GUARUJÁ (a lenha, de novo) – Adoro pegar no pé da Globo. E pelo jeito não sou só eu. Curioso que nas últimas semanas andei prestando atenção nos textos das chamadas da emissora. Chamadas das novelas, filmes, minisséries, programas de auditório. Todas têm “uma galera muito louca”, “confusão pra valer”, “aprontando todas”, “muita emoção” e coisas do tipo.
Notem. Pode ser o que for. Um drama como “Amazônia”, por exemplo. Ou “24 Horas”, um seriado policial. Ou ainda “Hoje é Dia de Maria”, uma alegoria infantil. Ou um jogo de futebol. Todos esses programas, quando chamados pelo locutor de voz inconfundível, que desconfio ser um sintetizador roubado nos anos 70 de algum laboratório japonês, têm uma galera muito louca aprontando todas com confusão pra valer e muita emoção.
O redator das chamadas é verdadeiramente prodigioso, dono de repertório vastíssimo quando chamado a descrever as atrações globais.
Pensava nessas bobagens quando me chega um e-mail do blogueiro Paulo Góis com uma edição de chamadas da “Sessão da Tarde”.
É estarrecedora a riqueza vocabular.