SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

Pai & filho: um pouco de ternura

ITACARÉ (nunca é como a gente gostaria) – Jos Verstappen não era grande coisa como piloto. Causava acidentes, era mal-educado, seus resultados nunca foram expressivos e, sendo bem sincero, fez pouco mais na F-1 do que pegar fogo nos boxes de Hockenheim em 1994, ano em que teve sua maior chance na carreira: correr na Benetton, que caminhava para se tornar uma equipe grande. Depois que parou, ninguém mais ouviu falar dele até seu filho Max começar a se destacar no kart, para ser absorvido rapidinho pela Red Bull como aposta para o futuro.

Pai de piloto é pior que mãe de miss, diziam os mais antigos sempre que um deles se tornava parte de alguma treta de box. Creio que tal frase ainda é muito usada no kartismo, já que pai de piloto criança é ainda pior — porque defende a cria de forma incondicional e num ambiente de gente rica e prepotente, projetando nos meninos suas frustrações; pobres meninos.

Na F-1, fazendo um exercício breve de memória restrito ao período em que comecei a trabalhar com isso aqui, procurei lembrar de alguns pais que, pela presença constante nos paddocks da vida, tiveram algum destaque no noticiário em algum momento. Se vocês se recordarem de outros, fiquem à vontade aí na caixa de comentários. A lista nem é tão grande, para dizer a verdade… Wilsinho Fittipaldi, Rubão Barrichello, John Button, Keke Rosberg, Lawrence Stroll, Anthony Hamilton, Nelson Piquet, Titônio Massa, Toninho da Matta. Alguns não se metiam nos assuntos de pista, principalmente aqueles que nunca tinham sido pilotos. Por vezes davam alguns palpites furados, mas ninguém lhes atribuía grande importância. Outros, por já terem guiado alguma coisa com quatro rodas no passado, não perdiam chance de colocar o bedelho onde não eram chamados. Outros ainda, caso claro do pai de Jenson Button, eram apenas gente boa, bebiam e aproveitavam a vida.

Jos Verstappen, meio malvisto pela opinião pública por seu comportamento por vezes antipático, intempestivo, vulgar, até, acabou sendo um personagem do domingo em Abu Dhabi. Os brutos também amam. Ainda mais quando seus filhotes chegam onde Max chegou. Fica para ele a nossa imagem do GP lá no alto, e em preto & branco, o que a deixa ainda mais bonita.

E mais algumas abaixo para lembrar que pai é sempre pai, e filho é sempre filho.

Uma decisão é sempre emocionante e estou começando com elas, as emoções, nosso rescaldão pós GP de Abu Dhabi porque… porque sim, uai! Depois falamos das polêmicas, das reclamações da Mercedes, do silêncio de Hamilton, das acusações de manipulação do resultado, das inconsistências e hesitações de Michael Masi.

O pós-corrida em Yas Marina produziu outros momentos comoventes, como o festival de abraços em Max, inclusive partindo de colegas com os quais ele aparenta não ter relações muito próximas e ex-companheiros de equipe. Além da tocante aparição do pai de Hamilton para cumprimentar os Verstappens depois de consolar seu indefeso garoto — filhos são sempre indefesos.

As fotos são belas e, de certa maneira, históricas. Afinal, foi noite de novo campeão mundial.

Verstappen contou hoje que recebeu uma mensagem de texto de Toto Wolff parabenizando-o pela conquista. Segundo o piloto, o chefe da Mercedes escreveu que ele “mereceu ser campeão”. E mereceu mesmo. Dez vitórias e oito segundos lugares em 22 corridas são resultados que combinam com um título mundial. Nas quatro em que não foi nem primeiro ou segundo, Max pode argumentar que não teve responsabilidade nenhuma. Em Baku, furou um pneu no final. Em Silverstone, acusa Hamilton de tê-lo tirado da pista. Na Hungria, o revés foi causado por uma batida de Bottas na largada. E em Monza, novo entrevero com Lewis que eliminou os dois do combate de forma quase cômica — um em cima do outro.

Ou seja: quando levou seu carro até o fim sem grandes imprevistos, Verstappen voltou para casa com um troféu. Com a vitória de Abu Dhabi, chegou a 20 na carreira.

O NÚMERO DE ABU DHABI

18

…pódios na mesma temporada acabou se tornando um recorde absoluto. Verstappen é o piloto que acumulou maior número de troféus no mesmo campeonato, embora não supere a façanha de Michael Schumacher, que em 2002 subiu ao pódio em todas as etapas do Mundial — 17, naquele ano.

Mais um troféu: 18 só neste ano

Calma, calma, já chegaremos ao ponto crucial da corrida, o acidente de Latifi, o safety-car, a decisão da Red Bull de trocar pneus e tentar uma última cartada, os retardatários, os pneus velhos de Hamilton e sua passividade na defesa na volta derradeira, o regulamento confuso…

Mas um rescaldo é feito para aparar pontas e arrendondar uma cobertura. Então, antes de entrar com o pé na porta da grande controvérsia do fim de semana, notinhas policromáticas para não deixar nada em aberto:

MENOS UM – Pouca gente notou, mas o GP de Abu Dhabi teve apenas 19 carros no grid porque, no sábado, Nikita Mazepin testou positivo para Covid-19 e não largou. A Haas tem piloto reserva, Pietro Fittipaldi. Mas, para correr, ele teria de ter participado da classificação, pelo menos. Na F-1, não é o carro que obtém um lugar no grid, mas o piloto. Em Indianápolis, por exemplo, eu posso encomendar uma posição no grid ao Hélio Cas Troneves, aparecer no autódromo no dia da corrida, sentar no carro classificado e disputar as 500 Milhas. Até que seria uma boa ideia…

MAIS UM – A lista de campeões da história da F-1 foi ampliada para 34 com a conquista de Verstappen. Ele é o primeiro holandês a ficar com o título. E vai abandonar, no ano que vem, o número 33, que tem usado na categoria. Max já tinha dito que se fosse campeão usaria o #1 em 2022. Hoje confirmou.

Todos os campeões: número 1 de volta

UM – Só para lembrar, a última vez em que um piloto correu com o número 1 foi em 2014 — Sebastian Vettel, que ganhou o Mundial nas quatro temporadas anteriores. Até 2013, numeração variava de ano a ano. O campeão levava o #1 debaixo do braço mesmo se trocasse de equipe no ano seguinte, e seu companheiro ficava com o #2. A sequência, a partir daí, obedecia a classificação do Mundial de Construtores. Em 2014 a FIA permitiu que cada piloto escolhesse seu número permanente e o campeão ficou desobrigado de usar o #1. Vettel seguiu com que vinha dando certo e só em 2015, já na Ferrari, adotou o #5. Hamilton só carregou o #1 em 2009. De 2014 em diante, correu sempre com o #44, mesmo podendo usar o número reservado aos campeões.

ARIGATÔ – Falou-se pouco da despedida da Honda em Abu Dhabi, diante de tanta eletricidade na disputa entre Verstappen e Hamilton. Mas é curioso. No final de 2008, a montadora resolveu vender sua equipe própria e se pirulitou da F-1. Ross Brawn comprou o espólio por um valor simbólico, pegou o projeto do carro que ele mesmo tinha feito, colocou um motor Mercedes nele e foi campeão em 2009 com Jenson Button. Ou seja, a Honda saiu quando, finalmente, tinha um carro decente para, até, ganhar um título. Em outubro do ano passado, os japoneses avisaram que estavam de saída de novo no final de 2021. Aí chega o final de 2021 e eles ganham um campeonato. Não dá nem para aproveitar a conquista fazendo propaganda durante um ano inteirinho.

BEBÊS – Com 24 anos, dois meses e 12 dias de vida, Verstappen se tornou o quarto mais jovem campeão da história da F-1. Sim, o moleque que ganhou seu primeiro GP com 18 anos, sete meses e 15 dias na Espanha, em 2016 (aí sim, recorde de precocidade), tem três à sua frente no ranking do noviciado. O campeão mais perto de usar fraldas foi Vettel em 2010: 23 anos, quatro meses e 11 dias depois de sair da barriga da mamãe. Hamilton era o mais jovem até então. Havia conquistado o título em 2008 aos 23 anos, nove meses e 26 dias, superando Alonso, que em 2005 levou a taça com 24 anos, um mês e 27 dias de existência neste planeta.

JOVENZINHOS – E só esses quatro — Vettel, Hamilton, Alonso e Verstappen — conseguiram ser campeões com menos de 25 anos de idade. Mas vale incluir nessa relação de garotos novinhos e velozes dois que conquistaram seus títulos na casa dos 25: Emerson Fittipaldi, campeão em 1972 com 25 anos, oito meses e 29 dias de vida, e Michael Schumacher, que quando comemorou o título de 1994 tinha 25 anos, dez meses e dez dias.

Garotada veloz: tudo com barba falhando

SIMPATIA – Faltavam algumas voltas para o final do GP de Abu Dhabi quando a Mercedes pediu para Bottas mexer em alguma coisa no painel. Ele obedeceu a ordem, colocou o botão X na posição Y, como seu engenheiro orientou, e apareceu a mensagem no display: “Kiitos Valtteri”. Mesmo nós, pouco fluentes no idioma gutural consagrado por Kimi Raikkonen, podemos imaginar o que dizia a frase. Não sei se Bottas derramou alguma lágrima pela gratidão da equipe, mas se despediu com dignidade, apesar do discreto sexto lugar na prova. Foram cinco anos de Mercedes, 101 GPs disputados, dez vitórias, 58 pódios e 20 poles. Vice-campeão em 2019 e 2020, terminou este campeonato em terceiro. Foi um bom companheiro para Hamilton.

VIDA NOVA – Bottas só tinha corrido na F-1 da era híbrida com motores Mercedes. De 2014 a 2016, foi piloto da Williams, cliente dos alemães. Em 2013, quando estreou na categoria ainda com os V10 aspirados, o time usava Renault. Hoje, Valtteri já começou a trabalhar na sua nova equipe, a Alfa Romeo. Experimentou pela primeira vez, em Abu Dhabi, um motor Ferrari. Completou 127 voltas já testando os pneus do ano que vem, montados sobre rodas de 18 polegadas. Andou até cansar.

Estamos chegando lá, a discussão sobre os últimos momentos do GP de Abu Dhabi é longa e minuciosa. Antes dela, vejamos como acabou este campeonato inesquecível e registremos também, com a devida vênia, o resultado da última prova do ano, que não teve apenas dois participantes, longe disso:

Não podemos deixar de distribuir elogios a partir dos três quadrinhos acima, todos muito bonitinhos com fotos e logotipos em seus devidos lugares. Palmas para a Ferrari, que venceu o duelo com a McLaren pelo terceiro lugar, para a Alpine, que conseguiu ganhar corrida e deixou a AlphaTauri para trás, para a Williams, que voltou a pontuar e até pódio conseguiu, para Alonso, perseverante em sua volta à F-1…

Por isso, mudando um pouco a ordem das coisas, vamos logo ao nosso…

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS especialmente de Carlos Sainz e Yuki Tsunoda na prova que fechou a temporada em Yas Marina. O espanhol foi ao pódio pela quarta vez no ano, repetindo os terceiros lugares que havia feito na Hungria e na Rússia (foi segundo em Mônaco). Terminou o campeonato em quinto, o “primeiro dos outros”, deixando o queridinho da Ferrari, Leclerc, 5,5 pontos atrás na sétima colocação. Já o japonês da AlphaTauri começou o ano bem, com um nono lugar na estreia, depois cansou de fazer bobagens, andou mal em muitas corridas, mas terminou em alta com um ótimo quarto lugar.

NÃO GOSTAMOS de Michael Masi. Coitado, tenho um pouco de pena do australiano, é difícil conhecer o regulamento de cabo a rabo, tomar decisões em segundos que envolvem milhões de dinheiros, ser pressionado o tempo todo aos berros por gente vaidosa e competitiva, é duro suceder alguém como Charlie Whiting, que comandava corridas desde os tempos em que as bigas tiravam racha em volta do Coliseu, sim, resumindo em uma palavra, ser diretor de prova da F-1 é foda. Mas ele tomou decisões muito inconsistentes em relação a outras que já havia tomado em seus dois anos ocupando a função. É inseguro, hesitante, confuso, por vezes incoerente. Foi alvo de críticas de todos os lados. E decidiu o campeonato com medidas, para dizer o mínimo, muito controversas. Registrado nosso protesto. E agora vamos falar um pouco dessas medidas.

A história toda se resume ao seguinte: Masi não fez nada de ilegal domingo, mas fez muita coisa errada. O conceito de “certo” e “errado”, claro, é pessoal, na maioria das vezes. A Red Bull acha que ele fez tudo certo. A Mercedes, tudo errado. Para isso existem regras e juízes.

O problema do diretor de prova é que muitas decisões que tomou em Abu Dhabi foram diferentes de outras que já havia assumido em situações semelhantes no passado. Assim, ninguém sabe direito o que fazer quando surge algum imprevisto na pista. As tomadas de decisão das equipes são influenciadas pelo modo de atuação da direção de prova. E se você não sabe o que esperar dela mesmo quando há antecedentes, jurisprudência, passado recente, como executar suas ações na hora certa, do jeito exato? Se o sujeito é errático e imprevisível, como lidar com os elementos e informações que você tem ao seu dispor, se for um estrategista de um time?

Então, cabem muitas perguntas.

Por que Masi não parou a corrida com bandeira vermelha, ainda que o acidente de Latifi não tivesse sido grave? Em Baku, também por causa de um incidente leve — pneu furado de Verstappen — no final da prova, o diretor decidiu suspender a corrida e promover nova largada.

Por que Masi não deixou acabar a prova com bandeira amarela? Em Spa, debaixo de chuva, ele cumpriu o número mínimo de voltas exigido pelo regulamento atrás do safety-car e deu o GP da Bélgica por realizado sem nenhuma volta sob bandeira verde.

Ricciardo atrás dos dois líderes: retardatário esquecido na fila

Por que Masi tirou da fila e mandou reposicionar apenas os cinco retardatários que estavam entre Hamilton e Verstappen? Por que deixou Ricciardo, uma volta atrás, na frente do terceiro colocado, Sainz? O espanhol também não tinha o direito de atacar Verstappen, tentar o segundo lugar?

Por que Masi não repetiu o que fizera em Nürburgring no ano passado, demorando horrores para recomeçar a corrida até que o grid fosse organizado após o safety-car motivado por uma quebra de Norris? Foram seis voltas, da 44ª à 50ª, para resolver tudo. Um porre, mas que foi justificado por ele mesmo pela necessidade de reposicionar os retardatários com segurança, como pede o regulamento.

Por que Masi não esperou os retardatários encontrarem o pelotão para autorizar a relargada na volta seguinte, como instrui o artigo 48.12 do regulamento esportivo?

Acho que isso acaba nos levando à…

FRASE DE YAS MARINA

“Isso foi manipulado, cara.”

Lewis Hamilton
Hamilton no pódio: silêncio elegante

Frase, claro, que merece ser analisada.

Não, não creio. Não acho que tenha havido manipulação de resultado. Não vejo por trás de decisões tão atrapalhadas um padrão que possa indicar algo premeditado para prejudicar Hamilton e a Mercedes, má fé, sacanagem. Em outros momentos ao longo dos últimos dois anos, sua hesitação acabou jogando a favor de Lewis. Não, não acho que armaram coisa nenhuma. Não houve crime algum. Não havia sequer motivação para que um crime fosse cometido — algo como ter raiva da Mercedes porque a garantia de seu carro expirou e não trocaram uma lâmpada queimada na concessionária, ou algum ressentimento porque Lewis nunca usou uma camiseta da confecção de sua sobrinha em Perth, ou ainda o desejo de reparar as injustiças das quais foi vítima a seleção da Holanda nas Copas de 1974 e 1978.

Notem que antes da frase destacada de Lewis, a última que ele falou pelo rádio assim que foi ultrapassado por Verstappen, joguei cinco perguntas ao ar.

Respondo a todas da mesma maneira: porque ele podia, embora não devesse.

Masi é o diretor de prova, então PODE optar entre safety-car e bandeira vermelha. E a gente PODE achar que ele fez certo em Baku e errado em Abu Dhabi. Mas tem quem ache o contrário.

Masi é o diretor de prova, então PODE determinar que uma corrida termine com bandeira amarela (ou nem comece), como em Spa, e também PODE fazer todos os esforços possíveis para evitar que isso aconteça, liberando a pista com a bandeira verde até para atender os desejos das equipes, da TV e dos fãs, encerrando um GP com disputa, e não em fila indiana. E a gente PODE achar que ele estava certo na Bélgica e errado em Abu Dhabi. Ou o contrário.

Masi é o diretor de prova, então PODE mandar os retardatários passarem o safety-car e também PODE determinar que eles fiquem onde estão até achar que é hora de reposicionar o grid. Ele fez isso primeiro: fiquem onde estão. Em seguida, após os berros de Christian Horner no seu fone de ouvido, liberou alguns e deixou outros onde estavam. E decidiu relargar sem esperar a volta seguinte. Ele PODE fazer isso, o regulamento, no artigo 15.3, basicamente diz que safety-car é problema do diretor de prova, se ele quiser que o carro seja pintado com estampa de oncinha e fique a corrida inteira na frente dos competidores andando de ré, PODE.

Tudo que Masi fez, podia fazer. As regras e atribuições do diretor de prova permitem isso. O que não quer dizer que tenhamos de concordar com suas decisões. Outras, muito mais coerentes e sensatas, também poderiam ser tomadas e estariam de acordo com o regulamento da mesma forma. As regras sempre tentam ser claras, mas também podem ser sujeitas a interpretações.

Roubaram a Mercedes? Se eu fosse Hamilton ou Toto Wolff, ou qualquer integrante da equipe, sim, me sentiria roubado. Ou, para usar termo menos futebolístico, muito prejudicado. Afinal, todas as decisões tomadas por Michael Masi depois da entrada do safety-car foram prejudiciais à Mercedes e a Hamilton. Então… Pô, Masi, vá pro inferno, desgraçado!

Por outro lado…

Por outro lado, a Red Bull foi ligeira e parou para colocar pneus macios em Verstappen. Entendeu em segundos que era sua única chance. Fez uma aposta correta, de que a prova seria reiniciada. A Mercedes achou que não ia dar tempo e manteve Lewis na pista, até porque não tinha outra opção (já pensaram se o time chama o piloto, Max não faz o terceiro pit stop, assume a liderança e a corrida acaba com bandeira amarela?). Horner pressionou para tirarem os retardatários da frente — com razão, isso sempre acontece, por que não aconteceria nesse grid? Toto reclamou: já que tirou cinco, tem de reposicionar os demais, que porra é essa? Tem razão, também, mas aparentemente o chefe da Red Bull foi mais enfático e assertivo. Max atacou Hamilton com decisão e técnica apuradíssima. Não tinha duas balas na agulha. Lewis não se defendeu como costuma fazer, ou como Pérez fizera com ele em situação parecida — pneus velhos x pneus novos. Parecia conformado com a inevitabilidade da ultrapassagem. Não ousou lutar.

Diante de tudo isso, tem como tirar os méritos de Verstappen e da Red Bull e reduzir uma temporada de 22 corridas, um ano inteiro, a um punhado de decisões tortas de um diretor de prova? Seria cruel com o campeonato, com os pilotos e com suas equipes. Seria uma injustiça.

Depois de tudo que aconteceu domingo, talvez seja o caso de redigir alguns artigos que tirem do diretor de prova tanto poder sobre uma corrida. Inserir alguns itens mais claros, como por exemplo fechar os boxes quando o safety-car estiver na pista (sou contra, mas é fácil de entender), ou estipular que faltando certo percentual das voltas previstas para o fim de um GP, qualquer incidente motivará bandeira vermelha e interrupção da prova, e não a entrada do safety-car.

Mas do jeito que estão escritas as coisas hoje, Masi, como diretor de prova, podia fazer o que fez. Acho que fez tudo errado. Mas podia.

Comentários

  • Que texto hein?!!!! Muito bom. Nao e´ sobre quem ganhou, mas como. Ele deveria ter seguido os procedimentos de Safety Car. Batida, carro parado no meio da pista. Safety car. Pista limpa, desempedida e segura, carros que tomaram volta ultrapassam Safety Car p se posicionar no final da fila. Na volta seguinte, Safety car entra p os boxes. Todo mundo preparado, avisado e ai vai…
    Se tem tempo p mais corrida, bom p Max. Se nao, a corrida termina em bandeira amarela, bom p Lewis.
    E´ preciso ter um procedimento claro. Nao teria tido esta confusão toda se o Masi tivesse seguido os procedimentos.

  • Pra quê tentar, juninho, se você não entende? Todo mundo já percebeu que você é uma pessoa limitada. Só fala mesma coisa, um papagaio pelo menos aprende palavras novas. Parei por aqui.

  • O juninho continua a honrar seu nome. Não percebeu que aquele a quem prestou juras de amor eterno é que está mais para aquele de quem eu seria viúva. Ou seja, juninho só não é, ele sim, viúva porque tem um maridinho pra idolatrar por um bom tempo ainda. Felicidades ao casalzinho.

  • Uma coisa que me cansa nesse debate é que argumentam que deveriam ter colocado safety car virtual ou bandeira vermelha. A situação era pra safety car tradicional, pois envolvia tirar carro da pista (não é seguro com VSC) e não precisava reconstruir a proteção (que geralmente demanda bandeira vermelha). Se não desse tempo pra retirar o carro, azar, mas em 2 voltas já tinham.

    O procedimento usual era safety car com os retardatários descontando volta, pois isso só não acontece quando não há segurança. Só que o aspirante a diretor de prova Toto Wolff já tinha ido chorar pro Masi não deixar o safety car influenciar o resultado e isso gerou a decisão incompreensível de não deixar os retardatários passarem, revertida depois do mundo inteiro ouvir o Verstappen ironizar a decisão inicial, com razão.

    Se o Toto Wolff estivesse mais preocupado em dar ordens pra equipe que pro Masi, talvez o Hamilton tivesse levado. Se ele largasse com pneu novo e macio atrás do Verstappen com duro desgastado, só não passaria se o Verstappen batesse nele, e já estava avisado que isso poderia fazer o holandês perder pontos e o campeonato.

    Se as pessoas estavam preocupadas com um fim justo, deveriam defender a decisão adequada (safety car, retardatários retomando a posição). Qualquer outra, seria simplesmente para beneficiar o Hamilton, inclusive a inicial de não deixar os retardatários ultrapassarem. Se o Hamilton tivesse parado e o Verstappen não, vocês iam defender a bandeira vermelha, safety car virtual ou retardatários ficarem entre os dois? Nem precisa, já sei a resposta.

  • Flavio Gomes voltamos sempre ao mesmo problema que eu digo quanto a F1 atual:a competitividade que vocês acham nela, o dizerem “foi a maior época de sempre” deriva da confusão na qual a F1 caiu desde que a administração e americana:a confusão entre desporto e espectáculo, a F1 virou espectáculo por isso me chamem saudosista mas eu prefiro a F1 que era um desporto.

  • Flavio Gomes você diz que acha que isso não foi feito contra a Mercedes nem contra Hamilton… ok…

    Mas então vou-lhe fazer uma pergunta directa a qual lhe peço apenas uma resposta de sim ou não, pode ser?

    A pergunta é esta:

    “tendo em conta a vantagem que Hamilton tinha e os pilotos a mais que Verstappen teria que passar se não fosse a decisão de Massi, a decisão deste visou ou não uma luta pelo título na última volta com interesses de audiência que não iria ocorrer se não fosse a decisão de Massi? ”

    So sim ou não.

  • É compreensivo que todo mundo esteja meio cansado de ver o Hamilton ganhar. Foi assim na era Schumacher. E isso não é interessante para a categoria. Mas ele é o melhor de todos, com o melhor (ou quase) carro. Os outros que trabalhem para ganhar deles. Agora, mexer nas regras ou aplicá-las de forma diferente como sempre foi feito, com o intuito de deixar mais competitivo é algo que beira a desonestidade. Infelizmente Verstapen, embora campeão, vai carregar o fardo de ter ganho assim, mas ele não está nem ai, como não está nem aí para o Fair Play. Sempre achei Schumacher fenomenal, mas aquele título sobre Damon Hill foi pífio e, para mim, manchou sua carreira.

  • “…algo como ter raiva da Mercedes porque a garantia de seu carro expirou e não trocaram uma lâmpada queimada na concessionária, ou algum ressentimento porque Lewis nunca usou uma camiseta da confecção de sua sobrinha em Perth, ou ainda o desejo de reparar as injustiças das quais foi vítima a seleção da Holanda nas Copas de 1974 e 1978.”

    É por textos assim que, desde 2005, leio um blog que “ninguém lê”!

  • O final da corrida foi escolhido de forma subjetiva pelo Masi. Ele manipulou ( não no sentido negativo da palavra) o final. Se o objetivo era encerrar a corrida em bandeira verde, devido ao acordo das equipes, o mais indicado era dar a bandeira vermelha. Até porque, infelizmente, ele teve que atropelar os artigos objetivos do regulamento em prol de artigos subjetivos. Por isso que considero uma manipulação. Como tbm ele poderia ter manipulado em favor do Hamilton ( e estaria tbm errado) ao manter os retardatários entre LH e MV, se ele achasse que não seria justo anular os 11 segundos de vantagem do líder da corrida. Seria tbm uma opção subjetiva, que o artigo 15.3 tbm lhe daria esse poder.
    Ou seja, se decretasse a bandeira vermelha, colocaria não só LH e MV, mas TODOS os pilotos nas mesmas condições de igualdade. A partir do momento que usou o argumento de uma artigo que te dá um poder subjetivo de decisão, houve sim a manipulação.

    Mas nada disso tira o brilho dos dois pilotos. Qualquer um que fosse campeão estaria sendo de forma legítima e merecida.

    Max Verstappen foi campeão merecido.

    Creio que após o que aconteceu nessa temporada, a FIA e Liberty Media vão se reunir pra decidir muitas das decisões que tiveram esse ano. Um exemplo: o limite que Max Verstappen impõe nas ultrapassagens ao frear tarde nas curvas e empurrar o adversário pra fora da pista. Eu, particularmente, sou a favor dessas ultrapassagens no limite, voltando às origens da F1 raiz, onde ali se vê corrida de carro, como Masi disse ao Toto Wolff. Entre outras decisões. Esse ano tem muito que se apurar para que, no ano que vem, essas decisões sejam mais claras e menos subjetivas.

  • Qualquer um dos dois que vencesse, seria merecido. Foi a melhor temporada de TODAS, isso não se discute. Mas esse final foi bem igual o pinto do bozo… nem com viagra sobe, mais broxol impossível.
    Se Masi tivesse um neurônio funcional, metia uma bandeira vermelha, voltam os 2 de pneu macio estralando de novo, largada parada e teríamos talvez as 5 / 6 últimas voltas mais épicas da história, e não haveria brecha pra discussão.

    Mas é fácil falar sentado no sofá, tomando uma cerveja, no ar condicionado. Coitado do cara, mas acho que sua passagem pela F1 acabou ali. Bonzinho e inconstante demais pra uma posição dessas

  • Sim, Massi PODIA escolher as decisões tomadas mas, pelo que entendi, também PODIA tomar decisões diferentes (encerrar a corrida em bandeira amarela, p.ex). O fato é que Massi ESCOLHEU tomar as decisões que tomou, e aí está a fragilidade do negócio porque os dois pilotos mereciam ser campeões…

  • Flavio, você é excelente sempre, mas acho que dessa vez você se superou. Que texto! Seu ponto de vista me ajudou a entender melhor o que foi a lambança de domingo e a me conformar um pouco com a derrota frustrante de Hamilton e Mercedes. Grande abraço.

  • SC virtual teria sido mais justo. Masi foi o juiz que anulou gol legítimo na final de campeonato deixando Hamilton vendido. Agora que o inglês poderia ter apelado para ignorância fechado de todo o jeito o Vertappen, isso poderia ter sido feito sim.

  • Quem assistiu as corridas depois do Brasil justamente quando a audiência da F1 praticamente duplicou, vai achar que o título foi injusto. Pois do Brasil pra cá vimos um Hamilton absoluto pra cima de um Verstappen inferior que pilotava de forma perigosa.
    Porém o campeonato é anual, são 22 corridas e com tantas provas falar que quem fez mais pontos não merece ser campeão é coisa de torcida fervorosa, neste caso as Hamiltetes que estão aos montes aqui.
    Max foi um adversário duríssimo, elevou seu nível ao do comandante. Jogou em momentos chave o carro pra cima de Hamilton? Sim, e foi punido por isso. Toda disputa mais definitiva Max jogava duro e Hamilton recolhia o carro. O inglês é covarde? Jamais, Max sempre esteve à frente no campeonato. Era um jogo de xadrez entre dois mestres. O holandês foi sujo? Talvez, em um momento do campeonato, e ae? Querem um lenço? Hamilton colocou Verstappen no bolso na corrida em Abu Dhabi e seria campeão se Latifi não batesse? Sim, claro. Mas Latifi bateu, Max passou e foi campeão com Latifi pedindo desculpas por ter influenciado no título. Em resumo Max foi extraordinário, não se abalou nas derrotas, teve uma força mental surreal que eu não imaginava, foi campeão por mérito. Lewis só fez o título valer cada curva pois também foi gênio ao se manter vivo quando não tinha o carro mais rápido e aproveitar quase 100% dos pontos quando o carro se tornou o melhor.
    O título de construtores ficou com Bottas…… digo com a Mercedes, que graças ao finlandês ergueu mais um troféu. Outro recorde, Hamilton/Bottas fazem a dupla com mais títulos de construtores na história da F1. A maioria dos sites especializados “manchetou” que o campeonato de construtores seria decidido pelos “segundões”, quero ver agora terem peito (saco roxo mesmo) para destacar que Vartão foi o responsável pelo feito.
    Fim dos mais sem sal para Kimi, terminar uma era na F1 errando é lamentável, não apaga o que fez na F1, mas justifica a pedida de boné. Seria um recado do finlandês para Vettel???
    E pra finalizar Sainz Jr. Como terminou à frente de Leclerc? O monegasco foi mais rápido em classificações e corridas e terminou atrás? Sainz estreou uma dupla de novatos na Toro Rosso com Vertappen e perdeu, depois venceu Kvyat, perdeu pra Hulk e venceu o na época novato Norris. Nada de extraordinário até domingo, quando fechou o ano à frente de Leclerc. Um feito enorme e na Ferrari uma equipe gigante. Para a resposta da pergunta vou ficar com duas frases. Sócrates “O homem para ser completo tem que estudar, trabalhar e lutar”. Hulkemberg (na época que dividia garagem com o espanhol disse) “Nunca vi um piloto trabalhar, estudar, treinar e se esforçar tanto como Carlos Sainz Jr”.
    Parabéns à F1, parabéns aos pilotos que nos deram esse campeonato sensacional.

  • Discordo, Flavio. Masi e os comissários dobraram as regras e acharam uma interpretação que os eximisse das burradas. Ele fez o que não poderia fazer. Subverteu as regras e atuou subjetivamente conforme lhe conveio. Na decisão, são citados três artigos do regulamento esportivo pela FIA: o 15.3, o 48.12 e o 48.13. Só que o 15.3, que é o do safety car, é apenas um limitador da responsabilidade do diretor de provas e do secretário de provas, uma determinação de hierarquia entre o diretor de prova e o comissário desportivo. E ele diz apenas que o “diretor de provas é o único responsável por colocar ou retirar o safety car da pista”. Ou seja, ninguém mais pode dar esta ordem. O artigo não dá um “direito divino” para o diretor de provas rasgar o livro de regras; as regras e atribuições do diretor de prova NÃO permitem isso. Ele continua obrigado a seguir o regulamento que regula o uso do carro de segurança. Sobre a regra não escrita de se tentar terminar provas sob bandeira verde, é um acordo de cavalheiros, tem a mesma validade legal de um contrato de gaveta e não se sobrepõe de maneira alguma ao livro de regras. Se Masi tomou decisões opostas em situações iguais porque foi pressionado mais por A que por B, então não tem o estofo necessário para seguir sendo diretor de provas; e a incompetência dele definiu uma situação-chave para um piloto ser campeão em detrimento à possibilidade real do título de outro. Não houve respeito às regras muito menos ao esporte.

    Sobre os outros dois artigos, o 48.12 e o 48.13, eles não se sobrepõem, como diz a FIA em sua decisão, nem são sobrescritos por nenhum outro. Na realidade, são complementares. E fica mais evidente a incompetência capital de Masi. Como você disse, o precedente da calamitosa decisão foi a postura do mesmo Masi no GP de Eifel de 2020, em Nürburgring. São as mesmas regras que ele seguiu lá e não seguiu aqui, sem margem para interpretação. E, acredito que você seja mais fluente em inglês que eu, mas o “any cars” da regra se refere a “qualquer carro”, e qualquer carro significa “todos”, não?

    De qualquer forma, eu vejo como incompetência completa (não só por esse, mas por diversos episódios ao longo dos anos), inconsistência e uma postura covarde e antiprofissional de tentar tirar o corpo fora a qualquer custo. Que o custo seja, no mínimo, a saída dele do esporte.

  • O pior cenário acabou acontecendo.
    Depois de 21 corridas, dois pilotos empatados, ou seja, em tese, ambos igualmente merecedores e o título foi definido em uma cadeia de eventos amplamente favoráveis a um deles.
    Como esporte, isso manchou completamente o campeonato.
    As pessoas confundem a emoção de uma última volta bonita, disputada em condições indevidamente desiguais.
    Para o Hamilton, só teria uma coisa pior: se fosse o contrário e ele tivesse ganhado dessa maneira.

  • O Hamilton não jogou o Verstappen pra fora em Silverstone e foi punido.
    O Verstappen jogou o Hamilton pra fora em Interlagos e não foi punido.
    Em Monza, já na largada, o Verstappen fechou o Ricciardo no mesmo lugar em que ele forçou pra cima do Hamilton. O Ricciardo recolheu para não ter a batida. O Verstappen subiu no carro do Hamilton.
    Em Jeda, merecia ter sido desclassificado.
    O que o Pérez foi em Abu Dhabi foi anti-jogo.
    O Hamilton reclamou que o safety car ia devagar até nas retas.
    Forçaram até o último segundo possível para que houvesse uma relargada e o Verstappen fosse campeão porque era o melhor marketing possível para a categoria.
    Não tem como não pensar em manipulação porque só erraram para um lado em todos os momentos capitais do campeonato.

  • Bom… de tudo o que aconteceu, concordo com uma das colocações do Alfredo Aguiar.
    Ficou uma bosta sem conserto.
    Com esse campeonato belíssimo, com todas as reviravoltas, e com todos os espetáculos (fornecidos por ambos os pilotos) tinha que terminar desse jeito?
    PQP… ou esse diretor de provas é muito burro, ou manipulou o resultado.
    Em qualquer uma das situações ele cagou com o campeonato, não com o que aconteceu durante o ano, mas com o resultado final sim.
    Inclusive penso que o MAX merecia ser campeão. Mas não com esse desfecho.

  • Eu acho q o Masi estragou um final muito mais épico que podia ter acontecido se ele não tirasse os carros entre os dois….. A decisão seria na linha de chegada e não na última volta, Maxx passaria os retardatários e iria pra cima do Lewis na reta de chegada e os dois cruzariam juntos a linha, imaginaram isso?

  • O erro todo foi a decisão incompreensível do Masi de não permitir que os retardatários tirassem a volta quando eles sempre fazem isso. Tanto é que os outros pilotos ficaram perguntando pras equipes se iriam poder realinhar.

    E de onde veio essa decisão? Do Toto Wolff buzinando na orelha dele pra não deixar o safety car mudar o resultado da corrida.

    Se tirassem o botão de comunicação com a direção, o resultado teria sido o mesmo, mas o Masi teria liberado os retardatários na hora certa, pois não teria tentado agradar ninguém.

  • Ser pai é a coisa mais legal do mundo! Visível o exagero de alguns pais covardes, como Jos e outros citados, que de certa forma não chegaram onde queriam e transportam todo esse peso para seus filhos. Vergonhoso. A vitória dos filhos pertence exclusivamente a eles próprios!

  • Discordo de você Flávio. O artigo 15.3 diz que o diretor de prova é a ÚNICA pessoa responsável pela entrada e saída do safety car. Isso não quer dizer que ele possa mandar entrar e sair ao seu bel prazer e é exatamente pra isso que temos os artigos 18 e seus parágrafos.
    Oras, um juiz de futebol é o único cara em campo que pode assinalar um penalty, mas ele não pode simplesmente , pra fazer um time ganhar um jogo, colocar a bola na marca do penalty e mandar bater um time bater”porque o jogo fica mais bonito se não for empate”. Ou, porque ele é muito malandro pra ler o livro de regras. Ou, muito lesado pra tomar decisões LEGAIS. Acho que aqui estamos confundindo a função de diretor de provas com Zeus ou alguns juízes brasileiros que acham que são donos das leis.
    O problema é que agora não sei o que é pior: O título conseguido de forma inidônea pelo piloto da RedBull ou ser dado a Hamilton nos tribunais. É óbvio que o direito se sobrepõe ao elegante e seria terrível termos de carimbar uma injustiça pra não afear o campeonato.
    Ficou uma bosta sem conserto. Se deixar a taça com o Verstappen. Vai ficar com um título ganho de maneira ilícita e o que é pior a ilicitude sequer foi cometida por ele ou sua equipe. Se der pro Sir Lewis Hamilton. Vai ser ganho no tapetão.
    Como um esporte que movimenta bilhões de dólares e é considerado a nata do esporte a motor mundial não consegue um sujeito decente pra fazer esse serviço. Que bela merda é esse Michael Masi.
    (No caso do título de maneira ilícita, pelo histórico do agraciado, acho que ele tá pouco se lixando)

    • Bom, foram os comissários que recorreram ao 15.3 para justificar o que Masi fez. Eu não estou dizendo que concordo com nada no texto, fiz apenas um relato dos fatos e fui bem claro: ele podia fazer o que fez (tanto que fez), estava amparado, ainda que de maneira tortuosa, pelo regulamento (tanto que os artigos foram mencionados no próprio comunicado). E fez tudo errado — aí sim, minha opinião.

  • Eu acho que a decisão da Mercedes em não para Hamilton foi influenciada pela mensagem dos retardatários não ultrapassarem. Foi muito estranho. Não acredito em teorias da conspiração. Mas Masi fez merda. Ficam falando que Hamilton sempre é beneficiado. Não acho. Acho que, pelas atitudes que Max tomou nas ultimas corridas, ele foi o beneficiado. Nunca vi em 45 anos de F1 um cara tomar 5 punições, inclusive por um FDP brake test e não ser desclassificado.
    Infelizmente, criaram uma situação lamentável….

  • Depois do desastre do GP da Bélgica vale tudo.
    Já estou começando a achar que caso a pista não esteja 100% obstruída que coloque o esquisito safety car virutal, pelo menos ninguém leva vantagem na sorte. O mesmo para bandeira vermelha: regime de parque fechado, no máximo ventilar os radiadores.

  • Flavio, incrível, como sempre! Gostaria de saber sua opinião sobre uma teoria… Em Jeddah, Lewis foi favorecido com as decisões, o que deixou o campeonato empatado pra última corrida. Na primeira volta, Lewis foi favorecido com a vantagem que ganhou saindo do traçado (sem investigação). Quando houve o incidente com o Latifi, imaginei que não iriam arriscar uma bandeira vermelha e relargada, pois o Hamilton poderia se dar mal. Masi disse no rádio que não haveria o alinhamento dos pilotos pra saída do SC. Na minha visão, a FIA havia planejado tudo, até aquele momento, para que o Hamilton fosse campeão. Só que isso tava muito na cara. Apenas, então, optaram pela saída do SC e relargada, pra não ficar muito explícito que estavam favorecendo o Lewis. Mas, pegando apenas as decisões finais, a tendência é enxergar o Max como favorecido. E tudo isso pode não significar nada, apenas muito poder na mão de um cara só, que, pressionado, foi de um lado para o outro…

  • Tudo dito, que venha 2022 com novos carros e a mesma competitividade de 2021.

    Acredito que mudanças radicais favorecem os mais criativos. A alteração de regulamento de 2021 foi decisiva para que a equipe mais “criativa” se adaptasse mais rapidamente e acabasse com o “caneco” na mão.

    Quem tem um Adrian Newey no time sempre larga na frente… acho que 2022 será muito engraçado.

    Um campeonato que fecha cheio de considerações e suposições, dessa forma pergunto: Se o Hamilton tivesse vencido e o Vestapen não tivesse ido na coletiva de imprensa ninguém estaria falando sobre isso??? Será que o Holandês não teria que carregar a pecha de “mal perdedor” para todo o sempre?

  • Flavio.
    Texto perfeito, apreciação perfeita do fatos. Você foi Campeão Mundial.

    Aproveito a oportunidade pra lembrar um fato que tem passado despercebido, no calor do embate: depois de ultrapassar Lewis, quando o inglês pegou o vácuo, Max fez zig zagues na reta, mudando de direção mais de 2 vezes, no melhor “estilo” Senna. Não acho que merecesse punição, mas pelo menos uma advertência.

    Antonio

  • Puxa, o chupez conseguiu concatenar um trocadilho; paupérrimo, mas trocadilho. Deixou o gugu dadá mimimi. Acredito que foi a primeira vez que o tico e o teco conversaram. Quem sabe, se continuar assim daqui a pouco ele supera a fase oral.

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