DICA DO DIA

SÃO PAULO (só me surpreendo) – O que esse menino de Miami faz com seus carrinhos de F-1 de Lego é inacreditável. Depois de ver o vídeo abaixo (um resumo completo, perfeito, fiel do GP da Bélgica), passeiem pelo canal dele no YouTube. É uma coisa de maluco. Não sei se vocês já conheciam. Eu não lembrava, mas já tinha pingado aqui no blog, no ano passado — talvez eu não tenha dado a devida atenção, nesse maremoto de coisas que a gente vê nas plataformas digitais.

E é incrível como tem tanta merda no YouTube com milhões de visualizações e o que ele faz acaba sendo, para os padrões da internet de hoje, tão pouco visto.

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ONE COMMENT

Até de marcha-à-ré… Ah, uma observação: os pequenos DAF 66 são lindos e jamais perdoarei Tsunoda.

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DESAFIO DO DIA

Sem Google!

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FOTO DO DIA

Olha o Hamilton zoando com o Alonso no Instagram…

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SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

IMAGEM DA CORRIDA

Hamilton decola em Alonso: depois, abandona

SÃO PAULO (freezing) – O cara ganhou a corrida largando em 14º, meteu um canudo na concorrência, praticamente garantiu o título e a foto escolhida para esse GP não é dele? Pois é. Porque a imagem — repetida, diga-se — de Hamilton voando sobre Alonso é muito boa mesmo, do ponto de vista estético e jornalístico, claro. Tem um significado forte: resume o mau ano da Mercedes, a decepção com o passo atrás que a equipe deu na Bélgica, o primeiro abandono do heptacampeão na temporada, o embate contra o velho rival… E ainda teve repercussões, com Alonso reclamando pelo rádio (“Idiota, fechou a porta pelo lado de fora! Esse cara só sabe pilotar quando larga em primeiro!”), Lewis respondendo (“Não me importo com o que ele pensa de mim”), depois assumindo o erro e, mais tarde, Fernandinho contemporizando: “São coisas que acontecem em primeiras voltas”.

Fiquemos, então, com essa foto. Que começa a contar uma história cuja cena final bem poderia ser a que vem a seguir, extraída da TV. Foi bem, o câmera. Não sei o que estava fazendo em ponto tão ermo do circuito, mas registrou uma imagem que ficará marcada neste 2022 errático de um piloto e uma equipe que vêm dominando a F-1 desde 2014 e estão tendo de aprender a conviver com as derrotas.

Lewis no meio da floresta: perdido, como a Mercedes

BÉLGICA BY MASILI

E depois do fiasco da McLaren em Spa, será que Oscar Piastri não ficou arrependido de ter dado um pé na Alpine? Afinal, os franceses abriram 20 pontos de frente em relação à equipe inglesa, que no meio da semana dispensou Ricciardo. Agora o placar aponta 115 x 95 e tudo indica que o quarto lugar no Mundial de Construtores será azul, e não papaia. Nosso cartunista Marcelo Masili, com a sagacidade de sempre, mandou essa aí em cima. Mais adiante voltamos ao assunto.

Agora, finalmente, vamos falar do vencedor. Verstappen ganhou pela segunda vez seguida largando lá atrás. Na Hungria, foi o décimo no grid. Na Bélgica, 14º. E no início da prova, depois de pegar poeira dos que estavam à sua frente, arrancou a sobreviseira para enxergar direito. Ironia das ironias: a película plástica foi tapar o duto de freio do carro que vinha atrás, e este era justamente Charles Leclerc. Tem até vídeo.

O resultado foi que Charlinho precisou parar nos boxes para limpar o duto ainda sob o safety-car das primeiras voltas, perdendo várias posições e mudando sua estratégia de pit stops. Segundo a Ferrari, o superaquecimento do freio afetou um sensor de velocidade e por isso, na última volta, o monegasco excedeu o limite no pit-lane, quando colocou pneus macios para fazer a melhor volta da corrida e levar um ponto extra.

Não fez a melhor volta, porque ficou atrás de Alonso, e ainda levou uma punição, caindo de quinto para sexto.

Max, nove vitórias no ano: o bi está perto

O NÚMERO DE SPA-FRANCORCHAMPS

9

…vitórias tem Verstappen neste ano, uma a menos do que na temporada passada. Faltam oito provas para o fim do campeonato e a graça agora é saber se o holandês vai bater o recorde de vitórias para um único Mundial, que é de 13 — Michael Schumacher em 2004 e Sebastian Vettel em 2013.

Um pouquinho de mercado, agora. Ontem o Conselho de Reconhecimento de Contratos da FIA começou a analisar o caso Piastri. A Alpine já não conta mais com o piloto. No máximo, vai tentar uma compensação financeira da McLaren se conseguir provar que o australiano está quebrando um compromisso que havia assinado em novembro do ano passado. As declarações recentes de Otmar Szafnauer foram bem duras em relação ao menino.

A meta, agora, parece ser Pierre Gasly. Para mim, uma surpresa — achava que Ricciardo acabaria por lá. Helmut Marko já disse que se a Alpine fizer uma proposta interessante à AlphaTauri, libera o francês sem grandes problemas. Mas é esquisito. Gasly e Ocon, muito amigos quando corriam de kart, meninos, ainda, já não se bicam tanto assim. Eu não arriscaria deixar os dois sob o mesmo teto. Pode sobrar croissant por todos os lados.

De qualquer maneira, as coisas estão agitadas. Mick Schumacher está se desvinculando da Academia de Pilotos da Ferrari, que foi sua porta de entrada para a Haas — cliente dos italianos. Isso o deixa livre para tentar um lugar em alguma outra equipe. Alpine, AlphaTauri e até Williams aparecem como possibilidades. O nome de Ricciardo tem sido falado na Haas, caso Mick saia. Menções a Colton Herta também pingam aqui e ali e o norte-americano seria um dos mais cotados na AlphaTauri na eventualidade de uma saída de Gasly. Resumindo, vem bastante mexe-mexe por aí.

A FRASE DA BÉLGICA

“A Ferrari tem umas estratégias esquisitas, às vezes…”

Fernando Alonso, sobre a
parada de Leclerc no fim
Leclerc, nas palavras de Alonso: táticas estranhas

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS de dois pilotos em particular nesta corrida. Um, Alexander Albon, que terminou em décimo depois de se classificar para o Q3 pela primeira vez no ano. O tailandês da Williams está se recolocando na F-1 com estilo e competência. Não fica muito tempo na equipe, não. Esse é um em quem eu apostaria. O outro que foi bem em Spa: Pierre Gasly. Era seu 100º GP, estava em oitavo no grid, o carro não funcionou, foi arrastado para os boxes e teve de largar do pit-lane depois que os mecânicos fizeram o motor girar um minuto e meio antes do sinal verde. Respirou fundo e terminou em nono. Ele estava havia cinco corridas sem pontuar.

Gasly: saindo dos boxes, nono lugar no final

NÃO GOSTAMOS da Mercedes, que claramente andou para trás. Na classificação, quase 2s de diferença para Verstappen. Na corrida, só a largada prestou. Hamilton abandonou na primeira volta e Russell, mesmo com pneus mais novos que Sainz, não conseguiu brigar pelo pódio no fim.

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (até que é bonitinho) – Mais uma contribuição de blogueiro que, fora de casa, lembra do blog. No caso, Túlio Angeiras — que, pelo visto, estava na F-1 domingo: “Boa noite, Flavio. Esse postinho simples na margem do Maas (ou Meuse, em Visé) é a última chance de abastecer com a gasolina 30 centavos menos cara da Bélgica, no caminho de volta de Spa pra casa. Um abraço!”.

Resta saber agora onde é a casa do Túlio.

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COISA LINDA

SÃO PAULO (como pode?) – Parece de verdade, mas é de papel. Mais uma obra do querido Daniel Massa, artista de primeira que está vendendo a Saveiro Summer para quem quiser montar em casa. Custa a merrequinha de 30 mangos e os interessados devem mandar um e-mail para [email protected] que ele passa todos os detalhes de pagamento e envio. Você mesmo imprime e, com tesoura e cola, monta uma miniatura rica em detalhes.

E se vocês não conhecem as obras mágicas e inacreditáveis do Daniel, todas em papel, um passeio pelo seu blog vai deixar todo mundo maluco. Só entrar aqui e viajar!

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N’UOL

Em 1991, Senna também brincou de largar atrás, como Verstappen ontem. Mas foi numa corridinha de kart em Tatuí. E não ganhou. É o que conto hoje em minha coluna no vigoroso portal.

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SPANTOSAS (3)

Verstappen: nona vitória no ano

POÇOS DE CALDAS (fácil pacas) – Nona vitória em 14 corridas, 93 pontos de vantagem sobre o vice-líder do campeonato, agora Sergio Pérez — no placar, 284 x 191. Esse foi o saldo do GP da Bélgica para Max Verstappen, que mesmo tendo de partir do 15º lugar no grid era considerado favorito em Spa-Francorchamps desde ontem — no fim largou em 14° com a punição de última hora a Tsunoda.

Favorito por dois motivos: está guiando o fino num carro próximo da perfeição e seus adversários, francamente, não estão à altura de seu talento. O que está, Hamilton, não tem carro.

Carlos Sainz, que largou na pole, e Pérez, o segundo colocado, deveriam, teoricamente, lutar pela vitória na Floresta das Ardennes. Não chegaram nem perto. Viram de camarote mais uma exibição precisa e segura do holandês, virtual bicampeão do mundo. E foi mais fácil do que qualquer um poderia imaginar. A Red Bull comemorou a 21ª dobradinha de sua história na categoria, quarta na temporada.

A corrida foi disputada com sol e temperatura agradável em Spa. Na largada, Sainz se manteve na ponta e Pérez partiu muito mal, caindo para quinto logo nos primeiros metros. Alonso, por sua vez, pulou para o segundo lugar e trouxe com ele Hamilton. Os dois campeões se enroscaram ainda na primeira volta e o inglês abandonou pela primeira vez no ano. Errou feio, ao fechar a porta em cima do espanhol. Que, por sua vez, ficou compreensivelmente pistola dentro do macacão. “Esse cara só sabe pilotar quando larga na frente!”, gritou pelo rádio.

Lewis, assim que chegou aos boxes, trocou de roupa e viu o vídeo da batida. Admitiu que não deixou espaço necessário para Alonso ao fazer a curva. Reconheceu o erro e lamentou o ocorrido. Sobre a explosão do espanhol, foi diplomático. “Essas coisas a gente diz quando está de cabeça quente”, concedeu. O próprio Alonso colocou panos quentes numa eventual discussão pós-corrida. “Ele se desculpou e isso é legal da parte dele. São esses acidentes que acontecem em começo de corrida. Ainda bem que meu carro é forte e resistiu.”

Mais atrás, Latifi rodou, voltou pra a pista e Bottas, para não ser abatido pela latifada do piloto da Williams, fez uma manobra evasiva e atolou na brita. Chegaram a se tocar. O safety-car foi acionado. Valtteri abandonou, mas o canadense ficou. Nessas, Verstappen já aparecia em oitavo – largou bem e ainda ganhou duas posições de graça porque Gasly e Tsunoda tiveram de largar dos boxes. Já Leclerc fez um pit stop inesperado para retirar uma sobreviseira que bloqueava um duto de freio.

Leclerc lá atrás: remando, remando, mas nada…

Com a confusão entre Hamilton e Alonso, Pérez retomou a segunda posição. A relargada aconteceu ao final da quarta volta com Sainz, Pérez, Russell, Alonso e Vettel nas cinco primeiras posições. Sebastian também tinha feito uma largada muito boa, saltando do décimo no grid para quinto. Verstappen, único ao lado de Bottas que largara com pneus macios, passou Albon e Ricciardo rapidinho e assumiu o sexto lugar na sexta volta. Estava na corrida. Vettel e Alonso foram as vítimas na volta seguinte. Na outra, Russell. Com oito voltas, voando e deixando seus adversários para trás sem nenhuma dificuldade, o holandês já aparecia em terceiro.

Na volta 11, Max encostou em Pérez, que deu uma atrapalhada de leve no companheiro. “Estamos perdendo tempo de bobeira”, reclamou o líder do campeonato. Aí Sainz foi para os boxes e trocou seus pneus. Na sequência, o mexicano abriu para Verstappen, que chegou à liderança. Com 12 voltas.

Pérez e Verstappen: pequena treta no início

Carlos voltou à pista em quinto. Os pneus estavam se degradando mais rapidamente que o esperado e os pit stops foram antecipados por todas as equipes. Leclerc, a exemplo do Red Bull #1, também escalava o pelotão depois de sua parada precoce. Mas num ritmo bem menos impressionante. Na volta 14, era o quinto colocado. Já Max voava em céu de brigadeiro. Avisou pelo rádio que os pneus estavam OK e que ficaria um pouco mais na pista enquanto a borracha aguentasse. Quando Pérez parou, na volta 15, Sainz subiu para o segundo lugar a 13s de Verstappen.

Max parou na volta 16 e calçou pneus médios em seu carro. Voltou em segundo, menos de 5s atrás de Sainz, que retomara a ponta. E passou a destroçar a diferença para a Ferrari #55. Na volta 18, embutiu no espanhol na La Source, o grampo após a reta de largada. Fez a Eau Rouge atrás do carro vermelho, abriu a asa e tchau.

A Ferrari sofria com os pneus e, pelo rádio, engenheiros e pilotos discutiam estratégias que contemplavam quase todo o abecedário. Plano A? Pode ser, mas por que não o B? O B é legal, mas que tal o H, que parecia interessante? Não, não, vamos ao R e estamos conversados!

E assim, entre letras e incertezas, foram ficando ambos, Sainz e Leclerc, para trás. Na volta 21, Pérez ultrapassou o espanhol e começou a rascunhar uma dobradinha da Red Bull. Na metade da prova, Verstappen, Pérez, Sainz, Russell, Leclerc, Alonso, Vettel, Ocon, Albon e Ricciardo ocupavam as dez primeiras posições. Max tinha mais de 7s de vantagem sobre seu companheiro. Uma superioridade acachapante.

O monegasco após a prova: punição e mais uma posição perdida

Sainz e Leclerc fizeram suas segundas paradas na volta 26. Carlos foi de pneus duros; Charles, de médios. Pérez e Verstappen iriam parar bem depois. No caso de Max, na volta 31. Tudo tranquilo e sem sobressaltos. Colocou mais um jogo de pneus médios e seguiu na sua toada firme e sem ser ameaçado por nada nem por ninguém.

A parte final da prova prometia, de relevante, apenas uma possível disputa pelo terceiro lugar no pódio, com Russell se aproximando de Sainz pouco a pouco. Mais atrás, há que se registrar a belíssima ultrapassagem dupla de Ocon sobre Gasly e Vettel na volta 36, valendo o sétimo lugar. Manobra de almanaque no fim da reta Kemmel, concluída na freada para a Les Combes. O público – calculado em 360 mil pessoas nos três dias do GP – aplaudiu. Aqui, um detalhe que também merece registro: a permanência da Bélgica no calendário foi confirmada oficialmente. Tem Spa em 2023. Ainda bem, é uma pista que não pode ficar fora do Mundial.

O pódio em Spa: prova confirmada para 2023

A briga esperada pela terceira posição não aconteceu. Jorginho não conseguiu descontar a diferença para Sainz e teve de se contentar com o quarto lugar. Max recebeu a quadriculada com enorme vantagem para Pérez, quase 18s, que terminou em segundo. A Ferrari levou um piloto para o pódio, mas não tinha nada para comemorar. Levou uma surra da Red Bull. Nem a volta mais rápida fez, embora tenha chamado Leclerc para colocar pneus macios na penúltima volta. O time calculou mal e devolveu Charlinho à pista atrás de Alonso. O monegasco conseguiu recuperar o quinto lugar, mas não ficou com o ponto extra da melhor volta. Para piorar, foi punido por excesso de velocidade nos boxes e caiu para sexto. Um vexame.

Verstappen, Pérez, Sainz, Russell, Alonso, Leclerc, Ocon, Vettel, Gasly e Albon fecharam a prova nos pontos. Domingo que vem tem mais, sem tempo de respirar. Será na Holanda. Imaginem a festa.

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SPANTOSAS (2)

Sainz na pole: posição herdada de Verstappen

POÇOS DE CALDAS (que massacre…) – Carlos Sainz larga na pole para o GP da Bélgica. O espanhol da Ferrari herdou a primeira colocação no grid que seria de Max Verstappen se ele não tivesse sido punido com a troca de motor, filtro de ar, óleo, fluido de freio, toca-fitas, pastilhas e extintor de incêndio em seu carro. O líder do Mundial sobrou no cronômetro. Ganharia a corrida de amanhã assobiando e chupando cana se não tivesse de ser deslocado para o fundo do grid. Partindo em 15º, talvez tenha algum trabalho. Mas, por incrível que pareça, não será zebra nenhuma se vencer mesmo largando atrás. Sua superioridade na pista em todos os treinos, desde ontem, salta aos olhos. Eu diria, até, que ele é o favorito à vitória.

O grid ficou bem embaralhado com as punições aplicadas a sete pilotos por trocas diversas que ultrapassaram os limites de uso de certos componentes na temporada. Ao lado da Ferrari #55 parte o segundo carro da Red Bull, de Sergio Pérez. A segunda fila terá Alonso e Hamilton. A terceira, Albon e Ricciardo.

Então, vamos saber como tudo aconteceu no sábado frio e nublado – mas sem chuva – em Spa-Francorchamps.

A beleza de Spa: grid embaralhado

A classificação começou com quase meia hora de atraso por conta de um acidente numa corrida de Porsche que demandou reparos numa barreira de proteção. Verstappen começou a mostrar as garras fazendo 1min44s583 em sua primeira volta voadora do dia, o primeiro no fim de semana a andar abaixo de 1min45s.

Serviu como aviso: mesmo partindo lá do fundão, ninguém deveria descartar algo como um pódio ou, no limite extremo, como diria Galvão, até uma vitória do holandês. Ainda mais com a Mercedes, que poderia aproveitar o ensejo das punições aos favoritos, tropeçando no acerto de seus carros e dando a impressão de ter andado para trás depois das férias. Hamilton e Russell não fizeram uma volta que prestasse desde ontem.

Max fechou no Q1 em primeiro seguido por Sainz, Pérez, Leclerc, Russell e, pasmem, Albon em sexto. A Williams apostou num acerto de carro privilegiando a velocidade em reta, arrancando asa de seus carros. “E nas curvas?”, perguntou Latifi. “Se vira.”

Latifi não se virou e foi eliminado na primeira parte da classificação, ficando com o 17º tempo. À frente dele, o primeiro degolado foi Vettel, por meros 0s002. Magnussen, Tsunoda e Bottas fecharam o grupo dos cinco últimos. O finlandês da Alfa Romeo ficou fora do Q2 pela primeira vez no ano. Mas não se incomodou tanto porque estava punido, mesmo, por troca de motor.

Max: superioridade assustadora

Verstappen voltou a virar na casa de 1min44s no Q2, desta vez trazendo Pérez com ele – o mexicano tinha a obrigação de fazer a pole, dada a superioridade dos carros da Red Bull em Spa. Depois da primeira bateria de voltas rápidas, Hamilton estava ameaçado de ficar fora da parte final da classificação, provisoriamente em décimo e com cinco pilotos sedentos atrás dele. Mas se safou e fechou o segmento em quinto.

Leclerc foi quem acabou surpreendendo, fazendo o melhor tempo do fim de semana até ali: 1min44s551. Verdade que os dois carros da Red Bull só fizeram uma volta cada e não se preocuparam muito com exibições de virilidade. Albon, que já tinha andado bem no início das atividades do dia, passou ao Q3 em décimo. Ficaram fora o demitido Ricciardo, Gasly, Zhou, Stroll e Schumacher.

Dos dez classificados ao Q3, quatro estavam punidos por troca de motor: Leclerc, Verstappen, Ocon e Norris. Se desse, tentariam trabalhar para ajudar os companheiros de equipe com um providencial vácuo – exceto Lando, já que seu parceiro de McLaren já havia sido eliminado.

Na primeira saída, o holandês sentou o pé e fez uma volta em 1min43s665, 0s797 melhor que Pérez, com o outro carro da Red Bull – naquele momento, terceiro colocado. Sainz era o segundo e, portanto, o pole. Na segunda bateria de voltas rápidas, a disputa ficaria entre ele e o mexicano para se saber quem largaria em primeiro — ambos claramente se valendo das punições aos companheiros de equipe.

Alonso: terceiro no grid

Mas nada de muito relevante aconteceu na segunda leva de “flying laps”. Checo não chegou nem perto de Sainz, que manteve o segundo melhor tempo e, portanto, assegurou a segunda pole de sua carreira – a outra foi em Silverstone neste ano. Verstappen, Sainz, Pérez, Leclerc, Ocon, Alonso, Hamilton, Russell, Albon e Norris fecharam os dez primeiros, pela ordem estabelecida no cronômetro. Mas com todas as punições, o grid ficou bem diferente. Aliás, vamos a ele completinho, porque hoje é o caso. Sainz, Pérez, Alonso, Hamilton, Russell e Albon nas seis primeiras posições. O sétimo é Ricciardo, seguido por Gasly, Stroll e Vettel fechando o top-10. Depois, até o 15º: Latifi, Magnussen, Tsunoda, Bottas e Verstappen. Por fim, os cinco últimos: Leclerc, Ocon, Norris, Zhou e Schumacher.

Os tempos da classificação: Red Bull voando, mas muitas punições

Com Leclerc e Verstappen deslocados para o pelotão “de la merde”, como se diz em Bruxelas, e a primeira parte do grid meio embaralhada, é de se imaginar que o GP da Bélgica seja bem interessante. Mas, de novo: Max está sobrando tanto que ninguém deve se surpreender se vencer a corrida. Largando em 15º, o líder do campeonato não precisa de nenhum grande milagre. Basta acelerar. E isso ele sabe fazer.

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