Blog do Flavio Gomes
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I am… sorry

SÃO PAULO (acelera, meu filho) – A McLaren levou a público hoje a carta que enviou a Max Mosley pedindo desculpas por tudo que aconteceu em 2007. É um longo texto no qual o time admite que suas investigações internas foram insuficientes (a da FIA descobriu muito mais), assume que deveria ter levado mais a […]

SÃO PAULO (acelera, meu filho) – A McLaren levou a público hoje a carta que enviou a Max Mosley pedindo desculpas por tudo que aconteceu em 2007. É um longo texto no qual o time admite que suas investigações internas foram insuficientes (a da FIA descobriu muito mais), assume que deveria ter levado mais a sério o caso quando soube que Nigel Stepney andava trocando figurinhas com Mike Coughlan, reconhece que deveria ter procurado Jean Todt e a FIA desde o início do tráfego de informações e promete que nunca mais isso vai se repetir. E que sua política de contratação e gerenciamento de pessoal mudou, para evitar novos escândalos.

Dado curioso, pelos números: a McLaren informou que os investigadores da FIA entrevistaram 20 de seus engenheiros, tiveram acesso a 22 computadores pessoais e baixaram 1,4 TerraBytes de dados dos computadores centrais da equipe, o equivalente a 75 milhões de folhas tamanho A4. TerraByte? Eu nem sabia que isso existia.

De qualquer forma, o pedido de desculpas me lembrou velha piadinha em que um russo, um americano e um português se encontram na floresta para uma competição de tiro ao alvo, e lá está a linda donzela ostentando uma maçã na cabeça, o russo dispara sua flecha e ela acerta bem no meio da maça, e então ele diz: “I am Guilherme Tell!”, ou algo assim. E vai o americano, acerta a semente da maçã, volta-se para os demais e diz: “I am Robin Hood!”. Finalmente o portuga toma seu arco e sua flecha, dispara e acerta no meio da testa da pobre donzela. Vira-se para os demais e decreta: “I am sorry!”.

PS: a anta aqui escreveu “TerraByte”, e ficou com cara de tonto quando os blogueiros o corrigiram para “Terabyte”, com um R só. Que seja. Eu pensava que um “Terrabyte”, dos meus, seria capaz de concentrar toda a informação do planeta. Daí “Terra”. Bom, foi só uma piadinha.