campeonato para Hamilton. Foi lá, e depois na Inglaterra e na Hungria, que Lewis fez alguma gordura e depois equilibrou as coisas. Agora, porém, chegou a hora de o time austríaco transformar prognósticos em resultados. Não pode ser dar ao luxo de perder onde tem mais chances de ganhar.

As coisas começaram bem para Verstappen hoje no Hermanos Rodríguez, com pista suja e empoeirada de manhã e um pouco melhor à tarde. Max ficou em primeiro com 1min17s301, tempo semelhante ao melhor da sexta-feira em 2019, quando o México recebeu a F-1 pela última vez. Bottas ficou longe, a 0s424 dele em segundo Hamilton veio em terceiro, 0s509 atrás. Pérez foi o quarto, 0s570 mais lento que o companheiro. “Eles estão muito rápidos para nós”, concluiu o inglês da Mercedes. Notem que o time alemão não usou pneus médios à tarde. Pode estar aí a chave para algum pulo do gato que, neste momento, é altamente improvável.

O resultado do TL2: Max tranquilo na frente

O maior problema da Mercedes é que o ar mais rarefeito da Cidade do México, 25% menos denso que ao nível do ar, pune seus carros no motor, que perde mais potência que os Honda, e na aerodinâmica — o ar menos denso permite que se usem asas no nível de Mônaco numa pista que, se não estivesse na altitude, demandaria aerodinâmica de Monza. O maior equilíbrio dos Red Bull fala mais alto, nessas horas.

Mesmo com asas enormes, verdadeiros paredões na traseira, os carros “rasgam” o ar rarefeito com facilidade, sem muito arrasto, por conta de sua baixa densidade. Há algumas dificuldades também para refrigerar motor e freios, mas com isso as equipes estão acostumadas e já têm algumas soluções de manual. Não chega a ser um grande problema, até porque não está muito quente na cidade — hoje, as temperaturas mal esbarraram nos 20°C.

Asas enormes: como em Mônaco

Quem equacionar melhor as muitas variáveis mexicanas vai se sair bem. A Ferrari, por exemplo, conseguiu acerto bem mais promissor que a McLaren — que também sofre por ter motor Mercedes e já admite perder o terceiro lugar entre os Construtores neste fim de semana. Sainz foi o quinto e Leclerc, o sétimo. Entre os papaias, Norris ficou em 12º e Ricciardo, em 15º.

Algumas breves notícias, para terminar: Tsunoda e Stroll trocaram motores e largarão no fim do grid. Não altera muito a cotação do peso mexicano. E daqui a pouco a China vai anunciar que volta ao calendário por três anos a partir de 2023. No ano que vem não tem Xangai. O novo contrato entre Liberty e promotores chineses foi assinado nesta semana.

Verstappen, o mais rápido: favoritíssimo na Cidade do México

O público, como se esperava, encheu as arquibancadas do autódromo mexicano, tomando especialmente as tribunas do Foro Sol, um antigo estádio de beisebol erguido na área interna da antiga curva Peraltada. Vai ser uma festa, como costumam ser as corridas no país. Principalmente se Sergio Pérez conseguir pelo menos um trofeuzinho.

Ganhar? Só se Verstappen for abduzido.

Foro Sol: multidão entusiasmada

Comentários

  • Olá, Flávio!
    Tudo bem?

    Totalmente off topic, mas tenho um amigo ferrarista desses doentes mesmo.
    Falei pra ele que, certa vez, a Ferrari correu com motores de outro fabricante, o que, obviamente, ele negou.
    Se não me engano, li sobre isto no teu blog, há muito tempo. Não consegui encontrar a informação, poderia me ajudar?

    Grande abraço, vida longa a Itacaré

  • A classificação será muito importante para a Mercedes. Em ritmo de classificação Verstappen foi demolidor. Mas em ritmo de corrida, nas simulações feitas pelas equipes no treino livre 2, a diferença não foi tão grande, apenas 0,1 s em favor da Red Bull. Se Hamilton e Bottas se colocarem entre as Red Bull será uma briga de gato e rato como em Austin. A estratégia será fundamental, e nos detalhes será definida a corrida. Aliás, Mercedes e Red Bull em um campeonato à parte. Ferrari parece se consolidar como a terceira força, graças às atualizações na unidade de potência. Mclaren meio apagada e sofrendo com a altitude, mais do que a própria Mercedes. Chance para a Alpha Tauri e Gasly se tornarem protagonistas novamente. A ver a classificação hoje.