Blog do Flavio Gomes
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Gomes no Salão (7)

SÃO PAULO (lembram do Bozó?) – Acho que faz parte. Esse negócio de trabalhar em televisão acaba fazendo com que algumas pessoas te reconheçam. Como não ando disfarçado, uma meia-dúzia veio me cumprimentar. Todos muito simpáticos, um até pediu para a filha tirar foto. Outro, do Rio (guardei o nome, Teo), me deu o mais […]

SÃO PAULO (lembram do Bozó?) – Acho que faz parte. Esse negócio de trabalhar em televisão acaba fazendo com que algumas pessoas te reconheçam. Como não ando disfarçado, uma meia-dúzia veio me cumprimentar. Todos muito simpáticos, um até pediu para a filha tirar foto. Outro, do Rio (guardei o nome, Teo), me deu o mais longo e duradouro aperto de mãos de todos os tempos.

Mas foi simpático mesmo, sabia dos DKWs e me convidou para um chopinho na Barra, convite que aceitarei de bom grado quando for ao Rio.

Aí veio um, me pegou pelo braço, no corredor. O diálogo que segue é a mais pura expressão da verdade.

– Você é aquele apresentador da TV, né?

– É, acho que sou.

– Do “Linha de Chegada”, né?

– Não.

– Ah, do “Grid”…

– É.

– Ah, eu vejo Fórmula 1 desde antes de você nascer, desde o Mario Andretti.

– Acho difícil…

(Aqui se faz necessária a explicação. Disse que achava difícil ele ver F-1 desde antes de eu nascer, porque nasci em 1964. Fiz uma rápida conta, e para ele ver F-1 desde, digamos, 1963, teria de ter nascido, se fosse um garoto-prodígio, pelo menos em 1958. Sim, com cinco anos já dava para “ver F-1”, seja lá onde fosse. Mas o cara era bem mais novo que eu. Por isso disse “acho difícil”.)

– Vi mais de 500 GPs.

– Puxa. Legal. Prazer.

E lá foi o cabra, feliz de ter conhecido o apresentador do “Grid”. Existe “Grid”?