SÃO PAULO (lembram do Bozó?) – Acho que faz parte. Esse negócio de trabalhar em televisão acaba fazendo com que algumas pessoas te reconheçam. Como não ando disfarçado, uma meia-dúzia veio me cumprimentar. Todos muito simpáticos, um até pediu para a filha tirar foto. Outro, do Rio (guardei o nome, Teo), me deu o mais longo e duradouro aperto de mãos de todos os tempos.
Mas foi simpático mesmo, sabia dos DKWs e me convidou para um chopinho na Barra, convite que aceitarei de bom grado quando for ao Rio.
Aí veio um, me pegou pelo braço, no corredor. O diálogo que segue é a mais pura expressão da verdade.
– Você é aquele apresentador da TV, né?
– É, acho que sou.
– Do “Linha de Chegada”, né?
– Não.
– Ah, do “Grid”…
– É.
– Ah, eu vejo Fórmula 1 desde antes de você nascer, desde o Mario Andretti.
– Acho difícil…
(Aqui se faz necessária a explicação. Disse que achava difícil ele ver F-1 desde antes de eu nascer, porque nasci em 1964. Fiz uma rápida conta, e para ele ver F-1 desde, digamos, 1963, teria de ter nascido, se fosse um garoto-prodígio, pelo menos em 1958. Sim, com cinco anos já dava para “ver F-1”, seja lá onde fosse. Mas o cara era bem mais novo que eu. Por isso disse “acho difícil”.)
– Vi mais de 500 GPs.
– Puxa. Legal. Prazer.
E lá foi o cabra, feliz de ter conhecido o apresentador do “Grid”. Existe “Grid”?