Blog do Flavio Gomes
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O DKW e eu

SÃO PAULO (quem explica?) – Meninos e meninas, bom dia. De agora até a noite, este blog estará na estrada, a caminho de Pouso Alto. Decidi fazer uma doce loucura e estou levando todos meus DKWs, exceto a moto, para o V Blue Cloud. Será um encontro muito gostoso e pretendo me desligar do mundo […]

SÃO PAULO (quem explica?) – Meninos e meninas, bom dia. De agora até a noite, este blog estará na estrada, a caminho de Pouso Alto. Decidi fazer uma doce loucura e estou levando todos meus DKWs, exceto a moto, para o V Blue Cloud. Será um encontro muito gostoso e pretendo me desligar do mundo exterior por cinco dias.

É uma pausa necessária. Me dei conta de que estou trabalhando sem uma folga sequer, seja em TV, rádio, internet ou jornais, há uns quatro meses. Hora de dar uma paradinha estratégica.

Daqui a pouco começo a carregar o caminhão com os carrinhos. Vou filmar e fotografar tudo, e a idéia é, todas as noites, na tranquilidade do Serraverde, fazer um resuminho do dia fumacento.

Como no ano passado, pego a estrada sozinho. Gosto de viajar sozinho, às vezes. A solidão não me faz mal, desde que não dure muito. Vou com o 67. Até o rádio funciona, dá para ouvir umas modinhas caipiras naquelas emissoras que a gente nunca sabe de onde são, quando começar a subir a serra.

A nata dos vemagueiros estará em Pouso Alto, gente vinda de todo o país. Teremos apresentações de vídeos, palestras, workshops, é uma verdadeira imersão no mundo dos dois tempos.

E como isso tudo começou? O encontro, isso já contei, em 2003, em Caxambu. Mas essa minha estranha paixão por carros alemães fabricados no Ipiranga vem de criança.

O Celso Santoro, um dos fumacentos ilustres que já deve estar chegando com seu Candango capota-de-aço, me reenviou algumas fotos que, acho, dão alguma pista. Essas fotos a gente vive trocando, nõs que temos um grupo muito ativo na internet, e o Celso guarda tudo. De tempos em tempos, reenvia a todos para que não deixemos as memórias esquecidas num canto.

O loirinho sou eu, o moreno é meu irmão mais velho, que mora nos EUA. O carro branco é um Belcar Rio 1965 que meu pai tirou zero. As fotos foram tiradas na nossa casinha geminada em Moema (das poucas que sobreviveram no bairro) quando eu tinha três anos, e numa viagem a Campos do Jordão. Acho até que já postei isso aqui, muito tempo atrás. Não faz mal. Depois, apareço em 1988 todo pimpão no meu Belcar 1962 em Interlagos. Até que tinha pinta de piloto.

A foto que fecha este “ensaio” é o último ato, talvez mais conhecido da maioria, dessa obsessão pelas três letras e quatro argolas. O #96, que tem torcida organizada, etc., e que, de alguma forma, virou um símbolo deste blog e de seus blogueiros.

É isso. Pé na estrada. Mas, antes, um pouquinho de gasolina no carburador. Senão não pega.