Blog do Flavio Gomes
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Ladaland (quinta)

SÃO PAULO (até a Globo!) – O blogueiro Eduardo que viu e mandou a dica. Saiu no “Auto Esporte”, da Globo, uma reportagem sobre a Russo-Baltique, uma montadora que desabou com a revolução de 1917 na Mãe Rússia. Eu já estava havia algum tempo para postar algo sobre os Russo-Baltique, que de certa forma podem […]

SÃO PAULO (até a Globo!) – O blogueiro Eduardo que viu e mandou a dica. Saiu no “Auto Esporte”, da Globo, uma reportagem sobre a Russo-Baltique, uma montadora que desabou com a revolução de 1917 na Mãe Rússia.

Eu já estava havia algum tempo para postar algo sobre os Russo-Baltique, que de certa forma podem ser considerados antecessores dos Lada. Fundada em 1907, a fábrica fornecia carros para a família real russa. Não era pouca coisa. Czares e czarinas flanavam alegremente pelas ruas de Moscou e São Petersburgo a bordo de Russo-Baltique, e disputavam ralis chiquérrimos com eles — até Monte Carlo.

Aí o povo tomou o poder, nacionalizou a fábrica e ela fechou algum tempo depois. Diz o site da empresa, que foi refundada em 2003, que a ironia do destino é que o último Russo-Baltique fabricado saiu da linha em 1918 e, portanto, é também o primeiro carro soviético!

A glamurosa e aristocrática Russo-Baltique foi recriada e no ano passado apresentou seu carro-conceito, o Impression, em Villa d’Este. Serão feitas de 10 a 15 unidades, com motores Mercedes V12 e custando quase 2 milhões de dólares cada.

Não há mais czares na Rússia, nem o povo é dono de mais nada. Mas eu teria um desses na garagem. Estacionaria ao lado do meu Laika e deixaria os dois conversando um tempão, até o branquinho convecer esse bacanão aí a fazer greve e piquete.