Blog do Flavio Gomes
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el cordobés (15)

CÓRDOBA (a queda) – Então resolvemos descer das arquibancadas, porque lá embaixo, no alambrado, já tinha esvaziado um pouco. Visão melhor, tudo nos conformes. Armei a maquininha. Mas, para poder esticar melhor o braço e desviar dos braços dos outros, me debrucei sobre a grade. Meu, que mico. O alambrado foi cedendo, cedendo, e eu […]

CÓRDOBA (a queda) – Então resolvemos descer das arquibancadas, porque lá embaixo, no alambrado, já tinha esvaziado um pouco. Visão melhor, tudo nos conformes. Armei a maquininha. Mas, para poder esticar melhor o braço e desviar dos braços dos outros, me debrucei sobre a grade.

Meu, que mico. O alambrado foi cedendo, cedendo, e eu percebendo que ia despencar, que ia cair no meio da pista para ser atropelado por um Ford Focus (ainda se fosse um Subaru…), meu crânio esmagado por um piloto italiano qualquer, acabando com o rali, causando um incidente diplomático entre Brasil e Argentina, virando mártir como Evita Perón.

Mas segurei a câmera firme, o carro passou, não fui atropelado e nem tive meu crânio esmagado, nem sei se o piloto era italiano, e despenquei com a grade como se fosse um saco de batatas caindo de um caminhão velho. Eu e mais alguns, é bom que se diga. Tudo devidamente registrado. Antes, a gente contava essas histórias e muita gente te chamava de mentiroso.

Está aí o vídeo que não me deixa mentir. Dei vexame, mesmo. Com muito orgulho, com muito amor.