EMILIA, EMILIA, EMILIA (3)

Verstappen: 11ª vitória numa corrida sensacional

SÃO PAULO(chuva, como gostamos de você!) – Se ficar falando aqui como o GP da Emilia-Romagna foi espetacular, sensacional, emocionante, bonito e marcante vocês vão ficar de saco cheio, né? Bom, então está dito, foi tudo isso mesmo.

Max Verstappen (Verstappinho, para quem odeia meus apelidos infantis) venceu a primeira no ano e Hamilton chegou em segundo. Inverteram o resultado do Bahrein. Mas o inglês está na frente por um ponto porque fez a melhor volta hoje, e acho que ele faz essas coisas de sacanagem. Não é possível. Depois de tanta coisa que aconteceu na corrida, incluindo um erro bobo — e raro –, o cara ainda tem a petulância de fazer a melhor volta no fim só para não dar o gostinho a Max de liderar o campeonato. Que piloto, esse cara. Coisa incrível.

Para começar a contar a história da prova de hoje em Ímola é preciso falar da largada. Ontem, dizíamos aqui que a Red Bull iria partir para cima de Hamilton, o pole, como hienas famintas com seus dois pilotos — Pérez em segundo no grid, Verstappen em terceiro.

Foi mais ou menos assim. Lewis não largou muito bem, e Checo também não fez nada demais. Quem partiu com ganas de resolver logo a parada foi mesmo o holandês, que chegou à primeira chicane, na Tamburello, batendo roda com a Mercedes #44. Levou a ponta.

Chuva marota: ideal para uma grande corrida

A chuva que caiu na região preparou o terreno para a corridaça de Ímola. Fazia frio, 9°C, e os problemas para os mais desavisados começaram antes mesmo da largada, como Alonso rodando a caminho do grid, Leclerc escapando na volta de apresentação, Vettel tendo de partir dos boxes, Stroll com os freios pegando fogo.

Quase todos largaram de pneus intermediários — exceções foram os dois da Haas, mais Ocon e Gasly.

Pérez perdeu a posição para Leclerc logo na primeira volta e a Red Bull perdeu uma de suas hienas famintas. Mas como a outra já havia jantado, estava tudo bem.

A primeira panca do dia aconteceu logo de cara, quando Latifi se enroscou em Mazepin e provocou a primeira entrada do safety-car na prova. A favor do russo, que fique registrado: não teve culpa alguma no sinistro.

A permanência do safety-car na pista se alongou um pouco porque Schumaquinho bateu na entrada dos boxes, sozinho, enquanto aquecia pneus. Perdeu o bico, que ficou estendido no meio do asfalto enquanto não aparecia ninguém para retirar.

A relargada, ainda com muita água na pista, veio na volta 7. Sem spray na cara, Max foi abrindo. No fim da volta, tinha 3s3 sobre Hamilton. Como é um piloto bom de água, muito bom, transformou-se instantaneamente em favorito à vitória. OK, acabou acontecendo. Mas não foi fácil. E veio com alguns sustos.

Pérez: trapalhadas impediram o mexicano de entrar na briga

Até a volta 22, com Verstappen na frente e Hamilton a uma distância segura, o GP emílio-românico viveu um breve período de paz. Aconteceram algumas coisas, é verdade. Na volta 12, por exemplo, o desafortunado Pérez foi avisado que teria de pagar um stop & go de 10 segundos porque, durante o safety-car, rodou e perdeu duas posições. Em vez de ficar onde estava, ultrapassou Ricciardo e Gasly de novo, e não podia.

Um pouco mais atrás, Sainz não conseguia ficar na pista direito e dava seus passeios na brita, embora sem grandes consequências. Gasly, na volta 15, percebeu que a aposta numa chuva mais forte tinha sido furada e, depois de perder 200 posições, foi aos boxes trocar seus pneus “wet” para intermediários.

E na volta 17 a McLaren, sabiamente, pediu com delicadeza a Ricardão que deixasse Landinho passar, porque o inglês estava bem mais rápido. Daniel fez isso sem resmungar. Norris passou e foi embora. O terceiro lugar do garoto ao final da prova mostrou que todos estavam certíssimos. (Inclusive eu ontem, quando disse que a McLaren teria de dar essa ordem logo de cara, porque Lando seria seu principal piloto na prova, diante do visível desconforto de Ricciardo, ainda, com o carro da nova equipe.)

Ali pela 20ª volta a pista começava a secar e todo mundo esperava alguém arriscar os pneus para piso seco. Ninguém queria passar vergonha sozinho. Vettel, lá atrás, sem nada a perder, foi o primeiro a parar, na volta 22. Colocou pneus médios e foi à luta. Suas três ou quatro primeiras voltas não foram grande coisa — ainda tomou um stop & go porque a equipe perdeu o prazo de montar os pneus ainda no grid –, mas estava claro que no traçado ideal o asfalto já havia secado e os intermediários de todos estavam acabando.

Hamilton chegando: começo eletrizante

No seco, Hamilton começou a se aproximar de Verstappen. A distância, que era de 5s na volta 23, caiu para 2s na 27ª. A Red Bull, então, chamou o menino para os boxes na volta 28. A parada foi rápida, 2s2, e como o líder fez aquilo, todo mundo começou a fazer igual. Na volta 29, Hamilton parou. A Mercedes fez um pit stop meia-boca, em 4s, e ele voltou 5s8 atrás de Max. Mas começou a tirar a diferença. Na volta 31, ela caiu para 2s3. E, então, Lewis errou.

Não é muito comum, o cara tem feito corridas impecáveis desde a Era Paleozoica, mas se precipitou para passar Russell, retardatário, e colocou o carro num pedaço de pista molhada. Perdeu a freada, foi na brita e bateu de leve na barreira de pneus. Parecia fim de prova para ele. Todo mundo foi passando, e Hamilton só conseguiu se desvencilhar do enrosco em que se meteu colocando a marcha-à-ré para voltar à pista em sétimo, com o carro todo estropiado.

Aí veio seu momento de sorte. Enquanto parava nos boxes para trocar bico, para-choque, palheta do limpador de para-brisa, dar uma olhada no óleo e na água (o mecânico até ofereceu um aditivo, que Hamilton aceitou porque já não tinha mais nada a fazer na corrida), Russell fez uma tremenda cagada e a prova teve de ser interrompida.

Russell reclama com Bottas: culpa do inglês da Williams

Foi assim: Jorginho lutava pelo glorioso nono lugar com o apagadíssimo Bottas, entrou na reta, abriu a asa, jogou o carro para a direita, mas foi um pouco mais da conta — Bottas deu aquela puxadinha “psicológica” só para assustar, mas deixou espaço à vontade para o piloto da Williams — e colocou uma roda na grama molhada. O carro apontou para a esquerda e acertou Valtteri em cheio.

Foi uma batida muito violenta, os dois a mais de 300 km/h, e Russell saiu do carro furioso e foi tirar satisfações com o finlandês ainda grogue. “Você queria nos matar?” E deu um tapa no capacete do colega.

Beleza, a gente entende a raiva e o momento. Mas George estava errado. E não admitiu isso pelo menos até a hora em que escrevo este texto. Bottas ficou mais puto ainda e nas entrevistas que deu soltou o cães sobre o menino que, no fundo, quer seu lugar na equipe — Russell é piloto contratado da Mercedes, como se sabe.

Com pedaço de carro espalhado por todos os lados, a direção de prova meteu uma bandeira vermelha na volta 34 e parou a corrida. Hamilton, àquela altura, era nono colocado. Max liderava, seguido por Leclerc, Norris, Pérez, Sainz, Ricciardo, Stroll e Raikkonen. Tsunoda estava em décimo. Foi todo mundo para os boxes e Hamilton, assim que saiu do carro, se agachou, colocou as mãos na cabeça e disse para si mesmo: “Que merda que eu fui fazer?”.

Hamilton nos boxes: dando um reset na barbeiragem

Meia hora depois, sem chuva, todos de slick, a prova foi reiniciada com o pelotão atrás do safety-car em largada lançada — pelo que entendi, lembrando o que aconteceu em Mugello no ano passado, essa decisão de relargar andando ou parado é prerrogativa do diretor de prova. Hamilton era o oitavo da fila, porque Kimi também escapou atrás do safety-car. Verstappen tomou um susto danado no fim da volta de realinhamento, quase escapando também. Na volta 35 o safety-car saiu da frente e a corrida foi retomada.

Como Norris tinha pneus macios, passou fácil por Leclerc e insinuou um ataque a Verstappen. Mas Max nem deu bola e se mandou. A partir daí, com quase meia prova pela frente, as atenções se voltaram a Hamilton. Em oitavo, Lewis tinha carro para passar todo mundo, mas passar em Ímola é duro, e com trechos ainda úmidos, mais ainda.

E é nessas horas que aparece um campeão. Primeiro, subiu para sétimo na volta 38 graças a uma rodada besta de Pérez — que estava num péssimo dia. Depois, na 39ª, passou Stroll. Na 42ª, Ricciardo. Não perca a conta!, como diz Léo Batista. Ao ganhar a posição do australiano, Hamilton já era o quinto colocado, tendo à frente, pela ordem, Sainz, Leclerc e Norris para conseguir pelo menos o segundo lugar. Passou o espanhol na volta 50; levou a outra Ferrari na 55; e, finalmente, depois de sofrer um pouquinho, ganhou a segunda posição de Lando na volta 60ª. Aí, para humilhar o povo, fez a melhor volta da prova e colocou mais um pontinho no bolso.

Vitória da Red Bull e da Honda: 30 anos depois de Senna com o motor japonês

Verstappen recebeu a quadriculada com 22s cravados de vantagem sobre Hamilton e ganhou um GP pela 11ª vez na carreira — igualando pilotos como Barrichello, Massa e Jacques Villeneuve. Norris fechou o pódio, ganhando uma taça pela segunda vez na carreira. Leclerc, Sainz, Ricciardo, Gasly, Stroll (punido por ultrapassar fora dos limites da pista acabou perdendo uma posição, caindo de sétimo para oitavo), Ocon e Alonso fecharam a zona de pontos. Raikkonen tinha chegado em nono, mas caiu para 13º após punição de 30s por passar sob bandeira amarela. Vettel parou na última volta com problemas no câmbio. Pérez, que fizera uma ótima corrida de recuperação no Bahrein, desta vez pegou recuperação com um horroroso 12º lugar.

Foi a primeira vez que dois ingleses foram ao pódio juntos desde o GP da China de 2012, que teve Button e Hamilton, ambos da McLaren, atrás do vencedor Nico Rosberg, da Mercedes. E a Honda voltou a vencer em Ímola depois de 30 anos — a última fora com Senna em 1991, na McLaren.

Norris e a selfie: grande corrida do jovenzinho da McLaren

Na tabela, Hamilton foi a 44 pontos, contra 43 de Max. Norris, com 27, é o terceiro colocado. Na segunda corrida do ano, já está muito claro que o campeonato é de um dos dois, e que Bottas e Pérez, querendo ou não, diante da perspectiva de uma disputa muito apertada, terão de trabalhar para os companheiros o ano todo.

Amanhã faço um balanção das declarações pós-corrida (a melhor foi de Pebolim Wolff sobre Russell, o chefe ficou pistola da vida, disse que Goerge sabe que se trabalhar bem tem chance de correr na Mercedes, mas que se fizer merda vai acabar na Copa Clio, falou isso mesmo, Copa Clio). De noite, às 19h, tem “live ao vivo” no meu canal no YouTube. É só entrar aqui para a gente conversar sobre a corrida.

Bom domingo a todos.

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EMILIA, EMILIA, EMILIA (2)

Pérez, P2: melhor do mexicano

SÃO PAULO(¡arriba!) – Vou eleger o personagem do dia em Ímola: Sergio Pérez. O mexicano, ontem, bateu de um jeito meio estúpido em Ocon. Nenhum dolo, coisa que acontece, as equipes sem rádio, deu azar, enfim. Aí o mala do Hekmut Marko bota a culpa o coitado, que acabou de chegar à Red Bull.

Pérez não é moleque. É um piloto experiente que já passou por poucas e boas e perdeu o emprego na Racing Point no ano passado mesmo fazendo um baita campeonato. Demitido, ganhou uma corrida. Seu esforço e profissionalismo foram recompensados com uma vaga na Red Bull. Aí vem um cara encher o saco na segunda corrida?

Porra, dá um tempo, Marko!

P2 para Checo. Primeira fila. Segundo no grid. 0s035 atrás do pole Hamilton — 99ª da carreira dele. E na frente de Verstappinho. É assim que se faz. Responde na pista. Mande o Marko à mierda.

Grid em Ímola: pole #99 de Hamilton

Eis aí em cima o grid ilustrado do GP da Emilia-Romagna para dar uma força ao estagiário do Twitter da F-1 que deve achar essa arte lindona. Como se nota, dois carros da Red Bull cercando Hamilton. Um, Pérez, com pneus macios; o outro, Max, com pneus médios.

“Amo isso. É um desafio diferente do que temos tido nos últimos tempos”, falou o inglês. A Red Bull vai vir babando. Cada um com uma estratégia diferente. Não vai ser fácil para Lewis, não. Porque, como disse Pebolim Wolff, “nós não temos o carro mais rápido do grid”. “Nós”, no caso, é a Mercedes. “Se Max não tivesse errado na sua volta no Q3, a pole seria dele.”

OK, Pebolim — ou Totó, como se diz no Rio, ou Fla-Flu, no Sul. Mas é o seguinte. Mesmo sem ter o carro mais rápido, ganhou no Bahrein e fez a pole agora. Deixa de conversa.

Hamilton: mesmo com o carro menos rápido, na frente

Estou brincando, claro. A Red Bull realmente está um pouquinho à frente. Hoje, as temperaturas baixas ajudaram a Mercedes. E a pista, com curvas de média e alta, ajuda. O fato é que essa ligeira vantagem ainda não foi convertida em números e resultados pelos rubro-taurinos. E quando na outra trincheira está um cara como Hamilton, não pode bobear. Ele vai lá e crava mesmo, sem dó.

Mas e o outro carro da Mercedes?

Aff. Bottas ficou em oitavo. “Não entendi o que aconteceu no Q3”, falou. “Não confio na minha traseira.” Hum… Se eu estivesse na quinta série ainda, faria piadinha com essa traseira aí, Sapattos. Mas oitavo no grid é uma merda, mesmo.

Bottas: preocupado com a traseira

O cara que saiu mais chateado de Ímola hoje foi Lando Norris. De ontem para hoje, a McLaren deu um salto de qualidade. Talvez tenha descoberto que estava andando com um cilindro a menos na sexta-feira. Às vezes isso acontece no meu DKW. Mas percebo na hora e vou no cabo de vela.

Landinho fez uma volta espetacular no Q3. Ficou a 0s043 de Hamilton. Largaria em terceiro. Mas ele passou dos limites da pista na curva 9, acho, a Piratella, e cancelaram seu tempo. Uma pena. Caiu para sétimo. Atrás de Ricardão, que admitiu: sua curva de adaptação à equipe e ao carro papaia está “meio lenta”, como disse. “Vou levar mais tempo do que gostaria para achar meu limite.”

Eu, se sou a McLaren amanhã, mando Norris arrancar na frente de Ricardão e ir embora. Se não, vai ficar empacado atrás do companheiro numa pista onde é difícil passar. A chance de buscar algo que se aproxime de um troféu é essa.

Russell: só sorrisos

A Williams fez sua melhor classificação desde o GP da Hungria do ano passado, levando os dois pilotos ao Q2. Essa evolução sim, dá gosto de ver. Jorginho ficou em 12º. Lentifi, em 14º. A turma fixa do fundão — dupla da Haas –, assim, recebeu a visita hoje de Raikkonen e Giovinazzi, da Alfa Romeo, e do japinha voador Tsufoda, que larga em último.

Yuki bateu no Q1. E já foi falando. “Errei.” Pronto, acabou a polêmica. Já Tonhão dos Longos Cabelos foi atrapalhado pelo babaca do Mazepin. Que, mais babaca ainda, entrevistado pela Mariana Becker, deu uma resposta atravessada à pergunta “o que aconteceu?” e a repórter, sabiamente, não fez uma segunda questão. Deixou o tonto esperando. Um imbecil, esse Mazepin. Incrível. A Hass se deu muito mal com ele. Não sei se vale os rublos do pai.

Alonso: parou no Q2

Decepções? Ah, os velhinhos… Puta merda. Vettel em 13º, Alonso em 15º. “Falta confiança no carro, mas tá melhorando”, falou Tião. “Não fui rápido”, disse El Fodón. Seus companheiros, ambos, foram ao Q3. Ocon larga em nono. Stroll, em décimo.

Ajudem aí, rapazes.

Por fim, a Ferrari. Bem com Leclerc, quarto, mal com Sainz, 11º. Charlinho disse que nem lembrava quando tinha ficado tão perto, no cronômetro, de uma pole — 0s329. Sainz reconheceu que ainda falta a manha com o novo carro da nova equipe.

Leclerc: volta voadora

O segundo lugar de Pérez no grid é sua melhor posição de largada na carreira. A Red Bull não colocava dois pilotos entre os três primeiros desde o GP do México de 2018. Alonso não perdia para um companheiro de equipe no grid desde o GP da Malásia de 2017 — 27 GPs. A Mercedes colocou seus dois pilotos no Q3 pela 50ª vez consecutiva. Foram alguns números que pesquei aqui e ali depois da classificação para o GP da Emilia-Romagna.

Outro dado interessante é a diferença dos melhores tempos de cada equipe em relação à corrida do ano passado. Quem evoluiu mais foi a Williams. Quem piorou mais foi a Mercedes. Vejam:

  • Williams: -0s062
  • McLaren: +0s012
  • Alfa Romeo: +0s021
  • Aston Martin: +0s077
  • Ferrari: +0s124
  • Red Bull: +0s270
  • AlphaTauri: +0s288
  • Haas: +0s361
  • Alpine: +0s597
  • Mercedes: +0s802

E que beleza o Gasly em quinto, não? Só para registrar.

Pérez e Hamilton: primeira fila inédita

Diz que pode chover amanhã. Seria legal. Ímola é uma pista muito bacana, que não perdoa muitos erros, mas difícil de ultrapassar. Com um pouquinho de água, a prova pode ser mais bacana.

Gostei muito da transmissão da Bandeirantes hoje. Bem-humorada, informativa, de novo sem evocar o santo nome de Senna a cada passagem de alguém pela Tamburello. Equilibrada, gostosa. O problema tem sido a audiência: pico de 2 pontos, 1.3 de média. O que acontece com as pessoas? Só conseguem ver a Globo? Ruim, isso. Mas continuem lutando, companheiros!

Hoje às 19h falaremos disso na nossa “live ao vivo” no YouTube. Espero todos lá.

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EMILIA, EMILIA, EMILIA (1)

Tsunoda: aprendendo a saltar as zebras de Ímola

SÃO PAULO(1.800 livros!) – Escrevo na correria, porque passei os últimos quatro dias mandando e-mails para a turma que já comprou na pré-venda “Ímola 1994”, meu novo livro.

Falando nele, para vocês, blogueiros, a pré-venda segue até domingo porque vocês são legais. Só me mandar um e-mail: [email protected] O livro é esse aí embaixo.

“Ímola 1004”: pré-venda só por e-mail!

Deram um nome quilométrico para a corrida deste fim-de-semana em Ímola. Viram? Formula 1 Pirelli Gran Premio del Made in Italy e dell’Emilia Romagna, uma coisa pavorosa em termos de “naming rights”, mas que deve ter garantido alguns cobres à Liberty. Esse “Made in Italy”, pelo que notei nas placas de publicidade, é alguma campanha de governo.

Por motivos de “não cabe tudo isso em matéria nenhuma”, vou chamar apenas de GP da Emilia-Romagna e pronto.

Os tempos de hoje, para começar:

A Mercedes reagiu? Reagiu. OK, a pista, como disse Hamilton, é mais apropriada para seus carros do que a do Bahrein — onde ele ganhou, inclusive, mas todos notamos que a Red Bull mais perdeu do que a Mercedes venceu aquela corrida.

Bottas foi o mais rápido do dia, 0s010 à frente de Lewis. Os rubro-taurinos tiveram uma sexta-feira atribulada. De manhã, Pérez bateu em Ocon. Falta de comunicação de rádio das duas equipes, e acabaram se achando. Houve problemas técnicos nas comunicações em Ímola hoje — algo com fibra ótica do lado de fora do autódromo. De tarde, Verstappinho quebrou o semieixo de seu carro e perdeu a maior parte da sessão.

Veremos a real Red Bull amanhã, na classificação. O favoritismo diminuiu — uma hora a menos de treino faz alguma diferença, ainda mais neste ano, com sessões encurtadas.

Vettel: começo de ano ruim

O que vimos, de novo, foi a real Aston Merda. Digo, Aston Martin. Aff. Stroll em décimo, 1s186 atrás de Bottas. Vettel em 15º, com tempo 1s541 pior. Bem na sua vez cagaram no carro, né Tião? Pois… A equipe verde está ensaiando uma reclamação junto à FIA por causa das mudanças aerodinâmicas deste ano. Elas puniram os carros que usam um “rake” muito elevado na traseira. “Rake” é a palavra que inventaram de usar agora para descrever “altura em relação ao solo”. Ou, simplesmente, “altura”.

Os carros da Mercedes e da Aston Martin têm “rake” mais baixo na traseira. Os da Red Bull, por exemplo, têm “rake” alto pra cacete. É só olhar esses carros de lado. Os primeiros têm uma diferença menos gritante entre a altura na frente e na traseira. Os da Red Bull (e de outros times, mas de forma menos pronunciada), por sua vez, têm a bunda exageradamente levantada, chegam a ser até feios. A altura do assoalho em relação ao solo atrás é enorme, lembra meu Niva.

Aston Martin: “rake” baixo

Quem tem esse “rake” menos elevado se estrepou neste ano porque mexeram no assoalho atrás e nos difusores e na porra toda. A Mercedes já está encontrando caminhos. Notei um difusor um pouco diferente nesta corrida em relação à última. A ver. Já a Aston Martin não conseguiu ainda encontrar suas soluções.

Seguindo com as primeiras impressões dos treinos de hoje, a AlphaTauri confirma que será a melhor média da temporada (Gasly em terceiro, Tsunoda em sétimo), a Alfa Romeo e a Williams confirmam que não serão aquela porcaria do ano passado (Giovinazzi em nono, Latifi em 11º, na frente de Russell!) e Mazepin confirma que é uma bosta de piloto (rodou mais de uma vez de novo, ficou em último, azar da Haas que se vendeu ao pai desse moleque).

Mazepin: coisa ridícula

A Ferrari, apesar de uma batida besta de Leclerc no final do segundo treino, andou bem. Ficou em quarto com Sainz e quinto com Charlinho. Evolução visível em relação a 2020. Para ganhar corrida? Não. Para lutar pelo pódio? Talvez, com alguma sorte.

Quem andou mal foi a McLaren. A equipe, apesar da mudança de motor, não empolgou ainda. O mesmo pode se dizer da Alpine. Resultados muito discretos, o que é uma pena. Queria ver Alonso mais à frente. O espanhol percisará de uma paciência de Jó neste ano. Assim como Vettel, o outro campeão alijado das brigas mais importantes.

Ferrari: bem no primeiro dia

E é isso. Hoje, às 19h, no meu canal no YouTube, tem “Fórmula Gomes” analisando o primeiro dia de treinos em Ímola. É ao vivo, não esqueçam de entrar lá!

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CHEGOU!

SÃO PAULO(valeu a espera) – Foram três meses escrevendo, quatro horas por dia, que resultaram em 27 capítulos, um prefácio de Mário Magalhães e 270 páginas de jornalismo e Fórmula 1.

No meu novo livro, que entra em pré-venda hoje, conto histórias do jornalismo na era pré-internet cobrindo Fórmula 1 pelo mundo. Sem falsa modéstia, ficou muito bonito, o livro.

Quem quiser reservar seu exemplar na pré-venda, que termina no final desta semana, deve me mandar um e-mail. Mas atenção: só por e-mail! O endereço é [email protected] Basta escrever ÍMOLA no assunto que em breve os interessados receberão todas as informações sobre preço, envio, brindes, autógrafos etc.

Corram!

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ENCHE O TANQUE

Blogueiros do exterior sempre têm prioridade! “Achei um posto de gasolina nos subúrbios de Genebra, fronteira com a França. Ou seria uma ‘Garagem Técnica’? Enfim, como eu estava de bicicleta, não consegui encher o tanque…” A foto foi enviada pelo Leo Filgueiras. Lindo lugar!

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VEJA A VESPA

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DESAFIO DO DIA

Alguém arrisca o ano desta foto maravilhosa de Jacarepaguá?

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SONHO MEU…

SÃO PAULO(ainda é de graça…) – Um Trabizinho 1.1 desse jeitinho aí para se jogar num autódromo e só parar quando o mundo acabasse seria uma boa…

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1:09:35

FÓRMULA GOMES: GP DA EMILIA-ROMAGNA, DIA #3

Análise da segunda etapa do Mundial de F-1 de 2021 em Ímola!...

1:28:25

FÓRMULA GOMES: GP DA EMILIA-ROMAGNA, DIA #2

Análise ao vivo da pole de Hamilton em Ímola, do segundo lugar de Pérez, dos fracassos de Alonso e Vettel e muito mais!...