CategoriaComes & bebes

GERD NÃO ESTÁ SÓ

G

SÃO PAULO (claro que não…) – Vejam a foto e a mensagem que recebi do blogueiro Felipe Chaves:

Na última quarta-feira estive em São Paulo e, caminhando pelas ruas do Alto de Pinheiros, deparei-me com um Trabant personalizado pela importadora Uniland para promover a cerveja Czechvar (informação do Facebook). É possível que já o tenha visto também… Por ser um leitor do seu blog e compartilhar da sua adoração por esses carrinhos extraordinários, segue a foto abaixo. Parabéns pelo blog e site (Grande Prêmio), referências para quem gosta e acompanha automobilismo.

Bem, é claro que um Trabant não pode chegar ao Brasil sem que eu saiba… Esse aí pertence a um amigo que importou três para promover as cervejas que ele importa da Europa. A Uniland é uma das maiores importadoras do Brasil, com uma variedade assustadora de marcas. Muitas delas servidas no bar Coisa Boa, no Itaim, que eu ainda não conheço, mas preciso ir.

De Trabi, claro.

IMG_3053E está uma graça esse vermelhinho. Preciso vê-lo andando.

VEM, RIVIERA

V

SÃO PAULO (tá melhorando) – Melhor notícia do ano até agora, sem dúvida, é a reabertura do Bar Riviera, que fechou em 2006 depois de 56 anos de vida e glória. O Riviera, na esquina da Paulista com a Consolação, no térreo do lindíssimo Edifício Anchieta (um dos belos exemplos da arquitetura modernista em SP), foi uma espécie de ponto de encontro de todos que importavam durante a ditadura e a redemocratização. Atrás de sua parede de tijolos de vidro, os destinos do Brasil foram decididos milhões de vezes. Foi cenário de filme, também. Aí em cima, “Besame Mucho”, de 1987.

A promessa é para o meio do ano. Se a nova Prefeitura conseguir tombar (e tomar) o Belas Artes do cretino que não quis renovar o aluguel dos cinemas (que já tinham patrocínio garantido e tudo) e montar lá um centro cultural, ou até mesmo um novo cinema, aquele ponto tão querido da cidade volta a ser o que sempre foi: um charme.

E o bacana é que o dono do negócio, Facundo Guerra, promete que o Riviera vai ser como era. Com o enorme balcão, o mezanino para a boa música, preços de gente decente, para todos, nada desse negócio de boteco-com-cara-de-simples-feito-para-coxinhas, modalidade que infestou a metrópole nos últimos anos. Bares “fake”, coisa de Disneylândia.

Aos poucos, vamos retomando nossa cidade. Vem logo, Riviera!

SONHO MEU

S

SÃO PAULO (não muito distante) – Um Trabi que vende cerveja e salsicha em Berlim. O Sergio Mateu mandou a foto. Se um dia me for dada a chance de escolher o que quero fazer até o fim da vida, direi: quero vender cerveja e salsicha em Berlim num Trabi.

Vamos começar a rascunhar os planos. Será que esse cara aí vende o dele?

MASCARPONE À VONTADE

M

SÃO PAULO (apenas números) – A Pirelli soltou um comunicado agora há pouco cheio das estatísticas sobre a temporada. A íntegra possivelmente estará no Grande Prêmio daqui a pouco. Se não estiver, também, não fará muita diferença.

Então, vamos apenas a algumas delas:

– Pneus slicks usados: 21.400 (de 22.500 produzidos)
– Pneus de chuva usados: 2.100 (de 9.300 produzidos)
– Percentuais dos compostos: 6% supermacios, 25% macios, 21% médios, 17% duros, 18% intermediários, 11% de chuva forte e 2% de testes
– Vida média de um pneu slick: 180 km
– Vida média de um pneu de chuva: 140 km
– Mais voltas com duros: Kobayashi, 798
– Mais voltas com médios: Senna (869)
– Mais voltas com macios: Ricciardo (1.012)
– Mais voltas com supermacios: Raikkonen (237)
– Mais voltas com intermediários: Alonso (145)
– Mais voltas com chuva forte: Kobayashi (104)
– Total de pit stops no ano: 957 (sendo 16 punições)
– Média de pit stops por corrida: 47,9 (1,9 por piloto)
– Corrida com mais paradas: Malásia (76)
– Corrida com menos paradas: EUA (24)
– Pit stop mais rápido: Button na Alemanha, 2s31
– Distância percorrida com todos os tipos de pneus: 390.495 km

O time de F-1 da Pirelli conta com 52 pessoas por corrida. O HC da fábrica italiana serviu 24.132 refeições e 28.350 cafés expressos aos seus funcionários e convidados em GPs, e seus cozinheiros prepararam 314 receitas diferentes de macarrão. Também usaram 205 kg de mascarpone para fazer tiramisù.

Esse do mascarpone foi o dado que achei mais relevante. Aliás, preciso aprender a fazer tiramisù. É algo que impressiona. Bem mais do que comprar feito. Vou estudar o assunto, procurando sempre lembrar do sabor inacreditável do melhor do mundo, de uma pequena trattoria medieval de Faenza.

SOME QUESTIONS

S

SÃO PAULO (incrível) – Depois de receber o seguinte release…

A Diletto realiza uma parceria inédita com o Instituto Ayrton Senna para recriar uma edição especial e limitada do picolé premium chocolate belga ao leite. O sabor era o preferido do tricampeão de Fórmula 1, que morreu em 1994 ao disputar o Gran Prêmio de San Marino, na Itália. A iniciativa visa prestar uma homenagem ao piloto e ajudar a educação pública do Brasil, já que cada picolé vendido terá parte do valor revertido para o Instituto. Hoje, a entidade tem projetos que beneficiam dois milhões de alunos no país. Os picolés estarão à venda a partir de novembro nos quiosques da Diletto em shoppings de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.

…me pergunto: será que só eu acho que essa exploração não vai acabar nunca, será que alguém realmente lembra qual sabor de sorvete o cara gostava, será que só eu não consigo entender exatamente o que faz o tal instituto?

ÓTIMO EXEMPLO

Ó

SÃO PAULO (e deu fome) – Olha que bacana essa história do Spoleto, aquela rede de fast-food de massas que te oferece um milhão de ingredientes para fazer o macarrão na hora. Os humoristas do ótimo canal de vídeos Porta dos Fundos fizeram um vídeo tirando uma onda da pressão dos atendentes, que estão sempre apressando os clientes, e colocaram no YouTube. O pessoal do Spoleto viu e, em vez de acionar os caras, processá-los, encher seu saco, “adotou” o vídeo e fez uma continuação. A história está no Blue Bus. O vídeo está aí embaixo, mas é legal ver o primeiro antes.

Meu filho adora esse treco aí, Spoleto, e quando faz seu pedido, parece estar falando uma outra língua com o atendente. Há um código todo particular entre atendentes e clientes assíduos de lanchonetes. Eu, quando vou pedir, me comporto como a mocinha do milho. Nunca sei o que colocar no bendito macarrão! Mas o post é menos sobre isso e muito mais sobre como absorver uma crítica e crescer com ela, que é o que fizeram os donos do Spoleto. Parabéns a eles.

“Ô, Gomes, e o que tem isso a ver com corridas e carros?”, vai perguntar o blogueiro mais ansioso, porque afinal tem GP da Bélgica domingo. Nada, ué. Só achei legal.

AÍ SIM

A

SÃO PAULO (esse é o cara) – Meu ídolo gastronômico Jamie Oliver acaba de comprar um Reliant Robin! O clássico britânico de três rodas! Oliver vai usá-lo para fazer entregas na área de Kensington e Notting Hill. A isso se chama estilo. O resto é cascata.

Quem mandou a foto, pelo Twitter, foi o Lincoln Barboza.

SONHO MEU

S

SÃO PAULO (e deu fome…) – Então… Eu já decidi meu futuro próximo: uma volta ao mundo de Kombi, se possível de Safari, e depois viver de uma Kombi. Como essa aí da foto, guardada por mais de quatro décadas numa garagem em estado de nova. Foi usada para vender rosquinhas nos anos 60 em Dayton, Ohio, até seu segundo dono resolver aposentá-la porque, parece, um funcionário andou fazendo bobagens com seu dinheirinho.

Ela foi vendida de novo, está no site. Não sei por quanto saiu. Vai para alguma coleção. Linda, com os letreiros pintados, os equipamentos todos funcionando, uma coisa.

Quando eu voltar da minha volta ao mundo, vou montar uma Kombi que será meu sustento. Não sei ainda o que vou vender nela. Cachorro-quente? Rosquinhas? Sorvete? Pastéis? Churros? Crêpes? Macarrão? Tem um cara na avenida Sumaré que vende macarrão de noite, pratos deliciosos, monta umas mesinhas na calçada, legal demais. Bela ideia.

Vou pensar seriamente no assunto.

Ah, quem achou essa aí foi de novo meu amigo Rogério Gonçalves, que se diz “especialista em roscas”. Não entendi direito essa especialidade, mas tudo bem.

ROMEU-E-JULIETA

R

SÃO PAULO (disciplina é tudo, mas é chato) – Fechando o botequim por hoje, um trechinho da coluna Warm Up desta semana. Coluna que andou meio sumida…

Uma ou duas vezes por ano sou convidado para almoçar com um amigo importante do mundo do automobilismo. Ele e sua tchurma, por assim dizer, e não vem ao caso dizer quem é, porque nossos almoços são privados e já ando meio de saco cheio dessa história de que tudo se sabe, tudo se grava, tudo se compartilha. Ainda vou dar um pé no mundo digital e não vai demorar. Preciso só ganhar na loteria, deixar o dinheiro rendendo, largar os negócios com a minha tchurma, comprar uma Kombi Safari e dar a volta ao mundo.

Depois escrevo um livro.

Enquanto não ganho na loteria e não compro a Kombi Safari para dar a volta ao mundo e escrever um livro, porém, vamos tocando o barco. E antes de falar sobre o tema do almoço que, de certa forma, angustia nosotros que de carros e corridas gostamos e, de certa forma, vivemos, abro um parêntese para pedir desculpas aos meus eventuais leitores semanais.

Esqueci de escrever minha coluna nas últimas semanas. Isso mesmo, esqueci. E ninguém sentiu muita falta.

Para ler na íntegra, é só clicar aqui. Se der fome, saia para jantar.

NOTÍCIA BOA (E OUTRA RUIM)

N

SÃO PAULO (pff) – A França deve voltar ao calendário da F-1 a partir de 2013. Essa é a boa notícia. Em Paul Ricard, pista deliciosa, lugar delicioso, de um país igualmente delicioso. Quando for, pare em Cassis e coma um crêpe au Grand Marnier aqui.

A má notícia é que isso sendo confirmado, Spa passa a revezar com Paul Ricard, com o GP da Bélgica sendo realizado de dois em dois anos.

Enquanto isso, continuamos firmes com Bahrein, Abu Dhabi & companhia limitada.

PONTO CHIC, 90

P

SÃO PAULO (deu fominha) – Sou um hamburgólogo com pós e doutorado, mas quando me perguntam qual o melhor sanduba do mundo, sempre respondo que é o Bauru (em maiúscula, mesmo) do Ponto Chic.

Há menções honrosas para várias lanchonetes, claro, como o Chico Hamburger, a Lanchonete da Cidade, o Estadão e seu pernil no pão francês, o Frevinho e seus beirutes, o Seu Oswaldo e seu cheese-salada simples e delicado, uma lanchonete no México que me esqueci o nome (sim, sou um hamburgólogo internacional), o pernil de um boteco de Campinas que sei onde é, mas também esqueci o nome, o Psicodélico do Giovannetti, também em Campinas… Mas o Bauru é de comer ajoelhado.

E não é que o Ponto Chic fez 90 anos? Foi inaugurado em 24 de março de 1922, no meio da Semana de Arte Moderna. E está aí, firme e forte.

Sempre que alguém de fora de SP vem passar uns dias aqui, faço questão de levar ao Ponto Chic. O de Perdizes, porque nas lojas do Centro e do Paraíso é meio complicado estacionar. Os 90 anos vão ganhar um livro pela Editora Senac, com lançamentos nas três lojas. rte.

A história da lanchonete e de seu lanche mais famoso está no site do Ponto Chic, aqui. E não adianta tentar fazer igual, nunca fica. Para quem for um dia, experimente também o mexido de rosbife ou o Rococó, com aliche. São as pequenas coisas que ainda me seguram nesta cidade cada vez mais difícil de viver.

TÔ COM FOME

T

GUARUJÁ (debaixo d’água) – Vou fazer uma lista de resoluções de Ano Novo nos próximos dias. Uma delas é abrir uma franquia de lanchonete. Escolhi o White Castle, que fez 90 anos em 2011. Não há hambúrguer melhor no mundo. Se vocês acham que há, mandem sugestões.

FIM DE FEIRA (8)

F

SÃO PAULO (mas estava bom) – Será que foi isso? Pela primeira vez fiz essa coisa breguíssima de fotografar o prato de comida da Ferrari. É porque estou me preparando para ser fotógrafo de macarrão quando me aposentar. Achei que era uma boa oportunidade. Parafuzzi al Creme de Latte con Prezuntto e Bistecca di Porco nell’Azeitte con Molto Cheggio Ralatto. Nem comi a sobremesa, mas fiquei a tarde toda meio indisposto.

A MINHA, DE TANGERINA

A

SÃO PAULO (tá doido) – O Bruno Terena avisa: quem comprar uma garrafa dessa vodca Russo-Baltique leva de brinde uma SUV blindada, uma espécie de Hummer russo. A garrafa custa US$ 1, 3 milhão e, parece, é folheada com ouro de moedas do começo do século passado. E vem num estojo de vidro de 30 cm de espessura, algo assim.

A Rússia está ficando cafona demais, com essas babaquices de novos-ricos. Em todo caso, se alguém se interessar me convide para a degustação. Eu tomaria uma caipirinha de tangerina com esse negócio aí. Será que fica bom?

GENIAL

G

SÃO PAULO (que bom) – Já falei aqui dos cachorros-quentes da Geneal, que fazem parte da vida do Rio. Hoje o Marcelo Foresti me mandou o link desta ótima matéria da Globo News, dando conta de que a marca, ressuscitada dez anos atrás por um engenheiro carioca, está pegando de novo. É legal saber que nestes dias de canibalismo entre empresas e desaparecimento de símbolos tão caros à memória afetiva de cada um, mesmo que símbolos simples e banais, como uma marca de cachorro-quente, uma loja, ou um refrigerante, ainda tem gente que aposta neles.

Fiquei feliz da vida, ganhei o dia. Na minha próxima passagem pelo Rio, além do mate na praia e dos biscoitos Globo, é evidente que vou comer um cachorro-quente da Geneal, para lembrar dos meus dias de praia e Maracanã. Quando Maracanã havia, porque estão destruindo o estádio, mais um desses crimes que, espero, leve seus responsáveis às trevas eternas.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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