Blog do Flavio Gomes
Sem categoria

Desembarque: 58 despenca

POUSO ALTO (todos salvos) – Acho um saco esse negócio de colocar e tirar carro de caminhão-cegonha, mas é um mal necessário. E como nem todo mundo sabe guiar um DKW, e eu também não deixo muita gente dirigir os meus, acabo fazendo tudo sozinho. O desembarque em Pouso Alto é sempre uma atração para […]

POUSO ALTO (todos salvos) – Acho um saco esse negócio de colocar e tirar carro de caminhão-cegonha, mas é um mal necessário. E como nem todo mundo sabe guiar um DKW, e eu também não deixo muita gente dirigir os meus, acabo fazendo tudo sozinho.

O desembarque em Pouso Alto é sempre uma atração para a pequena cidade. O pessoal nos botequins fica vendo admirado aqueles carros estranhos descerem do caminhão para seguir até o hotel.

Estava indo tudo bem. O 62 precisou pegar no tranco, e só. A turma que já havia chegado ao Serraverde desceu para ajudar a levar os carros até o hotel, e cada um foi guiando um. Um mutirão.

Até que fui pegar o 58. Estava no segundo andar da carreta. O arranque está fraquinho, a bateria 6v claudicou, e pedi para os caras do caminhão empurrarem. Segurava no freio na descida e ainda pegava no tranco. Esse era o plano.

Só que acabou o freio.

E o 58 despencou lá de cima desembestado, sem nada de breque. Deu tempo de eu gritar “sai todo mundo!” e aprumar o carro para acertar as rampas, que são muito estreitas.

Milagrosamente, acertei as rampas. Mas tinha um Gol parado atrás do caminhão. De ré, sem freio, o carro quase desabando no chão, ainda consegui tirar do Gol.

Não bati em nada, não fez absolutamente nada no carro. A rampa da cegonha empenou, porque com a velocidade que ele passou, ela saltou no ar e caiu no chão.

Salvaram-se todos. Minha frustração foi não ter conseguido pegar no tranco de ré depois de desviar do Gol!

Empurramos, funcionou, dei uma bombada no pedal e o freio voltou. Quase perdi um 58…