FOTO(S) DO DIA

Parece que o fim de semana de Mônaco, na McLaren, será todo “sobre” Senna.

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ONE COMMENT

Quando o cara da Tesla tá indo, teve gene aqui no Brasil que já foi e já voltou. Conhecem a picape que o Musk copiou pra vender em Balneário Camboriú? Formigão é o nome dela. E eu teria uma dessas fácil!

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DESAFIO DO DIA

Quero ver quem me explica esse cartaz aí…

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AGENDA DA SEMANA

Tem Mônaco domingo, então já vão se preparando aí!

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MCSENNA

SÃO PAULO (gosto pra tudo) – É assim que a McLaren vai correr em Mônaco: de verde, amarelo e azul. A equipe vai homenagear Ayrton Senna, piloto que mais venceu corridas pela equipe na história. Foram 35 de seus 41 triunfos, seis deles em Monte Carlo — um pela Lotus, cinco pela McLaren. O segundo colocado na lista de vitoriosos pelo time de Woking é Alain Prost, com 30. Depois vem Lewis Hamilton com 21.

A McLaren Automotive aproveitou para apresentar o modelo Senna Sempre, que será vendido com as mesmas cores e o rosto do piloto estampado na lateral. A fábrica não informou quantas unidades serão produzidas. O negócio tem a participação da Senna Brands, empresa criada pela família para gerenciar o uso da marca.

Os macacões de Oscar Piastri e Lando Norris também serão verde-amarelos. Tem mais fotos do carro aqui.

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SOBRE ONTEM DE MANHÃ

A IMAGEM DA CORRIDA

Vettel com as cores de Senna: homenagem marcante

SÃO PAULO (calma, emocionados) – É raro, mas acontece sempre. Quando escolho uma imagem significativa de um GP, às vezes não tem carro, não tem vencedor, pole, surpresa da corrida, nada ligado ao que aconteceu no GP propriamente dito. Pode ser um flagrante da arquibancada, um torcedor esquisito, algo dos “bastidores” (odeio essa palavra genérica)…

Neste fim de semana em Ímola nada apareceu mais que o amarelo de Senna, presente no macacão de Vettel, nas camisetas que ele distribuiu, nos capacetes de vários pilotos que correram não só na F-1, como também na F-2.

Foi bacana a lembrança, claro. Merecida, assim como as referências a Ratzenberger. Essa foto aí de cima me pareceu a mais legal de todas. Ficamos com ela. Mas se fôssemos escolher algo sobre a corrida…

Norris babando atrás de Max: novidade do GP

…seria essa aí em cima. Como diz a legenda, Norris babando atrás de Verstappen. Até a bandeirada, 0s725 atrás. E o que, afinal, aconteceu nesse GP que ouriçou tanto aqueles que acendem velas por uma derrocada de Max e da Red Bull?

Pneus duros são a explicação, além da pista ondulada de Ímola, que deixou o holandês com dores nas costas. No quadrinho da direita aí embaixo, vejam como Norris foi tirando tempo de Verstappen nas últimas 20 voltas da prova, quando seus pneus começaram a ficar ruins. Na primeira metade da corrida, com os médios, Max abriu uma confortável vantagem de 8s para o segundo colocado. Numa conta de português, se mantivesse o ritmo venceria com 15s ou 16s de diferença, mantendo mais ou menos a rotina da temporada — que está na arte emprestada da “Autosport”, a da esquerda.

São as cinco vitórias de Verstappen neste ano, em sete etapas disputadas. Três delas com seu companheiro Pérez em segundo. No Bahrein, o primeiro não-Red Bull foi Sainz, terceiro colocado, 25s110 atrás. Em Jedá, Leclerc ficou a 18s639 de Max. No Japão, Sainz chegou 20s866 depois.

Esse é o padrão. Miami e Ímola são pontos fora da curva. É evidente que a McLaren melhorou uma barbaridade. Mas vamos esperar um pouquinho antes de decretar a decadência do time austríaco. Nos EUA, Verstappen provavelmente ganharia se o safety-car não tivesse sido tão generoso com Norris. E no último domingo a diferença apertada pode ser atribuída, também, ao mau começo da Red Bull já na sexta-feira, apanhando para encontrar um acerto decente. Teve de contar com as dez horas de Buemi no simulador, para se ver com a coisa estava feia.

Foi um fim de semana em que tudo deu errado para a dupla piloto-equipe que vai levar o título fácil. E ele fez a pole e venceu.

O NÚMERO DA EMILIA-ROMAGNA

30,73%

…é a taxa de vitórias de Verstappen em relação aos GPs disputados. Ele tem 59 em 192 largadas, e agora é o piloto em atividade com melhor aproveitamento. Deixou Hamilton para trás, com 30,38% (103 vitórias em 339 GPs). Fangio, com 47,06% (51 corridas, 24 triunfos) é o recordista.

Vamos agora às tabela de pontos negligenciadas ontem no resumão da corrida. Fiz umas continhas bestas, comparando com as sete primeiras etapas do ano passado. A Red Bull tinha 287, caiu para 268. A diferença pode ser atribuída ao abandono de Verstappen na Austrália. O desempenho é muito parecido. Já a Ferrari mais do que dobrou a pontuação: tinha 100 depois de sete corridas em 2023 e neste ano já somou 212. A McLaren é outra que melhorou espantosamente: saiu de 17 para 154. Mercedes (de 152 para 79) e Aston Martin (de 134 para 44) despencaram.

Conclusão: saem Mercedes e Aston Martin, entram Ferrari e McLaren na escolta. E ambas melhoraram muito mesmo. No ano passado, depois de sete GPs, a diferença da Red Bull para a então vice-líder Mercedes era de 135 pontos. Agora, para a vice-líder Ferrari, é de apenas 56.

A FRASE DE ÍMOLA

“Um ano atrás eles brigavam para passar do Q1 e o desempenho de seus carros era de retardatários. A McLaren está provando que é possível melhorar.”

Toto Wolff, chefe da Mercedes

A McLaren foi a equipe que mais somou pontos no GP da Emilia-Romagna: 30, contra 29 da Red Bull. A última vez que isso aconteceu foi no GP do Catar do ano passado, que teve Sprint: 47 pontos, contra 34 do time austríaco. Sí, se puede. É uma lição para a Mercedes. Dá, sim, para começar mal um campeonato e mudar o rumo em algum momento. A frase de Wolff, acima, é uma dura pública na própria equipe.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS de ver Norris cada vez mais seguro, subindo ao pódio pela quarta vez no ano. Foi terceiro na Austrália, segundo na China e em Ímola e ganhou em Miami. “Se tivesse mais uma ou duas voltas eu pegava ele”, suspirou pelo rádio quando terminou a corrida. É isso. Piloto precisa acreditar que pode ganhar corridas. Lando é muito criticado por parecer pouco ambicioso sobretudo quando tem de confrontar Verstappen na pista. A vitória na Flórida mudou o menino de patamar.

NÃO GOSTAMOS da atitude de Verstappen no fim de semana, de disputar uma corrida virtual de 24 horas na pista digital de Nürburgring. A atividade de gamer pode até não ter atrapalhado — ele fez alguns stints, não a corrida inteira. Mas ajudar, esse tipo de coisa não ajuda. Hora de virar adulto, mocinho.

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FOTO DO DIA

A Penske passou o rodo na classificação para as 500 Milhas… Pela primeira vez desde 1988, fez a primeira fila inteira com Scott McLaughlin, Will Power e Josef Newgarden.

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IMOLINHAS (3)

Norris e Verstappen: juntos na chegada e nos abraços

SÃO PAULO (é mais gostoso assim) – Max Verstappen venceu o GP da Emilia-Romagna e chegou a cinco vitórias em sete corridas neste ano. Foi a mais difícil de todas. O holandês viu a bandeira quadriculada em Ímola com menos de 1s de vantagem para o segundo colocado, Lando Norris, da McLaren. Com dificuldades desde os treinos da sexta-feira na pista italiana, a Red Bull desta vez teve de contar muito mais com o talento de seu piloto do que com a qualidade do carro para ganhar de novo. E Max não decepcionou. Fez a pole e venceu, superando as adversidades técnicas com incrível capacidade de adaptação e com a frieza de sempre. Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em terceiro, um prêmio de consolo para a torcida local.

Verstappen lidera o campeonato com 161 pontos. Leclerc agora é o segundo, com 113, seguido por Sergio Pérez, com 107. Norris foi a 101 e ameaça o mexicano. Sainz fecha o top-5 com 93. A próxima etapa acontece domingo que vem em Mônaco.

Início de prova em Ímola: Max mantém a ponta, decisiva para a vitória

Se no ano passado o GP de Ímola foi cancelado por causa das chuvas e das enchentes na região, neste ano o clima foi generoso. Fez sol e calor nos primeiros dois dias do evento, e hoje não foi diferente: sol, 25°C, céu azul com uma nuvenzinha aqui, outra ali. Como diriam os antigos locutores de rádio, uma bela tarde para a prática do esporte bretão.

Verstappen mandou o sapato na largada, como de costume, e tentou se distanciar de Norris para fugir da asa móvel do inglês da McLaren na fase inicial da prova. Os seis primeiros colocados se mantiveram nas posições originais. Aliás, dos 20 que largaram 12 ficaram onde estavam no grid. Chamou a atenção o mau começo da dupla da Aproxima ou é Senha?, Tsunoda e Ricciardo. Ambos perderam duas colocações nos primeiros metros, comprometendo seus resultados finais.

As seculares dificuldades de ultrapassagem em Ímola apresentaram suas credenciais nas primeiras voltas. Ninguém passava ninguém, mesmo com o artifício das asas que abrem para dar uma mãozinha. Em sete voltas, Max já tinha 1s8 de vantagem sobre Landinho, o influencer. A fila indiana seguia atrás do líder, sem que alguém arriscasse alguma manobra mais ousada. A ordem geral era esperar pelos pit stops.

McLaren muito perto: faltaram umas duas voltas para Norris atacar

Na turma do fundão, as paradas começaram logo, na volta 8. Todos apostavam num safety-car para ganhar algum terreno. Gasly, Bottas e Alonso foram os primeiros. Albon também trocou seus pneus – duas vezes, porque uma roda ficou solta na primeira parada. Na sequência, Ricciardo e Tsunoda. Com exceção do australiano e do japonês, que lutavam por pontos, os demais eram meros coadjuvantes.

Tirando os ataques – tímidos – de Piastri para cima de Sainz, o quarto colocado, os demais cuidavam de suas posições sem abusar muito. Oscar chegou a se aproximar bem da Ferrari do espanhol algumas vezes, mas sem tentar algo muito concreto que fosse além de colocar a imagem de seu carro no retrovisor do adversário.

E Sainz não se assustou.

Leclerc: longe da vitória, pelo menos levou um troféu

Na volta 18, Pérez, quase dormindo, foi passear na brita. Mas conseguiu voltar e não perdeu posição nenhuma. Seguiu em oitavo, perdendo totalmente o contato com Hamilton, o sétimo. De vexame no fim de semana já bastava não ter passado ao Q3.

Russell, o sexto, parou na volta 22. Como quase todo mundo, estava de pneus médios desde o início e colocou os compostos mais duros – na largada, Gasly e Alonso foram de macios; Pérez, Zhou e Sargeant optaram pelos duros. Norris parou na 23ª. Piastri, na seguinte. Verstappen, na 25ª. O holandês voltou em quarto, atrás de Leclerc, Sainz e Hamilton, que decidiram ficar na pista e esticar um pouquinho mais seus stints. Max recuperaria a ponta tranquilamente quando os três primeiros fossem para os boxes.

E assim foi. Leclerc parou na 26ª volta. Sainz, na 28ª. Hamilton, o segundo colocado àquela altura, veio junto. Era uma corridinha clássica de uma parada só. Verstappen, então, reassumiu a liderança. Nessa brincadeira, quem se deu mal foi o espanhol da Ferrari #55, que voltou bem atrás de Piastri. Nas quatro voltas a mais em que ficou na pista em relação ao jovem da McLaren, Sainz acabou perdendo a posição — bobeada da equipe italiana.

Pit stops da maioria concluídos, Verstappen, Norris, Leclerc, Piastri, Sainz, Russell, Pérez, Stroll, Hamilton e Magnussen eram os dez primeiros na volta 32. Desses, Pérez, Stroll e Magnussen eram os únicos que não tinham trocado pneus ainda. A vantagem de Max sobre Norris era superior a 6s5. Um verdadeiro passeio, até ali. Piastri, que tinha se livrado de uma Ferrari graças à estratégia de box, se via às voltas com outra, agora, a de Leclerc. Valia uma posição no pódio, talvez fosse o caso de tentar alguma coisa. Não tentou.

A Red Bull chamou Pérez para box na volta 38. Stroll e Magnussen, os últimos moicanos com a borracha da largada, pararam também. O mexicano começou a remar tudo de novo para pelo menos marcar uns pontinhos. E foi passando quem dava até assumir o oitavo lugar, deixando Tsunoda para trás. Dali não passaria, já que Hamilton, o sétimo, estava meio minuto à frente.

A 20 voltas do final, Leclerc, terceiro, se aproximou perigosamente de Norris. Reduziu a distância para menos de 1s e a torcida ferrarista se animou. Piastri, o quarto, tinha ficado para trás e desistido da luta. Mas não era fácil. Lando e Charlinho tinham pneus com vida útil parecida, apenas três voltas mais novos os do monegasco. Leclerc ainda cometeu um erro besta na volta 47, atravessou uma chicane, perdeu tempo e Norris pôde respirar um pouco. A briga que mal tinha começado acabou. Aquela, pelo menos.

Na volta 53, Russell, sexto, fez uma segunda parada. Perdeu apenas uma posição, para seu companheiro Hamilton. A ideia era tentar a melhor volta da prova para somar mais um pontinho para a Mercedes. Era o que restava para a equipe, apagadíssima em Ímola.

E foi mais ou menos nesse momento, a dez voltas do final, que o passeio de Verstappen começou a ficar um pouco menos sossegado. A diferença dele para Norris começou a cair, com o holandês reclamando muito de seus pneus. Na volta 55, Lando, que já estivera quase 7s atrás, baixou essa distância para 3s.

Uma briga pela vitória nas últimas voltas, por que não? Seria uma justa recompensa ao público, depois de uma corrida tão aborrecida. Na volta 57, faltando seis para o fim, o cronômetro apontava 2s entre Max e Lando. O tricampeão tinha dificuldades para segurar seu carro na pista. Ele saía muito de frente e o inglês se aproximava, alucinado. Finalmente o GP da Emilia-Romagna ficou legal.

Mas Norris tinha um problema. Ele só conseguia descontar a diferença à base de migalhas. Precisava chegar rápido, diminuir a distância para menos de 1s e abrir a asa para tentar alguma coisa. E a corrida estava terminando.

Na última volta, Max passou pela linha 1s07 à frente do inglês. Norris colou. Faltavam poucos metros para a bandeirada e a chegada seria muito próxima.

Foi. Verstappen recebeu a quadriculada 0s725 à frente de Norris. No fim das contas, não deu tempo para o inglês atacar de verdade. “Tudo que eu precisava era de mais uma ou duas voltas, aí eu pegava ele”, falou o piloto da McLaren pelo rádio. “Dói muito perder uma corrida assim.”

Acabou sendo na conta do chá para Max. Leclerc foi o terceiro completando o pódio — o primeiro da Ferrari em Ímola desde a vitória de Michael Schumacher em 2006. Depois, nos pontos, vieram Piastri, Sainz, Hamilton, Russell (que fez a melhor volta, afinal), Pérez, Stroll e Tsunoda.

Max venceu pela 59ª vez na carreira. Como ao fazer a pole ontem, comemorou com um pouco mais de entusiasmo que o normal. Sabia que tinha sido uma vitória de piloto, mais do que de carro. “No começo consegui abrir um pouco e com os pneus médios estávamos bem. Mas os duros, no fim, não estavam funcionando bem, meu carro escorregava muito. Por isso estou muito feliz de vencer aqui. A gente mudou muito o carro de sexta-feira para hoje”, disse.

Ímola não foi uma boa pista para ele e para a Red Bull. E, ainda assim, o cara fez a pole e ganhou. Quando falta carro, sobra piloto.

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FOTO(S) DO DIA

A semana em Ímola foi pródiga em homenagens a Senna (e, em menor escala, a Ratzenberger). Comandadas por Vettel, culminaram com umas voltas que ele percorreu hoje a bordo do MP4/8, o lindo McLaren de 1993. Carregou bandeiras do Brasil e da Áustria, emocionando todo mundo.

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MOTOLAND

Foto e mensagem enviadas pelo blogueiro Mauro Brisola:

Cruzando a Beira Interior Norte de Portugal, em Trancoso, encontrei uma moto que, arrisco dizer, ficaria muito bem na tua coleção. Lindamente desgastada e em pleno uso.

Trancoso… De onde saíram os Gomes da minha família que vieram dar aqui.

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