POUSO ALTO (doce de abóbora, café de coador) – 14h50, finalmente passo sob a ponte que me informa que a partir dali estou sob jurisdição da DERSA. Saio de São Paulo, perímetro urbano. A rota é ótima: rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto. Boas estradas, asfalto liso, cheias de telefones de socorro.
Coloco a máquina no painel estreitinho e tento um auto-retrato. Até que saiu. O rio ainda está ao fundo, mas à frente, apenas estrada e das boas. Se não aconteceu nada até ali, no trânsito maluco da cidade, já estou no lucro. Esse DKW, ao menos na minha mão, nunca rodou mais de 60 km num dia. Fico atento a qualquer barulhinho. Mas só escuto o vento entrando pela janela aberta, e a estrada vazia dá uma gostosa sensação de paz.
Alguns carros passam por mim e buzinam, fazem sinal de positivo. Retribuo. Menos para um, que tinha insulfilm. Não dava nem para ver se tinha alguém dentro. Se estava fazendo tchau ou me mandando plantar batatas. Acho insulfilm um negócio meio ridículo.
40 minutos de viagem e paro no acostamento para tirar uma foto. Em descida, e nem desligo o carro. Vai que apaga, pega no tranco…
Mas que nada. O motor ronca gostoso. A Dekinha está curtindo o passeio. Clique nele e pé na estrada de novo.