TagHolanda

ENCHE O TANQUE

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RIO (que frio é esse?) – Ah, esses blogueiros…

Prezado Flavio, em recente viagem à Holanda vi este posto e lembrei-me do blog. O mesmo fica na cidade de Haarlem, próximo a Amsterdã, e me chamou a atenção o nome um tanto incomum para um posto de combustíveis: Firezone!
Grande abraço!
Anderson Grzesiuk

O Anderson vive colaborando com o blog. E tem o sobrenome mais difícil de pronunciar entre todos os blogueiros. Alguém consegue?

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MAX GP

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Dutch Grand Prix 2 bis

RIO (lindo, lá) – Zandvoort é um balneário a 10 km do aeroporto de Schiphol e a 20 km do centro de Amsterdã. Desde 1985 não recebe um GP de F-1. No ano que vem, vai receber. Importante dizer que é em 2020, mesmo, e que a F-1 confirmou, e que lá já tem autódromo, e o dinheiro está garantido. Está tudo confirmado. Não estamos falando de Deodoro ou de bozo-idiotices.

A notícia de hoje é para ser comemorada. Afinal, a categoria volta a um país com vasta tradição no automobilismo, civilizado, moderno, em vez de se curvar à grana fácil de rincões bilionários asiáticos ou do Oriente Médio. O primeiro GP da Holanda foi disputado lá mesmo em 1952 — vitória de Alberto Ascari, da Ferrari. Nas décadas seguintes, os Países Baixos fizeram sua corrida em 30 ocasiões. Na última delas, em 1985, Nelson Piquet fez a pole — a última da história da Brabham — e Niki Lauda, de McLaren, venceu — sua última vitória na carreira, tendo ao seu lado no pódio o companheiro Alain Prost e o novato Ayrton Senna, então na Lotus. Jim Clark é o maior vencedor no país: quatro vezes.

O contrato com a F-1 é de três anos. A pista está ativa, mas será submetida a obras de modernização do traçado e da infraestrutura. Segundo o diretor do autódromo, o ex-piloto Jan Lammers, nada muito radical. A prefeitura da cidade vai entrar com uma grana. Parceiros privados, também. O patrocínio-máster da corrida já está definido: a cervejaria holandesa Heineken, que tem enorme envolvimento comercial com a categoria. Importante dizer que o Bozo GP não tem pista, dinheiro, contrato ou patrocinador. E nem está no calendário.

A volta à Holanda faz todo sentido por conta da popularidade de Max Verstappen. Não aconteceria se o menino da Red Bull não fosse quem é. O Liberty Media Group, dono da F-1, não informou quem sai do calendário para a entrada de Zandvoort, mas é muito provável que Barcelona seja excluída do Mundial.

Também faz sentido. Com a queda de competitividade de Alonso e sua aposentadoria no fim do ano passado, o interesse dos espanhóis pela categoria desabou. Quem prestou atenção nas imagens aéreas da corrida de domingo notou os clarões nas arquibancadas da pista catalã.

Claro que não é legal ver uma corrida tradicional como o GP da Espanha encerrar sua história. Afinal, foram 49 GPs no país desde 1951 em cinco circuitos diferentes — 29 em Montmeló, onde fica a pista que chamamos genericamente de Barcelona, nove em Jarama, cinco em Jerez, quatro em Montjuic (que fica mesmo em Barcelona) e dois em Pedralbes. Mas também não é nenhum drama. O circuito é muito bonito e moderno, mas não costuma oferecer grandes espetáculos. E se o público local não se importa muito — espanhol ama mesmo motociclismo –, paciência.

A Holanda é espetacular e seu povo é ótimo, criativo, animado, festivo, empolgado. Verstappinho é, de longe, o maior piloto da história do país. Foram 16 os “laranjas” que disputaram ao menos um GP na F-1 e só ele venceu — cinco vezes. Dos 26 pódios do país na categoria, 24 foram conquistados por Max e os outros dois por seu pai, Jos.

A hora é essa. Que sejam corridas inesquecíveis, a partir do ano que vem. E que esse casamento dure bem mais do que três anos.

AINDA AS KOMBIS…

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SÃO PAULO (que sobrevivam) – Foto que rola no Facebook, sem data e precisão quanto ao local. A legenda original diz “Porto de Santos – destino Holanda”. Mas é fato que nossas Kombis estão sendo exportadas aos montes. As “corujinhas” são as mais valorizadas. Em qualquer estado. Os modelos mais novos, desde que com motor a ar, também.

Não sou essencialmente contra essa viagem sem volta. Ao menos, na Europa (e no Japão, e nos EUA), elas serão restauradas e bem cuidadas. Aqui, nunca se sabe.

O importante é que a história e os carros sejam preservados. Onde, já não me importa. Se for aqui, tanto melhor. Se fora, OK também.

kombisindo

BUS STOP

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RIO (que venham todos!) – Dica do brother Marcelo Di Lallo. Os laranjas estão chegando a São Paulo! Esses caras viajam atrás da seleção da Holanda, salvo engano, desde a Euro/04. Estão rasgando o Brasil. Como sempre digo, viver é isso.

BRISA BOA

B

SÃO PAULO (e verde de verdade) – Só podia ser na Holanda. Criaram uma scooter elétrica feita de fibras vegetais, entre elas o cânhamo. Além de lindinha, é realmente ecológica. Não usa aço, nem plástico na sua fabricação. O design é charmosíssimo. Mas parece que a Be.e (esse é o nome dela) não será feita em escala. Os holandesas apenas quiseram provar que dá para fazer as coisas sem agredir a natureza o tempo todo.

Apesar de ser um defensor ferrenho dos motores a explosão, da fumaça e do óleo dois tempos, não dá para não gostar desses brinquedinhos. As cidades seriam muito melhores se as pessoas se deslocassem mais com essas motonetas silenciosas, lentas, amigáveis.

maconhetta

MUSEU ÓRFÃO

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SÃO PAULO (mais triste ainda) – Meus amigos fumacentos gringos mandaram o link. Em Bergen, na Holanda, há um pequeno museu particular dedicado aos carros da Auto Union, maioria DKWs, claro. O dono, Henk Geerts, morreu no mês passado, aos 82 anos. Suas três filhas não têm interesse e, ao que parece, condições de manter o acervo de 15 carros e dez motos. Tem até um Audi que correu em Le Mans. A Audi, aliás, reconhece oficialmente a coleção, mas não sei se já sabe da morte de seu idealizador.

Se eu fosse milionário, pegaria um voo para a Holanda hoje mesmo. E deixaria tudo como está. Talvez me mudasse para lá.

museuholland

HOME, SCANIA HOME

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SÃO PAULO (simpaticíssimo) – O Zé Rodrix mandou a foto e aproveitou para avisar que está indo para a Holanda, onde vai pegar emprestado o brinquedo abaixo com seu amigo Martin van Duijn para dar um rolê.

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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