Blog do Flavio Gomes
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Magical Mistery Night

SÃO PAULO (louco é quem me diz) – Há noites. E noites. A de ontem foi uma noite. Ontem + hoje = a noite. Mutantes. No fundo, é o que somos. Mudando o tempo todo, para no fim ficar mais ou menos como sempre fomos. Acertem suas escolhas, rapazes. Mutantes. Eu tinha o quê? Dez […]

SÃO PAULO (louco é quem me diz) – Há noites. E noites. A de ontem foi uma noite. Ontem + hoje = a noite.

Mutantes.

No fundo, é o que somos. Mudando o tempo todo, para no fim ficar mais ou menos como sempre fomos. Acertem suas escolhas, rapazes.

Mutantes.

Eu tinha o quê? Dez anos, não sabia direito o que era aquilo. Sabia mais ou menos o que eram os Secos & Molhados. Psicodélicos, coloridos e cinzentos, tudo ao mesmo tempo. Coisa esquista.

Sumiram nos anos, os secos, os molhados, os mutantes, as cores, a paz e o amor.

Voltaram após 30 anos. 30 anos de Mutantes, 15 do anuário, 35 do Reginaldo na F-1. Tudo no mesmo lugar e na mesma hora. Mudamos, mudamos, e continuamos iguais. Acertem suas escolhas, mocinhas.

E vejo amigos e mais amigos, e troco abraços e beijos, e encontro tanta gente que fez e faz tanta coisa, que tem em comum carros de corrida.

Mas que carro de corrida o quê…

Somos muito loucos, unidos apenas pelo hino que a geração que veio antes da minha deixou, e que não soubemos passar adiante.

Minha geração é um fiasco. Ainda bem que eles voltaram para nos lembrar disso.

(Melhor mesmo não ser normal. Não vamos nos curar, não adianta. Disse a Zélia: azar do Paul McCartney que não fez essa música antes. Vero.)

Noites como essa não acontecem duas vezes e a gente sabe disso.

Ave, Regi. Ave, Dinho. Ave, Sergio e Arnaldo, vocês que não mudaram e se abraçaram saindo do palco, eu vi. Abraço de irmãos é algo muito bonito.

Ainda temos tempo de ser como vocês, meninos mutantes. Pelo menos, tentar. Basta pensar que Deus somos nós.

E para quem não entendeu nada: Gil e Mutantes, “Domingo no Parque”.

(Como é que um país que fez isso pode ter virado a merda que virou em tão pouco tempo?)

E Londres, e loucos, e mais loucos

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Reginaldo Leme, colunista do Grande Prêmio e decano das coberturas de F-1 no Brasil, lançou ontem a 15ª edição do anuário “AutoMotor” numa noite encantada em que todos flutuaram, sem se ocupar em nascer ou morrer. Os aprendizes do Grande Prêmio estavam lá e foram dispensados do trabalho, para sorver o que viveram, até a hora em que estiverem recompostos. Assim, é possível que o site fique algumas horas sem ser atualizado. E daí? Não somos os únicos que encontraram a paz.