SÃO PAULO (uma gritaria só) – Na verdade, a corrida da Hungria não acontece em Budapeste, mas em Mogyoród, onde fica a pista. É uma pequena vila na Grande Budapeste, ou na Grande Peste, porque entre Mogyoród e Buda há o Danúbio.
Mas isso não tem tanta importância assim, importa é que a McLaren deve ganhar fácil, por dois motivos: seu entre-eixos mais curto e a melhor adaptação aos pneus mais macios da Bridgestone, como em Mônaco. Para pistas travadas e sinuosas, carro mais curto funciona melhor. É fácil visualizar: imagine um Ka tirando uma corrida contra um Vectra num kartódromo. O pequenino faz curvas mais fácil. É mais ou menos isso.
Alonso foi o mais rápido da sexta, dia que na Hungria é menos indicativo de qualquer coisa do que em outros circuitos, já que a pista é muito suja, pouco usada, empoeirada e etc. Kovalainen fez o segundo melhor tempo do dia. A Renault também deve andar bem em Budapeste. Ou em Mogyoród.
Quem não está bem das pernas é a Ferrari, com tempos discretos e Kimi reclamando do carro. Vettel ficou na frente de Liuzzi em alguns momentos e atrás em outros. Terminou o dia com tempo pior. E Yamamoto fez tempos incompatíveis com carros de F-1. Sei não. Pode se transformar num novo Ide rapidamente, alvo da ira dos mais rápidos se atrapalhar demais. E em Budapeste, ou Mogyoród, o que mais retardatário faz é atrapalhar, porque a pista é estreita, travada e etc.
Agora, a foto do dia é essa aí embaixo. A Ferrari e seus espiões!