VOLTANDO

SÃO PAULO (depois explico) – Buenas, macacada! Sentiram minha falta? Pois não vão sentir mais. Depois da tempestade vem a bonança, dizia o Capitão Haddock. Não sei se ele dizia isso entre insultos como “ectoplasmas”, “embusteiros”, “fariseus” e “sacripantas”, mas sou fã assumido de Archibald Haddock e por isso a citação. Justíssima.

Passou a tempestade, que venha a bonança, pois.

Preparem-se. Escreverei mais. E muito. Chega de economizar palavras e de tentar me enquadrar na norma culta dos “fios” (que merda de invenção é essa?) de 240 caracteres, dos pretensos textões de aplicativo de fotos ou das dancinhas de celular. Caguei para tudo isso. Estamos de volta a São Paulo depois de uma temporada turbulenta na Bahia. Para fazer o que sempre fiz: escrever.

E sem enrolar muito, porque tem bastante coisa acontecendo no mundinho das corridas. O que não vai faltar é assunto para vocês comentarem. Se é que alguém ainda vem aqui, porque às vezes tenha a impressão de que os leitores foram abduzidos e trocados por “seguidores”, e que a leitura foi substituída por um negócio chamado “engajamento”, outra merda que deixa excitados os jovenzinhos que reduziram a vida a uma competição de “likes”.

(Quando um repórter pediu a Nelson Rodrigues que desse um conselho aos jovens, este respondeu apenas: “Envelheçam”. Acho a resposta genial, embora não precise ser obedecida em sua literalidade. Envelhecendo todos estamos, a cada segundo. Acrescentaria: aproveitem a juventude, aproveitem seu tempo, aproveitem a vida. A vida não é dar “likes”. Cada curtida que você dá na sua telinha sagrada te toma o tempo que você deveria estar usando para curtir coisas de verdade.)

Masi: falta só anunciar

CAIU? – Michael Masi desapareceu do site da FIA. Ele e Nicholas Tombazis, este o chefe de assuntos técnicos relacionados aos monopostos. Masi, todos lembram, é o diretor de provas da F-1 desde a morte de Charlie Whiting, em 2019. A própria FIA está de presidente novo, o emiradense Mohammed Ben Sulayem, eleito no fim do ano passado sobre quem nada escrevi até agora porque não tenho nada para dizer dele, mesmo. Apenas achei curiosa a presença de Fabiana Ecclestone em sua chapa. Fabi é uma advogada de São Paulo que conheci há anos quando trabalhava com o Tamas Rohonyi na organização do GP do Brasil. Acabou se casando com Bernie Ecclestone em 2012. É uma querida. Não tenho ideia do que foi fazer na FIA. Até onde sei, estava tranquila em Amparo, no interior do estado, cuidando de uma fazenda de café com o marido. Mas sua chegada à entidade é prova inconteste de que Bernie ainda sopra seu apito e alguém escuta. Não estou subestimando as capacidades da Fabiana, não. É uma senhora advogada. Pode até virar presidente da FIA no futuro. Só não entendo qual a motivação para se meter nesse vespeiro. Quando encontrá-la, perguntarei.

Voltando a Masi, ele sumiu do site da FIA, como dizia antes de desviar o assunto para o novo presidente Ben Sulayem, citado como emiradense porque este é o gentílico para quem nasce nos Emirados Árabes Unidos — no caso dele, um ex-piloto de rali, e dos bons, em Dubai. Sumiram Masi e Tombazis. O que se comenta é que esse é o preço que a Mercedes cobrou para retirar o protesto contra o resultado do GP de Abu Dhabi, que deu o título do ano passado a Max Verstappen.

Oficialmente, Masi ainda não foi despachado de volta para a Austrália, onde nasceu. Mas será. A FIA decidiu apurar todas as circunstâncias que levaram o diretor a fazer o que fez na última corrida de 2021. Vai ouvir equipes, engenheiros, técnicos, chefes, cozinheiros, pilotos, mecânicos e todo mundo que tiver algo a falar. No dia 3 de fevereiro, promete anunciar ao mundo o resultado de suas investigações e divulgar novas regras para o uso do safety-car. Talvez só aí o personagem da nossa próxima notinha de 500 linhas volte ao mundo dos vivos.

Charles e Lewis: última aparição

CADÊ TU? – A última vez que ouvimos a voz de Lewis Hamilton foi pelo rádio da Mercedes. Algo como “cara, eles estão manipulando esse negócio”. Essa gravação apareceu depois que ele deu a entrevista protocolar pós-GP de Abu Dhabi, ainda no Parque Fechado. No caso, a Jenson Button. A seguir, cumprimentou Verstappen. Foi ao pódio, recebeu seu troféu, não apareceu na coletiva dos três primeiros colocados (porque a Mercedes imediatamente protestou o resultado) e sumiu. Ressurgiu três dias depois sendo cutucado pelo príncipe Charles com um sabre (ou seria um florete?) no Castelo de Windsor, saiu de lá como Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Entrou mudo e saiu calado. E evaporou.

Muito ativo nas redes sociais, Lewis deixou-as às traças desde então. Não há nenhuma postagem em nenhuma delas após a corrida na qual perdeu a chance de ser campeão mundial pela oitava vez. Nada de Instagram, nada de Twitter, e não sei quais as outras. Nenhuma palavra. Nenhuma foto. No mundo de hoje, é como se a pessoa tivesse deixado de existir. No Instagram, zerou sua lista de gente que seguia.

Pode-se interpretar isso tudo do jeito que se quiser. Afinal, ninguém falou com ele. Como o jornalismo moderno está reduzido a um acompanhamento 24/24 de redes sociais — pobres repórteres, relegados à função de reproduzir na base do copy-paste as declarações das celebridades sem poder questioná-las –, o que se tem de informação sobre Hamilton neste momento é… nada.

(No meu tempo, os grandes veículos de comunicação já teriam deslocado um repórter para cada residência de Hamilton, onde ficariam de plantão até ele dar as caras. Uma hora o cara sai na varanda. Vai comprar pão. Dá um pulo na academia. Recebe uma pizza na portaria. Era assim com Senna, quando ele desaparecia: Angra, Tatuí, escritório em Santana, casa no Horto, apartamento em Higienópolis. “Achem o cara!”, eu determinava, na Redação. Alguém achava. Uma vez o Cilinho, técnico do São Paulo, figura ímpar, sumiu. Meu repórter Fernando Santos encontrou o treinador numa chácara não sei onde. “Ele não me deixou anotar nada”, falou pelo orelhão. “Tive até de beber cahaça. Eu que não bebo nada! Mas eu tenho tudo na cabeça. Pega a caneta aí, vou ditar a matéria.” Que baita repórter, o Fernando Santos…)

Na imprensa inglesa, começaram a surgir os boatos sobre uma aposentadoria precoce de Hamilton. Irritado, magoado, desiludido com o que aconteceu em Abu Dhabi (sim, ele foi muito prejudicado pelas decisões do diretor de prova, embora este, o diretor, estivesse amparado por um regulamento confuso e sinuoso), Lewis estaria decidido a não correr mais. Ou, no mínimo, disposto a esperar pelo que será determinado pela FIA para resolver o que vai fazer da vida. Eu não me surpreenderia se ele anunciasse o fim da carreira. Ficaria obviamente chocado — uma notícia dessas é chocante, sempre. Mas acho que vai continuar. De qualquer forma o suspense está no ar.

Vettel na Mercedes?

O ELEITO – Pelo sim, pelo não, a Mercedes já estaria pensando no que fazer caso Hamilton decida pendurar o capacete. O “Bild”, jornal sensacionalista do país, não pestanejou. O nome seria Sebastian Vettel. Não há nenhum indício concreto de que isso possa acontecer, mas fica o registro.

E querem saber? Faria todo o sentido.

Audi com McLaren?

VW NA ÁREA – Andam dizendo por aí que o grupo Volkswagen já decidiu que vai entrar na F-1 em 2026, quando novos motores forem introduzidos na categoria. A ideia é usar as marcas Audi e Porsche, que pertencem ao portfólio da empresa. É praticamente certo que isso vá acontecer. Mas a VW não está a fim apenas de vender motores nas gôndolas dos supermercados. Na imprensa alemã, comenta-se que o interesse maior é na compra de equipes existentes, ou de parte delas. E já se avança na seguinte direção: a Audi ficaria com a McLaren e a Porsche, com a Red Bull.

Tudo é possível. E desejável, eu diria. A VW não vai montar equipes próprias para jogar Audi e Porsche na F-1. É muito caro e o processo é lento e potencialmente desastroso — a Toyota que o diga. Mas duas marcas desse tamanho só teriam a somar, como dizem os comentaristas de futebol. A McLaren não está nadando em dinheiro e adoraria estampar quatro argolas em seus carros. A Red Bull deixou de ser patrocinadora há tempos e tem hoje uma estrutura de time grande, protagonista e campeão. Mas não rasga dinheiro e não faz motor. Vai herdar os Honda, é verdade, mas se aparecer alguém para encampar a tecnologia e a produção, com nome tão forte, assina na hora.

Montoya nas 500: tentando o tri

DÁ-LHE, GORDO! – Aos 46 anos, Juan Pablo Montoya foi confirmado mais uma vez pela McLaren para correr as 500 Milhas de Indianápolis. Vencedor da prova em 2000 e 2015, o colombiano é um dos pilotos mais carismáticos da história. “Nossa, que exagero!” Olha, eu gosto de exageros. Mas ele é mesmo. Aliás, antes que me acusem de gordofobia, “Gordo” era o apelido dele na F-1 junto aos amigos. Nunca reclamou. Montoya era mesmo meio gorducho, adorava comer hambúrgueres, nunca negou isso e não tem nada de errado em ser como ele é. Às vezes, no esporte, pode atrapalhar. No seu caso, quando se trata de correr com monopostos, até atrapalha. Mas ninguém tem nada com isso. Sou fã incondicional do cara. E espero que ele ainda tente as 24 Horas de Le Mans para fazer a Tríplice Coroa. Bem que a Toyota podia quebrar o galho, né?

Peterhansel: eletricidade na areia

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – Não tenho nenhum apreço especial (nem desapreço) por carros elétricos, mas fecho o dia com meu sincero espanto diante do desempenho dos protótipos eletrificados da Audi no Dakar 2022. A marca escolheu dois veteranos campeoníssimos (me identifico, é minha geração) para disputar o rali com seus carros que zumbem, o francês Stéphane Peterhansel, 56, e o espanhol Carlos Sainz, 59. Ganharam uma penca de especiais. A prova será vencida por um carro convencional, um Toyota Hilux pilotado por Nasser Al-Attiyah (51 anos; cadê a molecada?). Mas a velocidade com que os elétricos estão mostrando que podem ser competitivos é assustadora. E silenciosa.

Maserati na E: histórico

FORTE, SIM – Depois de perder algumas montadoras — o desfalque mais pesado será o da Audi, sem dúvida –, a Fórmula E deu uma demonstração de vitalidade ao anunciar, nesta semana, a chegada da Maserati à categoria. A marca italiana já entra no campeonato na próxima temporada. Desde 1957, quando Fangio conquistou o pentacampeonato na F-1, não se vê o tridente em nenhuma competição de monopostos. Pertencente à Stellantis, essa gigantesca fusão de Fiat com Chrysler, Peugeot e Citroën, a Maserati será a primeira equipe italiana a correr na Fórmula E. Que está viva, embora tenha sido surrada pela pandemia nos últimos dois anos.

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Giovani Fornel
2 anos atrás

Que textos fantásticos.
Já estava cansado de textos que para dizer uma frase apenas, escrevem a mesma coisa 20 vezes para parecer um texto grande e vc ter que ver 40 propagandas enquanto rola o Fred, o texto só enrola.
Apareceu pra mim na lateral esquerda das notícias do Google, e com certeza vou “curtir” para continuar recebendo as notificações e continuar as leituras.

Parabéns pelo retorno.

Nelson Souza
Nelson Souza
2 anos atrás

Bom te ler de volta no blog, seus textos são primorosos, suas análises e visões de mundo fazem muita falta.

Rafael
Rafael
2 anos atrás

Oi Flávio. Que bom que voltou ao blog. Faz muita falta ler seus textos aqui. Entro diariamente procurando notícias confiáveis no grande prêmio e sua opinião aqui. Forte abraço

Paulo F.
Paulo F.
2 anos atrás

“Tudo, para mim, é viagem de volta”.
Guimarães Rosa
( )s
Paulo

Antônio José Lopes Alves
Antônio José Lopes Alves
2 anos atrás

E sobre a Ferrari, algum pitaco?

Fernando
Fernando
2 anos atrás

Estava acompanhando a abertura do restaurante pelo Instagram. Inclusive tinha seguido a página. Aparentemente a ideia foi abortada. Lamento.

famip
famip
2 anos atrás

Ok Flavio posso estar viajando, mas não entendo essa postura aqui no blog de que estava nas regras essa roubada que deram no Hamilton.
Vou misturar alhos com bugalhos aqui porque o raciocínio é o mesmo, a pesar da matéria não ter absolutamente nada que possa se comparar, nem escalas nem proporções, mas o raciocínio é o mesmo.
A leitura freestyle da regra (que já disseram por aí não dava direto de ditadura do Michael Masi está dentro das regras segundo sua leitura. O impeachment da Dilma não estava?
Não se ofenda, não sou a favor desse governo, só estou provocando o raciocínio, eu estou puto com a cobertura do Grande Prêmio também nessa mesma linha.

Nícolas Borges
Nícolas Borges
2 anos atrás

Flavinho, que textaralhaço! Parece que tava com fome de castigar o teclado… Fico feliz por isso mas triste pelo projeto Itacaré não ter vingado, pelo o que deu pra perceber. Mas como disse um colega leitor aqui, o importante é que você e a Laêne sejam felizes, onde quer que seja. Até mesmo nessa paulicéia (sim, também odeio o último acordo ortográfico) cada vez mais desvairada. Abração!

Roberto Borges
Roberto Borges
2 anos atrás

Caro Flávio,
ainda bem que retornou com a corda toda!
Feliz 2022!
Textões, cheios de conteúdo, de tiradas engraçadas e inteligentes. Sim, muita gente ainda vem aqui para ler!
Vivas!!

Barreto
Barreto
2 anos atrás

Bem vindo de volta.

Juruna
Juruna
2 anos atrás

Bem-vindo de volta, sentimos falta.
E o Masi, hein? Fez o serviço sujo e provavelmente acabou sacrificado pelos chefes, que saem impávidos. Quantas vezes já vimos isso acontecer por aí?

Wagner
Wagner
2 anos atrás

Do alto dos meus 65 anos, não tem como discordar da sua opinião em relação á alguns “modismos”.
Em um ano que não me lembro mais, assisti dos boxes uma boa parte das 500 milhas da Granja e ao meu lado, estava o Gordo. Excelente figura e grande piloto.
Estou torcendo para que você seja recontratado pela Disney para fazer parte da equipe que irá comentar e narrar a temporada da Indy.

Jorge Avelino
Jorge Avelino
2 anos atrás

Bem vindo de volta!
Sou das antigas, assim como você não entendo muito esse mundo pasteurizado das redes sociais. Muito bom saber que voltou fazendo o que faz melhor: a sua bela escrita. Estou por aqui diariamente para ler seus textos e quanto maior melhor.

Rafael Rego
Rafael Rego
2 anos atrás

Flavio, vc ja entrevistou o Montoya?
Tem uma entrevista do Felipe Massa onde ele diz que o Montoya era super antipático e arrogante, um dos caras mais chatos do grid.

Mas eu era fã dele. Guiava muito.

Marcelo Tx
Marcelo Tx
2 anos atrás

Varios petardos ai hein, essa do Vettel eu amei.

Fabio de Deus
2 anos atrás

Que bom que está de volta, Gomes! O seu blog sempre foi(pelo menos nos ultimos 15 anos) uma parada obrigatória, se não diariamente, pelo menos umas 4 vezes na semana, para ler sobre o que quer que escrevesse. Acho uma inspiração você decidir ir contra essa modinha de “fios” ou stories e videos o tempo todo. Poder ler um bom texto, aqui no seu blog é um bálsamo e uma inspiração. Vida longa e que continue sempre!

LucPeq
LucPeq
2 anos atrás

Visito o blog todo santo dia mas apenas como um ávido leitor

Sérgio Guerra
Sérgio Guerra
2 anos atrás

Cacete!!! Voltou igual uma betoneira sem freios ladeira abaixo. Muito bom mesmo!!!! Vida longa ao blog.

Tuta Santos
Tuta Santos
2 anos atrás

Aí Gomaldino! O texto desse guri “flói”!

Rogério
Rogério
2 anos atrás

Viva os textões!

Michel
Michel
2 anos atrás

Flávio, mesmo não comentando, leio absolutamente todos os seus posts no blog desde os primórdios, no começo do século. Senti falta nesse último mês, entrava toda hora pra ver se tinha algo! Abs

Leonardo Lago
Leonardo Lago
2 anos atrás

Bem vindo de volta. Ainda visito esse blog diariamente. Como nos últimos 16 anos.

Carlos Pereira
Carlos Pereira
2 anos atrás

Venho aqui, diariamente para ler seus textos, ver as fotos. Ainda sou um leitor, com muito orgulho.
Acho que Lewis está se comportando mal. Não conseguiu digerir, fica se fazendo de vitima e tenta copiar seu “ídolo”, para se firmar como um herói. Esse é um problema do mundo atual: criam heróis que não existem. E estes se acham donos do mundo. Se ele quer dar exemplo, que encare a situação, engula o choro, e aceite como bom perdedor. Fui esquisita a situação? Foi sim, no meu ponto de vista, mas aparentemente estava dentro das regras do jogo. Acho que se a FIA se submeter às vontades da Mercedes e do Lewis, vai criar uma situação embaraçosa, perigosa, e abrir precedentes. Pode cair no ridiculo.

Rodrigo
Rodrigo
2 anos atrás

Voltou cheio de energia! Seja bem vindo de volta!

Wagner
Wagner
2 anos atrás

Seja bem vindo de volta Sr. Gomov.
Passo pelo seu blog quase todos os dias, é muito bom saber que não será abandonado.
#ForaBoso
#ForaMasi
#ForaDjokovick (Nem sei se é assim que escreve)
#####FicaGomov

Pedro Leonardo
Pedro Leonardo
2 anos atrás

Que bom que o melhor texto do Grande Prêmio voltou com tudo. Bem-vindo ao lar. O esporte a motor e o jornalismo agradecem.

Velocidade Animal
2 anos atrás

A Bahia só é boa para turistar, ao contrário do ES.

Vera
Vera
2 anos atrás

Bem-vindo!
Adoro ler texto, textão, pílulas, não interessa o formato, o importante é a qualidade.
Leitores de blog resistem e sobrevivem, não nos abandone!

Marcus
Marcus
2 anos atrás

Grande Flavio Gomes! Que bom que tem gente escrevendo de verdade e gente lendo tambem! Normalmente nós, envelhecendo como disse Nelson Rodrigues, que ainda lembramos como se aproveita a vida! E como tambem não tenho rede social nenhuma, tenho uma pergunta: como faço para te enviar umas fotos de alguns DKVs que encontrei num pequeno museu em uma pequena cidade da Suécia? Um abraço!

ba
ba
2 anos atrás

Flavio, não sei como o site contabiliza a métrica de acessos do seu blog, mas creio que muita gente (como eu) utiliza aplicativos que puxam o feed de notícias pra lê-las – o que acarretaria menos acessos diretos ao site, mas conservaria a quantidade de leitores. Enfim, Toda essa esquematização pra dizer que sim, continuamos a ler o que você escreve.

ze otavio
2 anos atrás

Que belos textos, delicia de ler, que bom que voltou, fez falta nestes tempos bicudos.

cesar
cesar
2 anos atrás

Ainda estamos aqui…os leitores…

Max PS
Max PS
2 anos atrás

Bom retorno.
Comento pouco, mas acompanho o blog e o GP desde o surgimento de ambos (final dos 90?).
Pensei que você tivesse aposentado e ido morar em Itacaré (entenderia perfeitamente a decisão).
Abraço.

Simão
Simão
2 anos atrás

Querido FG.
Estava com saudades de ler um “textão”.
É triste viver no mundo das redes sociais, likes, etc… telinhas. Eu tenho quase a tua idade e portanto fui criado solto na rua. A violência dos dias atuais não nos permite criar filhos soltos. Pra piorar pingou essa pandemia e pegou meu filho em cheio. Um molecão gente boa que entrou na adolescência trancado em casa devido a pandemia. Não pegou o virus Sars-Cov19, mas pegou o virus das telas. Meu filho está completamente viciado em telas. Apesar de muita conversa e insistência pra fazer algo diferente, por mais que enfrente algum castigo, nossa vida virou um inferno por causa das telinhas.
Adolescente, no auge dos hormônios explosivos, briga, discute, grita e reluta em fazer algo que não envolva tela.
Qdo era pequeno ele ainda sentava ao meu lado, na fente da tela da TV, pra ver F1 nas manhãs de domingo. Mas já não faz mais.
O que fazer?
Eu sigo tentando despertar nele o gosto pela leitura. Sugeri a ele o Gerd, der trab, mas até agora nada. Não vou desistir…
Gde abraço e por favor continue escrevendo. Tenho certeza que é a alegria de muitos aqui é ler seus textos.

Gerson
Gerson
2 anos atrás

Porra, que bom que os textões voltaram. Visito esse blog diarimente desde 2006 ou 07 e estava triste pensando que só nos restaria o Twitter para ler opiniões relevantes.

Eduardo Monteiro
Eduardo Monteiro
2 anos atrás

Depois da excelente temporada de 2021, apesar do resultado final duvidoso, estas notícias, somadas ao imponderável gerado pelo carro novo, dão um bom tempero para o início da temporada 2022.

Sobre o seu sumiço: sabemos que você está trabalhando na organização do editorial de esportes do futuro Pravda lulista.

Tiago Oliveira
Tiago Oliveira
2 anos atrás

Saudacoes desse leitor alhieo a redes sociais. A morte dos blogs é a morte da internet. Envelhecamos esse mundo por favor, pois ele precisa das ideias novas dos velhos.

Adorava a Formula-E com os carros antigos, esses batmoveis estao destruindo a categoria, grandes demais para as pistas que correm.

Carlos Tavares- Campinas SP
Carlos Tavares- Campinas SP
2 anos atrás

Não podia começar 2022 com essa excelente notícia. Quem bom que você está de volta Flávio! Quando você escreveu sobre o plantão de repórteres atrás do Senna, lembrei dos meus tempos de repórter aqui em Campinas, quando fazia a famosa “campana” atrás de uma exclusiva com um novo contratado para jogar na Ponte ou no Bugre, antes de ser apresentado oficialmente. Coisas de velhos jornalistas.

Abraços Flávio, bom retorno!

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
2 anos atrás

Há também o comentário de que a FIA foi bem clara com a Mercedes: se a equipe continuasse com o protesto contra o resultado do GP de Abu Dhabi, a Mercedes seria proibida de participar das corridas de F-1 de 2022 ou de qualquer outra categoria. Como a única verdade é que Lewis Hamilton teve o 8º título ROUBADO por Michael Masi, o acordo de Toto Wolff com a FIA é que Masi será demitido. Dessa forma, Hamilton volta por cima e vida que segue.

Francisco laterza
Francisco laterza
2 anos atrás

Olá Flávio, eu e minha familia estamos com saudade das suas lives. Tambem estamos muito curiosos sobre o seu empreendimento na Bahia, fizemos até um bolão, hehe. Fico feliz que voltou a alimentar o blog. Um grande abraço.

Bruno
Bruno
2 anos atrás

Bom tê-lo de volta com informação e com a usual acidez que tempera muito bem a ótima leitura. Um abraço de um leitor assíduo ainda que pouco participativo (acredite, há muitos!)

Marcos Alvarenga
Marcos Alvarenga
2 anos atrás

Leitores de blog ainda não entraram em extinção. Sempre um prazer ler seus textos. Espero que fiquem cada vez mais constantes.

Quem sabe uma volta do “Gira, mundo, gira”? Sei que seria de embrulhar o estômago em tempos tão sombrios, mas é preciso enfiar a mão na caixa de gordura.

Jorge Luis
Jorge Luis
2 anos atrás

Eu passo por aqui todos os dias … Abraço.

Rodrigo Bezerra
Rodrigo Bezerra
2 anos atrás

Bem, já perdi as contas de há quantos anos acesso o seu blog diariamente, bem mais de dez anos certamente. A Marizinha ainda não sabia escrever, hoje está na faculdade de biologia. Enfim.

Tenho para mim (posso estar redondamente errado) que apesar de todas as trapalhadas, Masi é o menos culpado nisto tudo. Queriam melhorar o show (incluindo a Mercedes e o Toto) e foi isto que deu. Sobre Tombazis e os assoalhos, que eu lembre, tiveram as regras alteradas para 2021 em razão do downforce ser um risco para os pneus, que foram repensados em nome do… show. Show é bom, o campeonato do ano passado foi ótimo e na minha opinião, a Mercedes foi uma das culpadas e capitalizou politicamente duas vezes, uma ao se fazer de vítima para os fãs, e a outra por baixo dos panos tirando do caminho quem contribuiu para o desfecho do campeonato.

Continuarei como sempre acessando (e lendo). Feliz 2022 para você.

guest
guest
2 anos atrás

Bem vindo de volta.

Lamento (mas não me surpreendo) que dois camaradas perderem o emprego seja uma exigência da Mercedes: Masi fez lambanças, é fato, mas substituir de sopetão o saudoso Charlie sem nenhuma preparação prévia não seria nada fácil para ninguém.

“um sabre (ou seria um florete?)”: lembrei-me de algo parecido num episódio de Magnum P.I..

Fernando Bernardino
Fernando Bernardino
2 anos atrás

O restaurante continua? Vou a Itacaré no final do mês e estava contando que iria ao menos te ver por lá.
Te acompanho há mais de 10 anos e admiro demais seu trabalho e seus posicionamentos.
Grande abraço!

Sarah
Sarah
2 anos atrás

Por favor, não se enquadre mesmo e continue a escrever. YouTube e Instagram podem ter seu lugar, mas nada substitui a palavra escrita, especialmente a sua!

Marcelo Spacachieri Masili
2 anos atrás

Agora sim, o ritual da manhã e suas qualidades (bom café, boa música e boa leitura) estão completos neste início de ano. Bem-vindo, monstro.

Gus
Gus
2 anos atrás

Seja bem vindo de volta e por favor escreva muito! Ainda existem leitores (eu, desde os primórdios do blog) que sabem reconhecer textos bem feitos.

Diego Ximenes
Diego Ximenes
2 anos atrás

Leio seu blog desde o início, em 2005, obrigado por não nos abandonar