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O Montoya tá parecendo um boi.

O Montoya tá parecendo um boi.

A Mercedes vai usar na temporada europeia um caminhão modelo eActros 600 100% elétrico para carregar parte de suas tralhas. Serão 15 mil km na bateria em nove GPs. Mas o resto da frota ainda usa motores a combustão. Movidos a biocombustível.






SÃO PAULO (orgulho da Vemag) – O press-release é enorme, mas como foi escrito por alguma ferramenta de IA, não vou reproduzir nada. Passo apenas as informações básicas do primeiro superesportivo híbrido da Audi, o Nuvolari — homenagem a Tazio Nuvolari, um dos grandes nomes da Auto Union lá atrás, na década de 30. O bicho tem 1.001 cv e passa dos 350 km/h. O motor é um V8 biturbo de 4 litros que entrega 800 hp (cv e hp são quase a mesma coisa, não encham; estou usando os dados oficiais, e se um veio como cv e o outro como hp, o que posso fazer?), com três motores elétricos de fluxo axial, cada um com 110 kW (cv, hp e kW; IA, vai se foder). Serão 499 unidades fabricadas, apenas, as primeiras previstas para entrega no primeiro semestre do ano que vem.
Não sei quanto vai custar, ainda não me mandaram o preço. Aí eu perco a vez, vou reclamar com quem?
Bruno Correia mandou a mensagem e as fotos, direto de Berlim: “A caminho do supermercado, deparei-me com essa belezura aqui em Berlim. Creio que ainda seja usada no dia a dia, pois nunca havia visto essa perua Trabi antes por aqui. Sempre que vejo um Trabant, Lada ou Wartburg lembro do blog. Abraço forte do amigo leitor de longa data!”.



A partir de domingo, serão nove etapas na Europa até meados de setembro, quando acontece a primeira corrida no novo circuito de Madri. E se considerarmos o Azerbaijão (um país transcontinental), o corre europeu vai até o fim de setembro e soma dez corridas. Um alívio em termos de horários para assistir! Não tem nada como uma Fórmula Unzinha nas manhãs de domingo!


Das mais lindas fotos desta seção. O posto ficava (fica?) em Bom Jesus do Itabapoana, noroeste fluminense. Cidade curiosa, fica na divisa com o Espírito Santo, separada de Bom Jesus do Norte (que fica no sul capixaba…) apenas pelo rio Itabapoana. Na prática, é uma cidade só. Quem nasceu do lado de cá da ponte, é do Rio de Janeiro; do outro lado da rio, do Espírito Santo. E que ônibus é esse, pai do céu?

SÃO PAULO (atrasadinho) – Foi quarta-feira, mas está valendo. A Gucci, grife do grupo francês de bens de luxo Kering (dirigido por Luca de Meo, ex-Renault), dará nome à Alpine no ano que vem. Gucci Racing Alpine Formula One Team será a denominação oficial. As cores, essas da capa do carro: vermelho, verde, preto, dourado. Some o azul dominante, tradicional cor da Alpine, assim como o rosa da BWT, atual patrocinadora máster da equipe.
O conglomerado criou uma nova plataforma, a Gucci Racing, para entrar de vez no universo do automobilismo. A decisão de colocar os pés na F-1 foi orientada por pesquisas que indicam que hoje cerca de 40% da base de fãs da categoria é formada por mulheres. E, no total, 57% dos que acompanham as corridas de alguma forma têm menos de 35 anos.
Acho que é questão de tempo a compra definitiva da equipe, ainda que com outros sócios chegando. Tem 24% à venda para quem quiser, fatia que pertence ao fundo Otro Capital, formado por ex-atletas de vários esportes. Eles compraram ações na baixa e agora veem a chance de lucrar uma boa grana. Christian Horner é candidato.
2027 será um ano de ensaio para a Gucci. Se der certo, desaparece o nome Alpine, também, ainda que o CEO da marca, Philippe Krief, garanta que isso não vai acontecer. Ele diz, também, que “vai ter algum pedacinho de azul” no carro. A ver.

O fato é que a Renault, dona da Alpine, não quer mais saber de F-1. De novo. Nem motor faz mais. Neste ano, o time passou a usar unidades de potência da Mercedes, e vem dando certo, com a quinta colocação entre os construtores depois de cinco etapas.
Oficialmente, neste momento, a Gucci será apenas “title sponsor” da equipe francesa. O valor do patrocínio é estimado em US$ 150 milhões por três temporadas. Pouco. A Gucci fatura US$ 12 bilhões por ano. F-1 é um negócio caro, mas não assusta certas marcas e conglomerados globais.
Por enquanto, pois, a Alpine segue. E, pelo menos, seu pessoal vai se vestir com elegância. Aquele azul e rosa dos últimos anos é de doer. Além de deixar a Damares que nem barata tonta. É menino ou menina?

SÃO PAULO (olha…) – A Ferrari apresentou hoje o modelo Luce, o primeiro 100% elétrico da marca. Nada do que eu disser será melhor do que viajar pelos detalhes do carro no site da própria montadora, aqui. É um primor de tecnologia e design, ninguém pode questionar. Da equipe que desenhou o carro fez parte a empresa do designer responsável pela estética dos iPhone.
Custa 550 mil euros, uma bala. Tem 1.050 cv e quatro motores elétricos nas quatro rodas. Os detalhes técnicos podem ser encontrados aqui no texto do Motor1 traduzido pelo Jason Vôngoli.
Não consigo achar feio. Do ponto de vista estético, é realmente uma maravilha. Mas, claro, é Ferrari. E não tem motor. Não tem barulho.
O barulho está nas redes sociais. Muita gente odiando. Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, apareceu desgostoso em vídeos dizendo que é o primeiro passo para a “destruição da marca”. “Espero que pelo menos tirem o cavalinho da carroceria”, falou.
Não sou nem fã nem “hater” de carros elétricos. Eles são um dos caminhos da indústria, certamente — não necessariamente o único caminho. Sua tecnologia é fabulosa. Andam pacas. Têm problemas, claro, mas imagino que os primeiros DKW também tiveram os seus. Há que se conviver com isso sem preconceitos. Teria um? Teria. Vou morrer se não tiver nunca? Não. Está tudo bem, me dou bem com o que tenho na garagem. Carros, brinco sempre, são sagrados. Sejam eles movidos a gasolina, sejam a eletricidade.
De tudo que vi, posso dizer que gostei muito do azul. Lembra muito meu Trabi.
A IMAGEM DA CORRIDA

SÃO PAULO (rapidinho) – Há muitas imagens da briga entre Kimi Antonelli e George Russell ontem em Montreal. E outras tantas de anteontem, na Sprint. Muitas delas já publiquei nos relatos de sábado e domingo. Tem roda a roda, pneu fritando, porta fechada, passeio na brita. Qualquer uma delas poderia estar aí em cima. Mas a melhor de todas é essa de Russell completamente abatido do lado de lá do alambrado, enquanto fiscais empurram seu carro que tinha acabado de apagar com um problema, segundo a Mercedes, de bateria.
George viveu um fim de semana estranho. Fez tudo certo: pole e vitória na Sprint; pole para o GP; e liderava quando quebrou. Poderia ter sido um GP 100%. Em vez disso, acabou vendo a diferença para Antonelli subir de 20 para 43 pontos.
Como costumam dizer os pilotos, automobilismo é um esporte muito cruel, às vezes.


O GP do Canadá estancou o que vinha se desenhando como uma reação da McLaren no campeonato. Depois de duas corridas pontuando mais do que a Ferrari, os papaias tomaram de 37 a 12 os italianos em Montreal. E os 12 pontos foram marcados na Sprint. No domingo, sacola vazia. A escolha dos pneus intermediários para a largada foi um desastre. O que veio depois acabou sendo consequência. Lando Norris largou bem, mas na segunda volta teve de colocar slicks, fez um pit stop extra para limpar o radiador e acabou quebrando o câmbio. Oscar Piastri teve de colocar pneus novos na primeira volta, caiu no pelotão da merda, bateu em Alexander Albon, tomou um pênalti e terminou em 11º.
Falando em 11º lugar, ele não aparece no quadrinho aí em cima, mas merece uma menção: Franco Colapinto. Com o sexto lugar de ontem, foi a 15 pontos no campeonato e está em… 11º, óbvio! O que [e muito bom para um início de campeonato. Duas equipes seguem zeradas em 2026, Cadillac e Aston Martin. E entre os 22 pilotos, não marcaram ainda Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Fernando Alonso, Lance Stroll e Nico Hülkenberg.




Me falaram, então não sei se foi isso mesmo. Parece que na transmissão do Sportv alguém disse que a única vez em que um piloto tinha sido erguido nos ombros no pódio, como foi Antonelli ontem, tinha sido em 2000 com Rubens Barrichello em Hockenheim.
Bem, se disseram isso, erraram. Lembro de pelo menos mais duas, que estão nas fotos aí em cima. A primeira, de 1997 em Jerez. Jacques Villeneuve conquistou o título e foi levantado pela dupla da McLaren, David Coulthard e Mika Hakkinen — os mesmos que ergueram Rubinho na Alemanha. E em 2012, na Espanha, Alonso e Kimi Raikkonen fizeram o mesmo com Pastor Maldonado, da Williams.
Só pra constar.



Antonelli é um fenômeno, disso ninguém mais duvida. “Ah, mas corre em equipe grande!”, dirá alguém. Sim. O que, de certa forma, é até pior para um menino de 18 anos — idade dele quando estreou pela Mercedes. Em times pequenos, há espaço para erros, o aprendizado é menos tenso. Admitamos: Kimi pegou uma bucha de canhão danada ao assumir na Mercedes o lugar do piloto mais vitorioso de todos os tempos — Lewis Hamilton é o piloto com mais títulos, vitórias, poles e pódios na história da F-1; se é o melhor de todos, aí é questão de gosto e preferência pessoal.
O italiano fez um campeonato bem aceitável no ano passado, tendo passado por um período ruim de dez corridas na fase europeia da temporada. Cometeu alguns erros e aprendeu o que dava para aprender. Mas, neste ano, seu segundo na F-1, dizer que tem se saído bem é pouco. Já ganhou quatro de cinco corridas. O cara tem 19 anos. E é candidatíssimo ao título.
Nem todos que começaram suas carreiras em equipes de ponta se mostraram vencedores em tão pouco tempo. Olhando para trás, correndo o risco de esquecer alguém, acho que só Hamilton.
A FRASE DE MONTREAL
“Parece que os deuses não me querem nessa luta…”
George Russell



Além de atribuir sua tragédia pessoal aos deuses das pistas, Russell também se disse “orgulhoso” pelo que fez em Montreal e falou que gostaria que a briga com Kimi durasse “mais 40 voltas”. Depois, também pediu desculpas por jogar o protetor do cockpit no chão “dando mais trabalho aos fiscais do que eles já têm”. “Estava de cabeça quente”, explicou.
Olha, a coisa foi tão ruim para ele no balanço geral do GP, que qualquer coisa deve ser desculpada.
O NÚMERO DO CANADÁ
4
…pilotos, apenas, terminaram o GP do Canadá na mesma volta: Antonelli, Hamilton, Max Verstappen e Charles Leclerc. Do quinto ao décimo, todos tomaram uma volta do vencedor. Piastri, o 11º, levou duas. E nem por isso a corrida foi ruim. Ao contrário, teve disputas relevantes e ultrapassagens reais. Na real, foi a melhor do ano. As baterias não atrapalharam, graças à natureza do circuito — curto e com freadas fortes. Não será assim sempre, mas sejamos otimistas. Em Mônaco, os motores elétricos também não vão perturbar muito. Já em Barcelona…
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… da Alpine, que colocou seus dois carros nos pontos e, no total, somou 12 em Montreal, seu melhor desempenho na temporada. Franco Colapinto foi o sexto, melhor resultado na F-1, e Pierre Gasly, mesmo largando de 14º, escalou o pelotão até a oitava posição. O time está em quinto no Mundial com 35 pontos, 14 à frente da Débito ou Crédito, a filial farialimer da Red Bull — que foi bem com Liam Lawson, em sétimo, e viu Arvid Lindblad empacar no grid com problema na embreagem.


NÃO GOSTAMOS… da Audi, que só fez dois pontinhos com Gabriel Bortoleto na primeira etapa do Mundial e, depois, zerou em todas as outras, incluindo as três Sprints. Como a McLaren, a equipe errou feio na escolha dos pneus intermediários para a largada. E, assim, carros que largaram atrás da dupla quatrargólica acabaram chegando na frente.

Foram 0s0233 que separaram o sueco Felix Rosenqvist, da pequena Meyer Shank Racing, do norte-americano Davi Malukas, da grande Penske, na chegada das 500 Milhas de Indianápolis. Foi a mais apertada da centenária história da corrida. Um final digno do tamanho dessa prova.
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...