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VEXAME

V

vexamonstro

RIO (da próxima vez…) – A não classificação de Fernando Alonso para as 500 Milhas de Indianápolis talvez seja o maior vexame da história da McLaren. E, como se diz, causa espanto.

O chefão do time é americano, Zak Brown. Gil de Ferran, hoje em cargo de comando na equipe, ganhou em Indianápolis em 2003 e passou a vida correndo nos EUA. Em 2017, foi o “coach” de Alonso na sua estréia no oval mais famoso do mundo. O próprio piloto teve uma experiência bem sucedida lá há dois anos, lutando pela vitória até quebrar o motor Honda.

Todos sabem o que é Indianápolis.

E por que cargas d’água foram inventar de fazer um voo quase solo neste ano, numa associação com a Carlin? A Carlin?

Era óbvio que não iria dar certo. Mesmo se se classificasse, Alonso seria um coadjuvante da prova, a julgar pelos resultados dos testes e dos primeiros treinos no IMS, que incluíram um forte acidente no meio da semana. Para vencer em Indy, é preciso estar do lado das pessoas certas, como foi feito em 2017 na parceria com a Andretti.

Fica a lição. Subestimar Indianápolis é um erro enorme, gigantesco, monumental. Se quiser ganhar lá um dia, El Fodón de los Ovales terá de se juntar a quem conhece cada centímetro daquela pista. Ela não é feita para principiantes.

#GRATIDÃO

#

alonsogil222SÃO PAULO (odeio) – Poucas coisas me irritam mais no mundo moderno do que pessoas que publicam fotos e/ou textos no Instagram e/ou Facebook e no final enchem a postagem de hashtags, entre elas #gratidão #amomeutrabalho. Dá vontade de dar uma surra de toalha molhada.

Mas no caso de Alonso, se ele o fez, acho que cabe. O espanhol proferiu um discurso emocionado no jantar de gala das 500 Milhas, agradecendo a todos que tornaram possível sua aventura em Indianápolis.

Foi especialmente carinhoso com Gil de Ferran, seu “treinador”, mas fez questão de exaltar a categoria como um todo e o circuito que sempre foi e sempre será um dos maiores templos do automobilismo mundial. Sua reverência ao oval e àqueles que o habitam — pilotos, mecânicos, chefes de equipe, engenheiros, técnicos — ficou clara em cada entrevista, cada declaração, cada olhar respeitoso aos colegas e personagens da grande corrida.

Alonso, em resumo, ficou muito grato a Indianápolis e aos seus por ter podido viver o que viveu. Disse que saiu dos EUA depois deste épico mês de maio de 2017 como um piloto e uma pessoa melhores. E encerrou confessando que não vê a hora de o #29 laranja ser enviado para seu museu na Espanha.

Portanto, se usou #gratidão, foi com sinceridade e respeito.

EL REY

E

Não deu, mas foi uma aventura extraordinária. Guiou como um campeão, o tempo todo entre os primeiros, com chances reais de vitória. Não sei se vai tentar de novo. Mas Alonso provou hoje que é um gigante entre os maiores. E a Honda, puxa, a Honda… Que merda, a Honda. E que incrível, a Honda! Afinal, Takuma Sato ganhou, o que é igualmente sensacional! Foi um domingo de gala, em resumo.

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DICA DO DIA

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O blogueiro Alexandre indica esta simpaticíssima série que acompanha Alonso em Indianápolis. Este é o episódio #5. Nota-se que a relação com Gil de Ferran virou muito mais que professor-aluno. Vale ver tudo.

FOTO DO DIA

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Não preciso ficar aqui relatando tudo que aconteceu no fim de semana em Indianápolis. Basta ir ao Grande Prêmio, que faz uma cobertura extraordinária. Está tudo aqui. Mas além do quinto lugar de Alonso no grid, que é espetacular, chama muito a atenção sua felicidade. Havia anos que Fernandinho não aparecia assim numa foto. Deve-se levar em conta o fato de Gil ser engraçado, também… Mas tem sido, de fato, uma experiência inesquecível para o espanhol.

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DUAS DO ALONSO

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alonsitofraseSÃO PAULO (o cara voltou à mídia) – Desculpem a correria, muita coisa acontecendo (vocês saberão logo), então vamos ao que interessa. Duas notícias legais sobre Alonso, que hoje é o cara mais entrevistado da F-1 — culpa da Indy, quem diria…

A primeira: Fernandinho não fica na McLaren se perceber que a equipe não terá um carro vencedor em 2018. Como não terá, porque milagres não acontecem, ele vai sair. A pergunta é: vai para onde, meu filho? Ferrari e Mercedes seriam escolhas óbvias. Dele, não das equipes. Precisa combinar com os russos (para entender a expressão, procurem a frase no Google e acrescentem “Garrincha”) antes. Red Bull? Não é o perfil. A Renault pode ser sua última morada. Creio ser o destino mais provável.

A segunda: Fernandinho vai ficar com o carro que será usado nas 500 Milhas de Indianápolis. Faz parte do seu acordo com a McLaren, a Honda e a Andretti. O destino da viatura: seu museu nas Astúrias. Legal. É carro que não pode se perder, aconteça o que acontecer.

“DIVERTIDO E PURO”

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SÃO PAULO (pra pensar) – Muito interessantes as opiniões de Alonso sobre o feioso carro da Indy — que, repito, ficou lindo laranja! — depois de suas primeiras experiências em Indianápolis. O espanhol adorou guiar um carro que, segundo ele, é mais “puro e divertido” que um F-1, com toda sua sofisticação, motores híbridos e o escambau de Madureira.

Alonso tem uma visão de automobilismo, talvez por ser experiente e ter vivido tantas fases diferentes da categoria que abraçou, que muitas vezes confronta a tecnologia adotada hoje em dia. Nostálgico, saudosista?

Não. Apenas piloto.

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MR. ALONSO

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SÃO PAULO (suerte) – Não preciso relatar aqui primeiro — e muito intenso — dia de Fernando Alonso em Indianápolis. O Grande Prêmio fez um trabalho espetacular desde as primeiras horas da manhã, inclusive transmitindo seu primeiro treino ao vivo. Uma das principais matérias é esta aqui, na qual ele fala de como a pista parece estreita a mais de 350 km/h. Textos ótimos, detalhes, declarações, impressões, fotos e mais fotos — o carro ficou lindo, laranja, ainda que os Indy atuais sejam feios, e o capacete escolhido, estilo americano meio retrô, também ficou muito legal.

[bannergoogle]O que eu queria dizer aqui, e ouvir vocês, é que poucas coisas nos últimos anos me empolgaram tanto quanto essa deliciosa aventura de um dos cinco maiores pilotos que vi na vida — ao vivo, por supuesto.

Aquele garoto que conheci em 2001 como aprendiz de Tarso Marques na Minardi construiu uma carreira belíssima de vitórias, títulos, polêmicas, controvérsias, sobressaltos, agruras, persistência, dedicação, glórias, derrotas, cabeçadas, conflitos, e mesmo estando há mais de dez anos sem ser campeão continua sendo reverenciado como um dos maiores de seu tempo.

Alonso é uma figura admirável, que está atrás de um sonho. Quem pode questionar sonhos? Ele cai bem nesse templo aí embaixo. Que saia dele feliz.

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FOTO DO DIA

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Fernando Alonso foi ver a Indy no fim de semana no Alabama e, hoje, passou por Indianápolis para fazer o banco de seu carro na sede da Andretti. Depois, voou para a Rússia, onde domingo disputa mais uma etapa da F-1. Vida agitada. E ele está animado. Foi definido também que seu professor/conselheiro/treinador para as coisas da Indy 500 será Gil de Ferran. Ótima escolha.

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BUEMBA, BUEMBA!!!

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SÃO PAULO (tá doido?) – O mundo do automobilismo acordou com um susto hoje: Alonso na Indy! Como não é 1º de abril, foram todos checar e era verdade. O espanhol abriu mão de disputar o GP de Mônaco e vai correr as 500 Milhas de Indianápolis. Indianápolis!!!!!

Faltam exclamações para expressar a surpresa. A McLaren fez uma parceria com a Andretti — que corre de Honda na Indy — e vai enfiar um carro laranja no grid do oval mais famoso do mundo. Ainda não se sabe quem será o coitado que vai pegar o carro da equipe na F-1. Button é o primeiro, e mais óbvio, nome que surge. Mas a notícia é, realmente, espetacular.

[bannergoogle]A McLaren já correu em Indianápolis, e ganhou três vezes — em 1972 com Mark Donohue, e em 1974 e 1976 com Johnny Rutherford. Michael Andretti, por sua vez, defendeu a equipe na F-1 em 1993. Conseguiu um pódio em Monza e desistiu da categoria antes do fim da temporada. Ele acha que a falta de experiência de Alonso nos ovais não será um problema. “É o melhor lugar para alguém estrear”, exagerou.

Não sei direito ainda o que pensar. Que o ano da McLaren na F-1 está perdido, é fato. E Alonso já percebeu. Então, faz sentido abrir mão de uma corrida em nome de algo que terá um apelo de mídia excepcional. As 500 Milhas deste ano serão vistas com outros olhos. Outros milhões de olhos. A presença de Alonso confere à corrida uma importância global que ela perdeu nos últimos anos.

No fim das contas, é chocante, mas é sensacional.

Sou cada vez mais fã de Fernandinho. Ele faz muito bem. Vai se divertir na vida. Dizem que seu negócio agora é fazer a Tríplice Coroa — vencer as três corridas mais importantes do mundo, a saber: Indianápolis, Mônaco e Le Mans. Faltam duas. Já que voltar a conquistar um título na F-1 parece meta cada vez mais distante, por que não?

[bannergoogle]Ganhar a Indy 500 não é fácil. Le Mans, menos ainda. A lista dos campeões mundiais que já venceram no Meio-Oeste americano tem um brasileiro, Emerson Fittipaldi. Os outros foram Mario Andretti, Jacques Villeneuve, Jim Clark e Graham Hill — este último, o único a faturar também uma vitória em Sarthe, conseguindo aquilo que Alonso parece almejar.

Só sei que graças a essa adorável maluquice, estaremos todos pendurados na TV no último domingo de maio. Vai ser demais. Alonso correrá com o número 29. Ele pode ganhar? Não é provável. Mas considerando que no ano passado o vencedor foi Alex Rossi, um zero à esquerda, a chance é de uma em 33 — a quantidade de carros no grid. Em Indianápolis acontecem coisas estranhas.

E uma coisa me chamou a atenção. Pelo que se sabe, a história toda começou no GP da Austrália, quando Zak Brown, o novo chefão da McLaren, que ocupa o lugar de Ron Dennis, especulou com Alonso sobre a possibilidade. Americano, ele sabe da importância e do peso da prova. Para sua surpresa, Fernando se interessou pelo assunto. Ficou de pensar. E, na China, sexta-feira, a coisa cresceu. Até que o asturiano deu o OK no dia seguinte. Aí foi um corre danado para organizar as coisas — e a Andretti e a Honda foram ágeis e muito eficientes no processo. Com tudo isso — gente da McLaren, do entorno de Alonso, da Indy, da Andretti e da Honda envolvidos –, algumas dezenas de pessoas, claramente, sabiam do que estaca acontecendo havia pelo menos três semanas. E não vazou uma palavra sequer.

Quem sabe o pavãozinho de Curitiba aprende como se faz.

BOM NEGÓCIO

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SÃO PAULO (vou me preparar) – Alexander Rossi embolsou 2,5 milhões de obamas, o que dá pouco mais de 9 milhões de temers-golpista, pela vitória em Indianápolis. Vinte dos 33 que largaram colocaram na conta mais de um milhão de obamas. Quem ganhou menos faturou 714 mil dinheiros americanos.

Não dá para reclamar. As 500, de fato, distribuem dinheiro a rodo. Fiz uma conta rápida a partir do quadro de premiações publicado no Grande Prêmio e cheguei a 44 milhões de obamas.

Vou fazer a conta de novo, peraí.

Deu 47 agora. Vou ter de fazer de novo. Maldição.

Deu 47 de novo, e uns quebrados. Vai 47, então. Seguimos.

Mas, como eu dizia, 47 milhões de obamas é dinheiro à beça, e isso se explica porque muita gente patrocina essa corrida.

Já contei essa história. Quando fui a Indianápolis pela primeira vez, em 1992, fiquei encantado com a pequena sala de imprensa — hoje é monstruosa — e com o quadro que dominava a parede de fundo. Uma lousa. Isso mesmo, uma lousa enorme com a lista de todos os prêmios previstos, e tudo escrito com giz.

Era uma sala comprida, no térreo, atrás do pit-lane e perpendicular ao Gasoline Alley. Tinha duas portas, uma em cada extremidade. O banheiro ficava em frente, num prédio separado. Outra coisa que me chamou a atenção: os boxes com vasos sanitários não tinham portas. Sim, é isso mesmo que vocês estão pensando. Tinha de cagar de porta aberta, algo meio nojento. Muito nojento.

A sala tinha dois recintos, dividida ao meio por uma parede vazada. Lá dentro, apenas quatro aparelhos de TV. Se bem me lembro, os que eram destinados à cronometragem tinham apenas os números dos carros. Era duro saber quem estava na frente… Como era estreita, não tinha mesas. Havia uma bancada no sentido transversal que atravessava a sala de ponta a ponta, e mais duas bancadas paralelas — uma encostada à parede do fundo, outra às janelas da fachada.

[bannergoogle]A lousa dominava o primeiro ambiente e a todo momento o velhinho que tomava conta daquilo pedia a atenção de todos para inserir na relação alguma nova premiação. Os patrocínios iam aparecendo aos poucos, e muitos deles eram de empresas locais. Então, sei lá, é apenas um exemplo, Teddy Narkevitz, imigrante polonês que tinha um posto de gasolina chamado Route 66, resolvia dar US$ 6.666 para o piloto que estivesse em sexto lugar na volta 66. E o velhinho, orgulhoso, tacava o nome de Narkevitz na lousa. Aí o dono da lavanderia Ready In Fifty Minutes telefonava e decidia reservar uns trocados, digamos, para quem estivesse em primeiro depois de 50 minutos de corrida, e mais uns cobres para o líder da volta 50. Coisas assim.

Aí o posto de gasolina, mais a lavanderia, mais o lava-rápido, mais o escritório de contabilidade, mais a loja de ração para vacas, mais o supermercado, mais a farmácia e mais isso e mais aquilo, todos dando uma grana, chega-se aos 47 milhões.

Pena que não bati uma foto daquela lousa. Era muito engraçada. Os pilotos passavam por lá toda hora para dar uma olhadinha. Desconfio até que alguns tentavam decorar: 6 paus na volta 6, mais 50 na volta 50, mais 3 na volta 33, se não der pra ganhar, vou beliscar algum.

No dia seguinte à corrida, o vencedor tinha de ir ao autódromo para uma sessão de fotos com bonés, ao lado de seu carro. Dezenas deles. De todos os patrocinadores das 500 — do maior ao menor, sem distinção.

Mas isso conto outro dia.

FOTO DO DIA

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“WOW! Congratulations to our Reserve Driver @AlexanderRossi. Incredible achievement winning #Indy500 Enjoy your milk!” Foi assim, pelo Twitter, que a Manor registrou a vitória de seu piloto de testes em Indianápolis. Depois, foram mais sete tuitadas para festejar o resultado. Por fim, a ilustração acima, na página do time no Facebook. Tudo muito justo.

ROSSI!

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rossimilk3SÃO PAULO (ironias da vida) – Alexander Rossi fez sua carreira praticamente toda na Europa. Começou a namorar a F-1 em 2009, quando conseguiu um dia de testes com a Sauber. Andou também na Lotus/Caterham, sempre em testes, correu na GP3, na GP2, na Renault 3.5, até ser vice da GP2 no ano passado, quando a Marussia lhe deu a oportunidade de disputar cinco GPs.

Pode não ter feito nenhum milagre, mas seu 12º lugar no GP dos EUA igualou a melhor posição do time em 2015 — de Roberto Merhi na Inglaterra. Nada mau.

A Marussia trocou de nome para Manor e Rio Haryanto ganhou uma das vagas, com dinheiro da Indonésia. Pascal Wehrlein ficou com a outra, apadrinhado pela Mercedes. A Rossi, sobrou um lugarzinho de piloto de testes. Era o que tínhamos para hoje.

Mas tínhamos também uma chance, mesmo com contrato assinado com a Manor, de disputar a Indy como titular na Andretti-Herta, uma espécie de time-satélite da “Andretti-Andretti”. Quem cuida do carro é o ex-piloto Bryan Herta, figura simpática e experiente, que correu na Indy (contando Cart e IRL) de 1994 a 2006, numa trajetória que, se não foi brilhante, teve lá seus bons momentos — em 179 provas, foram dez poles e quatro vitórias.

E Rossi, 25 anos, foi.

E, agora há pouco, venceu a 100ª edição das 500 Milhas de Indianápolis.

Uma monstruosa surpresa, o primeiro “rookie” a ganhar as 500 desde Helio Castroneves em 2001, um menino que mal teve seu nome mencionado durante a transmissão da corrida, mas que do nada apareceu em primeiro quando todos os líderes e favoritos, a cinco voltas do final, tiveram de fazer suas últimas paradas para reabastecimento.

Uma bandeirinha amarela a mais, duas ou três voltas em ritmo lento, mudaria a história da prova. A turma da ponta teria a chance de economizar combustível e pronto, a parada estaria resolvida. Mas como disse Tony Kanaan depois da corrida, não dá para contar com isso. Quarto colocado, Tony esteve entre os maiores candidatos à garrafinha de leite na parte final da prova, assim como Muñoz e Newgarden. A amarela não veio, o #98 azul e amarelo empurrado pelos até então espinafrados motores Honda, sim. Veio para vencer.

[bannergoogle]A Indy mexeu nas regras para evitar que os kits aerodinâmicos escolhidos pelos dois contendores — Honda e Chevrolet — levassem a um desequilíbrio indesejado. Isso porque o pacote dos japoneses, no começo da temporada, era simplesmente inviável. O equilíbrio foi encontrado justamente em Indianápolis.

Com uma tocada segura e sem erros, o que é muito difícil para quem estreia no maior oval do mundo, Rossi mal sabia o que fazer quando chegou ao “winner circle”. Na dúvida, comemorou com discrição e sem grandes arroubos de heroísmo, ou explosões de alegria. Estava feliz. Emocionado. Incrédulo.

Talvez porque a vitória tenha vindo graças a algumas improváveis gotinhas de combustível e nada mais. Seu carro chegou a parar no meio da pista com o tanque seco, depois da quadriculada. Aliás, poderia ter parado antes, o que faria deste domingo o dia mais triste de sua vida. Quando abriu a última volta, o motor começou a falhar e sua velocidade, a diminuir. Era visível que estava mais lento, economizando até o cheiro do coquetel de 85% de etanol e 15% de gasolina usado na Indy. Mas os adversários, que tiveram de parar, tinham ficado muito para trás. Mesmo se arrastando, Alex passou pelo “brickyard” antes que todo mundo.

São aqueles contos de fadas que só o automobilismo pode criar.

Melhor: que só Indianápolis pode escrever.

TONY, O POPULAR

T

SÃO PAULO (voto nele) – Se tiver de parar de correr, Tony Kanaan pode tranquilamente sair candidato a prefeito de Indianápolis.

É a conclusão a que chegou Victor Martins, depois de checar a popularidade do brasileiro na cidade. Vencedor das 500 em 2013, Tony diz também que pode correr mais uns quatro anos na Indy, que o corpo aguenta.

A reportagem está aqui.

USP INDYCAR: DUAL IN DETROIT RACE 1 S CAR USA MI

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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