Blog do Flavio Gomes
Sem categoria

Perguntar não ofende

SÃO PAULO (mas dependendo da resposta, ofende…) – Meu partner no “Limite” Mauro Cézar Pereira assistia ontem a determinado programa de TV cujos participantes defendiam, ardentemente, que Button tinha de dar passagem a Barrichello em Melbourne de qualquer jeito. Os mesmos que, alguns anos atrás, estrilavam e desfiavam seu nacionalismo barato cada vez que a […]

SÃO PAULO (mas dependendo da resposta, ofende…) – Meu partner no “Limite” Mauro Cézar Pereira assistia ontem a determinado programa de TV cujos participantes defendiam, ardentemente, que Button tinha de dar passagem a Barrichello em Melbourne de qualquer jeito.

Os mesmos que, alguns anos atrás, estrilavam e desfiavam seu nacionalismo barato cada vez que a Ferrari mandava Barrichello dar passagem a Schumacher — ou cada vez que eles imaginavam que isso tinha acontecido. Não vi o programa, e MC não citou nominalmente ninguém.

Ora, a Ferrari mandar Barrichello deixar Schumacher, mais rápido, passar não podia. A Honda mandar Barrichello, mais rápido, passar o Button pode.

Uai, o que pode e o que não pode?

Repito o que escrevi para meus jornais no fim de semana: acho que a Honda tinha, sim, de mandar o inglês abrir caminho, pelo peso de cada carro. Como achava que a Ferrari tinha, sim, de apostar mais em Schumacher do que em Rubens, por razões óbvias.

Aliás, nos seis anos da dupla em Maranello, a grande patuscada da equipe com Barrichello foi aquela do GP da Áustria em 2002, imperdoável — porque todos sabiam que Schumacher seria campeão com ou sem aquela vitória, porque era começo de campeonato, porque foi totalmente desnecessário e porque o alemão não tinha adversários naquela temporada.

E justiça se faça a Rubens na Austrália. Em nenhum momento ele questionou a Honda, ou reclamou da equipe. Ao contrário, elogiou a liberdade de disputa no time, sendo 100% coerente com tudo aquilo que sempre defendeu na Ferrari. Ponto para ele, pois. Nota dez. E nota zero aos que insistem que os brasileirinhos são sempre prejudicados, e que deveriam ser privilegiados.